Dicas para visitar Inhotim do jeito mais barato

Confira as dicas para conhecer Inhotim, uma galeria de arte com exposições, jardins planejados e até uma piscina gratuita, pertinho de Belo Horizonte, da forma mais barata.

5min


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Juliana Virando Gringa

Dez 20, 2018

Eu sou a Juliana, tradutora e autora do Virando Gringa. Não sou formada em Letras (na verdade sou Engenheira Florestal!), mas conquistei a fluência...

Dicas para conhecer Inhotim

O Instituto Inhotim é um mais importantes acervos de arte do Brasil, sendo o maior centro de arte ao ar livre da América Latina.

Geralmente, o pessoal visita o Inhotim quando está passeando em Belo Horizonte, pois o instituto fica a 60 quilômetros da capital, no município de Brumadinho.

Confira as dicas para conhecer Inhotim da forma mais econômica possível: 

1. Porque visitar o Inhotim?

Por mais que seja todo arborizado, Inhotim não é apenas um parque. É um museu a céu aberto! Mais especificamente um instituto de arte contemporânea que também tem um jardim botânico. 

É um espaço de mais de 700 hectares, sendo que mais da metade é área de preservação, incluindo uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Imagina conhecer um lugar desses?


Foto: Juliana Arthuso @virandogringa

Durante a visita, é possível perceber que arte e natureza se misturam. É um ambiente pra relaxar e passar horas pensando na vida. Além disso, tem as galerias de arte e uma piscina gratuita! 

A piscina também é uma obra de arte e o público faz parte dela. Tanto que a única exigência para usar a piscina é usar roupas de banho na cor preta, mas não é um controle rigoroso. 

Antes de começar sua visita, é melhor se localizar: como o local é muito grande, eles fornecem um mapa gratuito para cada visitante. Se não quiser o mapa de papel, você pode se achar pelo app do Inhotim.

2. Como chegar ao Inhotim

Vamos direto ao ponto: o jeito mais barato de chegar ao Inhotim é de ônibus. Todo dia tem uma linha que vai do centro de Belo Horizonte até o centro de Brumadinho por R$10 o percurso, então no total fica R$20 ida e volta. Pode pegar o ônibus 3788 ou o 3783. 

Depois de aproximadamente uma hora e meia de viagem, você desce na rodoviária de Brumadinho, que fica a mais ou menos 2 km da entrada do Inhotim. Dá pra aproveitar a caminhada para conhecer a cidade.

No site do governo de Minas você consulta horários e itinerários de ônibus para o Inhotim

Atenção quando estiver procurando os horários no site: essa linha vai do centro de Brumadinho até o centro de BH. Ou seja, os horários que você vê no site se referem ao horário que o ônibus sai de Brumadinho, não o horário que sai de BH! Se liga nisso! 

Tem também a opção de transfer, que sai do Hotel Holiday Inn, mas custa R$ 66 ida e volta. Pra gente que é mochileiro, o ônibus local é bem melhor.

De carro vale a pena também, ainda mais para quem quer parar nos mirantes. As paisagens são lindas! No meu caso, consegui convencer o host do couchsurfing a me levar pra passear, mas não é todo mundo que consegue.


Foto: Juliana Arthuso @virandogringa

3. Dicas de onde comer em Inhotim

Quem lê meus artigos aqui na Worldpackers e no Virando Gringa já sabe que minha recomendação é sempre levar comida de casa, né? Inclusive, na minha visita levei lanchinhos e só comprei um café quentinho no Café das Flores.

Pra quem não curte levar marmita, tem diversas opções de restaurantes e lanchonetes em Brumadinho. Se aventure pelo comércio local, Minas nunca decepciona quando se trata de comida gostosa. 

Se quiser comer dentro do Inhotim pela experiência, também tem opções, olha só: 

O restaurante mais barato dentro do Inhotim é o Oiticica. Tem comida caseira por quilo e vista para o lago! Eles oferecem refeições self-service a R$ 49/kg, e funcionam todos os dias, com exceção de segunda-feira porque o museu não abre.

No Café das Flores que mencionei acima, você pode beber uma boa cerveja artesanal com petiscos e pratos feitos pela Chef Dailde Marinho. Também tem pão de queijo, sanduíches e coisas com preço acessível, mas não super barato. Nos finais de semana eles também servem pratos quentes.

É legal também mencionar a Casa de Sucos, afinal a região do Inhotim é muito quente! Ela fica perto da Galeria Rivane Neuenschwander (G13 no mapa) e serve açaí, sucos batidos na hora e água de coco pra você se refrescar.

Para quem está querendo comer algo rápido mas que sustenta, tem o hambúrguer artesanal do Galpão (G11 no mapa). É bom pra quem não quer interromper a visita para almoçar. Não tem fila como no Oiticica, e tem opção vegetariana!

4. Onde dormir quando visitar o Inhotim

O Museu tem parceria com hotéis e pousadas da região, ou seja, o visitante do Inhotim ganha desconto em hotel. Mas não em hostel. 

Recomendo escolher um dia livre para ir ao Inhotim quando estiver visitando BH, assim você dorme em um hostel em Belo Horizonte, explora a capital e curte outros rolês, pois numa cidade maior tem mais variedade de atividades pra se divertir. 

Porém, se quiser experimentar a vida nas montanhas, a paz e o sossego, você pode encontrar um anfitrião worldpackers em Brumadinho, a cidade mais próxima do Inhotim, aquela que você desceu de ônibus seguindo minha dica.

5. Quando visitar Inhotim

Melhor época do ano para visitar o Inhotim: fui em outubro e peguei muita chuva. Todo dia chovia pelo menos uma vez no final da tarde, tanto em Belo Horizonte como nos arredores. Porém, nessa época é sempre a famosa "chuva de verão", ou seja, uma chuva forte, porém rápida. 

Na real mesmo, como você pode intercalar entre lugares abertos e galerias cobertas, não tem importância se chover na sua visita. Ainda assim, é bom saber que na região chove mais entre novembro e fevereiro. 

Em março e outubro as chuvas vem em menor quantidade, mas ainda vem. Em qualquer época, leve capa de chuva e cubra seus eletrônicos! Os meses mais secos são entre maio e setembro, quando praticamente não chove. 

Melhor dia da semana para visitar o Inhotim: a entrada é gratuita toda quarta-feira. Preciso falar mais alguma coisa?  Normalmente a entrada no Inhotim custa R$ 44 (inteira) e o museu funciona de terça, quinta, sexta, sábado, domingo e feriado. Só fica fechado de segunda-feira.

Geralmente lugares gratuitos costumam ficar lotados, né? No caso do Inhotim isso não aconteceu, foi até tranquilo. É claro que tinha muita gente, desde excursões escolares até idosos. Pessoas de todas as idades e origens vão ao Inhotim. Além disso, algumas exposições tem limite de pessoas e isso cria filas em algumas galerias, mas nada absurdo.



Consegui tirar foto sozinha em todos os lugares que gostei, e olha que não foram poucos! Inhotim é cheio de obras interativas e a maioria é enorme. Por isso, é um lugar ótimo pra se soltar e exercitar a criatividade! Partiu?

Algumas dicas não são apenas para destinos específicos, mas sim para economizar em todas as viagens! Se você quer se tornar um especialista no assunto, pode fazer o curso da Worldpackers de Como Viajar Barato e aprender todas as dicas para viajar mais e gastar menos.

Tem dúvidas ou dicas sobre o Inhotim? Deixa nos comentários!



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Juliana Virando Gringa

Dez 20, 2018

Eu sou a Juliana, tradutora e autora do Virando Gringa. Não sou formada em Letras (na verdade sou Engenheira Florestal!), mas conquistei a fluência...


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