Fui ficar um mês como worldpacker na Europa e não voltei

No começo, a Worldpackers era apenas uma forma encontrada para viajar por mais tempo pela Europa sem gastar tanto. Hoje em dia, para mim, é uma experiência que dinheiro nenhum paga.


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Amanda

Amanda, 23 anos, Arquiteta e Urbanista fora da caixa. Vegetariana, viajando sozinha, tentando m...

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Out 04, 2018

Amanda e amigos voluntários

Penso em como teria sido minha vida se eu tivesse seguido o plano de viajar um mês pela Europa, conhecer os lugares que sempre sonhei e voltar para o Brasil. Penso em quem eu era antes da minha primeira experiência e quem eu sou hoje (na terceira), penso nas amizades que fiz, os lugares que morei (não só passei por), os vínculos que criei e como tudo mudou. Já são quase os três meses permitidos na Europa e quando alguém me pergunta quando volto, a única resposta que posso dar é: um dia! 

Digo, sem pesar, que o fato da minha primeira experiência ter sido no La Maison Du Vert, na pequena e mágica cidade de Ticheville, fez toda a diferença.

Lembro que tudo que eu procurava nas experiências como worldpackers era o quarto privado! E hoje, em um quarto grande e só meu, com uma vista paradisíaca da Toscana, na Itália, não é que eu morro de saudade da bagunça da turma em Ticheville? Das filas do banheiro das meninas de manhã, das regras que no começo eu não concordava, como não usar o celular na casa dos worldpackers e estar todo dia no hostel às 18h em ponto para o jantar.

Cada experiência tem suas vantagens, melhorias pessoais e aprendizados, mas eu recomendo piamente como primeira experiência um lugar com equipe! 

No começo éramos sete e chegamos a quatorze. Quem mais me ajudou no inglês e em todas as dificuldades? Com quem você vai tirar aquela dúvida que nem pagando você vai perguntar para o seu anfitrião? Com quem você vai reclamar um dia de estar cansado? Isso mesmo, com a turma worldpacker que, sem dúvidas, podem vir a ser seus amigos para a vida! Assim como são os meus hoje.

Além disso, Debbie e Daniel - melhor casal - são anfitriões com quem você pode contar sempre! Inclusive me ajudaram em um momento triste que tive com más notícias do Brasil.

Eles recebem worldpackers há mais de seis anos no La Maison Du Vert e sabem bem como lidar com tudo. É tudo organizado nos mínimos detalhes, dias de folga, quadros de horários, tarefas diárias, tarefas na casa dos ajudantes - muito importante! Isso faz toda a diferença não só individualmente, mas na convivência geral, limpeza, estoque de comida, regras, entre outros.


Amigos que fiz durante voluntariado 

Por estar indo para a Europa, eu já imaginava as diferenças culturais. Quanto à alimentação, a única coisa que me assustou foi o tanto que esse povo gosta de um pão. Em todo país que vou, eles não comem o arroz, feijão, carne e salada como nós, mas colocam o pão em tudo, todas as refeições vai ter alguém usando a torradeira.

Por ser um local vegetariano, a diferença era maior ainda, e digo, para quem ainda não é vegetariano, que pode ir sem medo! Lógico que pelas regras você não pode cozinhar/comer carne, mas o resto, meus queridos, vocês vão comer! Se preparem para os quilinhos a mais e não se preocupem em passar fome.

Em um mês aprendi muito mais que eu poderia imaginar, melhorei meu inglês em 100%, aprendi MUITO sobre veganismo, a cozinhar na marra, que pegar na carona na França é muito seguro, a conviver em grupo, a trabalhar em equipe, que nem sempre é ruim ter colegas de quarto e que uma delas pode se tornar sua amiga de viagens! Aprendi que o mundo vai muito além do nosso pequeno umbigo e que fazer as coisas pelo todo geram um bem danado para nós mesmos!

Uma das coisas que vou levar para a vida e que mudaram meu conceito sobre a cultura brasileira e os inúmeros problemas que nosso país tem, foi conhecer a cultura dos países europeus.

Apesar de estar na França, o casal anfitrião é inglês e na equipe tínhamos três alemãs, um italiano, dois ingleses, duas americanas, uma austríaca e um polonês. Entender a diferença de culturas e finalmente ver o porquê de tantos problemas no meu país foi o ponto principal da minha estadia.

Com eles eu aprendi sobre respeito a tudo e a todos, sobre consciência no trânsito, com o meio ambiente e geral, sobre educação, honestidade, caráter, corrupção (ou “não corrupção” eu diria) e por aí vai.


Pôr do sol

Posso dizer que existe uma Amanda pré Ticheville e a Amanda pós Ticheville, pois nesse pequeno texto eu jamais conseguiria retratar o que foi essa experiência para mim.

Obrigada La Maison du Vert, obrigada Worldpackers. 



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Amanda

Amanda, 23 anos, Arquiteta e Urbanista fora da caixa. Vegetariana, viajando sozinha, tentando m...

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Out 04, 2018


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