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O que aprendi com a oportunidade de ser Worldpacker

Se me perguntarem o que mais me motivou a me tornar um Worldpacker, sem titubear a minha resposta seria a curiosidade. Eu viajo porque sou curioso.


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João

Aventureiro nas horas cheias e escritor nas horas vagas, estou sempre coexistindo com a vida urba...

Jul 09, 2018

voluntário em viagem

Gosto de saber um pouco sobre tudo e falar sobre de tudo um pouco, adquirir novas experiências de vida e, como um bom escritor, eu gosto de ouvir boas histórias e a Worldpackers me proporcionou isso.

A plataforma é composta por pessoas que gostam do novo, que são curiosas, que não se prendem a padrões, que respeitam a diversidade, que unem extremos e acima de tudo, que gostam de pessoas.

Ser Worldpacker não é apenas uma alternativa para economizar com sua viagem, esse é o raso da experiência, é a superfície fina. Você consegue mergulhar muito mais fundo que isso, consegue entender a essência do colaborativo, aprende coisas que, talvez, jamais fosse aprender em nenhum outro momento da sua vida.

A experiência mais marcante foi estar em contato diário com pessoas de todas as partes, de rostos, costumes, manias, paladares e histórias das mais diversas possíveis. Compartilhar o mesmo ambiente com gente que te deixa um pouco da sua bagagem e leva um pouco da sua com ela. Entender que o diferente é, e somente, apenas diferente e fim de papo. Ter mais empatia com o outro e ver que tudo é passageiro, mas que nem por isso seja algo vazio e sem importância.

Mesmo estando próximo de casa, existe uma grande diferença comportamental e de estilos de vida do Rio para São Paulo. É incrível perceber que o clima praiano muda até o aspecto emocional das pessoas, o calor traz essa sensação de bem estar e a natureza auxilia no seu dia a dia.

O maior choque foi esse, ver uma cidade extremamente urbana, que parece fria no seu lidar, mas aos poucos você percebe que em tudo há beleza, basta você olhar com um pouco mais de cautela para conseguir enxergar. 

Avenida Paulista, principal avenida de São Paulo

Existe amor em São Paulo, muito amor. Eles estão espalhados pela arquitetura polimórfica, nos muros pintados com artes incríveis, nos mais variados estilos habitando uma mesma rua, na alta gastronomia, desde os restaurantes mais renomados às feiras livres de rua, nos programas culturais de primeira linha e sempre existe algo para fazer, não importa o dia da semana ou qual é o seu estilo, se você procurar, você acha.

Essa visão mais periférica trouxe uma melhoria significativa pra mim, tanto no meu lado pessoal, quanto no meu lado profissional.

Aprendi inúmeras ferramentas sobre o ramo hoteleiro, a me comunicar da melhor maneira possível com pessoas de várias partes do mundo, melhorar meu raciocínio lógico e tomar decisões rápidas, praticar minha empatia e humanidade, poder servir bem e receber tudo isso de volta, em forma de agradecimentos, elogios ou apenas um sorriso. Saber que fiz parte de algo e da vida de várias pessoas, e que, de alguma forma eu possa ter contribuído de maneira significativa para ajudar alguém.

Sou muito repetitivo quando acredito em algo, soa até meio clichê, mas quanto mais eu repito, mais força esses pensamentos ganham e mais confiante eu fico. Então, para fechar com chave de ouro e o objeto “chave” foi uma das coisas que mais passaram pelas minhas mãos, eu vou fazer uma analogia com isso.

Chave é um objeto essencial para duas coisas: abrir e fechar. Ela propõe limites, mas também rompe barreiras. Faz com que nos sintamos seguros e abre inúmeras oportunidades. As chaves carregam uma energia que passa despercebida aos nossos olhos tão preocupados com maçanetas, portas, pinturas, fechaduras, mas sem as chaves, tudo vai por água abaixo. Cuide bem das suas chaves. Cuide bem das suas oportunidades. Nenhuma chave é igual a outra, mas toda chave pode abrir algo inesquecível. 



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João

Aventureiro nas horas cheias e escritor nas horas vagas, estou sempre coexistindo com a vida urba...

Jul 09, 2018


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