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Como e quem são as pessoas que viajam com a Worldpackers?

Entenda quem trabalha, viaja e recebe viajante com a Worldpackers. Dica: não tem nada a ver com faixa etária ou conhecimento em uma língua específica...


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Allan

I'm on a lifetime mission to forge a future of sustainability, equality, altruism & fulfillment. ...

Ago 13, 2018

comunidade Worldpackers

Hoje completo 4 anos de Worldpackers. 

De todas as coisas que aprendi fazendo parte desse projeto, o que mais me traz felicidade são todas as conexões que rolaram nesse tempo. 

Não só com toda a galera que também passou por aqui, mas com esse mundo de gente que viaja (ou recebe viajantes) de forma colaborativa. 

Eu consegui me enxergar nessas pessoas e encontrar uma conexão de valores muito forte. Consegui identificar nelas a mesma vontade de criar o mundo que eu gostaria de fazer acontecer.

Se temos algo em comum, é justamente essa forma de pensar e levar a vida, de viajar, colaborar e aprender. O que passei a chamar de "a forma de ser Worldpackers"

Não vou falar aqui da faixa etária de quem é worldpacker, de onde são, ou quais são suas preferências de viagem. Mas sim dos seus valores, ideais e porque vêem na viagem não só um estilo de vida, como também uma ferramenta de transformação.

Essa lista de valores é o que vejo que une essa comunidade e que, apesar da singularidade de cada um/a, define uma tribo global de gente que acredita que viajar é um direito universal.


Experiência de permacultura em Indaiatuba promovida pela equipe da Worldpackers

1. Viajar só para criar memórias não faz mais sentido

Viajar tornou-se sinônimo de conexão. Com outras pessoas e culturas, igualdades e diferenças.

Viajar é uma forma de expressão. De uma outro forma de viver, de um outro caminho possível. De uma liberdade que é inerente a natureza do ser humano.

Viajar não é alimento para o ego. Não é a foto do Instagram, mas sim o aperto de mão na hora do adeus. Do abraço convidativo que leva ao "quando vier a minha cidade, as portas estarão abertas para te receber". 

Em um mundo que a tecnologia possibilita tantas novas conexões - para colaborar, para pegar carona, para trocar, para desapegar - viajar é ainda a melhor ferramenta (offline, ao ar livre e tudo) de autoconhecimento. 

Viajar é atitude para fazer acontecer, confiança para abandonar o que não faz mais sentido, coragem para seguir quando queremos parar, aceitação para se entregar ao momento presente.

2. Viajar é uma missão, não um passatempo

Viajar é responsabilidade. É saber se colocar no seu lugar, de aceitar um mundo totalmente diferente do seu. 

É compreender a história de cada país, cada cultura, cada povo, cada comunidade, cada tribo, cada família. É abrir mão da sua história para escutar a do outro.

Viajar é ter senso coletivo. É respeitar as diferenças, necessidades e limitações de cada região. É ter claro que nem todo lugar foi feito para receber milhões de turistas e, por isso, abrir mão de passar por lá.

É entender de onde viemos e para onde - sempre viajando - vamos.

3. Aprendemos pela experiência

Versus aprender em livros ou slides. 

Viajando, andando, se perdendo, conversando, tentando, travando, destravando, não entendendo, se ferrando, seguindo em frente, ouvindo, experimentando, conseguindo, evoluindo.

Viajar é nossa ferramenta de aprendizado contínuo, plural e impossível de comoditização. Não é um curso que você coloca num curso, numa disciplina e passa (ou não) de ano.

Viajar é uma escola, a faculdade, "um ano inteiro que parece que foram 4!".

4. A colaboração supera a competição

Não pedimos nada de graça. Queremos retribuir as pessoas e o mundo, e não apenas receber. 

Não tem mais essa de se dar bem em cima do outro. De passar a perna para tomar a frente. O bem coletivo supera o sucesso individual. 

A colaboração é a chave para a efetividade, eficiência e sucesso de todas as relações.

5. Valorizamos experiências vs. coisas materiais

No final, estamos aqui pela experiência. 

Mesmo crescendo em um mundo com valores opostos, valorizamos mais as pessoas do que as coisas.

As coisas materiais têm preço e as coisas imateriais - amor, amizade, aprendizado, conhecimento, etc. - têm valor.

6. Acumular coisas não faz sentido

Não vamos levar nada daqui quando formos embora. 

Vou compartilhar tudo que eu puder: coisas, histórias, experiências, habilidades, talentos. Quero passar tudo que aprendi adiante. Quero retribuir tudo que me foi dado.

Praticamos o essencialismo. De viver o essencial, o que nos basta.

7. Encaramos o risco e a incerteza como algo positivo

Rola aquele pavor de estar numa zona de conforto. 

Não que não valorizamos o conforto de estar no lugar que queremos estar, livre para levar a vida que queremos viver. Mas estamos nos desapegando dos velhos padrões, dos condicionamentos toscos, do status quo sem sentido.

"Nós fazemos mudanças quando a dor de ficar onde estamos é maior do que o nosso medo de mudar". E é assim partimos para a próxima experiência.

8. Trocamos a esperança pela confiança

Esperança é um jeito poético de esperar por eternos amanhãs que nunca chegam. 

O empoderamento de verdade começa quando decidimos viver a partir do nosso poder de fazer escolhas e não do nosso medo. 

Orgulho, egoísmo, ganância. Tudo que nasce e dá vida aos medos e as ilusões, vão ficando para trás conforme vamos fazendo a mala.

9. Sentimos amor pelo momento presente

A felicidade não está num futuro distante, de carro zero e apê novo. A alegria verdadeira está em viver o momento presente, pois ele é a chave para construir um futuro de liberdade.

Por isso, cada perrengue era pra ser exatamente da forma como foi.

Ou seja, somos gratos por cada experiência.

10. Problematizar tudo é o problema

Problemas são oportunidades. 

Oportunidades para ver uma situação de outra forma. Entender as pessoas sob novas perspectivas. Enxergar o mundo com outros olhos.

Reclamar não resolve nada. Só ajuda a propagar uma energia densa que torna uma situação ainda mais difícil de lidar. Só aumenta o tamanho do desafio. 

Quanto mais viajamos, mais entendemos que problemas são extremamente relativos e quase sempre são pautadas em uma perspectiva de vida egoísta. "As coisas não saíram como Eu gostaria que saíssem, por isso temos um problema". 

Esquece. Veja quantas oportunidades você tem pelo mundo para mudar sua perspectiva atual. Veja quanta gente abre as portas para te receber, para transformar sua vida.

11. Para todo conflito, há diálogo

Não existe solução passível de diálogo. De duas (ou mais) pessoas compartilhando com sinceridade suas visões para juntas entenderem umas as outras.

Todo conflito é resultado de um embate de duas visões diferentes de mundo que se chocam e, por falta de abertura e compreensão, não conseguem se unir de alguma forma.

Todo conflito levanta barreiras, pois olha apenas para as diferenças ao invés de se contentar com o que temos em comum.

No final, todos queremos o bem, todos queremos nos ajudar, todos queremos construir um mundo melhor. Por isso, não há diálogo (sincero, acolhedor, permissivo) que não leve a esse resultado. 

12. Aproveitamos a solitude

Viajar sozinho, estar sozinho. 

Não é uma etapa da vida (algo que se faz ao menos uma vez e pronto, riscado da lista), mas sim um processo contínuo, de autoconhecimento e auto-compaixão. 

Aprender a valorizar sua solitude é estar bem consigo mesmo, sem precisar de mais nada ou ninguém. É o que nos trouxe até aqui e é provavelmente o que nos levará a próxima etapa dessa jornada, pelo gostinho de querer mais (nos conhecermos mais).

Nos acolhemos na nossa presença para então acolher o mundo a nossa volta.

Nos confortamos em nós mesmos para receber de braços e coração aberto os novos encontros que a estrada traz.

13. Queremos inspirar pelo exemplo

Foi difícil, mas finalmente admitimos que não temos controle sobre as outras pessoas, por isso não faz sentido tentar mudá-las ou encaixá-las na nossa visão de mundo.

O que podemos fazer é sermos nós mesmos, agindo com maturidade, verdade e consciência, para que nossos exemplos tragam nelas um novo insight, uma outra forma de ver o mundo, um novo jeito de levar a vida, uma nova possibilidade de ser algo fora dos padrões.

Nossa forma de levar a vida é nosso maior exemplo. 

Nossa jornada é nossa mensagem. 

14. Somos movidos por um senso de responsabilidade

O que o mundo precisa? Como possa te ajudar nesse momento? O que é certo fazer nessa situação? Esse é o chefe que guia nossas decisões.

Auto-responsabilidade. A característica mais importante de quem quer fazer o mundo um lugar ainda melhor. 

15. A diversidade é uma força

Pessoas, culturas, etnias, raças, gêneros, pensamentos.

Toda forma de diversidade e pluralidade vem para transformar um grupo em algo mais forte. 

16. O aprendizado nº 1 é o autoconhecimento

Todo o resto é consequência de nos conhecermos. 

Agora que sabemos ainda mais quem somos, toda decisão que tomamos na vida tem um sentido e um propósito maior. 

17. Queremos descobrir nosso propósito

Não queremos apenas sobreviver, mas sim viver intensamente nossas vidas, pois sabemos o valor que elas possuem.

Sabemos que todos temos um propósito. Qual é o seu?

18. Queremos compartilhar nosso propósito

Queremos ensinar, doar, colaborar. O conhecimento adquirido perde seu valor se não é compartilhado.

Queremos impactar outras pessoas. Ser parte de algo maior que ajuda o mundo a caminhar para frente. Estar junto com outras pessoas que também querem isso.

Acreditamos num mundo melhor. Que só pode se tornar realidade quando todos estivermos alinhados com nosso propósito.

19. Viajar muda as pessoas 

Estamos nessa jornada para nos tornarmos pessoas melhores.

Quando eu me conheço e conheço o mundo, sei exatamente meu lugar nele e como posso transformá-lo. 

Quem partiu em qualquer viagem, sabe que nunca é o mesmo que quem retorna.

20. Quem viaja, é capaz de mudar o mundo

E é por isso que nunca vamos parar de viajar.


Encontro de viajantes promovido pela Worldpackers em São Paulo


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Allan

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Ago 13, 2018


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