O que precisa saber para fazer seu voluntariado nos EUA

Se você chegou ao Worldpackers e a este artigo é porque deve estar à procura de informações para seu plano de viagem de voluntariado nos EUA.


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Marcelo

Ousadia, desafios, limites, serenidade, experiência e saúde: tudo junto e misturado!

Ago 23, 2018

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Plano? Como assim? Pois é, antes de passar as dicas específicas, é natural ao meu ver, você construir um “plano de viagem”, seja para um intercâmbio estudantil, para trabalhar, para um projeto específico e também para ser voluntário.

Aliás, o que é ser voluntário?

Há muitas formas de ser voluntário.

Você pode atuar em causas humanitárias, em projetos locais de comunidades carentes, de proteção ao meio ambiente e animais, ou mesmo algo mais específico. Tudo isso em troca da sua ajuda no dia a dia de uma família ou de um hostel.

Várias pessoas chegam até o meu perfil do Worldpackers e redes sociais e fazem muitas perguntas sobre como é ser voluntário na terra do Tio Sam (EUA).

E muitas dessas perguntas são de assuntos similares, os quais eu consolidei nas cinco dicas a seguir:

Por que fazer voluntariado nos EUA?

Para boa parte das pessoas, um dos grandes atrativos de ir para os EUA está atrelado ao idioma inglês.

De fato, você passando um tempo lá terá esse tipo de envolvimento, porém isso não é garantia de um aprendizado efetivo.

Outros também querem ir para os EUA em definitivo.

Na minha opinião, uma das razões de escolher os EUA passa pela oportunidade de entender como, de fato, funciona esse país.

Aquele “sonho americano”, a “América” e a “liberdade” que vemos nos filmes e em artigos espalhados pela Internet, pode fazer sentido para alguns, mas para outros não – no meu caso, SIM!

Por ser um país de grandes dimensões e questões regionais bem peculiares, existem opções de se fazer voluntariado nos EUA para os mais diferentes perfis também.

Há opções em cidades pequenas, médias e grandes; áreas urbanas, rurais e litorâneas; locais em que você pode ter contato praticamente com americanos, ou que há influências de povos latinos ou de outras  regiões; locais em que o clima é mais quente ou muito frio; enfim, essa pluralidade de tudo é muito interessante.

#ficaadica de você alinhar os seus objetivos pessoais e do seu plano frente às diversas oportunidades disponíveis de voluntariado nos EUA.

Como funciona o visto?

Esse também é um item de muitas perguntas que recebo e fator crítico de sucesso para tentar um projeto de voluntariado nos EUA.

Devido à crise política e econômica do Brasil, e consequentemente aos altos índices de desemprego, muitos entendem que sair do país seja uma solução, ainda que temporária, para contornar essa situação.

As regras para obtenção do visto são as mesmas há um bom tempo, mas a quantidade de pessoas buscando o visto cresceu.

Possivelmente por conta da instabilidade do país, tenho a percepção de que atualmente o processo de obtenção do visto está mais rigoroso – algumas pessoas que me procuraram tiveram o visto negado.

Há pelos menos mais uns dez tipos de visto para os EUA.

Para trabalho, estudo, tratamento médico, etc. Cada qual com suas exigências.

É essencial vincular seus objetivos ao tipo de visto que deseja.

O visto B1/B2, o mais comum, é destinado para Turismo/Negócios e permite que você fique até seis meses nos EUA.

Se o seu objetivo é participar de um projeto de voluntariado e também aproveitar para turistar por lá, a princípio, você pode ter esse tipo de visto.

Ter seu pedido de visto aceito, ou não, vai depender muito da sua situação.

Percebo que as pessoas que conseguem comprovar vínculos fortes, no caso, aqui no Brasil – como emprego fixo, residência fixa, bens/patrimônio, sem antecedentes criminais – conseguem o visto.

O que não aconselho é mentir. Com certeza, isso trará consequências para você.

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Quanta grana você precisa levar (estimativa)?

Você deseja aproveitar seu período nos EUA para comprar umas coisinhas para você!? Legal, mas contemple isso no seu planejamento.

O local que você vai ficar, além da estadia, garante suas refeições? Inclusive nos dias livres?

No caso de compras, você pode facilmente verificar os preços do que deseja antes de viajar.

Para refeições, principalmente quando você estiver em dia livre e passeando, pondere seu estilo de apetite – uma refeição à la carte com certeza é mais cara que um macarrão instantâneo que você pode comprar e preparar em uma loja de conveniência.

Além disso, itens de higiene pessoal e medicamentos também devem ser contemplados – shampoo, sabonete, analgésicos, remédios para o estômago, etc.

Dependendo do local, o custo com transporte também precisa ser considerado no seu orçamento.

Mas vamos fazer uma hipótese.

No dia a dia (segunda/sexta) você fará as refeições onde estiver alojado; nos finais de semana, irá aproveitar para curtir e explorar os atrativos da região.

Nesse contexto vamos assumir então que suas principais despesas ocorrerão nos finais de semana e envolverão refeições, transporte, um ingresso para um evento específico e um itens de necessidade/vontade pessoal.

Sendo, precavido, eu teria ao menos US$ 50.00 para isso.

Pode ser que seja bem menos, mas o contrário também pode acontecer!

Volto a comentar sobre se planejar e acredito que fazer essa estimativa por semana seja a melhor forma de não ser surpreendido.

Por fim, imagine que você fez um planejamento criterioso, pesquisou e estimou os valores acima do que possivelmente são e que ao final esse orçamento atingiu US$ 1.000,00.

Minha dica aqui seria então de levar US$ 1,200,00.

Essa diferença de 20% será sua margem de segurança para imprevistos.

Sugiro ainda que independente do total, você divida isso entre dinheiro (cash) e cartões (de viagem/crédito).

Precisa saber falar inglês?

Quanto mais souber, melhor. Mas eventualmente esse pode ser um dos seus objetivos.

Normalmente os projetos do Worldpackers indicam o nível de inglês necessário para a respectiva atuação neles.

Esteja atento a isso e quando fizer contato com os hosts, confirme isso.

Para aqueles cujo aprendizado do idioma está entre os objetivos, vale também verificar as características do projeto que está se candidatando.

Se você for para um local afastado, que o transporte e o acesso até o local são difíceis e distantes, naturalmente seu contato e convivência estarão concentrados nas pessoas que lá vivem, principalmente os hosts.

Mas se for para um grande centro urbano e de fácil acesso, poderá interagir muito mais com toda a comunidade que você está inserido.

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Que tipo de trabalhos você pode fazer?

A variedade de ofertas e tipos de trabalhos é grande. Por exemplo:

  • Em um hostel, atividade de recepção e atendimento aos hóspedes, limpeza e manutenção estão no dia a dia desse tipo de estabelecimento.
  • Em um orfanato, toda a questão envolvendo os cuidados junto às crianças também fará parte das suas responsabilidades.
  • Em um sítio ou fazenda, os cuidados com os animais e práticas agrícolas vão predominar.

Nesse quesito tenho duas dicas especiais.

  1. Escolher apenas os projetos que você entende que será capaz de fazer (ainda que o aprendizado corra lá).
  2. Esteja preparado e comprometido com as atividades que sejam atribuídas a você. Se por um lado nos EUA eles costumam respeitar, e muito, a carga de trabalho e os horários, pelo outro, não há espaço para preguiça!

Todas as dicas e comentários acima têm como base experiências que tive no ano passado, ou seja, refletem minha opinião a partir dessa vivência.

Foram três meses de voluntariado nos EUA, mas teve também um bom período planejando tudo isso.

Para aqueles que estão buscando uma experiência como essa e/ou tentando uma primeira oportunidade internacional, seja para estudar ou descobrir o mundo, minha opinião é que isso não tem preço. É algo para se carregar para a vida!

Podem contar comigo e enviar mais perguntas, pois será um grande prazer responde-las.

E por fim, mas não menos importante, aproveite o Worldpackers!


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Marcelo

Ousadia, desafios, limites, serenidade, experiência e saúde: tudo junto e misturado!

Ago 23, 2018


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