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O tema do meu artigo era “como escolher o meu destino na Europa” e eu até comecei a escrever sobre isso, acontece que o destino é como o cenário de um filme e mesmo sendo parte essencial de uma peça, são os atores que fazem a mágica do cinema acontecer.

Quando planejei a minha vinda a Europa, levei em consideração que seria final de inverno e começo de primavera e conseguiria visitar jardins e fazer passeios ao ar livre.

Isso é algo importante a ser analisado - você prefere praia ou montanha? Nadar nas Ilhas Canárias ou esquiar em Barcelona?

Quando decidir sobre o clima, é importante analisar o quanto de dinheiro você está disposto e pode investir na experiência.

O voo é geralmente uma das despesas mais altas caso você opte por viajar para um lugar mais distante, mas se a grana tiver curta é possível escolher uma cidade onde você pode usar ônibus ou trem como meio de transporte pra chegar até lá.

Outros custos como acomodação e refeições podem ser garantidos através de programas de troca, como o Worldpackers, mas não são todos os hostels que oferecem todas as refeições, então é considerável incluir despesas extras como restaurantes, supermercado, bares, cafés e lazer, museus e passeios culturais, jogos esportivos ou qualquer que seja o seu hobby.

Outro ponto importante é entender o seu perfil de viajante

  • Você é uma Dora aventureira?
  • Está buscando por autoconhecimento?
  • Prefere lugares que contam a história do mundo ou você quer só relaxar em uma praia?
  • Gostaria de uma experiência de imersão na natureza ou é urbano?

Tudo isso são questões importantes que você pode (e deve) se perguntar na hora de escolher o destino da viagem.

Às vezes, sair totalmente da sua zona de conforto e preferir algo inusitado pode ser uma opção.

O meu roteiro em Paris só ocupou espaço na memória do celular porque a Europa recebeu a maior frente fria dos últimos anos e eu não consegui realizar muitos dos passeios turísticos devido à indisponibilidade da maioria.

A vida nem sempre acontece como a gente imagina, ela simplesmente acontece e temos que nos encaixar no roteiro que foi preparado, quer a gente queira ou não.

Mas Carol, o que uma coisa tem a ver com a outra?

Não visitei Louvre nem Versalhes, mas pude passar mais horas com meu amigo francês, que conheci na época em que morávamos em Cork na Irlanda, bebemos cerveja belga, assistimos um jogo de futebol, conversamos por horas e rimos muito.

Me perdi na volta para o hostel e descolei uma carona com desconhecidos à uma hora da manha.

As minhas fotos na Torre Eiffel ficaram tremidas, tortas e esquisitas, mas conheci duas francesas e nos comunicamos através de mímica por meia hora.

Passei o dia no hostel conversando com um refugiado que me contou com lágrimas nos olhos sobre a perigosa travessia entre a Turquia e Grécia, onde o barco com 20 lugares afundou por estar transportando 60 pessoas e sobre os gritos das crianças no escuro.

Ganhei uma passagem de trem e paguei um café para alguém.

É claro que eu teria amado ter seguido com meu roteiro, mas o que importou mesmo foram as pessoas, as histórias, os olhos brilhando, as gargalhadas, sorrisos e sentimentos.

Em cada pessoa que encontramos no nosso caminho enxergamos um pouco de nós, entendemos mais sobre o milagre que é a vida, aprendemos sobre novos lugares e culturas e percebemos o quanto tudo está conectado e fluindo da maneira mais perfeita possível.

Moral dessa história: o destino é importante sim, mas às vezes pode acontecer de não conseguirmos ir para determinado lugar ou não encontrarmos exatamente o que gostaríamos. Mas a vida sempre nos dá o que precisamos, podemos optar por outras oportunidades e ver o que acontece.

Viajar é muito mais sobre sensações do que lugares.


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Carolina

Nomadic traveler, love worker! Sharing my experiences to inspire people to live the life they lo...

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Out 07, 2018


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