sala do Piratas da Praia Hostel

Apesar de ser minha quarta experiência através da Worldpackers, não canso de ser surpreendido positivamente pelos projetos.

O Hostel que estou fazendo o voluntariado possui um controle de gestão incrível! 

Como sou graduado em administração, adquiro conhecimento a cada dia que passa. São vários detalhes de gestão financeira, processos, resultados e recursos humanos, permitindo não só vivenciar a rotina do local, da cidade e cultura, mas também a me desenvolver como profissional.

1. Dia a dia

A organização do local é simplesmente impecável, possui um cronograma bem detalhado de todas as tarefas e horários determinados de acordo com a descrição da sua solicitação.

A primeira semana foi destinada a treinamento, sem deixar de cumprir com a carga horária. Foram apresentados todos os processos da recepção, partes relacionadas a controle de reserva, de e-mail e WhatsApp.

O hostel tem mais cinco voluntários, além dos funcionários fixos. Uma tripulação muito unida e animada.

Ao chegar você recebe um nome pirata, passando a tornar-se uma peça fundamental para que o barco siga seu percurso. Cada um tem sua função e formamos uma família de piratas, de várias regiões do Brasil e do mundo.

A carga horária é de oito horas noturnas, trabalhando um dia e folgando no outro.

2. Estrutura

De cara, você é surpreendido por cada detalhe. Não tem um dia sequer em que não me impressiono com algo novo que vi no hostel.

Possui uma decoração feita minuciosamente para encantar. Os quartos são muito limpos e organizado.

Possui sala de TV, espaço para coworking, uma cozinha e um local chamado clube mágico, para interação da galera.

As acomodações são divididas entre quartos para oito, quatro ou duas pessoas e possui dois quartos privativos.

Seu estilo bem descontraído traz um ambiente muito aconchegante e de alto astral.

3. Relação com staff, hóspedes e anfitrião

Todos os tripulantes são tratados de maneira igual, não existe nenhuma distinção e nem uma preocupação em representar uma hierarquia.

O organograma do hostel é circular. Esse estilo é pouco utilizado pelas instituições, por isso, torna-se um diferencial das empresas modernas, onde é ressaltada a importância do trabalho em grupo e a proximidade das áreas. Dessa maneira, a relação entre o staff é a melhor possível.

O anfitrião é um cara muito gente fina, que conduz a embarcação em sua cabine de maneira triunfal, sempre preocupado com todos.

No dia que cheguei, fui fazer o miojo, um prato típico de mochileiro, e levei uma bronca! Ele disse que não era comida de verdade e mostrou várias outras formas baratas e saudáveis de fazer me alimentar.

Uma pessoa com um conhecimento incrível de várias coisas, e sempre aberto a partilhar.

Minha relação com os hóspedes é excelente, sempre que posso realizo passeios com eles, trocamos altas conversas e muitos viram amizades para vida.

4. Benefícios

Para o trabalho noturno na recepção, o hostel fornece um incentivo de viagem de R$100 por semana.

Ah! Você também ganha um pedacinho no hostel. 

Como funciona isso?

No teto, existem pegadas. São marcas deixadas por cada voluntário que passou pelo hostel. Existe um batismo, em que pintam seus pés e, com ajuda de uma galera, é levantado de ponta a cabeça para deixar seu legado e levar memórias.

O hostel tem uma parceria com uma agência de turismo em que, o passeio de bike que custa geralmente R$70, para o voluntário custa R$10. Realizei esse passeio, é excelente para conhecer bastante da história da cidade.

recepção do Piratas da Praia Hostel

5. Localização

O hostel fica muito bem localizado! Fica próximo de uma rede de Supermercado Extra e dez minutos de um Walmart.

Na esquina possui um mercado Minuto Pão de Açúcar e a 150 metros de uma padaria. Na mesma quadra, tem banco Santander e Caixa Econômica, redes de fast-food próximas, possui pontos de ônibus na rua lateral e farmácias.

A melhor parte: duas quadras da praia de Boa Viagem

6. Tempo livre

Recife é uma cidade multicultural. Uma junção de culturas de diversos lugares e com sua própria essência.

Sendo assim, dá para conhecer bastante a cultura local passeando pelo Recife Antigo: Praça do Marco Zero, Rua da Moeda, Museum Militar forte Brum, Caixa Cultural, o Paço do Frevo, a Torre Malakoff, o Cais do Porto e o Paço Alfandega.

Os lugares que tem custo, conheci as terças-feiras, por ter a entrada gratuita, palavra chave para qualquer mochileiro.

A noite também é bem agitada no Recife Antigo e possui excelentes bares.

Tive oportunidade de visitar também o Palácio do Campo das Princesas e o Teatro Santa Isabel, no qual toda terça feira tem uma apresentação teatral sobre a história do lugar. Uma experiência única, sem dúvidas indispensável.

Próximo ao teatro possui a Capela Dourada, o Mercado São José, o Pátio de São Pedro e o Pátio do Terço.

Toda terça a noite tem a Terça do Vinil na galeria de Joana D’arc, vale muito a pena ir! Com música bem alternativa e uma galera muito animada.

Recentemente fui ao Instituto Ricardo Brennand, considerado o melhor museu da América do Sul e entre o 25 melhores do mundo, gratuito na última terça do mês. Fui a Oficina de Francisco Brennand, também indispensável de conhecer e a entrada custa R$ 20.

São imperdíveis de conhecer as Praias de Gaibu e Calhetas.

Saindo de Boa Viagem, pega o Ônibus 72 ou 160 (R$ 3,20) até último ponto em Barra de Jangada. De lá será necessário pegar outro até Gaibu (R$ 5,50) e de Gaibu tem uma trilha curta para ir a de Calhetas.

Além da cidade de Olinda, que é um charme a parte, ficando somente 1h20 de distância, de ônibus, e com custo da passagem de R$ 4,20

Esses foram os lugares que conheci até agora, nesses 20 dias por Recife.

O hostel recebe muitos turistas estrangeiros, sendo um local excelente para praticar outros idiomas.

Uma vez na estrada, você realiza um verdadeiro intercâmbio cultural, conhecendo pessoas e histórias, partilhando sorrisos e aventuras, ajudando a crescer como ser humano.

Que venham os próximos dias e relatos! Espero que você também possa embarcar nessas experiências.

Qualquer dúvida, é só me perguntar através da plataforma.



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Cledson Luiz

Sou Cledson Mochileiro, Aventureiro, Voluntário e um desbravador desse mundão, natural de Rio Que...

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Ago 22, 2018


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