Guia para conhecer Belo Horizonte, capital de Minas Gerais

Tem vontade de conhecer a capital mineira? Saiba aqui dicas essenciais e os lugares que você não pode deixar ir em Belo Horizonte!


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Bruna

Ago 21, 2019

Formada em Direito e estudante de Jornalismo. Viajar e escrever estão entre as coisas que mais gosto de fazer na vida.

Dicas para conhecer Belo Horizonte, e

A capital mineira é nacionalmente conhecida pela Lagoa da Pampulha, o jeito mineirinho de ser e a fama dos bares que a cidade oferece, mas existem muitas outras coisas para se conhecer em Belo Horizonte que muita gente desconhece! Espero que esse guia te ajude! 

A primeira dica que eu dou para quem quer conhecer a cidade da melhor forma e ainda economizar bastante é fazer voluntariado em Belo Horizonte. Muitos hostels por lá procuram viajantes que estejam dispostos a trocar algumas horas de trabalho por dia em troca de acomodação e outros benefícios. Além da economia, é uma ótima opção para conhecer pessoas, desenvolver novas habilidades e se aventurar na cultura local. 

Confira esse guia para conhecer tudo de Belo Horizonte, em Minas Gerais:

1. Como chegar em Belo Horizonte

A chegada em Belo Horizonte pode ser de carro, ônibus ou avião! O aeroporto fica numa região mais afastada, na cidade de Confins.

Rodoviária

O Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro recebe todos os ônibus que chegam na capital. Localizada na região central, fica próxima à Avenida Afonso Pena e Praça Sete. A rodoviária conta com algumas lanchonetes, bancos, caixas 24h e lojas de eletrônicos.

 A região não é muito segura na parte da noite, por isso eu recomendo que, se você estiver saindo de lá ou indo pegar um ônibus no período noturno ou muito cedo, vá de táxi ou use algum aplicativo de transporte. Lá dentro existem os locais indicados de embarque e desembarque, separados para táxi e aplicativos. É só perguntar para algum segurança de lá que ele te indica o caminho ou no Centro de Apoio ao Turista. 

Aeroporto

O Aeroporto Internacional de Confins recebe os vôos destinados à BH, apesar de não estar localizado exatamente na cidade. O deslocamento até a capital pode ser feito de táxi, aplicativos de transporte ou por meio do serviço de ônibus, o Conexão Aeroporto. 

No site do Conexão estão os preços, horários e itinerários dos ônibus. Se estiver sozinho, o ônibus é o melhor custo benefício. Com mais pessoas, os aplicativos de transporte valem a pena no final da divisão. Isso também depende de onde você ficará hospedado na cidade. Consulte os pontos de desembarque do Conexão e veja o que te atende melhor!  

2. Onde se hospedar

Isso vai depender do tipo de atração que você gosta na cidade. Se prefere passeios mais turísticos durante o dia e descanso e silêncio na parte da noite, talvez a região da Pampulha ou algum outro bairro mais afastando do centro seja mais recomendado. Por ficar mais próximo da região norte da cidade, a Pampulha é uma região mais silenciosa.  

Se você prefere atrações noturnas e quer ficar perto de tudo, a região centro sul atende melhor! Com dezenas de bares, a região central pode ser muito barulhenta e incomodar quem quer descansar. 

Ah, não se engane! Belo Horizonte não é exatamente uma cidade que vira madrugadas. A maioria dos bares costuma fechar por volta de 3h da manhã. Alguns casos raros ficam até 4h ou 5h e são pouquíssimos aqueles que amanhecem abertos.

Você pode ficar como worldpacker em qualquer uma dessas regiões! Confira algumas oportunidades disponíveis para voluntariado em Belo Horizonte: 


Recepção de hostel em Belo Horizonte

3. Como andar na cidade

Belo Horizonte tem sistema de transporte público parecido com o da maioria das capitais: bom, mas que é afetado pelo trânsito nos horários de pico. Nas regiões mais críticas, pode ser que os ônibus demorem mais tempo. Os ônibus estão na cidade toda, mas dependendo de onde você está pode ser que precise pegar mais de um. 

A Bhtrans, empresa de transporte da cidade, tem um aplicativo chamado SIU Mobile, que indica os horários dos ônibus e quanto tempo ele deve levar para chegar no ponto em que você está. Atualmente, o valor do ônibus é R$ 4,50. Existe também o metrô, mas com poucas linhas em operação. Atualmente a passagem custa R$ 2,90.

4. A melhor época para visitar

Belo Horizonte é uma cidade bastante quente no verão, portanto, se você quer andar pela cidade e não se dá muito bem com o sol, é melhor esperar os meses de inverno para vir até a cidade. Se o seu plano é visitar cachoeiras e os parques, é melhor vir no verão, já que a água costuma ficar muito gelada nos meses do meio do ano. 

Além disso, no início do ano, nos meses que antecedem o Carnaval, vários ensaios de blocos acontecem por aqui. A maioria deles é gratuito e em lugares abertos! 

5. O que fazer em Belo Horizonte

Conjunto Arquitetônico da Pampulha

Começando pelo local que é, talvez, a atração mais famosa de Belo Horizonte, a Lagoa da Pampulha merece ser vista. O horário do pôr-do-sol é o momento certo para suas fotos! Com 18 quilômetros de perímetro, é o local onde a maioria dos eventos de corrida da cidade acontecem. Por lá você pode caminhar na beira da Lagoa e talvez ter a sorte de encontrar alguma das famosas capivaras.

Além disso, também é possível alugar bicicletas, triciclos e bicicletas tandem - aquelas para mais de uma pessoa. É só procurar ao redor da Lagoa que existem vários estabelecimento que oferecem esse serviço. A Yellow também já chegou por lá, você pode encontrar bicicletas e patinetes pela orla. 

Construída para a prática de esportes náuticos pela população da cidade, por causa da poluição da Lagoa infelizmente essa não é mais uma possibilidade. A grande atração do Complexo da Pampulha é, na verdade, o Conjunto Arquitetônico. Reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 2016, conta com obras projetadas por Oscar Niemeyer e idealizadas pelo prefeito da cidade na época, Juscelino Kubitschek.

  • Igreja de São Francisco de Assis

Igreja de São Francisco de Assis

A igreja de São Francisco de Assis, Igrejinha da Pampulha para os belo-horizontinos, é a grande obra do Conjunto. Projetada por Niemeyer, com jardins do paisagista Burle Marx e painéis de Cândido Portinari, é uma obra de arte completa. 

Aos domingos, às 10h, a Igreja é aberta para celebração da missa. Além disso, também fica aberta de terça à sábado, de 09h às 17h, e geralmente é pedida uma contribuição em dinheiro para entrar.

  • Museu de Arte da Pampulha

O imóvel, projetado para abrigar o Cassino da Pampulha, foi transformado em museu em 1957, alguns anos depois da proibição dos jogos de azar no Brasil. A arquitetura também é de Niemeyer e os jardins de Burle Marx. 

O acervo do museu tem cerca de 1500 obras, boa parte são obras de arte contemporânea e coleções premiadas pelos Salões de Arte dos anos 60 e 70. O museu funciona de terça à domingo, das 09h às 17h.

  • Museu Casa Kubitschek

A casa que fica à beira da Lagoa da Pampulha abrigou a família Kubitschek nos anos 50. Outra obra de Niemeyer, tem o telhado em formato de asas de borboleta e tem características do modernismo brasileiro. 

O museu fica aberto às terças das 09h às 21h, e de quarta à domingo das 9h às 17h. Os móveis são os mesmos e muita coisa foi conservada na casa. Chama atenção a coleção de fotografias dispostas na garagem da casa. 

Logo em frente fica o Mirante Bandeirantes, com banquinhos e estátuas dos responsáveis por todo o Conjunto: JK, Niemeyer, Burle Marx e Portinari.

  • Casa de Baile

Localizada em uma ilha artificial dentro da Lagoa e conectada à margem por uma ponte, a casa recebe seminários, eventos e exposições temporárias. Com uma arquitetura única, foi reaberta em 2002 como o Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e Design. Fica aberta de terça à domingo das 09h às 18h, exceto às quintas, quando fica aberta até às 21h.

  • Mineirão e Mineirinho

Estádio Mineirão

Estádio Governador Magalhães Pinto, Gigante da Pampulha ou Mineirão, ele é um dos maiores palcos do futebol brasileiro e casa dos maiores times de Minas, Atlético-MG e Cruzeiro. Palco da Copa do Mundo de 2014 - e, infelizmente, lar do famoso 7x1 contra a Alemanha. Em dia de jogo, o lado de fora do Mineirão fica lotado de barraquinhas vendendo churrasquinho, tropeiro e pastel.

Além de abrigar grandes jogos de futebol, também conta com o Museu Brasileiro do Futebol. As visitas podem ser agendadas anteriormente e o horário de funcionamento é terça a sexta, das 09h às 17h, e aos sábados e domingos da 09h às 13h - os horários podem variar devido aos eventos no estádio.

Do lado de fora há também uma grande área de concreto, perfeita para andar de bicicleta, skate, patinete, patins e até carrinho de rolimã! Alguns eventos, shows e festivais também acontecem na Esplanada do Mineirão e muitos deles são com entrada gratuita. Se estiver na capital, confira a programação dos eventos por lá.

Ao lado do Mineirão há o Estádio Jornalista Felippe Drummond, o Mineirinho, palco de eventos esportivos também, nesse caso, de vôlei, futsal e basquete. Também recebe shows e outros eventos. Do lado de fora acontece a tradicional Feira de Artesanato do Mineirinho, todas as quintas das 17h à 00h e aos domingos das 08h às 19h. Peças de artesanato são vendidas na feira e a praça de alimentação oferece um cardápio completo de pratos típicos da comida mineira e show ao vivo.

Ainda na região da Pampulha, mas que não são parte do Conjunto Arquitetônico, está o Parque Guanabara.  

  • Parque Guanabara

Pertinho da Lagoa, o parque conta com carrossel, roda gigante, bate-bate, twister, navio pirata e vários outros brinquedos. Do alto da roda gigante é possível ver quase toda extensão da Lagoa! Um bom passeio para quem gosta desses brinquedos ou está viajando com crianças.

Região Centro-Sul

Saindo da região norte da cidade e indo para a parte central, mais ao sul, há muitas outras atrações turísticas e históricas. A cidade foi planejada para ser a sede administrativa do Estado no final de 1800, quando perceberam que Ouro Preto, a antiga capital, não teria estrutura suficiente para uma expansão urbana.

A parte mais central da cidade fica na parte de “dentro” da Avenida do Contorno. A parte foi a primeira a ser planejada na construção da cidade. Todo resto da cidade foi crescendo depois. Na região existem vários pontos turísticos que merecem ser conhecidos! Além disso, conta com dezenas de bares, restaurantes e baladas pra quem gosta de uma noitada.

  • Praça da liberdade

Vista aérea da Praça da LIberdade

O Complexo Paisagístico e Arquitetônico da Praça da Liberdade fez parte do planejamento inicial da cidade. Localizada no ponto de encontro de quatro grandes avenidas da cidade (Bias Fortes, Brasil, Cristovão Colombo e João Pinheiro), é o ponto mais alto dessa parte da cidade. 

Construída em 1897, o plano inicial é que toda parte administrativa da cidade ficasse ali na Praça, mas em 2010 a sede administrativa foi transferida para a Cidade Administrativa, na região norte da capital, e toda região foi transformada em espaço cultural.

Os traçados dos jardins são inspirados no Palácio de Versalhes. A maior parte dos projetos arquitetônicos, de 1940, são inspirados no estilo de art decó. A Biblioteca Pública e o Edifício Niemeyer, que ficam na região, são projetos do arquiteto, construídos mais tarde, na década de 50 e 60. Um dos prédios, o “Rainha da Sucata”, construído já na década de 80, possui estilo pós-moderno.

A Praça conta com banquinhos, árvores e um bom pedaço de área verdade. É um bom lugar para ir aos domingos. No final do ano, a Praça é toda decorada com luzes de Natal e a visita noturna fica mais interessante!

  • Museu Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB

O prédio que abriga hoje o CCBB de Belo Horizonte foi inaugurado em 1930. Recebe exposições, peças de teatro, filmes e intervenções culturais. Alguns eventos são gratuitos e outros pagos, e estão sempre alterando, por isso, confira do site do CCBB BH para saber o que está em cartaz por lá! O horário de funcionamento é de quarta a segunda, das 10h às 22h.

  • Museu das Minas e do Metal

Ao todo o prédio possui 18 salas e possui exposições que contam a história da mineração no Estado, o ciclo do Ouro e experiências com metal e outros minerais. O museu procura esclarecer pro visitante a importância dos minérios na vida cotidiana e as implicações sociais e culturais também. 

O Museu é adaptado para garantir a acessibilidade de todos. O horário de funcionamento é de terça à domingo, das 12h às 18h, exceto às quintas feiras, quando fica aberto até 22h.

  • Memorial de Minas Gerais

Uma espécie de “Museu da experiência”, o memorial fica na antiga sede da Secretaria da Fazenda do Estado de Minas, construída em 1897. Criado e mantido pela Vale, possui exposições que contam a história da cultura e da tradição mineira. 

Com ambientes que misturam a realidade com a tecnologia, o Memorial conta a história de escritores mineiros, as fazendas de Minas, as tribos, o barroco, quilombos e muito mais. Às terças, quartas, sextas e sábados o horário de funcionamento é das 10h às 17h, às quintas de 10h às 21h30 e aos domingos de 10h às 15h30.

  • Palácio da Liberdade

Construído para abrigar a sede do Governo, o Palácio da Liberdade foi palco de acontecimentos históricos para o povo mineiro. Mantém até hoje o aspecto dos jardins e esculturas francesas em mármore branco. Permaneceu por muito tempo fechado à visitações, mas agora elas estão abertas aos domingos, das 9h às 15h. Segundo informado no site da prefeitura, é preciso agendar a visita, confira as informações aqui. 

  • Espaço do Conhecimento da UFMG

O Espaço, gerido pela Universidade Federal de Minas Gerais, abriga cultura, ciência e arte de forma simultânea. A fachada do prédio é revestida com um material vítreo especial, o que a torna uma grande tela de projeção e as vezes é possível ver filmes ou exposições sem transmitidas por lá. 

O espaço conta com uma exposição de longa duração e já recebeu diversas mostras temporárias. Além disso, é possível fazer observações do céu no Planetário e no Terraço Astronômico. 

O planetário e as exposições têm visitação gratuita, para o Terraço Astronômico há uma taxa de R$ 6. Fica aberto ao público de terça a domingo, das 10 às 17h e aos sábados até às 21h.

  • Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa

Fundada em 1954, é a principal biblioteca da cidade. Com documentos que registram a história de Minas desde o século XIX, tem um acervo de cerca de 550 mil exemplares. Aberta de segunda à sábado, das 08h às 18h.

  • Cine Belas Artes

O Cine Belas Artes não faz realmente parte do Conjunto da Praça da Liberdade, mas por estar localizado ali perto merece ser mencionado. É o único cinema de rua da cidade e um dos últimos do Brasil. 

Oferece uma lista de filmes independentes e títulos que não fazem parte do circuito comercial tradicional, além de receber pré-estreias e lançamentos de filmes nacionais. Você pode conferir os filmes em cartaz no site do Belas aqui

Avenida Afonso Pena


Avenida Afonso Pena

A Avenida Afonso Pena é uma das mais importantes da capital e corta toda região central, saindo desde a Rodoviária, na Praça Rio Branco, e termina na Praça da Bandeira. 

Ao longo da Avenida estão vários pontos marcantes da arquitetura da cidade, como o Cine-Teatro Brasil, construído em 1932 para ser o maior teatro da cidade, e o Edifício Acaiaca, que já foi o maior arranha-céu da capital.

Aos domingos, uma parte da Avenida é fechada para receber a Feira da Artes e Artesanatos, ou, como é mais conhecida, a Feira Hippie. As barracas começam a ser montadas antes das 04h da manhã para que fique tudo pronto bem cedo. São dezenas de barraquinhas de comida, artesanato, arte, perfumaria e muito mais. Por lá você encontra desde churrasquinho e pastel a feijão tropeiro e acarajé.

  • Praça 7

Localizada no cruzamento de duas das principais Avenidas da cidade - Amazonas e Afonso Pena - a Praça Sete é o coração da região central. O obelisco que fica no centro das avenidas, chamado pelos mineiros de pirulito, foi doado pela cidade de Betim. A região é movimentada o tempo todo com vendedores ambulantes, bares, feirantes e o que mais estiver acontecendo naquele dia. 

É muito comum passar por lá e se deparar com alguma apresentação cultural, manifestação ou comemoração dos torcedores dos times da capital. Aos sábados, das 14h às 22h, a região é palco do incrível Quarteirão do Soul. O Quarteirão toca músicas dos anos 70, especificamente funk, soul, black music dos anos 70 e apresenta coreografias. Com um tapete estendido no chão, caixas de som e visual ao estilo Tony Tornado, todos os sábados o pessoal se reúne por lá. Vale a pena conferir o movimento!

  • Parque Municipal Americo René Gianetti

Subindo um pouco mais a Avenida Afonso Pena, chegamos ao Parque Municipal. Inaugurado antes da própria capital, o parque tem uma área enorme de mata, com dezenas de espécies de árvores e três lagoas. 

É possível alugar pedalinhos ou um barquinho para passear em uma delas. Dentro do parque também existe um parquinho de diversões para as crianças e quadras de esporte. 

Usado para prática de exercícios físicos ou apenas como caminho por quem está na região central, é um local de sossego no meio da correria e do barulho da cidade. Fica aberto de terça a domingo, e também nos feriados, das 06h às 18h.

  • Palácio das Artes

Localizando dentro do Parque Municipal, o Palácio das Artes é vinculado à Fundação Clóvis Salgado e abriga o maior teatro da cidade. Outra obra de Niemeyer na cidade, realiza montagem de peças, exposições, eventos culturais, espetáculos de dança e diversas outras programações culturais. É a sede oficial da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. 

Conta com um dos mais modernos e avançados teatros do Brasil. Sempre abrigando exposições e mostras culturais gratuitas, vale a pena conferir a programação da casa se estiver passando por Belo Horizonte!

Savassi

Outra região bastante conhecida por quem visita Belo Horizonte. Hoje reconhecido como bairro Savassi, o nome fazia referência, na verdade, a uma padaria localizada na Praça Diogo de Vasconcelos, ainda nos anos 30/40. 

A Praça, que agora também é chamada de Praça da Savassi, é o centro daquela região. Os bares da Praça costumam ficar bastante cheios!

A Savassi faz parte da região mais nobre da cidade, por isso os bares costumam ser mais caros que no resto da cidade. Nem por isso deixa de ser muito frequentada pelos belo-horizontinos e por quem visita a capital. Se você quer sair na região, a rua Pium-I é repleta de bares que estão sempre cheios.

Às quintas-feiras, por volta das 14h, entre a Rua Paraíba e a Avenida Getúlio Vargas, é realizada a Feirinha da Savassi, com venda de bebidas, comidas, frutas e verduras frescas e um ambiente agradável de happy hour.

Edifício Arcângelo Maletta

Conhecido apenas como Maletta, o edifício é um dos pontos mais antigos da vida boêmia belo-horizontina. Apesar de ser um prédio residencial, o primeiro e segundo andar são cheios de estabelecimentos. 

Durante o dia, são os restaurantes, lojas, sebos e lojas de discos que ficam abertos e estão sempre cheios de visitantes. Durante a noite, o espaço dá lugar aos bares. A varanda do segundo andar é um ótimo lugar para uma cerveja.

Baixo centro

A região do baixo centro é a parte mais simples e barata da área central. Os bares da região não são tão caros e elegantes como os da Savassi, mas não perdem em nada. Com cerveja barata e boas porções, é possível comer bem e gastar pouco nessa parte da cidade. 

Dois lugares merecerem ser mencionados aqui: o Café Palhares, aberto em 1983, oferece um dos pratos mais tradicionais da capital, o Kaol, que é cachaça, arroz, ovo e linguiça, e, também, o Nonô, o Rei do caldo de mocotó, o melhor da cidade.

Praça da estação e o Museu de Artes e Ofícios

A Praça Rui Barbosa é chamada de Praça da Estação por estar localizada exatamente em frente a antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, hoje Museu de Artes e Ofícios. O primeiro relógio da cidade foi instalado na estação e permanece lá até hoje. É o local tradicional das manifestações desde as Diretas Já.

O Museu promove a história de Minas e dos trabalhadores do Estado, contando a história de profissionais responsáveis pelo surgimento da indústria na cidade. Conta com peças do século XVIII e XIX que remontam a origem do processo fabril, artes manuais e artesanato. O horário de funcionamento é quartas às sextas, das 11h às 17h, e sábados de feriados de 9h às 17h.

Mercado central


Delícias gastronômicas do Mercado central de Belo Horizonte

Com 90 anos de história, o Mercado é repleto de temperos, aromas e coisas pra se ver e experimentar. Com mais de 400 lojas, é um dos lugares que mais atraem os visitantes na capital mineira. 

Por lá você pode experimentar e comprar todo tipo de queijo, ervas, doces e o que você quiser! Você provavelmente vai querer reservar algumas horas do seu dia pra ficar lá e te garanto que não vai sair pela mesma porta em quem entrou, já que o Mercado é um grande labirinto.

Praça do Papa

Em Belo Horizonte as coisas geralmente têm um nome oficial e o nome que as pessoas realmente usam. A Praça Israel Pinheiro é conhecida como Praça do Papa por ter recebido a visita do Papa João Paulo II em 1980. 

A Praça fica perto da Serra do Curral, a 1100 metros de altitude. De lá, é possível ver boa parte da cidade lá em baixo e ao fundo está a serra. Com um grande gramado, é ideal para piqueniques e assistir ao pôr-do-sol. Muitos eventos culturais acontecem na praça, como festivais de jazz e apresentações de teatro.

Parque Municipal das Mangabeiras

Um pouco acima da Praça do Papa, o Parque Municipal das Mangabeiras fica bem ao pé da Serra do Curral. Com projeto paisagístico de Burle Marx, é a maior área verde da cidade. 

É equipado com quiosques, quadras esportivas e é possível fazer trilhas pela mata. Tem também uma pista de skate half pipe. O horário de funcionamento é das 08h às 17h, de terça a domingo.

Mirante do Mangabeiras

Ainda na parte mais alta da cidade, próximo à Praça do Papa e ao Parque das Mangabeiras, está localizado o Mirante do Mangabeiras. Com decks de madeira, dá ao visitante a possibilidade da vista panorâmica da cidade e do Parque. O Mirante fica aberto de terça a domingo, das 09h às 20h.

Parque Serra do Curral

Se você gosta de ar livre e natureza, precisa visitar o Parque da Serra do Curral. A Serra é o marco da cidade, foi eleita, em um plebiscito em 1995, como o símbolo de Belo Horizonte. O parque tem 400 mil m² com trilhas, praças, mirantes e bons espaços de caminhada.

Parque Nacional Serra do Cipó

A Serra do Cipó fica na região metropolitana de Belo Horizonte e é uma das atrações turísticas mais importantes de todo estado. Com dezenas de cachoeiras, montanhas para subir e uma flora diversificada, é, também, um bom passeio para quem curte a natureza. Na região da Serra existem diversos hotéis e pousadas, então é possível ficar hospedado por lá ou ir para passar o dia inteiro.

Inhotim


Inhotim, em Brumadinho

Na verdade, Inhotim está localizado na cidade de Brumadinho, há 60 quilômetros de Belo Horizonte. Uma distância curta para conhecer esse lugar incrível. 

Com um dos maiores acervos de arte contemporânea do mundo, é considerado o maior museu a céu aberto do mundo. Cercado por mata atlântica, o espaço de visitação tem quase 100 hectares com jardins, galerias, edificações e lagos.

Com 450 obras de artistas brasileiros e estrangeiros, tem algumas exposições fixas e outras que são sempre renovadas.

Menção honrosa: Comida di buteco

Em 1999 foi criado um evento com intuito de valorizar a cozinha raiz e os botecos de Belo Horizonte. Batizado Comida di Buteco, foi o pioneiro nos concursos dedicados exclusivamente aos botecos brasileiros. Atualmente, o evento já tem edições em outras capitais, mas foi em BH que ele surgiu.

 Uma equipe organizadora é que seleciona os bares participantes e eles ficam com uma plaquinha indicando que estão participando do evento. Se estiver na capital nos meses de abril e maio, é possível que o concurso esteja acontecendo e, se o bar for participante, você pode pedir o petisco inscrito e dar o seu voto! 

Belo Horizonte é uma cidade incrível, com sua história antiga e moderna, constantemente contada e relembrada. Ao mesmo tempo em que é a cidade dos bares e da juventude, é repleta de museus e prédios históricos. Se você ainda não conhece a capital, tá perdendo tempo! 


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Bruna

Ago 21, 2019

Formada em Direito e estudante de Jornalismo. Viajar e escrever estão entre as coisas que mais gosto de fazer na vida.


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