Um dos locais para visitar enquanto conhece a cidade

1. Turnos (carga horária e horários de trabalho)

Os turnos lá no hostel variavam bastante, pois o nosso chefe (muitíssimo querido, por sinal) nos dava a opção de resolver entre nós, voluntários, que horário ficava melhor para cada um.

O nosso combinado então era de trabalhar cinco horas por dia cinco dias por semana. Os turnos existentes (Geralmente tá? Às vezes mudava por algum motivo específico) eram:

  • 8h-13h;
  • 10h-15h;
  • 12h-17h;
  • 14h-17h;
  • 17h-22h;

O hostel tem cinco voluntários por vez. Eles não têm funcionários contratados, é um hostel de família, os donos são um casal maravilhoso de irlandeses, que têm por volta dos seus 30 e poucos anos e resolveram comprar uma casa antiga e reformar para usá-la como hostel. Eles ainda estão se estruturando financeiramente.

2. Funções como Worldpacker

Housekeeping (Camareira):

  • Arrumar as camas e limpar os quartos;
  • Limpeza diária das áreas comuns: banheiros, sala de TV, cozinha, pátio, hall (entrada);
  • Colocar o café da manhã na cozinha caso trabalhasse o primeiro turno da manhã.
  • Lavar as roupas de cama e secar (colocar na máquina de lavar e de secar);
  • Dobrar as roupas de cama.

Recepcionista:

  • Fazer check-ins e check-outs no sistema (isso a qualquer hora do dia que chegar hóspede e você estiver no turno, sempre ficar de olho na recepção, independentemente de estar limpando algum lugar);
  • Apresentar o hostel para os hóspedes.
  • Receber pagamentos;
  • Fazer reservas;
  • Atender telefone;
  • Fechar o caixa (caso estiver fazendo o turno da noite – o último);
  • Resolver qualquer pepino que aparecer (geralmente é só ligar para o chefe que ele resolve).

Olhando assim de relance parece muita coisa, mas os chefes estão sempre lá e sempre ajudando, até a limpar, eles são incríveis. Você nunca fica perdido e desamparado.

3. Estrutura do hostel

O hostel é um prédio que tem mais ou menos uns 200 anos, então imaginem só. É tudo muito antigo, desde a estrutura até os detalhes de maçaneta, paredes, rodapés. Lá têm:

  • Três quartos compartilhados mistos, dois com cinco beliches cada (comportando dez pessoas) e um com quatro beliches (oito pessoas);
  • Quatro quartos privados;
  • Uma sala de televisão com jogos e livros, tem Netflix e videogame também;
  • Uma cozinha compartilhada (sempre tem free food deixada pelos hóspedes passados e coisinhas básicas tipo macarrão e arroz, que o anfitrião deixa para as pessoas que chegam tarde em horário difícil de achar algo para comer por perto);
  • Um banheiro compartilhado com somente dois vasos sanitários e pia;
  • Um banheiro compartilhado com três chuveiros e dois vasos sanitários;
  • Uma dispensa para uso dos funcionários, onde ficam mantimentos;
  • Um pátio, onde fica uma mesa para o pessoal curtir no verão, fazer churrasco e se divertir;
  • Um cantinho para fumantes muito legal;
  • Um jardim no quintal.

Curiosidade: Como na Irlanda chove muito e os dias são basicamente nublados durante quase todo o ano, não rola muita coisa no hostel durante os meses de inverno e outono, ele fica mais vivo quando é primavera e verão, aí rolam festinhas, churrasquinhos e a galera fica mais na área externa. Em geral os hóspedes ficam mais em seus quartos, cozinha e sala de TV, ou “turistando”.


Sala de convivência do The Spoon and the Stars

4. Relação com hóspedes, anfitrião e outros voluntários

A maior nota do hostel, em todas as plataformas (Tripadvisor, booking.com, hostelworld), dada pelos hóspedes que já passaram por lá é para o staff, ou seja, os funcionários, o que quer dizer muito sobre a relação que se tem lá. O ambiente é muito amigável e acolhedor.

Eu tive a sorte de chegar ao mesmo tempo que mais dois voluntários (uma italiana e um espanhol) e nos tornamos grandes amigos, nos juntando ao americano que já morava lá e, duas semanas mais tarde, um francês, fazendo de nós uma grande família por todo o tempo que passei no hostel. Nós fazíamos tudo juntos, passeávamos, trabalhávamos, cuidávamos uns dos outros MESMO.

A relação com os anfitriões também não podia ser melhor, eles são pessoas incríveis que realmente se preocupam com o bem-estar de seus voluntários e fazem de tudo para que nos sintamos acolhidos, confortáveis e felizes.

5. Benefícios como Worldpacker

  • Cama em quarto compartilhado com mais quatro voluntários;
  • Banheiro no quarto;
  • Café da manhã;
  • Comidinhas a qualquer hora do dia, pois o anfitrião sempre comprava coisas gostosas para deixar lá para nós;
  • Passeios planejados pelo anfitrião;
  • Impressões grátis;
  • Toalha, roupa de cama;
  • Lavar roupa e secar gratuitamente.

6. Facilidades nos arredores do Hostel

  • Pontos de ônibus próximos.
  • Centro da cidade com todas as facilidades: restaurantes, mercados, lojas, shopping, banco.
  • Estação de trem e de ônibus muito perto, onde você pode pegar conduções para viajar.


7. O que eu costumava fazer no tempo livre

  • Ir à capital;
  • Ir à biblioteca, mercado, shopping;
  • Passear nos brechós (a coisa que eu mais gostava de fazer, pois se pode encontrar muita coisa legal a preço de banana);
  • Bater papo com os outros voluntários e dar muitas risadas sentados na recepção;
  • Assistir filmes;
  • Passear aos arredores para conhecer a região.

8. Relação com o idioma local

Precisa saber falar inglês, porém se o seu nível for básico/intermediário, dá para vir mesmo assim. O anfitrião é muito acolhedor nesse sentido e ajuda DEMAIS no idioma. Todo mundo se ajuda muito em questão de língua. O americano que mora lá tem uma paciência de Jó e está sempre sempre auxiliando nas dificuldades (ele fala espanhol fluentemente, o que também ajuda). Tem escola de inglês para estrangeiros na cidade, caso haja interesse, o espanhol e a italiana gostam muito do curso.

9. Dicas

Para se dar bem no Spoon and the Star você precisa:

  • Estar aberto para novas culturas (lá tem turista e voluntários de todo canto do mundo);
  • Não ter nenhum tipo de preconceito;
  • Sorrir sempre;
  • Querer fazer o seu melhor;
  • Estar disposto a fazer trabalho braçal;
  • Estar de bem com a vida;
  • Não ter preguiça;
  • Não ter orgulho;
  • Não ter ego inflado;
  • Não ter vergonha de perguntar de novo caso não entenda.

É isso galera, minha experiência foi cheia de aprendizados que vou levar para o resto da vida. Nunca vou me esquecer dessa grande família que construí na Irlanda. Considero o hostel minha segunda casa irlandesa, as vezes até passo lá para visitar, passar uma noite e me divertir um pouco com a galera.



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Anna Paula

Hi everyone, I am Anna, a adventurous teacher living abroad. I have lived in a couple places and ...

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Out 04, 2018


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