Voluntariando no meio dos alpes europeus

Desde muito cedo sempre gostei de viajar e há alguns anos conheci a Worldpackers em uma das minhas pesquisas nos blogs de viagem, naquele momento achei a ideia fantástica mas não tinha dinheiro pra viajar (ainda).


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Marina

Viajar te transforma, te faz querer desbravar cada vez mais, te mostra o quão forte você pode ser...

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Ago 22, 2018

paisagem austríaca

Decidi que precisaria arrumar um jeito de ganhar dinheiro. Estava fazendo faculdade no período diurno, então não tinha tanto tempo livre pra arrumar um emprego de tempo integral, optei por um estágio que me permitia continuar a faculdade e trabalhar simultaneamente.

O sonho de ser uma Worldpacker parecia bem distante naquele momento, mas perseverança é a palavra-chave.

Quando me formei em uma faculdade (estudava em duas graduações ao mesmo tempo e trabalhava) decidi fazer um intercâmbio nos EUA, famoso Work and Travel, e pra lá fui.

A princípio a ideia era voltar pro Brasil logo que acabasse o intercâmbio e seguir a outra faculdade, mas a curiosidade de explorar um novo país já havia me tomado e não resisti, achei um voo barato para Europa e comprei.

Começava ali uma nova aventura, o sonho de tanto tempo estava bem perto e eu nem podia acreditar.

Começaram as buscas por um anfitrião, enviei duas mensagens e me responderam bem rápido. Quando as li, um dos hosts havia cancelado pois tinha fechado com outra pessoa, mas o de Kitzbühel deu certo. O mais importante é não desistir!

Nunca pensei em ir para a Áustria, mas esse hostel tinha tantos reviews bons que fui.

Uma pequena cidade no meio dos alpes, bem diferente do que eu estava acostumada na minha cidade natal. Lá vi paisagens incríveis, fiz snowboard, nadei nas águas geladas dos lagos austríacos, conheci pessoas maravilhosas, fiz amizades, foi uma experiência inexplicável. 

a pequena cidade de Kitzbühel

Hoje tenho meu host como um pai, pois ele me ajudou muito, me fez amadurecer e me tornar uma pessoa mais forte. Eu já estou em outra viagem pela Worldpackers, mas todos os dias sinto saudades daquela rotina meio louca do Snowbunnys e de todos que convivi.

Porém, contudo, entretanto, nem tudo são flores... Você precisa estar aberto ao desconhecido e a sair da sua zona de conforto para fazer uma viagem assim, mas te garanto que vale a pena, perrengue são comuns e a gente aprende a se virar.

Um bem especial foi quando fui pro show do Imagine Dragons em Viena, tinha pouco dinheiro e precisava cruzar o país para chegar na cidade, detalhe que consegui os ingressos no dia do show, mas se não for pra ser desafiante nem tem graça né?! 

turistas do hostel

Para mim o maior choque cultural foi morar em uma cidade em que as pessoas são todas parecidas fisicamente: pele branca, cabelo loiro ou ruivo, olhos azuis ou verdes e é isso, não tem diversidade.

Quando eu caminhava na rua todos sabiam que eu não era de lá. Ser brasileira e estar acostumada com todos os tipos de pessoas e de repente mudar para uma vila nos alpes onde todos se parecem foi bem estranho. Confesso até que me sentia incomodada pois algumas vezes em que estava caminhando no centro fui parada por alguns homens que me chamaram para tomar uma cerveja, só por eu ser “exótica”.

Snowbunnys é um lugar bem tranquilo em relação às atividades diárias, eu já tinha certa experiência na limpeza devido ao trabalho nos EUA, mas lá aprendi a fazer tudo mais rápido, ser flexível quanto às tarefas e desenvolvi muito o inglês.

Eu havia estudado alemão por três anos no Brasil, mas naquela região o sotaque é completamente diferente, o que tornava bem difícil entender as pessoas, então eu optei por falar inglês e evitar possíveis constrangimentos e mal entendidos, no hostel sempre falávamos inglês mesmo.

A respeito do desenvolvimento pessoal aprendi a ser mais forte, autoconfiante, resiliente e principalmente a trabalhar em equipe.  



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Marina

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Ago 22, 2018


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