Categorias

Mochilão Europa: 4.000 Euros em 6 Meses com a Worldpackers

Pensando em fazer um mochilão pela Europa em 2018? Nesse artigo conto tudo como fazer o seu com a Worldpackers!


26bd2ff4b7b927521bd5f4e4a52bc765

Stela @stelaporai

A true believer that travelling can change your whole life and restore your faith in humanity.

Ago 17, 2018

mochilao europa praia italia

Términos de ciclo nunca são fáceis, mas perder o chão pode ser um incentivo para aprender a voar.

Em 2016, passei por uma fase de reanálise da minha vida e me descobri insatisfeita com a minha profissão, com o meu emprego e com a minha cidade.

Veja bem: nunca reclamei e sou muito grata por todas as oportunidades, mas estava sentindo no meu coração que precisava dar uma repaginada, sabe como é?!

Sempre encontrei conforto em viagens. Desde criança que os meus olhos brilhavam com o novo; com o desconhecido. Quando estava com a cabeça fora do lugar por algum motivo, buscava consolo na minha mochila e em um novo destino. Não foi diferente dessa vez.

Em meio a um turbilhão de possibilidades, decidi ser au pair (babá) na Holanda. Quando fui conversar com meus pais e amigos sobre isso, todos me questionaram se seria a melhor escolha. Eu sempre fui dona do meu nariz.

E se me mandassem para o interior? E se eu não aguentasse o regime de morar na casa de uma família e quisesse mais liberdade?

Foi assim, nessa vontade desatinada de jogar tudo para o alto, começar do zero e ver o mundo, que a Worldpackers surgiu na minha vida.

Vi a apresentação da plataforma em uma rede social e não tive dúvidas, desde o primeiro momento, de que era exatamente o que eu deveria fazer!

Iria trabalhar em hostels, teria a liberdade de ser do jeitinho que eu sou, melhoraria o inglês, conheceria novos lugares e pessoas. E tudo isso somado à possibilidade de me divertir MUITO.

mochilao europa cidade de lisboa
Pronto. Decidido. Já tinha uma graninha para um outro projeto, mas resolvi que aplicaria esse valor no meu crescimento pessoal. Ótimo.

Mas, e se não desse certo? E se eu não tivesse o perfil?

Naquela época, eu trabalhava como advogada em um grande escritório de advocacia. Tirei férias e fui para São Paulo trabalhar como worldpacker no Hostel Alice, no bairro Vila Madalena, para um ensaio.

Foi S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L.

Fiz amigos de vários lugares do mundo e melhorei o meu inglês por lá mesmo. É impressionante ver que não precisamos nem sair do próprio país para uma experiência de imersão.

Voltei do recesso já decidida a pedir demissão. Por sorte, encontrei uma passagem para Portugal por um preço bem acessível (R$1.200,00!) e comprei sem pensar duas vezes. Comecei a esboçar os planos de realizar o sonhado mochilão pela Europa.
A espera e o planejamento duraram cinco meses, no total.

O meu gasto total com a viagem, que durou 6 meses e meio, foi de $4.000,00 Euros, incluindo o seguro e as passagens de ida e volta.

Este valor é bem razoável, tendo em vista que passei por 11 países, incontáveis cidades, aproveitei muito e festejei na mesma medida.

Caso eu tivesse optado por viajar pelo mesmo período, sem voluntariar em troca de hospedagem e benefícios, tenho certeza de que o montante acima quadruplicaria.

Em vários hostels que trabalhei como worldpacker, a alimentação diária também estava inclusa no acordo, o que me ajudou a economizar ainda mais.

Quais Documentos Levar

Como já sabia que a imigração poderia ser um pouco mais complicada, já estava com a história da viagem na ponta da língua e todos os documentos que poderiam ser requisitados em uma pasta.

Esses são os documentos que levei para o meu mochilão na Europa:

- Passagem de ida e volta
- Seguro viagem para Europa
- Extrato bancário (para demonstrar que eu teria condições de permanecer no país)
- Endereço da estadia (usei os vouchers de confirmação que você recebe pela Worldpackers ao fechar sua estadia com um anfitrião do site)
- Alguns comprovantes (que mostravam algum vínculo com o Brasil e que eu não tinha a menor intenção - cof cof... - de permanecer por toda a vida em Portugal ou na Europa).

ATENÇÃO SOBRE VISTOS: para esse tipo de viagem (work exchange, volunturismo ou voluntariado), o seu visto será de turista. Se questionado, informe na imigração o endereço do hostel em que você ficará hospedado e deixe claro que a sua intenção é apenas e tão somente conhecer o país/cidade de destino.

No meu caso, boba e sortuda como sou, fiquei tão embasbacada com a beleza do policial federal português que comecei a gaguejar. Ele percebeu, ficou com uma cara visível de dó, e me deixou passar perguntando apenas: se eu já tinha ido à Europa (não), se eu estava viajando a turismo (sim) e se eu ficaria hospedada em Lisboa (não).

DICA! Depois de muito pesquisar, descobri que os piores lugares para passar pela imigração na Europa são: Madrid, na Espanha e Londres, na Inglaterra. Evite as dores de cabeça e uma possível deportação.

mmochilando pela europa no mar jonico

Meu Mochilão de 6 meses pela Europa

1º PAÍS - PORTUGAL!

A minha viagem como worldpacker para um hostel no sul de Portugal, em Faro, já estava confirmada.

Por motivos pessoais, ainda no aeroporto, resolvi atrasar a minha chegada por quatro dias. Consegui acomodação gratuita em Lisboa, na casa de amigos portugueses e luso-brasileiros, o que seria uma ótima oportunidade para conhecer bem a cidade.

Por pura ingenuidade imaginei que não haveria nenhum problema com este atraso, tendo em vista que o trabalho era voluntário. Deixei claro ao host que abriria mão dos meus futuros dias de folga pela possibilidade de desbravar a capital. Ledo engano. Criei um constrangimento pela minha atitude egoísta e não era mais bem-vinda no local acordado.

Conclusão? Me lasquei. Aparentemente estaria sem teto pelos próximos trinta dias, por uma confusão que eu mesma criei.

Nunca deixe um host na mão: sério.

Até hoje, lembrando dessa situação, minhas bochechas queimam de vergonha. Se ele agendou uma data para a sua chegada, honre o seu compromisso. Ele abriu mão de outros voluntários por você. Este local específico não só oferecia a hospedagem, como também todas as refeições diárias. Errei feio; errei rude.

No meu primeiro dia na Europa, vi os meus planos iniciais indo por água abaixo. Nos 45’ do segundo tempo fiz amigos maravilhosos, hospedei-me na casa de pessoas de bom coração e mente aberta, e absorvi a minha falha como um grande aprendizado pessoal. Bola pra frente.

DICA! Caso você escolha visitar Portugal, já vi hostels incríveis na plataforma do Worldpackers.

portugal durante mochilão pela europa
Nos primeiros dias, apesar do idioma ser o mesmo, tive certa dificuldade em compreendê-lo, confesso.

O país surpreendeu-me positivamente em diferentes aspectos: seja pela cultura ou pela amabilidade do seu povo. Lá, os transportes mais utilizados e práticos intermunicipais são o comboio (trem) e o autocarro (ônibus), com preços honestos em comparação ao restante da Europa.

Para os chegados numa cervejinha, é possível encontrar o copo (imperial), em bares de estudantes, por aproximadamente 0,60 centavos de Euro.

Muito barato, não é mesmo?! É só ficar atento e sempre dar preferência aos lugares em que os habitantes locais frequentam. Fugir do “pega turista” é sempre a melhor opção.

O bacalhau pode ser o carro chefe em todo o país, mas não deixe de deliciar os diferentes e maravilhosos frutos do mar.

Experimentei de tudo um pouco: camarão tigre, percebes, tamboril, salada de ovas e até mesmo búzios, que tem um jeito peculiar de se comer.

Próximo país? Itália!2º PAÍS - ITÁLIA!

Voei de Lisboa para Roma, onde passaria duas noites antes de ir para o meu destino final: Bari, na região da Apúlia.

Na Europa, as passagens de avião não são tão caras quanto no Brasil.

DICA! Ao pesquisar com um mínimo de antecedência em companhias low cost (baixo custo), é fácil encontrar trechos por até 10 euros. Surreal!

Fique sempre atento à franquia de bagagem: muitas vezes será necessário pagar mais caro pela bagagem de porão, que quase nunca estará incluída no preço final.

Outro fato corriqueiro é a cobrança caríssima (±30 euros) para realizar/imprimir o check-in no aeroporto. Não se esqueça de levá-lo sempre impresso!

Roma é magnífica. Foi emocionante ver pessoalmente todos aqueles marcos históricos tantas vezes citados em livros que eu já havia folheado.

Os italianos nem sempre dominam o inglês, mas nada que a mímica ou um português falado vagarosamente não resolva.
Ainda não havia decidido o transporte para ir de Roma à Bari. Optei por utilizar o aplicativo Bla Bla Car, que oferece caronas com um preço muito mais acessível do que os ônibus italianos ou do que um voo interno.

IMPORTANTE! Não seja inocente. Se for usar o aplicativo acima, leia todas as resenhas referentes ao motorista para ter a certeza de que ele tem experiência com estradas, com o caminho a ser percorrido e em oferecer caronas. Se ele contar com uma reputação ilibada, vale a pena.

A minha carona foi com um policial que não falava inglês e que tinha acabado de tirar férias para visitar a família no sul da Itália. Economizei não só no valor de uma possível passagem, como também no tempo do percurso. Ele me deixou na porta do Olive Tree Hostel - onde passaria os próximos dois meses da minha vida!

Alberobello viagem Europa
É difícil expressar em palavras toda a minha admiração pelo proprietário.

Fui tratada como integrante da família desde o primeiro momento. Ele sempre estava preocupado com o bem estar dos voluntários: chegava a pagar almoços e/ou jantares em bons restaurantes regionais para que nos sentíssemos acolhidos.

Os turnos eram tranquilos e as tarefas não exigiam muito dos voluntários. Nós tínhamos um quarto separado para o staff, com um ótimo espaço e boa infraestrutura.

A região da Apúlia (Puglia, em italiano) é maravilhosa. Além de ser possível visitar cidades banhadas pelos mares Adriático e Jônico, que são estupendos, há vários locais considerados Patrimônios Mundiais pela UNESCO.

Uma simples pesquisa deixará qualquer um boquiaberto.

Matera, um dos locais mais antigos do mundo já habitados pelo homem em suas cavernas pré-históricas; e Alberobello, que mais parece um conto de fadas da vida real com a sua arquitetura Trulli, são de fácil acesso: seja por trem ou por ônibus, saindo da estação central de Bari.

A quinze minutos de trem desta mesma estação está a cidade de Polignano a Mare, e um pouco mais à frente Monopoli. Estas, com absoluta certeza, estão no rol dos meus lugares favoritos no mundo.

DICA! Faça todos os tours gratuitos que o hostel oferece. Tente fazer amigos na região. Mergulhe de cabeça nessa experiência única da sua vida.

Não preciso nem dizer que a comida se resume a massas, certo?!

Pizzas gigantes e macarrão com todos os tipos de molhos e acompanhamentos regeram o meu tempo na Itália.

Bari, todavia, é uma cidade bem barata comparada às outras que visitei. O quilo de cereja custava 1 euro: acredite se quiser. Nosso mercado semanal não passava de 10 euros (incluindo o vinho), e o hostel ainda oferecia um belo suporte com as refeições diárias.

A melhor época para voluntariar nessa região (ao contrário de Portugal, que pode ser em qualquer estação do ano) é do final da primavera até os últimos dias do verão. A cidade é praiana e a costa regional é linda. Durante esse período ocorrem vários festivais, concertos e shows imperdíveis.

O visto de turista para a zona Schengen tem apenas 90 dias de duração. Faltando dois dias para o meu expirar, peguei um barco que sai do Porto de Bari em direção ao meu próximo destino como worldpacker: a Croácia!O QUE É O SCHENGEN?

Foi feito um acordo de livre circulação entre a grande maioria dos países europeus. Geralmente, você recebe o visto para transitar como turista por 90 dias nos Estados-membros da convenção. Quando o prazo expira, você não tem mais autorização para permanecer no território.

IMPORTANTE! 90 dias não são 3 meses. Conte direitinho o tempo de permanência para não ter problemas com a imigração, que pode aplicar uma multa ou até mesmo banir o turista da zona Schengen por um longo período de tempo.

QUAIS PAÍSES INTEGRAM O SCHENGEN?

Até janeiro de 2018: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça.

ATENÇÃO! Bulgária, Romênia, Croácia e Chipre estão em fase de implementação do acordo.

mochilao europa passagem por croacia
3º PAÍS - CROÁCIA!

Cheguei na Croácia, na cidade de Dubrovnik, 89 dias após a minha entrada em Portugal.

Ganhei um novo carimbo no passaporte e fui diretamente para a minha nova experiência como worldpacker, no Hostel Angelina.

A moeda local atualmente é a Kuna, mas a previsão é do país aderir ao Euro no ano de 2020.

A Croácia, no verão, é um dos países mais disputados para turistar na Europa. Com a sua costa paradisíaca e praias para ninguém colocar defeito, o destino é escolhido por famílias e pessoas de todas as idades, pois há programações e divertimento para todos os gostos.

Já Dubrovnik, com a explosão da série televisiva Game of Thrones, apesar de ser maravilhosa e repleta de simbolismo histórico, tornou-se nos últimos anos algo parecido com um parque temático. O trânsito de pessoas é frequente, lembrando-me até um formigueiro, principalmente pelos inúmeros navios e cruzeiros acostados no porto para visitas diárias.

Ainda preciso ressaltar os preços, que eram absurdos.

Essa foi a cidade mais cara que já visitei na minha vida! Já quis tomar um suco de laranja na rua, para refrescar um pouco da sensação térmica de 45 graus, e desisti ao descobrir que este custava 24 reais. Vinte e quatro reais por um copo de suco de laranja, produção. Tem algo errado aí, não é possível.

O Hostel Angelina tem uma infraestrutura excelente.

É também o lugar mais limpo em que eu já vivi e/ou me hospedei. O trabalho e as tarefas são árduos, mas os benefícios oferecidos compensam todo o suor.

Nesse meio tempo, passei por alguns problemas pessoais. Ainda machuquei feio o meu pé e estava com dificuldades em andar. Os proprietários do hostel, muito exigentes (e sem coração), exigiram que eu trabalhasse assim mesmo: como se nada tivesse acontecido.

Ainda, como se não bastasse, tendo em vista a grande procura e o preço exorbitante de cada quarto, começaram a vender as camas dos voluntários.

Éramos oito e nos colocaram para dormir na cozinha. Não havia colchão, travesseiro e coberta disponíveis para todos, então precisávamos dividir. Foi um período extremamente complicado.

Com a desorganização dos turnos devido às ideias divergentes entre os proprietários, precisei trabalhar quatro dias seguidos até às 3 da manhã. A cozinha abria para os hóspedes às 8 da matina e não tínhamos outro lugar para descansar. Foi quando comecei a adoecer.

Percebi, então, que não tinha mais estrutura física e psicológica para permanecer naquele local. Desavenças com os donos também era uma constante.

CUIDADO! O trabalho voluntário é uma troca. Nunca aceite condições insalubres: isso não é certo. Assim como nós nos comprometemos a trabalhar e executar as tarefas pré-acordadas, o host tem a obrigação de cumprir com o que havia oferecido. Antes de confirmar a sua viagem, tente sanar TODAS as suas dúvidas pertinentes ao local e às atividades, para que, se necessário, tenha a possibilidade de cobrar o que lhe é de direito.

Com todo o apoio e suporte do time da Worldpackers, saí de lá antes do tempo previsto e fui trabalhar em um outro hostel na cidade de Podgorica: a capital de Montenegro.

ATENÇÃO! As experiências e trajetórias são absolutamente pessoais. O que aconteceu comigo pode ser completamente diverso do que você vivenciará na sua viagem. Fica apenas o alerta para que você respeite a si mesmo e não deixe que nada e nem ninguém imponham algo ou situação diversa da estabelecida previamente.

Montenegro mochilando europa
4º PAÍS - MONTENEGRO!

Montenegro é um país cheio de cultura.

Com cidades medievais, fortalezas e um litoral belíssimo, o país está se tornando outro destino turístico concorrido no verão. Apesar de não fazer parte da União Europeia, utiliza o Euro como moeda.

Podgorica, por sua vez, lembrou-me uma cidade do interior do Brasil.

Plana, com poucas opções de atividades noturnas (apenas um barzinho ali e um café acolá) e bem arborizada, é ideal pra quem está procurando sossego. Fiquei surpresa: não parece uma capital.

Trabalhei no Hostel Podgorica, bem ao lado da estação de trem e da rodoviária, por duas semanas. As tarefas eram simples, durante a manhã, e o restante do tempo era livre.

Os proprietários são muito amáveis e simpáticos, bem como os Montenegrinos.

Duas semanas foram mais do que suficientes para conhecer a região e um dos maiores atrativos turísticos do país: o lago Escútare (Skadar).

Fiz os trajetos de ônibus e trem, ambos com preços módicos. Conheci Budva e Bar, cidades praianas e bem mais badaladas do que a capital.

Após viajar pela Macedônia e pela Bulgária como turista, resolvi voltar para Montenegro. Desta vez, trabalhei como worldpacker por um mês em uma cidade litorânea: Tivat.

Tivat está localizada na Baía de Cátaro. Foi inaugurada ali, recentemente, uma marina de primeira classe com iates e barcos de alto luxo: o Porto Montenegro. No entorno, há vários restaurantes e bares requintados, com uma vida noturna para ninguém colocar defeito.

Trabalhar no Hostel Anton foi bem divertido. A família proprietária, apesar de um pouco desorganizada, acolheu-nos com muito amor. Os voluntários tinham o seu próprio apartamento, as tarefas eram simples e a comida estava inclusa: precisávamos apenas cozinhar o que iríamos consumir.

Com três andares, tínhamos uma visão estratégica para assistir ao pôr do sol no mar, atividade esta que se tornou rotineira para nós, os voluntários.

Perto de Tivat estão Herceg Novi e Kotor, cidades medievais em que a visita é obrigatória para quem está no país. O acesso por ônibus é simples, rápido e barato. A vida noturna, para quem gosta de balada, é imperdível nesses locais.

DICA! Montenegro é um país que deve ser visitado no verão. Fora dessa estação não há opções de entretenimento.
Próxima parada? A incrível Bósnia Herzegovina!

mochilao pela europa bosnia
5º PAÍS - BÓSNIA HERZEGOVINA!

Peguei um ônibus de Tivat para Mostar, uma das cidades mais turísticas da Bósnia.

Apesar das ainda notórias marcas da guerra, o local é encantador. Após três dias, rumei para Sarajevo, a capital, onde trabalhei por 20 dias como worldpacker no Hostel Balkan Han.

As tarefas não exigiam muito do meu tempo e o trabalho consistia em fazer um pouco de tudo, mas a principal função era ficar na recepção e interagir com os hóspedes. Tem como reclamar? Fui extremamente bem recebida pelo proprietário e pelo gerente, que se tornaram bons amigos.

Sarajevo tem uma vida noturna vibrante. As ruas da parte histórica, seja dia ou noite, estão sempre tomadas por jovens e turistas. É difícil não sair de lá com pelo menos um souvenir.

A moeda local é o Marco. A conversão era simples, já que 1 Marco valia, na época, 2 reais. A comida local é o Cevapi, que é delicioso!

A Bósnia Herzegovina, com certeza, foi o meu país favorito durante essa viagem.

Aprendi muito sobre a guerra separatista da Iugoslávia que ocorreu entre 1992 a 1995. Os Bósnios, a meu ver, foram os que mais sofreram durante o período, e até hoje a sua economia sofre os reflexos desse conflito. A história, que é tão sofrida, ainda é a realidade daquele povo.

Antes de voltar para o Brasil, ainda visitei a Sérvia e a Romênia. Desde que cheguei de navio na Croácia, fiz todos os outros trajetos por terra: seja por transfer ou por ônibus.

mochilao de 6 meses europa montenegro
Agora já estou com uma viagem marcada para a Irlanda e mal posso esperar para pegar a estrada novamente.

A graça de viajar sozinho é que você nunca estará verdadeiramente só.

Isso, obviamente, não deixa de ser uma opção. Porém, é revigorante dividir experiências de vida com aqueles que cruzam o seu caminho.

Você sente, compreende, aprende e se reinventa. Na escola da vida, o verdadeiro conhecimento está nos momentos compartilhados com outros.

Trabalhar em hostels viabiliza a interação com novas culturas; a se manter ávido para vivenciar novas experiências em um contexto diverso do seu habitual.

Lidei com pessoas e situações que nunca imaginei lidar.

Conheci seres que poderiam ter saído de dentro de um livro.

Ouvi histórias tão incríveis que não pareciam reais.

Vi lugares e paisagens inimagináveis.

A sede de viajar, então, vem aumentando mais e mais.

Temos todo o globo para desbravar. Só basta querer, fazer as malas e partir. Precisa de planejamento? Claro. É difícil? É. Dá medo? Dá.

Mas saiba que sair da inércia em busca do autoconhecimento é extraordinário. Vá; voe; supere os obstáculos. Pule de cabeça e mergulhe rumo aos seus sonhos e objetivos pessoais.

Se eu pudesse dar um conselho a todas as pessoas, seria o de viajar sozinho pelo menos uma vez. É lindo e libertador!

Viajar como worldpacker - seja fazendo um mochilão na Europa, seja para conhecer a cidade ao lado - fará com que você veja o mundo com outros olhos; que aprecie a rotina e se divirta com ela. Afinal, cada momento será único. O que você ainda está esperando?

Pela worldpacker Stela Franco
Viajante inveterada. Relata suas experiências no Instagram @stelaporai.

mochilao na europa worldpackers


26bd2ff4b7b927521bd5f4e4a52bc765

Stela @stelaporai

A true believer that travelling can change your whole life and restore your faith in humanity.

Ago 17, 2018


Gostou? Não esqueça de deixar stelafranco saber :-)


Comentários