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Nascer e crescer na maior cidade da América do Sul é uma das experiências mais intensas que eu poderia viver.

Desde pequena habituada a filas para ir na piscina, no parque ou até comprar um picolé.

O ritmo intenso da cidade nos atinge desde cedo. Estamos totalmente imersos na realidade de violência, trânsito e estresse.

A exigência de uma faculdade e um bom emprego em uma cidade com tantas oportunidades é forte, por isso somos incentivados a crescer - somente - academicamente e profissionalmente.

Depois de estar matriculada em alguma instituição de ensino por vinte e um anos seguidos, entre pré escola, faculdade e alguns cursos de idiomas e extensão, eu senti a necessidade de buscar outro tipo de conhecimento e também de troca.

Eu queria viajar, ver novas paisagens, outras culturas e formas de viver.

Em uma despretensiosa noite de encontro entre amigos, um deles me contou que havia encontrado um site onde tinham hostels cadastrados para receber viajantes que quisessem trocar trabalho por acomodação.

Eu me apaixonei pela ideia, imediatamente fiz o cadastro no site e pesquisei por hostels em todo canto do mundo.

Porém, o penúltimo semestre no curso de jornalismo me segurava em São Paulo e por meses sonhei com o dia em que eu poderia realizar minha experiência Worldpackers.

O tão esperado momento chegou

Em julho de 2016 um encontro muito lindo aconteceu.

Vi no site um pequeno e acolhedor hostel chamado Balaio, na praia de Trancoso, na Bahia.

Eu pouco sabia sobre a praia em si, eu nunca tinha ido e nem planejava ir, mas aquele hostel colorido me conquistou.

As avaliações descreviam um ambiente incrível e um anfitrião amável. Foi exatamente o que encontrei. 

Era noite de lua cheia quando cheguei na Bahia.

Já na estrada tive o privilégio de ver uma das cenas mais lindas da natureza: a lua com todo seu esplendor, no horizonte, grande como eu nunca havia visto e avermelhada pelos reflexos da luz do sol.

Chegando na vila de Trancoso, o hostel ficava em uma praça com alguns comércios e bares, com um público local e menos turístico.

Guto, o dono do hostel, é um jovem baiano que aproveitou o terreno inutilizado do avô para construir seu sonho de ter um hostel e proporcionar a troca de histórias que um ambiente como esse traz.

Estudou arquitetura no Rio de Janeiro e sua paixão pela profissão é notada em cada detalhe do lugar ou apenas em alguns minutos de conversa.

O Balaio foi, em cada detalhe, planejado com muito cuidado e carinho.

As cores das paredes eram pensadas de acordo com o clima da estação, as luminárias, estantes e beliches foram feitas por ele, os azulejos do banheiro também, as artes nas paredes feitas por amigos.

Aquele ambiente todo transbordava amor e atenção.

Assim que cheguei já conheci alguns hóspedes e amigos que estavam lá para ir a um luau, que eu também não pude deixar de ir, e imediatamente me animei em conhecer pessoas de diferentes parte do país.

Durante todo o mês que estive lá foi assim, hóspedes que viraram amigos, amigos locais, histórias que mudaram minha forma de pensar, aprendizados cotidianos.

É muito comum lá que no final do dia o pessoal se junte no Balaio para tomar uma cerveja e aproveitar aquele clima delicioso.

A poucos metros de distância de lá ficava o Quadrado, o centro da vila, e também as praias.

O Quadrado é uma praça muito charmosa que abriga uma igrejinha, um campo de futebol para a criançada e algumas casas coloridas que foram construídas na época em que a vila foi descoberta.

Durante o dia a praça é tranquila e o fluxo é de turistas indo à praia. Durante a noite as casas se revelam bares, restaurantes e comércios, e toda a praça ganha um toque especial.

As praias, com a água bem azul e a areia branca fofa, são paradisíacas e não precisou de muito tempo lá para entender o porquê da fama das praias de Trancoso.

Certa vez entrei no mar para me refrescar e tive como companheira uma tartaruga! 

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Quando chegou a hora de voltar para São Paulo, senti que um pedaço meu ficou ali e um outra Luiza estava voltando.

Aprendi a estar e viajar sozinha, e isso me amadureceu muito.

Tive muitas lições de autoconhecimento e uma nova percepção do que é urgente ou não, do que é saudável e do que eu quero priorizar no meu caminho.

Aquela foi minha primeira experiência Worldpackers, depois vieram outras e tenho certeza que muitas ainda virão.

Viajar, conhecer culturas, idiomas e ver a diversidade humana em tantos aspectos me encanta e é um conhecimento que eu quero ter no meu caminho de vida.



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Luiza

Jornalista e passarinho! Viajar, conhecer novas culturas e me conectar com novas pessoas e experi...

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Set 28, 2018


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