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Dia a dia na Serra Catarinense: Pousada Signora Del Lago

Uma nova experiência costuma assustar a maioria das pessoas, por isso, saber melhor o que te espera pode ser a peça chave que te falta para criar coragem e ir.


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Amanda

Comunicóloga, viajante e apaixonada pela vida. Me formei em 2017 e desde então vivo buscando ...

Jun 08, 2018

voluntária na Serra Catarinense

Aqui vou contar como foi umas das minhas primeiras experiências Worldpackers e mostrar que o dia a dia do voluntariado não é um bicho de sete cabeças.

Em 2018 eu decidi iniciar o mochilão pelo sul do Brasil, uma das minha paradas foi na serra catarinense, mais especificamente em Rio dos Cedros, Santa Catarina, na pousada Signora Del Lago

1. Tarefas e horários

Desde o primeiro contato notei que o segredo era perguntar, já que os horários e rotinas da pousada fora de temporada eram muito flexíveis pois não tínhamos hóspedes nesse período. Assim, mantive minha rotina básica de horários, acordava por volta das 08h, almoçava meio dia, tomava café as 16h, jantava por volta das 19h e dormia 22h.

Os horários acabaram batendo com os do anfitrião, então muitas vezes fazíamos refeições juntos e logo cedo era o momento em que ele dava uma pausa da atividade que estava executando e me passava as tarefas que tinham para serem feitas.

Assim, 09h eu iniciava as tarefas que consistiam em limpeza e organização, tanto dos quartos, como das áreas comuns, internas e externas. Serviço leve, mas que exigia por a mão na massa. Geralmente as atividades terminavam rápido e eu acaba sempre dedicando um tempo para preparar nosso almoço e jantar (e depois limpar a bagunça que isso fazia). 

2. Estrutura da pousada

A pousada é composta por casas, cada uma delas é dedicada para algo. A principal, a Casa Filó, é onde temos as áreas comuns, como sala, sala de jantar, adega, cozinha comum. Foi lá onde passei a maior parte do tempo relaxando na rede e nos sofás confortáveis com lareira no centro.

Em duas outras casas, uma encostada na comum e outra mais afastada, funcionam os quartos da pousada. A pousada possui por volta de dez quartos, o que a torna, mesmo em dias cheios, um lugar tranquilo.

Os voluntários possuem sua própria casa, que fica aos fundos da casa principal, é composta por uma quarto grande com várias camas, a lavanderia e a área de eventos que está sendo reformada. O banheiro que os voluntários usam fica localizada em uma das casas de hospedagem, porém a distância é bem pouca para chegar lá. 

estrutura da pousada

3. Relação com o anfitrião

Como estive em baixa temporada não tive experiência com outros voluntários ou hóspedes, porém a relação com o anfitrião foi maravilhosa. Seu Roberto é um senhor sábio e muito calmo, disposto a ter boas conversas e respeitar o silêncio.

4. Benefícios

O voluntariado na pousada tinha como benefícios a hospedagem gratuita e todas as alimentações inclusas. Como comodidades tive o acesso a internet, o computador disponível se fosse preciso, a possibilidade de usar totalmente os espaços comuns e muita paz em meio a natureza. 

5. Proximidades e comodidades

Como a pousada fica localizada no meio da montanha, não se tem muita coisa ao redor. O mercado mais próximo não é super próximo, mas dá para ir caminhando.

Em dias de chuva é mais complicado, pois a estrada não é asfaltada. Para sair de lá não tem uber ou algo assim, também a caminhada até o centro é longa e árdua (não recomendo). Assim, o que resta são os ônibus que passam algumas vezes no dia (umas cinco, dependendo do dia), em horários estratégicos, como logo cedo e alguns durante o dia. A noite eles não passam, o que dificulta muito saídas noturnas.

Ao redor de Rio dos Cedros existem cidades bem interessantes, como Pomerode, a cidade mais alemã da região. Existe um terminal urbano/rodoviário na cidade, mas de lá saem poucos ônibus. Para explorar melhor essas cidades é preciso ir até a outra cidade mais próxima, Timbó e pegar os ônibus que saem de lá.

Na semana que passei lá, acabei ficando o período integral na pousada. 

Anfitriões e voluntária em Penha

6. Tempo livre

Tempo livre foi algo que tive muito. Em dias chuvosos não dá para fazer muita coisa por lá, e como peguei quase todos assim, acabei lendo, descansando e arriscando algumas caminhadas ao redor.

Em dias com mais hóspedes e tempo aberto, existem trilhas, lagos, cachoeiras e muita natureza para ser explorada. Penso que estar em Signora Del Lago seja uma experiência bem mais introspectiva. 

7. Dica de ouro

Essa semana de voluntariado foi algo único na minha vida, saí de lá renovada e descarregada, já que as energias da pousada eram sensacionais.

A dica para se dar bem é sempre perguntar ao anfitrião as atividades que se tem para fazer, ter a atitude de fazer algo (por exemplo cozinhar) sem que ele te peça e aproveitar de mente limpa todo o tempo livre que te restar.

Boa sorte e bom voluntariado!  



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Amanda

Comunicóloga, viajante e apaixonada pela vida. Me formei em 2017 e desde então vivo buscando ...

Jun 08, 2018


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