Ollantaytambo: a cultura quechua respira viva

O Vale Sagrado dos Incas guarda entre suas montanhas diversos segredos de uma civilização antiga que dominou grande parte do que hoje conhecemos como América do Sul. Entre seus monumentos, a caminho do Macchu Picchu, está a cidade de Ollantaytambo, na província de Urubamba.


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João

Viajar é se inspirar, é aprender e ultrapassar horizontes que você nem sabia conseguia ver antes....

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Ago 20, 2018

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É uma cidade pequena, calma, cheia de arquitetura, história e um dos melhores lugares para ver a cultura viva dos Quechua, ou, como Worldpacker, viver a cultura dos Quechua.

Decidi ser Worldpacker em Ollantaytambo por esse mesmo motivo: buscava um lugar calmo, pequeno e cheio de histórias para me contar.

Cidade de pedras e de lã

Ollantaytambo fica no meio de um vale, cercada por montanhas.

Como toda pacata cidade, está à beira de um rio, cujas águas passam por canais abertos construídos pela cidade.

A correnteza se ouve facilmente ecoando pelas paredes de pedra construídas originalmente pelos Incas.

São diversas estruturas altas de pedra que formam ruelas estreitas, onde se encontram lojas de artesanato, restaurantes típicos, residências e uma loja de cerâmica que convida o viajante a fazer sua própria peça.

A parte histórica da cidade se preserva tal qual fora construída pelos Incas, com poucas restaurações ao longo dos anos.

No centro da cidade há uma praça maior, onde se concentram mais restaurantes e lojas de artesanatos, que vendem pratos típicos, dos mais famosos, o lomo saltado, e artigos de vestimenta coloridos, feitos de lã de alpaca e algodão.

Tive o prazer de presenciar um festival de cultura na praça, quando os moradores vestiam-se de roupas fortes e coloridas e dançavam e cantavam no idioma quechua, a língua dos Incas.

Por mais ruas de pedra saindo da praça central, há uma feirinha de artesanato, onde além de mais artigos de vestimenta, há peças riquíssimas em cerâmica e metais, representando personagens da religião e história dos Incas.

É uma cidade calma, pequena, longe do barulho da cidade, em que a natureza se encontra com a cultura.

Ruínas e templos nas montanhas

Nas montanhas há várias ruínas de outras construções incas, incluindo o Templo do Sol e o que acredita-se ser um complexo militar utilizado pelos Incas.

As ruínas ficam abertas para visita do público, que enche os cômodos, corredores e pátios dos templos e casas.

É uma subida íngreme que vale a pena pela oportunidade de vislumbrar a tecnologia e arquitetura dos povos pré-colombianos.

A vista do vale, privilegiada pela altura, foi utilizada pelos incas como ponto estratégico para proteção do vale, por isso acredita-se que as construções tenham servido para usos militares.

Hoje, as vistas vislumbram espectadores que, como eu, viram-se hipnotizados pela cidade lá embaixo e pela imensidão do vale.

Para os mais corajosos, há ruínas mais íngremes, que precisam ser acessadas por caminhos estreitos construídos com cordas.

A vida na cidade quechua

Viver a história e cultura quechua em Ollantaytambo é uma oportunidade extraordinária, que me fez pensar sobre a importância dos povos andinos para a identidade ‘latino-americana’.

Na cidade, fiquei em um hostel como Worldpacker, ajudando a recepcionar hóspedes e a preparar e arrumar o café da manhã.

O cotidiano como Worldpacker me permitiu, além de ver a cidade, viver aquela cultura tão rica.

Nos últimos dias da viagem, eu já estava dando dicas aos hóspedes do hostel sobre quais lugares visitar, onde encontrar os melhores pratos típicos e como explorar as ruínas nas montanhas.

A maioria das rotas até o Macchu Picchu passam por Ollantaytambo, mas os turistas se veem limitados ao centro da cidade por um dia.

Passei duas semanas como Worldpacker por lá, explorando as ruelas de pedra, visitando diversos restaurantes típicos, passando pelo mercado central, com suas  especiarias, frutas e temperos frescos, visitando museus e descobrindo.

Viajar é conhecer o mundo e em Ollantaytambo eu conheci uma cultura rica, colorida, e que respira viva mesmo após toda a colonização.


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João

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Ago 20, 2018


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