voluntário no interior da França

Eu viajei na baixa temporada do Vale do Loire, na época de frio intenso, portanto, a demanda para trabalho normalmente fica bem reduzida nessa época.

No verão, as tarefas e o trabalho é bem mais intenso conforme comentários, por isso, prepare-se caso você vá nessa época.

1. Trabalho e atividades diárias

Minhas tarefas diárias no hostel eram bem tranquilas. Eu começava por volta das nove da manhã.

Nessa época os voluntários tinham as tarefas de preparar o café da manhã para os hóspedes, quando necessário. Também tínhamos que organizar e limpar as áreas de comum acesso do local.

Quando havia check-in e check-out, limpávamos os quartos, fazíamos as camas, bem como a lavanderia.

Caso o dia fosse parado sem muito para fazer, a recomendação era limpar e organizar a lojinha que fica localizada na entrada do hostel.

O trabalho é fácil e tem a duração média de cinco horas diárias. Quando eu estava lá, quase sempre terminávamos antes e ficávamos as demais horas que restavam para terminar nosso horário à disposição caso surgisse algo diferente para ser feito.

Depois disso, éramos livres para fazermos o que quiséssemos.

2. O interior e a atmosfera do hostel

O hostel é um lugar bem aconchegante e tem uma área comum bem confortável.

Na entrada dele fica a loja e o bar onde os moradores locais passam o happy-hour. Dentro do prédio há uma sala de visita com TV e uma sala de jantar acoplada a ela. Os quartos ficam localizados no andar de cima do hostel.

O local é bem tranquilo, e caso você esteja à procura de festas e agitação no local, não vá durante a época de inverno, pois tudo é totalmente tranquilo, quieto e sem agitação.

No verão é que a tendência de bombar, pois as pessoas saem de casa.

3. Voluntários, hóspedes e anfitrião

Os hóspedes eram tranquilos, mas na época não havia muitos. Entre os voluntários havia três brasileiros, além de mim.

O pessoal foi super bacana, fizemos atividades juntos e aproveitamos a companhia um dos outros. Formamos uma família temporária.

O anfitrião é super-receptivo, amigável, simpático e acolhedor. O Stephane é francês, mas adora o Brasil e fala português perfeitamente. Ele adora música brasileira também.

4. Benefícios de voluntariar aqui

Além da hospedagem numa das regiões mais bonitas da França, o hostel oferece um horário bem maleável para as tarefas, além de providenciar refeições para os voluntários.

Você somente gastará com refeições se quiser, pois semanalmente o anfitrião vai ao mercado para comprar comida para todos.

Também há bicicletas disponíveis para os voluntários e você pode circular pelo Vale com elas. O passeio de bicicleta entre Mer e Chambord vale muito a pena fazer.

5. Mer e todo o Vale do Loire

Mer é uma cidade pequena, mas fica perto das cidades mais movimentadas e agitadas do Vale do Loire.

Os comércios tem um intervalo longo na hora do almoço, portanto, entre 11h e 14h é bem difícil encontrar lugares abertos. No começo da semana também há dias em que tudo fica fechado.

Não há muito para fazer na cidade, mas de lá saem trens para todo o Vale do Loire e também para Paris.

O agito você poderá encontrar em cidades mais próximas do que Paris, entre elas, Tours e Orleans.

Passeio com visitas a castelos é bem comum e visitar cafés para aproveitar as deliciosas guloseimas francesas é o máximo.

Ao lado do hostel tem uma padaria que vende doces franceses maravilhosos e bem perto também há um supermercado que você pode ir a pé ou de bicicletas.

Castelo no interior da França

6. Tempo livre no vale

Em meu tempo livre costumava sair de bike para passear pela região ou pegava um trem na estação que ficava a poucos metros a pé do hostel. 

Dava para fazer um bate e volta nas cidades vizinhas do Vale do Loire. Nelas eu fazia turismo e conhecia as atrações da cidade.

Não ia muito a Paris, mas quando tinha dois dias seguidos de folga era perfeitamente possível. Paris fica um pouco menos de duas horas de Mer e, se programar, da para visitar a cidade muitas vezes.

7. Parle vous française?

Bom, na região o inglês é válido, mas o francês ajuda muito mais, pois longe de Paris muito poucos franceses falam inglês.

Com conhecimento básico de francês consegui me virar muito bem. Em Paris era muito bem tratada quando abordava os franceses em sua língua nativa, mas quando eles viam que eu não conseguia manter uma conversa fluente, eles acabavam me perguntando se eu falava inglês.

Nas cidades do Vale do Loire falar francês é o ideal, já em Paris é melhor saber frases básicas para abordar as pessoas e depois continuar em inglês mesmo.

No trabalho em si, o português é suficiente, pelo menos na baixa temporada, pois há voluntários brasileiros constantemente no local e o anfitrião também fala nosso idioma.

Na verdade, não é necessário nada de muito especial para se dar bem no hostel, basta ter boa vontade para ajudar e estar aberto para essa maravilhosa experiência no interior da França.

Você não vai se arrepender, eu garanto!



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Viviane

I am a blogger, journalist, English teacher and a christian missionary. Fond of traveling, I can ...

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Ago 22, 2018


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