Minha experiência em uma das praias mais bonitas de São Paulo

Conheça um pouco mais sobre a minha experiência Worldpackers voluntariando em troca de hospedagem no Drifter Hostel na Barra do Sahy, litoral norte de São Paulo.


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Jéssica

Fev 12, 2019

Travel blogger, Brazilian, 28. Helping Travel Lovers and Sharing Experiencies w/ Love!

Voluntária na Praia Barra do Sahy

1. Sobre a Barra do Sahy

A Praia da Barra do Sahy pertence ao município de São Sebastião e está localizada a 150 quilômetros da capital de São Paulo.

A Vila possui em torno de 2.449 habitantes e é dividida pela Rodovia Governador Mário Covas.

No geral, a parte que fica do lado litorâneo da pista é repleta de hotéis, pousadas e casas para alugar. Podemos dizer que é o lado turístico da Barra do Sahy.

Já do outro lado está a Vila Baiana, onde a maioria dos moradores realmente vive.

Do lado litorâneo os mercados possuem preços mais altos por se tratar de uma praia turística que recebe muitos estrangeiros. 

Caso você queira melhores preços, é necessário se deslocar até a Vila Baiana. Por lá encontrará uma variedade maior de alimentos e objetos de consumo e com valores bem mais em conta.

A “cidade grande” mais próxima é Bertioga, localizada a 59 quilômetros de distância, o que leva em torno de uma hora de carro.

As praias vizinhas são:

  • Baleira, Camburi e Boiçucanga - na direção norte.
  • Barra do Una, Juquehy e Bertioga - na direção sul.

2. O hostel



O Drifter Hostel é o único hostel da região da Barra do Sahy. Ele foi inaugurado em 5 de Dezembro de 2016 e possui um conceito único e descolado.

Foi idealizado pelas irmãs Carina e Allesandra, que estão fazendo com que além de hostel, o nome Drifter se torne uma marca, tanto de bens de consumo, como na organização de eventos da região.

O Drifter Hostel já promoveu diversas festas, e a última delas atingiu um público de 700 pessoas. O ambiente é super aconchegante com decorações voltadas ao surf por toda parte.

O local oferece:

  • Sala de estar com televisão e internet;
  • Loja com diversas marcas parceiras. Você encontra acessórios de moda, vestuário, cristais, ceras e etc;
  • Bar que oferece como serviço drinks e cervejas aos hóspedes;
  • Cozinha compartilhada que pode ser utilizada pelos hóspedes e pelos voluntários;
  • Lavanderia para os voluntários;
  • Área externa com um espaço bem legal de interação para os hóspedes;
  • 5 quartos disponíveis para reservas (compartilhados e privativos).

Está localizado em uma estradinha de terra a 500 metros da praia e a mais ou menos 300 metros do supermercado.

A região possui guarita e patrulha de segurança 24 horas por dia.

É cercado por uma mata aberta, o que te deixa ainda mais próximo da natureza.

Dica importante: Não esqueça o seu repelente!

3. O esquema de trabalho

No Drifter Hostel a proposta para o voluntário é de 25 horas semanais com dois dias de folga. Os dias e turnos são definidos antecipadamente para que os voluntários todos consigam se organizar.

São 3 turnos por dia:

  • Manhã – das 8h às 13h
  • Tarde – 13h às 18h
  • Noite - 18h às 22h (com algumas horas extras na sexta-feira)

O voluntário tem direito ao café da manhã, pode usar a cozinha para fazer as demais refeições, pode usar a lavanderia e tem uma cama garantida em quarto compartilhado.

4. As tarefas realizadas pelo voluntário

As atividades basicamente eram: recepcionar os hóspedes, responder aos e-mails de solicitação de orçamentos, fazer o controle dos sites de reserva booking e hostelworld, manter o mapa de reservas atualizado, realizar o controle de caixa, auxiliar na limpeza e no café da manhã, realizar check in e check out.

5. A experiência no geral



A localização do hostel te permite ir à praia todos os dias sem a necessidade de um carro. Tanto à praia da Barra do Sahy como à praia da Baleia que fica a uns 20 minutos de caminhada.

Dessa maneira, todos os dias antes ou depois do meu turno, eu costumava ir à praia para curtir um pouquinho o sol, o mar e o melhor de tudo: o pôr do sol.

As donas do hostel são super preocupadas em nos passar dicas de lugares para conhecer e até mesmo nos levar para conhecer lugares próximos ao hostel.

As tarefas eram simples e não exigiam conhecimento prévio de rotina de um hostel.

Estava tudo muito bem explicadinho em um "Manual do Voluntário" que foi elaborado por elas. Qualquer dúvidas que eu pudesse vir a ter,  bastava consultar o documento.

Essa foi a minha segunda experiência pela Worldpackers e, assim como a primeira, me trouxe muito aprendizado e reflexão.

Essas experiências de voluntariado no geral, mais do que uma forma de viajar barato, são também uma maneira de conhecer pessoas, realidades diferentes das suas, viver em um ambiente diferente com o que você está acostumado e evoluir como pessoa.

Você melhora o seu relacionamento interpessoal, aprende com as histórias de vida dos hóspedes e dos outros voluntários e cria vínculos que talvez carregue pelo resto da sua vida.

A experiência engloba tudo isso que eu falei aí em cima e mais o aprendizado todo de uma viagem sozinha.

Viajar sozinha sempre traz grandes descobertas de autoconhecimento.



Você se vê tendo que resolver situações por você mesma, tendo que lidar com pessoas de todos os tipos e o mais importante, tendo aquele tempo especial de você com você mesma.

Sempre acaba aprendendo algo com o trabalho em si também. Por exemplo, como funciona a rotina de um hostel, como é realizada a administração, como os quartos são preparados, os desafios de se gerenciar esse tipo de negócio, as dificuldades e assim por diante.

Resumindo: essa foi mais uma experiência incrível que veio a me acrescentar muitos aprendizados e experiências que levarei comigo e que já fazem parte da minha história.

Para mais informações sobre a minha primeira experiência trabalhando em troca de hospedagem: minha experiência Worldpackers.



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Jéssica

Fev 12, 2019

Travel blogger, Brazilian, 28. Helping Travel Lovers and Sharing Experiencies w/ Love!


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