Categorias

O que me inspirou a ser uma Worldpacker

Posso dizer com toda a certeza que a minha vontade de ser Worldpacker surgiu quase que ao mesmo tempo que o aplicativo nasceu.


5c3ac302eb4c22f28c43744a1174b392

Estela

Half Brazilian, half Spanish, completely into discovering the world. I left my Public Relations c...

Jun 05, 2018

Hóspedes em festa no hostel

Em minha primeira viagem sozinha, em 2013 e no auge dos meus 20 anos, eu mal sabia que minha vida estava prestes a mudar; primeiro porque aquela experiência me transformaria numa viajante incansável, mas também porque ali, naquele hostel na costa Californiana, eu conheceria o futuro fundador da Worldpackers.

Não foi uma amizade profunda, mas apenas ouvir a história de alguém que saiu do país para ir realizar um sonho inimaginável já era pra mim uma inspiração sem tamanho. Logo depois, a amizade no Facebook me fez acompanhar cada passo daquela criação e, assim como a nova empresa, a minha vontade de viajar só crescia.

Foi quando em 2017, uma mistura de fim de namoro, troca de emprego e um pouquinho de dinheiro extra me fizeram perceber que não haveria momento melhor do que aquele para enfrentar minhas inseguranças e viver o sonho de ser Worldpacker.

Escolhi ir à Europa pela facilidade de locomoção, segurança para mulheres sozinhas e moeda única, mas não tinha um roteiro de viagem planejado. Assim, fui filtrando as oportunidades de trabalho de acordo com o que me parecia ser a melhor relação de custo-benefício.

Foi assim que me apaixonei pelo St Christopher’s at the Bauhaus, um hostel sensacional localizado na cidade de Bruges, na Bélgica.

Além da cidade ter um cenário digno de conto de fadas, o hostel me chamou a atenção por ser enorme e completo, ter muitas avaliações positivas e, principalmente, por ter um perfil bastante explicativo no aplicativo.

Na página deles já era possível saber detalhe por detalhe quais seriam minhas responsabilidades e quais benefícios receberia em troca (incluindo uma bebida no bar por dia de trabalho, veja só!). Para completar, o anfitrião foi extremamente simpático e receptivo a todas as minhas perguntas, o que me deixou ainda mais tranquila para viver minha primeira experiência de trabalho voluntário. 

vista de Bruges

Olha, devo dizer que eu não poderia ter feito uma escolha melhor. Não vou mentir: a carga de trabalho no Bauhaus é pesada e eles não têm tempo para gente preguiçosa. 

São 5h30 de trabalho diário fazendo a limpeza de todo o hostel - que tem três prédios no total - e trocando lençóis das 150 camas que abrigam viajantes de todo o mundo.

A verdade é que a equipe de trabalho é tão grande e unida que tudo acabava sempre virando diversão. Ao final do expediente, sempre nos juntávamos para passear pela cidade, beber no bar do hostel, jogar algum jogo ou fazer nossa própria pizza.

Naquele mundo só nosso, trabalhar no Bauhaus era fazer parte de uma família tão única que ficava até difícil dizer quem é que estava aprendendo com quem. Ao final, fui embora da Bélgica deixando um pedacinho do meu coração ali – tanto que não resisti e acabei voltando para Bruges mais seis vezes no período de um ano.

Infelizmente, o Bauhaus aceita apenas voluntários que tenham cidadania europeia por conta da forte fiscalização que existe na cidade. Se você é um dos que ostenta o passaporte vermelho, tem inglês intermediário e está em busca de um intercâmbio que te permita tanto festejar em grupo, quanto crescer muito individualmente, não deixe a oportunidade de trabalhar ali passar no meio dos seus dedos.

Na hora de aplicar-se, deixe claro ao anfitrião suas verdadeiras intenções e não tenha medo de dizer o quanto você acredita que se encaixaria nesse ambiente. Como o clima entre funcionários e voluntários é muito bacana, você pode aumentar suas chances de ser escolhido se mostrar que está na pegada de fazer amigos e tornar o trabalho um pouco mais leve.

Por fim, minha recomendação geral para qualquer experiência escolhido no Worldpackers é DIVIRTA-SE. Opte sempre por lugares que te conquistem de verdade, seja pelo jeito de trabalhar, pela filosofia de vida ou pelas pessoas que estão por ali. Afinal, mais do que ajudar viajantes do mundo todo, você estará ajudando a sua jornada a ser ainda mais maravilhosa. 



5c3ac302eb4c22f28c43744a1174b392

Estela

Half Brazilian, half Spanish, completely into discovering the world. I left my Public Relations c...

Jun 05, 2018


Gostou? Não esqueça de deixar Estelabts saber :-)


Comentários