Minha experiência de trabalho voluntário em uma escola nas Filipinas

Minha primeira experiência na Worldpackers foi na Schola Christi, Inc, uma escola privada católica na cidade rural de Talavera, na região norte das Filipinas, e vou contar como foi viver isso.


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Renata

[BR] Cidadã do mundo procurando espalhar a sustentabilidade e ao mesmo me enriquecer culturalment...

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Ago 22, 2018

crianças em escola

Por meio da plataforma, contatei a Clare, responsável pelas interações virtuais com os voluntários

Desde o início ela se mostrou bastante disponível para minhas dúvidas e bastante interessada na minha vinda. Com esse sentimento tão positivo, não tive dúvidas em aceitar este trabalho.

O combinado com a Clare é que eu daria aulas de línguas. Eu falo inglês, português e francês. As pessoas nas Filipinas têm um bom nível de inglês como segunda língua. Não tive dificuldades quanto à língua para me comunicar fora da escola, como nos comércios locais, por exemplo.

Uma outra vantagem das Filipinas é que parte da língua tagalog vem do espanhol, e os números são palavras em espanhol, o que torna fácil entender os preços das coisas, até mesmo com o senhorzinho da feira ao lado da escola.

1. Tarefas

Minha tarefa era comparecer à escola e interagir com os alunos e professores. 

Na primeira semana do meu voluntariado a escola estava comemorando seu décimo aniversário. Nesta semana, não havia aulas mas toda a escola estava envolvida na preparação das atividades comemorativas.

Foi maravilhoso poder participar tão ativamente de um momento tão importante culturalmente para eles, ao mesmo tempo que me deu tempo suficiente para me ambientar e conhecer as pessoas.

Nas semanas seguintes, fui designada a substituir os professores usuais em algumas turmas.

Na primeira vez em que entrei em cada classe, um professor nativo me acompanhou e me apresentou. 

O respeito dos alunos com os professores é algo marcante. Tive liberdade para decidir o que queria ensinar ou conversar sobre.

Procurei mesclar sessões de aprendizado (principalmente cultural) com sessões de jogos, para tornar os momentos mais interativos e interessantes.

A verdade é que os alunos gostavam muito de saber da minha pessoa, das minhas experiências e vivências e sobre as partes do mundo em que já vivi ou conheci.

Importante destacar que embora estes alunos venham de famílias com mais dinheiro do que a média filipina, ainda sim dificilmente terão as oportunidades que tive de viajar, pois viajar é caro para eles e não têm o hábito de juntar dinheiro e nem de viajar sozinhos.

Aproveitei para incentivar eles a guardarem dinheiro e a viajarem como voluntários um dia, como eu estava fazendo.

As aulas são de segunda a sexta-feira, pela manhã e até o meio da tarde. Na média, dei uma aula de manhã e uma à tarde.

No resto do tempo, ficava na biblioteca com os outros professores preparando a aula seguinte ou no pátio com os alunos.

Quando pedi para faltar uma segunda-feira para fazer uma viagem de fim de semana prolongado, não houve nenhum impedimento.

crianças em comemoração na escola

2. Estrutura

Os donos da escola são donos de um resort localizado à dez minutos à pé da escola. Eu e o outro voluntário ficamos hospedados lá.

Nos deram uma das casinhas composta de dois quartos, dois banheiros, uma sala grande e uma cozinha. O resort é muito bonito e bem cuidado pela família que mora no local.

Há também uma piscina, que nos foi muito útil devido ao calor. Há ventiladores e ar condicionado dentro da casa e o local é bastante seguro.

A escola nos preparava café da manhã e almoço gratuitamente (inclusive levando em consideração nossas preferências) e frequentemente os donos da escola deixavam comida no resort para nós, o que fez com que meus gastos fossem mínimos.

3. Transporte

Eu fazia tudo à pé, embora o costume local seja de andar de moto ou triciclo (uma moto com um carro lateral para o passageiro). Tudo que eu precisasse (caixa eletrônico, supermercado, feira, farmácia) estava a menos de dez minutos andando.

No final do dia, eu corria na pista que fazia um anel na cidade. A vista das montanhas e do pôr do sol era incrível!

A única desvantagem do local é que é uma cidade rural bem pequena, ou seja, não há muito o que fazer. No entanto, é fácil acessar Cabanatuan, uma cidade vizinha bem maior, onde há tudo.

No fim de semana que decidi prolongar, peguei um ônibus até Baler, uma praia de surfistas. No resto do tempo, como não viajei, me concentrei no meu propósito: conhecer as pessoas e a cultura local.



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Renata

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Ago 22, 2018


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