Cultura da Argentina: curiosidades, crenças e histórias de Salta e Jujuy

A cultura do norte da Argentina está esperando por você! Embarque agora em uma viagem por histórias, crenças e paisagens nas províncias de Salta e Jujuy.


E56e2ad24ca6a189efd54a2cfcd71838

Jan 08, 2019

Uma jornalista brasileira que escreve sobre pessoas. Eu viajo para conhecer histórias de vida e criei o projeto Sola no Mundo para compartilhá-las

Outros visões da cultura Argentina além da portenha

Salta e Jujuy são duas províncias do extremo norte da Argentina. A partir delas fica mais rápido cruzar para Bolívia do que voltar para a capital, Buenos Aires. 

A fronteira com o Chile é totalmente marcada pela Cordilheira dos Andes, que confere paisagens estonteantes e costumes únicos. 

Jujuy e Salta mostram para os viajantes que a cultura da Argentina vai muito além da cidade dos porteños. Para me ajudar com a particularidade da história dos povos andinos, chamei Darío Blanco, viajante e pesquisador que conheci em Tilcara em julho de 2018.  


📷 @solanomundo

1. A culinária norteña na cultura da Argentina

As comidas de Salta e Jujuy têm muito em comum. Caçarolas de barro com ensopados de batatas, cenouras, cebolas e carnes. Muito milho e pão. Comidas pensadas para toda a família e feitas com o que dá na terra. Grãos como lentilhas e feijões são cozidos com linguiças para mais sabor. 

Você pode encontrar as milanesas, os assados e as empanadas de Buenos Aires também no norte, mas sempre com tempero norteño próprio

O Api

Eu nunca tinha ouvido falar, mas o Api é uma bebida roxa feita de milho. Se toma quente, normalmente pela manhã. O chá espesso é  feito da mistura do milho roxo (maíz morado) em pó, com canela, cravo e açúcar. Uma grande panela com Api, água fervendo e limão é servida nos mercados e valem por uma refeição completa. 


📷 @solanomundo

O Lomo

O Lomo saltado é um picadinho de carne com influência chinesa servido com arroz e batata frita. Eu chamaria de PF, mas os argentinos vão ficar devendo o nosso feijão e a farofa. Esse prato se tornou muito comum em Salta e em Jujuy.

O Locro

O Locro Crioulo é uma mistura de feijão branco, diferentes cortes de carne, milho, batata, abóbora e pimentão. O modo de preparo é semelhante a nossa feijoada, mas a comparação por esse caminho gera frustração. O acompanhamento é pão e o feijão branco deixa o prato mais leve


📷 @lucianabalegre

O Tamal e a Humita

O Tamal é uma massa de milho recheada com carne ou vegetais. A Humita é a mesma massa sem recheio que por vezes leva queijo de cabra. Eu provei e não tenho medo de dizer: é pamonha! 

Tortillas a la parrilla

Tá, isso não tem no Brasil. A tortilla a la parrilla, ou tortilla de rescolto, é uma massa de farinha, manteiga e sal feita na brasa. Jamón e queso (presunto e queijo), albahaca (tipo pesto), salame e carne são alguns dos sabores. As tortillas a la parilla são como empanadas gigantes e podem ser encontradas em qualquer esquina nas cidades da província de Jujuy.


📷 @solanomundo

Empanadas jujeñas x salteñas

Por toda a Argentina se come empanadas, mas existe uma disputa antiga entre o posto de “a melhor da Argentina” onde Salta e Jujuy competem.

A diferença é que as empanadas salteñas tradicionais são fritas e os restaurantes e barraquinhas guardam uma série de segredos. Já as empanadas de Jujuy são assadas. As duas são recheadas de carne picada e batata.

A carne de Lhama

As Lhamas foram domesticadas pelos Incas e hoje são animais de estimação dos povos do norte da Argentina. Porém, além de ajudar com o transporte e com sua lã, elas também fazem parte da sopa. Com a carne de lhama são feitas linguiças, ensopados e sanduíches em Jujuy e Salta.


📷 @solanomundo

2. As festas do norte na cultura da Argentina

As tradições dos povos originários, como o culto à Pachamama, mãe terra, ao deus sol Inti e outras dádivas da natureza foram misturadas com o catolicismo da Espanha desde a época da colonização. 

É por isso que hoje é impossível imaginar as duas crenças separadas. Pude conhecer um pueblo isolado entre as montanhas, onde moram um total 200 pessoas. Mesmo assim, eles não faltavam na igreja nenhum domingo. As festas são muito ricas, com muitas misturas e poucas explicações. 

É fácil sentir a fé, a devoção e os agradecimentos, é difícil entender pra quem vai tudo isso. Nesse aspecto, me senti em casa.


📷 @solanomundo

O Inti Raimi

Inti Raymi em Quechua significa festa do deus sol. É uma cerimônia Inca realizada a cada solstício de inverno, em junho. O nascer do sol nesta data representa uma renovação espiritual. 

Em Huacalera, povoado na província de Jujuy, os moradores levam mates e cobertores para esperar o nascer do sol.

“O sol é muito importante, além de nos dar energia diretamente, ele ilumina as plantas que consumimos e assim seguimos nos nutrindo de sua energia” explica Darío Blanco, pesquisador de campo da cosmovisão andina.


📷 Darío Blanco

A festa de Pachamama

Agosto é o mês da Mãe Terra. Estendi minha viagem para ver de perto uma celebração tradicional. Quando cheguei em Humahuaca encontrei diversas apachetas, que são morros de oferenda com vinhos, presentes e sementes. Durante uma celebração a noite, moradores da região cantaram e fizeram oferendas para Pacha. Na data é comum agradecer e pedir uma boa colheita para o próximo ano. 

Carnaval del Diablo

Um boneco em forma de diabo que representa o sol é desenterrado em Uquia, cidade da província de Jujuy. A loucura é liberada com ele. A tradição e a fé se misturam nas ruas onde comparsas mascarados jogam farinha, confete e dançam o dia inteiro. A comitiva diabólica é toda convidada para comer o quanto quiser e beber até cair nas casas dos moradores. O carnaval de Jujuy reúne viajantes do mundo todo, que também querem se vestir de capeta. 


📷 @solanomundo

3. As danças do norte na cultura da Argentina

Diferente do tango, dança que nasceu com os imigrantes europeus nos conventillos de Buenos Aires, as danças do norte da Argentina tem uma pegada mais tropical sem perder a tradição. A maioria delas é feita para casais em grandes festas, onde uma mesma coreografia é repetida algumas vezes.  

  • Peña Folclórica

Uma Peña Folclórica é uma reunião, uma celebração com música e dança. Diferente da vida noturna argentina comum, que começa em geral mais tarde que no Brasil, as Peñas Folclóricas começam a partir das 19 horas e contam com jantar. Flautas, violões e tambores são indispensáveis para uma Peña. Evento norteño imperdível.

  • O Quarteto

O Quarteto nasceu na cidade de Córdoba com a imigração de italianos e espanhóis. Uma das origens possíveis do nome são os quatro instrumentos básicos para que a dança aconteça: violino, piano, acordeon e baixo. Seu ritmo é parecido ao merengue e é muito animado. Esse foi um dos gêneros que originou a cena tropical de Buenos Aires, hoje chamada de Bailanta.

  • A Chacarera

A Chacarera é uma dança tradicional de Santiago del Estero que vai muito além do movimento. É uma dança sobre sua terra e seu povo. Seja simples, dupla, trinca ou del monte, junto com a chacarera vem todo o folclore da região e a cultura da argentina. A Chacarera não é tão comum como em Santiago, mas representa o norte na cultura da Argentina

4. Os símbolos da cultura de Salta e Jujuy

As lojas, muros e hostels do norte da argentina são marcados por desenhos, frases e objetos que vão muito além do aspecto estético. A bandeira e a cruz andina são sagradas e passam uma mensagem política e histórica da região. Muitos símbolos da cultura da Argentina e dos povos andinos foram perdidos com o tempo, mas outros seguem muito fortes no dia a dia da cidade

A Chacana


📷 Flickr

Talvez o símbolo mais emblemático. Os quatro lados da cruz andina contém as quatro estações do ano, os quatro elementos e os quatro pontos cardeais. Em quechua, seu nome significa “caminho para o divino” ou “escada”. O centro simboliza o sol e também a cidade de Cusco. Cada um de seus quatro lados tem três significados:

  • Lado dos três mundos:

Kay Pacha: Nosso mundo, o presente.

Hana Pacha: Mundo dos deuses, o futuro.

Urin Pacha: Mundo dos espíritos, o passado.

  • Lado dos três animais:

Condor: paz, ar.

Puma: força, terra.

Serpente: inteligência, água.

  • Lado dos três valores:

Trabalhar.

Aprender.

Amar.

  • Lado dos três sistemas:

Aini: ajuda o próximo.

Minka: ajuda o coletivo.

Mita: ajuda a sociedade.

5. A Wiphala


📷 Flickr

A Wiphala é a bandeira dos povos andinos.“Éramos uma só nação de quechuas, aimarás e guaranis até a dominação dos Incas. Whipala é hoje a união destes povos” conta Darío Blanco.

A bandeira é sagrada por expressar a cosmovisão andina. Ela defende os significados e divulga os problema que os povos das Cordilheira dos Andes enfrentam.

A Wiphala reforça a identidade territorial, nacional e cultural enquanto reúne vozes para atingir o resto do mundo. Cada cor que forma a bandeira tem um significado:

  • Vermelho: o Planeta Terra (aka-pacha).
  • Laranja: a sociedade e a cultura.
  • Amarelo: a energia e força (ch’ama-pacha).
  • Branco: o tempo (jaya-pacha).
  • Verde: a economia e produção andina.
  • Azul: o espaço cósmico, o infinito (araxa-pacha).
  • Violeta: a política e ideologia andina.

6. A folha de coca

“A folha de coca é uma planta sagrada e seus efeitos estão muito distantes daqueles da cocaína. Ela ajuda de forma espiritual e fisiológica aqueles que vivem ou visitam os povos em altitude ao redor da cordilheira dos Andes” esclarece Darío.

A folha é vendida em qualquer mercado e você não precisa mascar nem tomar qualquer atitude sobre. Basta colocar um punhado no canto da boca, entre as gengivas, como todos lá fazem. Ela vai soltar sua água sozinha e sem nem perceber, você estará caminhando melhor. Quando o gosto passar, coloque suas folhas embaixo de alguma pedra no caminho e agradeça a Pachamama.

7. Onde conhecer a história dos povos do norte da Argentina

Por toda a Quebrada de Humahuaca, cidades e vilas de Salta, você encontrará museus e centros de cultura da Argentina com a história da região. Porém, nos mercados e nas ruas, em uma conversa comum, é possível compreender muitos aspectos que não estão nos livros. 

Diferente de outras metrópoles como São Paulo e Buenos Aires, a maioria dos moradores de Cafayate, Cachi, Purmamarca e Iruya estão a gerações na mesma terra e carregam consigo histórias vivas de seus antepassados.

O Pucará de Tilcara

Pucará é o nome dado a todas as fortalezas dos povos andinos, construídas com terra e pedras em cima de altas montanhas. O Pucará de Tilcara foi reconstruído e passa a quem visita uma sensação de voltar milhares de anos. 

A madeira dos cactos gigantes, os cardones, servia de estrutura para as casas, templos e necrotérios. 

Os Pucarás existiram em milhares. Com a invasão Inca e depois espanhola, as construções foram basicamente destruídas. Uma reconstrução, o mais fiel possível, foi realizada por um grupo de etnógrafos. Hoje, o Pucará é um dos melhores pontos para imaginar a vida dos povos originários.


Pucará, Argentina

8. O artesanato do norte da argentina

Tudo no norte da argentina tem muita cor. Desde um chapéu típico até um all star. Todas as cidades norteñas tem uma feira com basicamente os mesmos produtos. Lhaminhas de enfeite, gorros, casacos, chapéus, instrumentos musicais, adornos para o cabelo e descansos de mesa. Meus souvenirs sempre são fotos e lembranças. Evito ao máximo fazer compras nas viagens, mas lá eu queria basicamente tudo.


📷 @solanomundo

  • Os mates

Nossos amigos argentinos levam muito a sério todo o ritual dos mates. Para começar a praticar a arte da bebida você vai precisar de uma cuia, de uma bomba, uma garrafa térmica e a erva mate. Tudo bem fácil de encontrar nas feiras. A cuia pode ser de vidro, de madeira ou de cabaça. Existem nos mais loucos desenhos e acabamentos. 

A tradição rígida está no preparo, que é bem parecido com o nosso chimarrão. A diferença maior está na erva. Nas universidades argentinas é bem comum assistir as aulas tomando mates e não importa: desde estádio de futebol até enterro os argentinos estarão com sua bolsa de mate.

  • Roupas de lã

Por todas as regiões da cordilheira dos Andes os povos originários utilizavam o pelo das Alpacas, Lhamas e Vicunhas para fazer roupas de frio.


Alpaca, animal muito conhecido na cultura argentina

9. Quando conhecer a cultura de Salta e Jujuy

Os hostels do norte da Argentina recebem viajantes o ano inteiro. Diferente do sul do país, é raro nevar por lá e mesmo no inverno o sol aparece

Entre dezembro e março as províncias entram em um período mais úmido, porém, a partir de junho o clima fica seco e com grande amplitude térmica. 

Os norteños são em geral muito orgulhosos de de suas raízes. Por isso, em quase todos os meses você poderá participar de alguma festa tradicional.


📷 @solanomundo

10. Salta e Jujuy: Roteiro de cultura da Argentina

Você nem sempre será bem recebido no norte da Argentina. Isso acontece por que você é turista e quem se beneficia com o turismo em Salta e em Jujuy são dois tipos de pessoa: os norteños, que trabalham diretamente com o público e os porteños, que abriram algum negócio por lá. 

Quem vem de Buenos Aires já tem uma cultura de atender clientes e é bem mais fácil entender seu castelhano. Porém, defendo que vale a pena “se esforçar” para apoiar a cultura local e conhecer de fato os moradores das cidades. Saiba como: 

As cidades da província de Salta

Salta é uma das províncias mais conhecidas da Argentina. Ela “rodeia” a província de Jujuy e por isso abriga desde cidades grandes até pequenas vilas pouco visitadas entre montanhas coloridas. O turismo em Salta é mais estruturado que em Jujuy, embora as atrações de ambas províncias tenham recebido mais e mais gente a cada ano. 


📷 @nicolasp

Uma viagem por Salta

A cidade de Salta é conhecida como “la linda”. Ela tem aeroporto, rodoviária e é uma cidade apoio para qualquer viajante que chegue na província. 

Você vai encontrar muitas opções de hostel e inclusive vagas de voluntariado para ficar mais tempo pela região. Você pode trabalhar na recepção ou com artes por exemplo.

  • O que fazer em Salta: Um passeio no “Trem das nuvens” a mais de 4.200 metros de altitude, sobre a cordilheira dos Andes.
  • Como chegar em Salta: De ônibus ou avião a partir de Buenos Aires, o site Plataforma 10 oferece companhias low cost para as duas opções. Recomendo o avião, quando eu fui era quase o mesmo preço.

Inclusive, nesse vídeo o Alvaro deu algumas dicas de como comprar passagens aéreas de forma mais econômica: 

Uma viagem por Cafayate 

Cafayate é conhecida por seus vinhos e pela paisagem formada pelo Rio das conchas. O contraste dos vinhedos e das montanhas atraem viajantes para trekkings e passeios de bicicleta. Você pode provar vinhos Malbec, Cabernet-Sauvignon, Merlot e Tannat nas bodegas da cidade. A Garganta do Diabo e o Anfiteatro são duas formações geológicas de imensos paredões alaranjados imperdíveis.

  • Para visitar: Quebrada de las Conchas, uma reserva natural de paisagem avermelhada .

📷 @solanomundo

Uma viagem por Cachi

Cachi é um pueblito no Vale Calchaqui, em uma altitude maior que a da cidade de Salta. Lá você vai conhecer museus, prédios históricos e os famosos cactos gigantes, os cardones. Eles estão presentes em toda a Quebrada de Humahuaca, porém em Cachi eles ganharam um Parque Nacional com seu nome. A madeira desses cactos centenários é utilizada para construção e artesanato. Hoje, derrubar os cardones por sua madeira está proibido.

  •  Para visitar: Parque Nacional de Los Cardones, um parque com cactos gigantes rodeado por montanhas nevadas.

📷 @solanomundo

Uma viagem por Iruya

Iruya foi meu destino preferido de toda viagem. A vila entre montanhas coloridas já foi tema de diversos poemas e canções como Anhelando Iruya, do coletivo Perotá Chingó. Foi com essa trilha sonora que cheguei nessa pequena vila que deixou saudades. As opções de hospedagem são basicamente em casas de família, como a da Palmira. Alguns restaurantes oferecem as principais comidas típicas.

  • Para visitar: O mirante do Condor, uma trilha íngreme em uma montanha que oferece vista panorâmica de Iruya.

📷 @solanomundo

As cidades da província de Jujuy

Sinto que morei em Jujuy depois de um mês lá, mas ainda falta muito para conhecer. Essa província tem símbolos muito fortes e respira tradições. Os moradores de fora admiram e respeitam, caso contrário não teriam muito espaço por lá. 

Foi um prazer conhecer uma parte da cultura da Argentina diferente, que não é perfeita, assim como a nossa

Entre Lhamas, condores, milhos e montanhas de todas as cores. Flautas de pã, folhas de coca e vinhos viajei pela província. 

Conheça San Salvador de Jujuy

San Salvador de Jujuy não é uma cidade muito procurada por viajantes para se hospedar. Viajantes que como eu querem explorar a região chegam pelo aeroporto ou rodoviária da cidade e já seguem seu rumo. Já fora do centro da cidade você pode trabalhar em meio a natureza, na reserva natural Aldea Luna.

  • Como chegar em San Salvador de Jujuy: De ônibus ou avião a partir de Buenos Aires, o site Plataforma 10 oferece companhias low cost para as duas opções. Recomendo o avião.

Conheça Tilcara

Tilcara foi a cidade do meu voluntariado. Uma vila entre as montanhas que guarda as ruínas do povo Omaguaca a menos de um quilômetro do centro. O Río Grande corta Tilcara, que oferece opções de vida noturna, de passeios e de compras.

  • Para visitar a partir de Tilcara: As Salinas Grandes, o terceiro maior deserto de sal da América Latina .

📷 @solanomundo

Conheça Humahuaca

Humahuaca é uma das melhores cidades para usar como base em Jujuy. O hostel Giramundo e o La Puerta Verde oferecem vagas para voluntários. É lá que você vai conhecer um dos principais Patrimônios Paisagísticos da Humanidade, reconhecido pela UNESCO: a montanha de 14 cores. Mais conhecida lá por El Hornocal. Tons de verde, amarelo, lilas, rosa, vermelho, laranja e marrom em uma só montanha.

  • Para visitar: Quebrada de las Señoritas, uma reserva natural com cavernas e pradarias em tons de vermelho de Uquia, cidade próxima. 

Expert explorando a cultura do norte da argentina

Conheça Purmamarca

Purmamarca, um dos menores vilarejos de Jujuy, é o que melhor conserva a arquitetura original pré colombiana. O Cierro de 7 Colores foi a primeira atração a colocar Jujuy no mapa. Na feirinha da cidade você vai encontrar potes de cerâmica, comidas, casacos e mochilas da Bolívia.

  • Para visitar: A Cuesta de Lipán, na estrada para Purmamarca você vai passar por um desfiladeiro cortado por um rio digno de pausa para foto. 

📷 @solanomundo

Conheça Huacalera

Huacalera é um pueblito no norte da Argentina onde, exatamente em sua entrada, passa o trópico de Capricórnio. Durante o mês de junho a cidade entra em festa. É quando se pede por um bom plantio, uma boa colheita e o nascimento saudável dos animais. É também uma oportunidade de renovar o vínculo com a Pachamama com muitos cantos e instrumentos.

  • Para visitar: O monólito que marca a passagem do trópico de Capricórnio.

Conheça La quiaca

La quiaca é a última cidade da Argentina antes da Bolívia. Ela é conhecida por seu grande mercado. Muita gente vai até a fronteira para comprar tecidos, frutas, vegetais, artesanatos e volta para vender nas cidades mais turísticas de Jujuy. 

Embora seja uma cidade fronteiriça onde as compras são o atrativo principal, um monumento natural notável pode ser visitado em menos de 2 horas de carro na região. Se trata da Laguna de los Pozuelos, uma lagoa com milhares de flamingos.


📷 @solanomundo

Você chegou ao seu destino! 

Nossa viagem chegou ao fim e eu só tenho que agradecer a sua companhia! Nos vemos nas redes pelo @solanomundo. É lá que eu compartilho as viagens por histórias e culturas que faço. 

Falando nisso, já decidi meu próximo destino! Você consegue adivinhar? Deixa seu chute aqui nos comentários!

 


E56e2ad24ca6a189efd54a2cfcd71838

Jan 08, 2019

Uma jornalista brasileira que escreve sobre pessoas. Eu viajo para conhecer histórias de vida e criei o projeto Sola no Mundo para compartilhá-las


Gostou? Não esqueça de deixar Raquel saber :-)


Deixe seu comentário aqui

Escreva aqui suas dúvidas e agradecimentos ao autor