Como foi voluntariar em uma guest house na Bahia

Ser voluntária em uma guest house foi uma experiência nova para mim. Tive muita sorte em conviver em um ambiente super maneiro e partilhar o dia-a-dia na Casa Kombar.


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Jan 21, 2019

Expert em viajar gastando pouco, nomadismo digital e voluntariado pelo Worldpackers. Instagram @mar.ianac <3

Olá! Meu nome é Mari e nesse relato eu vou contar um pouco de como foi minha vivência na Kombar

Fiz uma troca super legal lá por quase 20 dias (01/08 até 17/08) e pude conhecer Itacaré, na Bahia, que é uma cidadezinha agitada e riquíssima de belezas naturais.

1. Entenda melhor o que é uma guest house

Se hospedando na casa de uma família

Para começar esse relato, é importante esclarecer bem o que é uma guest house. 

Bom, para isso, pense então que você mora em uma casa grande, localizada em uma cidade turística e tem quartos nela que não são usados. Seria ótimo então alugá-los pernoite para viajantes, ou seja, abrir as portas da sua residência afim de ganhar uma grana extra e fazer uma troca de culturas. 

Isso caracteriza uma pensão domiciliar, quando o ambiente onde você vive com sua família abre as portas para receber viajantes.

Vi ao decorrer de minha viagem que essa prática se tornou muito comum no Brasil e eu achei ótimo, pois possibilita para ambos, proprietários e hóspedes, novas experiências. Além de ser financeiramente legal para os dois lados.

Porém, lógico, que por estar dentro da residência de uma família, as regras poderão ser exclusivas daquela casa, e ambos precisam tomar condutas para que todos se sintam a vontade no ambiente que partilham. 

É delicado, mas acredito que tudo funciona muito bem quando todos estão dispostos e conscientes. Então, atenção quando for fechar alguma hospedagem em sites de viagens, pois é importante saber certinho para onde se está indo.

2. A guest house Casa Kombar

Uma casa maravilhosa em frente ao rio de Contas

O casal André e Marina dirigem essa guest house que se chama Casa Kombar. O nome vem de um projeto anterior que o casal também partilhava, que era um bar que funcionava dentro de uma kombi e viajava pelo Brasil. 

Afim de descansar um pouco, estacionaram o projeto em Itacaré e abriram a guest house que permaneceu com o mesmo nome.



O casal escolheu a dedo onde se instalar, pois a casa, além de ser maravilhosa, está localizada em uma cidade linda e em um ponto estratégico, bem em frente ao encontro do rio de Contas com o mar.

A casa conta com quatro quartos (sendo que um é do casal proprietário), quatro banheiros, uma sacada grande que tem a vista maravilhosa, uma área de lavanderia, um jardim e uma mega área onde se encontram a sala, cozinha e a copa. 

Nessa mega área tem um mezanino, onde nós voluntários ficamos, e que para mim foi na medida certa, amei aquele cantinho que virou meu quarto por duas semanas.

A construção é toda com aparência rústica, misturando tijolinhos com madeira e grandes janelas de vidro, tornando o ambiente super fresco e iluminado. 

A proximidade com o rio não faz a casa ter problemas com pernilongos, ficávamos com as portas e janelas abertas até tarde e praticamente não escutávamos nenhum zumbido (muito diferente de outros pontos da cidade).

Apesar dos ambientes serem amplos, não são difíceis de serem limpos e de manter em ordem, por isso posso dizer que meu trabalho foi bem tranquilo por lá. Mais detalhes sobre ele eu contarei no próximo tópico.

3. A troca

A famosa pau pra toda obra

A vaga em que me inscrevi aqui no site do worldpackers era para limpeza e organização do espaço (serviços gerais), mas foi o maior prazer poder ajudá-los em tudo que precisavam e contribuir com um pouquinho do que eu sei. 

Além da limpeza dos quartos, banheiros e áreas comuns, também ajudei com os jardins e vasos de flores da casa, que precisavam de uma atenção, e também ajudei a produzir e editei um vídeo onde foi contada um pouco da história da Kombar. O vídeo foi divulgado no instagram @kombarbr e trouxe resultados muito legais para o projeto.

O meu horário na casa foi das 9h até as 13h, mas quando podia eu começava as tarefas mais cedo para poder sair mais cedo também. Geralmente eram cumpridas as 4 horas por dia, pois sempre havia algum afazer. 

Em dias que eu fazia mais de 4 horas, trabalhava menos nos próximos turnos. As folgas eram acordadas durante as semanas, de acordo com os dias que teríamos menos check-in ou check-out.

Na inscrição da vaga estava escrito que eles davam café da manhã, mas infelizmente não foram todos os dias que isso ocorreu. Para mim, em toda a vivência, esse foi o único ponto que houve desacordo. 

Na Casa Kombar o café da manhã não está incluso nas diárias, mas tem a opção de se pagar a mais por ele. Quando hóspedes faziam essa escolha, eu tomava café junto, porém, em dias que não havia nenhum pedido de café da manhã, eu geralmente me virava com o que tinha comprado.

Esse ponto seria legal ser corrigido nas características da vaga, mas como sei que eu fui a primeira worldpacker que eles receberam, imagino que são coisinhas que ainda estão sendo acertadas. Com certeza não foi nada que me gerou muita dor de cabeça.

4. Os anfitriões

Um casal massa construindo um sonho

Acho de suma importância que os proprietários sejam boas pessoas quando o negócio se trata de uma guest house, pois você irá conviver com eles diariamente, sendo um voluntário ou um hóspede. Nesse ponto, a casa Kombar é perfeita! 

O casal André e Marina são muito legais, acolhem a gente, dão ótimas dicas sobre a cidade e ajudam em tudo que for preciso. Como anfitriões também foram massa, me passaram todas as funções, me deixaram a vontade para trabalhar e fizeram realmente eu me sentir em casa.


Casal anfitrião da guest house

O lema da Casa Kombar é "sinta-se em casa viajando" e é realmente isso que acontece, pois eles se esforçam bastante para que tudo esteja impecável para lhe receber. Além disso, me levaram até para ser vela deles em algumas "saideiras", rs. Foi uma ótima convivência!

5. A cidade

Itacaré te faz querer ficar mais

Quando apliquei para a casa Kombar, não conhecia nada sobre a cidade de Itacaré. Após pesquisar um pouco, vi que a cidade era pequena então resolvi aplicar por apenas 15 dias. 

Não preciso nem dizer que me arrependi demais dessa decisão depois, né? Itacaré é uma cidade que merece no mínimo um mês, e foi o que aconteceu comigo, pois acabei arrumando outro voluntariado, este em uma fazenda de Cacau, onde permaneci por mais 15 dias na cidade.

Itacaré é uma das cidades mais completas que eu já conheci, pois tem praia pra todos os gostos e vida noturna também para todos os públicos. 

Tem natureza lindíssima, com cachoeiras, mangues, rios, trilhas, praias e muito verde, tudo tão exuberante que te faz cair o queixo! 

De noite tem sempre algo para fazer, independente do dia da semana. Também é uma cidade ótima para quem esta na economia, pois a maioria dos lugares é acessível a pé ou de ônibus, e de noite existem desde bares e restaurantes mais caros, como outros com preços mais acessíveis.

Ponto importante também é que você sempre ira conhecer uma galera bem maneira. Muita gente animada, vários surfistas e companhias para levar pra vida inteira no coração. 

6. Pra encerrar

Resumindo essa vivência linda

Itacaré foi uma cidade que eu cogitei até morar por uns meses, mas por conta de oportunidades legais que surgiram em outros lugares acabei seguindo viagem. Porém, a vontade ainda está presente em mim. 

Lá é um canto da Bahia que com certeza vale a pena visitar, pois tem paisagens chocantes de tão lindas e um clima sempre de festa nas ruas. Viver por lá um mês e ainda ter voluntariado na casa Kombar foi realmente um presente em minha viagem. 

Conheci muitos lugares da cidade, mas ficaram faltando tantos outros que sinto muita vontade de voltar. Outro motivo para isso são as amizades que fiz, e que levo no meu coração.



Não preciso nem dizer que recomendo muito toda essa experiência, né? Se joguem amigos, Casa Kombar e Itacaré são sucesso! 



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Jan 21, 2019

Expert em viajar gastando pouco, nomadismo digital e voluntariado pelo Worldpackers. Instagram @mar.ianac <3


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