voluntária em projeto de permacultura

Viajar pelo nosso país é uma via de encontro com o povo do qual faço parte. Afinal, nunca estamos sozinhos. Somos parte de uma coletividade, uma corrente extensa de cada um. Conhecer pessoas é fazer amizade comigo mesma. Através da vivência com os outros, faço meu autoconhecimento.

Não conseguia mais me expressar criativamente dentro de quatro paredes do local de trabalho, então decidi partir. Não foi só a decisão de viajar. Eu estava deixando uma carreira de dez anos para começar uma nova do zero: a fotografia.

Viajar + fotografia. Uma nova dupla jornada, mas era isso. Eu queria pintar a história das pessoas com as cores da minha fotografia. Eu queria ouvi-las e enfeitá-las com o brilho da lente da minha câmera.

Optei começar pelo sul do Brasil, uma região que ainda desconhecia. Sinceramente não sabia o que esperar, mas estava focada em documentar a inspiração diante dos meus olhos.

Chegar em um Estado, uma cidade onde nunca tinha visitado, é como começar um namoro. Tudo é intenso, temos disposição para conhecer todas as coisas, cores, sons e novidades em um único dia.

Mas eu estava lá para desacelerar. Nada parecia mais perfeito do que iniciar a experiência na Worldpackers do que um sítio experimental em Nova Petrópolis.

Um lugar que meu despertador era o sol harmonizado com os pássaros. Tinha uma alimentação fresca e orgânica, aprendi a mexer na terra, fazer compostagem, a entender um pouco sobre as propriedades de cada tipo de plantio, como funcionava um banheiro seco, tirar uma soneca ao som dos bugios, receber as visitas noturnas de sapos e aranhas e assistir a iluminação dos vaga-lumes com uma plateia de estrelas com lotação máxima no céu.

Totalmente imersa na integração com a natureza e a melhor maneira de escutar meu próprio silêncio e encarar meus os fantasmas.

sitio experimental Las Monas

Ter a natureza como aliada no convívio é aprender a tratá-la com respeito e reverenciar sua imponência.

Como não tinha televisão, minha programação era as conversas típicas de um happy hour com as anfitriãs Gabi e Fhá, mas não aconteciam só no final da tarde de uma sexta-feira, rolavam a qualquer momento.

Elas me apresentaram uma diversidade de refeições veganas. Até flor eu experimentei, fato inédito. Eu também ensinei alguns pratos e não fiz feio.

A permuta acaba indo muito além do combo hospedagem-serviço. Acabam sendo experiências que eu vou carregar para vida.

Se você realmente está consciente que o propósito da Worldpackers é uma troca de vivências e se você está disposto a aprimorar o uso mais consciente da água e do alimento que consumimos, esse é o lugar ideal.

Não são aprendizados que terminam quando você vai embora. Você leva consigo. Seja para quando voltar para casa, seja para transmiti-los.



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Regiane

Com uma mochila nas costas e uma câmera na mão, sou uma viajante que conta, através das fotografi...

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Out 11, 2018


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