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Não perca a chance de ir ao The Cube Hostel

Um pouco do meu dia a dia, das minhas funções e dos amigos que fiz durante minha experiência Worldpacker na Bélgica.


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Sabrina

Viajante de carteirinha.

Jul 18, 2018

Entrada do Cube Hostel

1. Minha função

Como exatamente funcionava o meu dia-a-dia como uma Worldpacker:

Eu me inscrevi pelo site no cargo de recepcionista e bartender, mas acabei fazendo de tudo um pouco, e não podia ter pedido por uma experiência melhor do que essa.

Eu acordava por volta das 09h quando estava encarregada da recepção/bar no turno diurno, ou entrava às 16h quando estava encarregada do turno de tarde, às 08h quando estava encarregada da limpeza e às 07h quando trabalhava no café da manhã.

Trabalhava cerca de cinco horas por dia e tinha dois dias livres por semana, às vezes dava pra juntar os dois dias livres de uma semana com os dois de outra e sair pra viajar por quatro dias.

Eu costumava viajar durante as minhas folgas. Fazia isso no último dia antes de folgar, à noite, para poder passar o máximo de tempo possível nos lugares que eu ia. Além disso, viajava para cidades próximas em dias de trabalho quando eu acabava meu turno.

Como recepcionista, minha tarefa principal era receber e ter certeza de que os hóspedes estavam bem. Cuidava do ambiente comum, atendia ligações, fazia as chaves dos quartos, os check-ins e os check-outs.

Minha função como bartender já é meio explícita, fazia bebidas e servia as pessoas que estavam no lounge principal. Tinha que estocar o bar no final dos meus turnos noturnos e cada dia da semana tinha uma tarefa diferente pra fazer (limpar a máquina de café nas segundas, as estantes nas terças, a máquina de gelo na quarta e por aí vai).

Na minha opinião, o trabalho mais pesado era o de limpeza. A vantagem desse cargo era que se você acabasse antes do seu turno terminar, você estava livre. Se for um dia cheio, você pode acabar não tendo essa sorte. 

Como cleaning minhas funções basicamente eram trocar os lençóis, fronhas e tirar a capa dos edredons usados e colocar novos, aspirar e limpar as áreas comuns e os quartos, limpar a cozinha e arrumar o porão, onde tinham todas as roupas de camas novas. Sempre tinha gente pra me ajudar e dividir turno comigo, e isso sempre é muito legal porque você acaba fazendo amigos novos e escutando uma musiquinha enquanto trabalha (e emagrece).

No café da manhã eu tinha que acordar mais cedo do que usualmente porque tinha que pegar pães fresquinhos na padaria que ficava do lado do hostel, mas em compensação ficava livre a partir de 11h para fazer qualquer coisa durante o dia. Eu tinha que arrumar uma mesa cheia de pães, queijo, massa de panqueca e várias outras coisas, coletar os breakfasts cards (que comprovavam que os hóspedes tinham pago pelo café) e sempre repor as coisas que faltavam. Os hóspedes tinham que lavar seus próprios pratos e copos, mas para aqueles que esqueciam, eu lavava.

Além disso tudo, eu e meus co-packers dividíamos a função do nightphone (um telefone que ficava com a gente durante a noite caso alguma emergência ocorresse), porque não se tinha recepção 24 horas.

Também tem a função de stand-by, que é a pessoa que fica encarregada de ficar no hostel durante o dia para caso algum walk-in (pessoa que entra no hostel sem reserva) chegue e peça por uma cama.

2. Estrutura

Como era esse hostel de que eu tanto falo?

O hostel em si era magnífico. Excedeu toda e qualquer expectativa que vinha em minha mente antes de eu chegar.

A recepção e o lounge tinham um estilo de boutique meio rústica com poltronas confortáveis e mesas espalhadas pelo ambiente. Tinha uma mesa de pebolim no centro do lounge, com vários jogos de tabuleiro em volta. Um piano e uma bancada de informações na recepção.

No andar de baixo se encontrava uma sala de cinema com várias poltronas e uma televisão grande onde as pessoas assistiam filmes e séries na Netflix.

A cozinha ficava no andar de cima, era espaçosa, cheia de mesas compartilhadas e bancos, tinha dois fogões, a geladeira comum e a geladeira onde a comida do café da manhã ficava. A cozinha era colorida e agradável.

Os quartos eram todos suítes. Eram grandes, bem iluminados, com vastas janelas e as camas eram super confortáveis e amplas. Tinha um locker para cada hóspede e um aquecedor para todos.

3. Staff

Mas e o pessoal? Era bacana?

Assim que eu cheguei, os outros voluntários fizeram questão de fazer uma pegadinha comigo, ou seja, já cheguei sendo parte da família.

Fiz amigos que vou levar pra vida toda, e que com certeza vou ver várias vezes durante a minha vida.

O anfitrião e dono do Hostel, Pieter, e o gerente, Lars, me guiaram por todo o processo, me treinando e me ajudando em tudo o que era possível, facilitando tudo e me deixando confortável. Lars foi uma das pessoas mais incríveis que eu conheci nessa viagem.

Além dos voluntários, tinham alguns estudantes que estavam trabalhando lá, a que eu mais me aproximei foi a Kaat, que trabalhava com o marketing do hostel, criando ideias maravilhosas para publicidades. Viramos grande amigas e criamos muita histórias juntas.

Os hóspedes eram super amigáveis e alguns deles viraram grandes amigos que eu nunca vou esquecer.

Os outros voluntários traziam um ambiente familiar ao hostel, seja durante o trabalho ou durante as saídas de fim de noite. Sem eles minha viagem não teria sido a mesma e eu não teria passado por metade das experiências únicas que tive a chance de passar.

O hostel virou minha referência de casa. 


Recepção do Cube Hostel

4. O que eu ganhava?

Vem brinde?

O anfitrião, além de hospedagem (dividindo o quarto com 5 outros voluntários), me fornecia café da manhã, almoço e jantar.

O café da manhã era servido junto com os hóspedes, com a comida que o hostel já tinha.

Já o almoço e o jantar eram diferentes. Ganhávamos um dinheirinho por semana (dependia do tamanho do grupo de voluntários) para ir ao supermercado, daí carregávamos as sacola (ou a mala) de volta para o hostel. A parte mais difícil era se lembrar de pegar o recibo no final de cada compra.

Cozinhávamos nossa própria comida e essa era a parte mais divertida. Aprendi a fazer muitas coisas das quais não sabia.

Tinha acesso à lavanderia e desconto no bar do hostel também.

5. Localização

O que tem pertinho?

O hostel ficava a cinco minutos a pé do centro da cidade, onde se encontravam diversos bares de um lado e lojas de outro. Sempre saíamos e ficávamos por ali quando não tínhamos nada para fazer.

Tinham vários mercados por perto. Quando estávamos querendo comer algo específico, íamos no mercado que tinha na esquina do hostel, mas quando íamos fazer as compras semanais, íamos à um mercado um pouco mais longe (cerca de 10 minutos), porque era significativamente mais barato e maior.

Literalmente na porta do hostel tinha um ponto de ônibus. Todos eles te levam para a estação de trem.

O lugar onde o hostel estava localizado facilitava muito nossa vida por lá.

6. Tempo Livre

Tem tempo pra ficar de bobeira?

No meu tempo livre eu costumava dar uma volta pela cidade. Tínhamos um mapa que era feito especialmente "de jovens, para jovens", que mostrava tudo o que tinha espalhado pela cidade de interessante, seja no meio artístico, histórico, gastronômico, ou tudo isso junto.

Eu costumava sempre ir no centro comer batata frita ou waffles (mais belga que isso?), tirar umas fotos e sentir um pouquinho de frio (adorava essa parte). Gostava também de me enfiar em cantos improváveis e de me perder (fazia isso mais do que eu desejava).

Quando o meu turno acabava cedo, eu aproveitava para pegar um trem e ir para alguma cidade próxima para conhecer a Bélgica de diferentes lugares e pontos de vista.

O horário de trabalho era muito flexível e você montava a agenda da semana com os outros voluntários.

Na maioria das vezes eu usava meu tempo livre para sentar no bar do hostel e ficar com o pessoal, bater um papo, jogar um jogo ou, é claro, tirar uma sonequinha. :)


Sala de cinema do Cube Hostel

7. E o inglês?

Preciso saber falar outra língua para viajar para esse lugar?

Na Bélgica, a língua varia muito de região para região. Tem lugares que falam mais francês, outros que falam flamengo e tem os que falam holandês.

No meu caso, a língua mais utilizada na cidade em que eu me situava era o holandês, mas quase todo mundo falava inglês, e os que não falavam normalmente eram recebidos pelo meu anfitrião ou meu gerente . Então sim, o inglês era bastante necessário para poder viver no cotidiano de lá.

A maioria dos voluntários que estavam comigo lá eram brasileiros, mas a gente passava a maior parte do tempo tentando não falar português, para treinar e não excluir os demais que estavam no mesmo ambiente que a gente.

8. Dicas

Eu gostaria de ter tido alguém que tivesse me dado várias estratégias e tivesse me contado um pouco como funciona esse esquema de ser Worldpacker na prática, então vou tentar contar algumas coisas que podem ajudar:

  • Se você for para a bélgica em uma estação mais fria, não esquece de usar um casaco que tenha capuz ou uma touca, porque o lugar normalmente fica muito úmido.
  • Sempre carregue uma cópia do seu passaporte com você.
  • Quando for comprar passagens de trem, que seja one day trip (viagem que dura apenas um dia), compre a ida e a volta de uma vez só (e não perca o bilhete!).
  • Baixe o app dos horários dos trens para saber exatamente qual o trem que você tem que pegar ou olhe em um dos catálogos que ficam nas paredes da estação para poder localizar melhor (pedir ajuda também vale).

E a dica mais importante:

Se divirta e faça essa viagem ser inesquecível.



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Sabrina

Viajante de carteirinha.

Jul 18, 2018


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