O que esperar na chegada ao anfitrião

Todo viajante conhece a euforia que corre pelo corpo nos momentos que antecedem uma nova viagem. Os suecos, inclusive, criaram uma palavra para isso, resfeber é o sentimento resultante dessa mistura de ansiedade e expectativa que fazem o coração acelerar antes de uma nova jornada.

Apesar de já estar familiarizada com essa sensação, a intensidade com a qual meu sangue corria em minhas veias na primeira vez em que cheguei a um hostel como voluntária foi diferente. Aqueles poucos segundos admirando a fachada do lugar com a mala nas costas e o mapa nas mãos marcavam o início de uma aventura inesquecível.

A partir daquele ponto, meu ano sabático tinha começado. Foi então que milhares de dúvidas começaram a surgir em minha cabeça. E se o gerente que aprovou minha estadia não estiver? Quem vai me receber? Será que já vou trabalhar hoje? Alguém vai me ensinar a fazer o trabalho? E se meu nível de inglês não for suficiente?

Se essas perguntas também estão te afligindo, fique tranquilo! As respostas estão todas aqui e, *spoiler alert*, vai dar tudo certo no final!

Lembre-se de que todos os anfitriões da Worldpackers são verificados e confiáveis, então você dificilmente terá algum problema se estiver atento aos pequenos detalhes.

1. Comunicação é a resposta

Antes de mais nada, o importante é estar alinhado com seu anfitrião. Combine os horários, pergunte qual o melhor meio de transporte para chegar ao local, verifique se o endereço está correto e envie a ele uma mensagem quando chegar à cidade. Se for possível, imprima ou anote as direções e o telefone dele em um papel para o caso de ficar sem internet ou se perder.

Você também pode perguntar diretamente a ele quem será a pessoa que irá te recepcionar, qual o preço do transporte (e se é necessário ter o dinheiro trocado para pagar), quando será seu primeiro turno e outros detalhes sobre a chegada.

2. Esteja atento aos horários

Isso é essencial para garantir uma chegada tranquila. Em minha viagem à Croácia, não me lembrei de olhar a que horas saía a última balsa para a ilha onde estava o meu anfitrião e acabei chegando ao porto tarde demais. Por conta disso, precisei buscar um lugar para me hospedar de ultima hora naquela mesma cidade e acabei faltando no meu primeiro dia de trabalho.

Além dos horários dos meios de transporte, verifique também os de funcionamento do seu local de hospedagem. Se você vai voluntariar em um hostel, escola ou ONG, é possível que não haja recepção 24 horas, o que significa que será necessário combinar previamente com o seu anfitrião quem abrirá a porta para você. Lembre-se de avisá-lo com antecedência o horário de chegada de seu avião, trem, ônibus ou carona à cidade.

3. A chegada a sua nova casa

Em geral, o gerente ou dono do local será a pessoa que te receberá. Em todas as minhas experiências essa chegada foi super tranquila e acolhedora, pois tive ajuda para carregar a mochila, fui apresentada aos novos colegas, minha cama já estava feita e tive o dia livre para descansar. Já nesse momento também recebi quais seriam meus turnos de trabalho e dias de folga para aquela semana, o que foi ótimo para ter uma ideia de como seria o trabalho é também me planejar.

4. Aprendendo inglês e espanhol (ou até mesmo polonês!)

Creio que o nível de conhecimento de um idioma estrangeiro é um dos temas que mais preocupa os voluntários novatos, já que é difícil saber se será possível desenvolver o trabalho. Já adianto: salvo algumas raras exceções, não faz mal que você não seja um expert. As línguas mais usadas em locais internacionais, como hostels e escolas de idiomas, são sempre o inglês e o espanhol, por isso o importante é não mentir para o anfitrião sobre seu nível de conhecimento e não ter vergonha de pedir ajuda caso não entenda alguma coisa. Aos poucos a língua vai se soltando e, quando você menos esperar, estará como eu, pedindo 200g de queijo no mercado em polonês com um sotaque de dar inveja.



5. O primeiro dia de trabalho

O novo voluntário dificilmente trabalhará sozinho em seu primeiro turno, ou será supervisionado pelo dono do local, ou acompanhado de um dos colegas voluntários que já conhecem o trabalho, você com certeza terá um apoio neste momento inicial. O voluntariado é uma experiência de aprendizado e ajuda mútua, então não tenha medo de candidatar-se para exercer trabalhos que você não tenha conhecimento prévio e desafie-se a desenvolver novas habilidades.

6. Conheça sua equipe

Pergunte ao anfitrião e a outros colegas que estão trabalhando ali qual é a vibe do lugar, quantos formam a equipe e o que eles fazem para se divertir nos dias de folga. Uma das coisas mais valiosas da experiência do intercâmbio é conhecer gente de todo o mundo, conviver com pessoas de outras culturas e fazer amigos para a vida inteira. Quanto mais você estiver aberto a aventuras e buscar um grupo de colegas que tenham tudo a ver com você, mais chances de transformar seu anfitrião em sua nova casa longe de casa.

7. Rolou um imprevisto e preciso cancelar ou mudar a data da minha chegada

O ideal é nunca deixar seu anfitrião na mão, já que existe grande expectativa sobre a sua chegada e sua ajuda será bastante necessária. Além disso, você também não deveria perder uma experiência tão única e especial na vida. Caso você tenha algum imprevisto e realmente não possa comparecer na data combinada, avise seu anfitrião pelo aplicativo da Worldpackers o quanto antes. Isso permite que ele busque um novo voluntário para cobrir o seu lugar e você não receba uma avaliação negativa em seu perfil.

8. A Worldpackers nunca te deixa sozinho

Se ainda tiver alguma dúvida, problema ou inquietação durante sua chegada ou na hospedagem, conte com o apoio da equipe de Suporte da Worldpackers e com os viajantes experts que estão vivendo exatamente as mesmas experiências que você. Com certeza alguém terá a solução perfeita para garantir que sua viagem seja inesquecível. 


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Estela

Half Brazilian, half Spanish, completely into discovering the world. I left my Public Relations c...

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Nov 13, 2018


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