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Aproveite o Canadá como um morador local

A expressão “enjoycanada” tem um significado enorme e me acompanhou todos os dias durante pouco mais de um mês em que estive por lá. Vou usá-la ao longo desse texto para descrever meu sentimento por esse país.


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Marcelo

Ousadia, desafios, limites, serenidade, experiência e saúde: tudo junto e misturado!

Mar 29, 2018

flamulas da bandeira do canada

Minha relação com o Canadá teve início em 2014. Na ocasião eu vivia em função do mundo corporativo. Fui para lá em fevereiro daquele ano, no auge do inverno. Foi, inclusive, minha primeira viagem internacional a negócios. Destino: Vancouver (British Columbia)!

Fiquei lá cerca de dez dias – sinceramente, muito pouco para o que eu senti desde a chegada ao aeroporto. Entre treinamentos, reuniões e anexos de uma rotina de negócios – almoços, jantares ou happy hour – vez ou outra havia a possibilidade de explorar as redondezas, lugares turísticos, outros que somente os locais conhecem, e assim foi indo.

Porém, em julho de 2017 (verão) desembarquei lá de novo; dessa vez sem vínculos corporativos. Eu chegava direto dos EUA, onde tinha participado de um projeto do Worldpackers por dois meses, para o Canadá, em um projeto de pouco mais de um mês.

Fui para Gibsons, que também fica na província de British Columbia, em uma região conhecida como Sunshine Coast. Essa região reúne algumas cidadezinhas e muitos canadenses vão para lá nas férias de verão, finais de semana e feriados. Há muitas praias, ilhas, marinas, restaurantes, atividades ao ar livre e uma intensa programação de atividades culturais.

Para chegar lá fiz a seguinte rota: peguei o SkyTrain no aeroporto de Vancouver e fui até Downtown; depois um ônibus até o Ferry Boat (balsa); após a travessia mais um ônibus até próximo à casa do host – algo em torno de 1h30, mas que é compensado pelo visual, principalmente durante a travessia do Ferry Boat. #enjoycanada

Uma característica do Canadá, e de algumas de suas províncias e cidades, está relacionada ao o que eu classifico como um local cosmopolita. No meu exemplo, Vancouver é uma cidade que possui uma grande quantidade de habitantes, tanto de nativos como de outros países e culturas. Cidades como essa comportam todos os tipos de usos e costumes dos seus diferentes habitantes, como gastronomia, vestuário, língua e tradições. Na minha opinião, isso é incrível!

Em Vancouver você vê isso todos os dias em todos os lugares e um exemplo interessante está no próprio aeroporto. Os idiomas oficiais do Canadá são Inglês e Francês, mas no aeroporto todas as placas de orientação, informativos e as próprias telas que mostram os status dos pousos e decolagens estão disponíveis nesses dois idiomas e em Chinês (mandarim); assim como boa parte do staff do aeroporto.

Minha rotina no projeto em Gibsons incluía uma carga horária de seis horas por dia. Não costumo me apegar nessa questão, pois prefiro estabelecer uma relação mais humana com os hosts, demonstrar responsabilidade e ser proativo; por várias vezes trabalhei oito, nove horas ou mesmo em um dia livre.

Naturalmente as oportunidades foram aparecendo; no caso, minha host me dava dicas sobre a região, me apresentou para amigos e familiares dela, além de ser flexível quanto ao uso das dependências e coisas da casa.

Como estávamos no verão, geralmente após o trabalho, eu ia de bicicleta para o centrinho de Gibsons; vez ou outra eu assistia a algum show ou evento da programação cultural, tomava um café ou sorvete. Não sou muito fã, mas também fui pescar algumas vezes.

Nesses passeios também aproveitava para conhecer pessoas e treinar/melhorar o inglês, o que foi muito interessante. Embora sejam lugares turísticos, Sunshine Coast e Gibsons geralmente são frequentados por canadenses, então quando eu dizia que era do Brasil, muitos se surpreendiam e as conversas fluíam pois eles queriam “conhecer” um pouco mais do “Brazil”. 

avião no céu do Canada

Nos finais de semana eu me programava para no sábado e/ou domingo ir para Vancouver.

Vancouver também possui uma característica especial. Trata-se de um local com belezas naturais incríveis, combinando mar, montanha e outras singularidades em seus parques, lagos e rios. Soma-se a isso um forte planejamento urbanístico.

Trata-se de uma grande, mas muito bem estruturada, metrópole. Downtown concentra a maioria das empresas e escritórios comerciais da cidade – alguns falam que Vancouver é o Vale do Silício canadense.

Quase ao lado, em uma caminhada de não mais do que dez minutos, você chega ao Stanley Park. Imagine um parque urbano enorme, com áreas verdes, lagos, local para caminhar, pedalar, aproveitar o dia com a família, crianças e mesmo só para relaxar; aí você dá mais alguns passos, e ainda no parque, você chega à praia! Demais!!!

Há inúmeros websites, blogs, canais no Youtube, perfis no Instagram e Facebook sobre o Canadá, sobre Vancouver e tantos outros que falam sobre as possibilidades e formas de como imigrar para lá (esta, inclusive, é uma ideia que eu tenho e que em algum momento poderá convergir para um plano – quem sabe).

Com um pouco de pesquisa e separando uns trocadinhos, você consegue aproveitar bem Vancouver e redondezas. Sempre há shows, eventos esportivos, festas temáticas, locais e atividades das mais variadas possíveis para conhecer e aproveitar.

O Science World é um deles; outro exemplo é a cidade de Whistler que fica bem próxima de Vancouver. É uma região de montanha, com belas paisagens e locais para aproveitar o dia, no inverno costuma nevar e algumas provas dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 foram realizadas lá.

Tive ainda oportunidade e a sorte de estar lá em no Canada Day. Melhor ainda foi saber que se tratava de uma festa especial, pois era o 150º Canada Day! O país e a cidade inteira estavam celebrando essa data tão importante para eles – ruas tomadas, festas e eventos em todos os cantos!

Quando falamos no Canadá, muitas pessoas já associam o país ao clima frio, mas há de se ponderar e não estabelecer preconceitos. De fato, algumas cidades e regiões passam boa parte do ano com temperaturas inferiores a dois dígitos, mas não são todas e em uma rápida pesquisa você descobre quais regiões “sofrem” mais com isso. Uma coisa é certa, é muito mais fácil encarar uma temperatura abaixo de zero no Canadá, do que um friozinho de dez graus em alguns locais do Brasil, a razão disso é que lá o país e a cidade estão muito preparados para essa situação que é absolutamente natural.

Sobre o frio, vai de cada um entender o quanto e por quanto tempo aguenta sobreviver assim.

Por outro lado, não à toa, as pesquisas, estatísticas, indicadores e tantas outras fontes de informação classificam o Canadá como um dos melhores países do mundo para viver. No ranking de qualidade de vida, está em primeiro lugar! Estabilidade política, crescimento econômico consistente e efetivo, sistema de saúde e de educação, segurança e grande oferta de empregos justificam isso! 

voluntário em ponto turístico do Canada

Sobre a hashtag “enjoycanada”, ela traduz algo muito especial, principalmente nesse período de um mês que estava em Gibsons e Vancouver.

Tudo começou ainda no aeroporto com o agente de imigração. Tive que passar por uma segunda, pois o projeto que eu estava nos EUA ficava em uma área rural – algo de praxe. Após os questionamentos básicos, chamou a atenção do agente eu comentar que ficaria em Gibsons (conforme citei, é um local turístico, mas frequentado principalmente por canadenses; não é comum estrangeiros visitar a região da Sunshine Coast). Após um pequeno bate papo, de forma muito simpática, ele falou: Enjoy Canadá!

Minha próxima parada foi em Downtown. Eu estava com fome e não tive dúvidas, fui comer um “dogão” em uma das principais esquinas de Vancouver. Aproveitei para conversar com o próprio dono do Food Truck – se bem que estava mais para um “carrinho” daqueles que vemos bastante no Brasil.

Papo vai, papo vem e ele me passou algumas coordenadas sobre o ônibus que eu teria que pegar e ao final: Enjoy Canadá!

Essa simples frase ou expressão foi me acompanhando. No ônibus, Ferry Boat, no outro ônibus, na cafeteria e por quase todas as pessoas e lugares que eu conheci e visitei ao longo desse mês. Mais importante que a frase em si, é a vibe que vinha junto dela, os sorrisos, os apertos de mãos e, por vezes, até alguns abraços!

Fui muito bem respeitado e acolhido; nota 10 no quesito hospitalidade – isso não tem preço!

Por fim, pode até parecer que alguém está me pagando para escrever e falar bem de lá; que é um texto patrocinado.

Não é, mas até queria ganhar uma grana para falar do que eu gosto e acredito! Não que tudo seja perfeito ou cor de rosa, mas é um lugar com o qual me identifico e me sinto muito bem, espero voltar o mais breve possível e, quem sabe, tornar a minha ideia em um plano para ir de “mala e cuia”, em definitivo.

Enjoy Canada!


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Marcelo

Ousadia, desafios, limites, serenidade, experiência e saúde: tudo junto e misturado!

Mar 29, 2018


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