jantar coletivo no Dona Benedita Hostel

Desde que fiz a aplicação para o hostel em Ubatuba, São Paulo, fui muito bem atendida pelos anfitriões.

São três: Jorge, Valéria e o Bart, um simpático shinauzer que faz parte do hostel.

Desde meus primeiros contatos com os anfitriões, senti que seria uma experiência incrível.

1. Estrutura

Jorge e Valéria me deram dicas de como chegar até o Dona Benedita. Escolhi este lugar por ser próximo ao centro.

Ele foi montado em um sobrado que nos remete tempos atrás, estilo colonial. Preservaram a estrutura e alguns móveis rústicos, dando uma sensação de casa de vó. Esta é a impressão que se tem quando se chega na recepção.

Composto por sete quartos (misto e feminino, todos compartilhados) e seis banheiros (masculino, feminino e misto). Os quartos são possuem treliches.

Também tem várias salas: uma de tv com uma mini biblioteca, onde os hóspedes se acomodam nos grandes e largos sofás e pufs, como se estivessem em sua própria casa, e tem uma sala integrada onde é servido um delicioso café da manhã.

Valéria é quem prepara tudo com muito carinho e atenção, ela mesmo produz os bolos que são servidos no café da manhã. Todos que passam pelo Dona Benedita jamais esquecem destes bolos maravilhosos.

No café da manhã tem pães, frutas, suco, leite, café, chá, chocolate, bolo e iorgute.

É neste espaço que as pessoas se conhecem e trocam ideias, viagens, contatos e dão boas risadas.

Na parte superior tem uma área onde ficam os armários. Passando por ela, você chega a varanda, que tem uma vista fantástica do mar, um lindo nascer do sol e a noite a lua nasce e inspira os apaixonados.

Nesta varanda tem uma rede e uma espreguiçadeira, onde você pode descansar ouvindo o barulho do mar...

No Dona Benedita também tem uma cozinha na área externa do hostel, equipada com eletrodomésticos e utensílios, onde os hóspedes e os Worldpackers podem armazenar e preparar seus alimentos, aproveitando estes momentos para interagir.

Tem um quintal enorme, lindo e maravilhoso, onde compartilhamos com outros moradores, pois é a orla, onde as pessoas caminham e andam de bicicleta o tempo todo. 

janela do Dona Benedita Hostel

2. Tarefas no hostel

As tarefas são bem distribuídas de acordo com a necessidade e demanda do hostel. 

Quem organiza é a Valéria, ela elabora uma escala onde os Worldpackers se orientam para saber seus horários.

Os trabalhos são simples e dividido por escalas, trabalhamos seis horas por dia, cinco dias na semana, com duas folgas semanais.

As funções são:

  • Recepção, checkin e checkout, passar informações de reservas através de e-mails, face, whats, telefone e apresentação do hostel.
  • Preparação, reposição, organização e limpeza do café da manhã.
  • Organização, arrumação e limpeza dos quartos e áreas comuns.
  • Limpeza dos banheiros e cozinha compartilhada.

Através da Worldpackers, Valéria e Jorge selecionam os voluntários que se aplicam, de acordo com as descrições de habilidades e o que cada um se propõe a fazer, conforme seu perfil.

Os anfitriões e o staff são bem receptivos, nos instruem e executam as tarefas em conjunto com os voluntários, criando assim uma integração.

Assim nos tornamos parte da família Dona Benedita.

Aliás, esta foi a primeira pergunta que me fizeram por email, se eu estaria disposta a participar de um ambiente familiar.

Como todos, fui testada em todas as tarefas. Arrumei cama, limpei banheiro e ajudei no café da manhã, mas devido as minhas habilidades com o público, eles acabaram me colocando em horário fixo na recepção, assim também pude orientar e contribuir no treinamento de novos Worldpackers.

Os voluntários ficam instalados num quarto próprio para a equipe, que é igual e no mesmo ambiente que dos hóspedes, afinal, somos tratados como tal, apenas pagamos nossa estadia com nossos trabalhos. Também recebemos um café igual aos dos hóspedes.

3. Diversão

Assim como os hóspedes, em minhas horas e dias de folgas, aproveitei e muito para conhecer ao máximo todos os lugares possíveis.

Ubatuba possui 102 praias, cachoeiras e trilhas fantásticas.

Na hora do café da manhã, era a hora de acertamos tudo e com quem iríamos.

Fiz passeios de carro, lancha, escuna, a pé, de ônibus e até de bike, que hostel disponibiliza para locação.

Muitos passeios fiz acompanhada de hóspedes, alguns eram frequentadores assíduos do hostel, pois devido a quantidade de praias e passeios, é impossível você conhecer em apenas um final de semana.

A localização do hostel é privilegiada, fica de fácil acesso para todas as praias pelo terminal de ônibus.

Sem contar o acesso a supermercados, farmácias, restaurantes, enfim, uma infinidade de atrativos, até baladas e bares noturnos.

Aliás, o Dona Benedita possui duas entradas: uma pela praia e outra pela avenida, onde encontra-se um barzinho bem aconchegante na entrada.

4. Comunicação

Esta é a palavra chave! Tenho 53 anos e hoje vivo no meio de jovens e a comunicação me permite interagir em igualdade, pois desde o inicio me relacionei muito bem com o pessoal do hostel.

Me deram um apelido carinhoso, que transmite muita energia, sou a SOL.

Ganhei muitos amigos, mesmo não sabendo outras línguas. Bebi muitos cafés com o Jorge, pois trocamos muitas histórias vividas. Fui a passeios e cafeterias com os hóspedes, pois eles sentiam prazer em conversar comigo, queriam sempre saber de minhas histórias.

Tudo isso tornou meus dias muito mais felizes, porque sei que cada um levou um pouco de mim e deixou um pouco de si, graças a nossa comunicação que nos permitiu conhecer uns aos outro.

Sei que fiz a diferença!!!



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solange

Decidi que era hora de mudar, fazer oque me deixa feliz, gastando pouco, conhecendo novas cultura...

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Ago 22, 2018


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