O que perguntar para o anfitrião worldpackers

Quando digo que minhas experiências trocando trabalho por hospedagem foram excelentes, sempre deixo clara a importância de escolher bem as vagas às quais você quer aplicar. 

É fundamental conferir com atenção as tarefas propostas, os benefícios oferecidos e os comentários de outros viajantes que já viveram aquela experiência, se houver. 

Tem também outra etapa muito importante nesse processo pré-viagem: conversar com o host e tirar todas as dúvidas

Por mais que a descrição da vaga na Worldpackers traga as principais informações sobre a troca, sempre é bom confirmar os detalhes mais importantes e perguntar tudo que não tenha ficado claro pra você.

Esse contato com o host é bem fácil, através de troca de mensagens pela própria plataforma. É muito útil pra garantir o alinhamento de expectativas entre o anfitrião e o viajante, aumentando bastante as chances desse work exchange ser bem-sucedido.

Mas o que perguntar pra o anfitrião? Olha aqui algumas sugestões.

Perguntas para fazer ao host:

  • Como é a infraestrutura do local?

Pergunte sobre o tipo de acomodação, quantidade de banheiros, existência de cozinha compartilhada equipada, lavanderia e eventuais itens extras descritos na vaga, como piscina, por exemplo.

Existem lugares que oferecem hospedagem compartilhada com hóspedes, enquanto em outros você fica num quarto ou mesmo uma área reservada para voluntários, ou pode até ter um quarto só seu. A acomodação também pode ser em barracas de acampamento, por exemplo, sendo elas oferecidas pelo host ou não.

Para ter uma ideia mais precisa, vale pedir fotos do lugar para o host, caso não ache suficientes as que já estão na plataforma.

Outra dica é entrar em contato com outros viajantes que já foram para aquele lugar, enviando mensagem para o perfil deles no Worldpackers, e perguntar a eles mais informações sobre a infraestrutura.



  • Como é o acesso ao local?

Alguns estabelecimentos e organizações listados no Worldpackers ficam afastados de grandes cidades, e nem sempre há transporte público direto até o lugar. Certifique-se sobre as condições de acesso, perguntando instruções sobre a melhor forma de chegar até lá.

Existem hosts que oferecem como benefício uma carona desde a estação de trem, ônibus, aeroporto ou outro lugar de chegada, mas na maioria das vezes o voluntário deve fazer o deslocamento por conta própria.

Antes de confirmar a vaga, certifique-se disso e confirme que você tem condições práticas e financeiras de fazer esse percurso.

  • Como é a atmosfera do lugar?

Alguns hosts já deixam bem clara na descrição qual é a vibe do lugar, mas em outros casos isso não fica tão evidente. Vale a pena, então, perguntar se o lugar tem uma pegada mais espiritual, familiar ou festeira, por exemplo.

Tudo isso se relaciona com a experiência que você está buscando nesse work exchange. Caso se trate de um hostel, por exemplo, vale questionar se há incentivo à interação com os hóspedes, através de atividades ou de uma área comum convidativa, ou se é um lugar mais tranquilo, numa vibe “cada um por si”. Há quem curta ambos os formatos, o importante é avaliar o que é interessante pra você.



  • Como são as tarefas?

Não deixe de sanar qualquer dúvida que você tiver sobre o trabalho a ser desempenhado. Quais serão as atividades específicas a desenvolver?

Se na vaga há mais de uma tarefa listada, isso quer dizer que será esperado que você desenvolva todas elas alternadamente, ou elas serão divididas entre vários voluntários? É possível escolher o que fazer, ou as atribuições são definidas pelo host? Alguma delas exige conhecimentos prévios específicos?

  • Qual é a carga horária?

Pergunte sobre a quantidade de horas de trabalho diárias e sua divisão. Alguns hosts têm turnos fixos pré-determinados, enquanto outros são flexíveis, ou combinam as horas com o voluntário de acordo com as necessidades do momento, definindo isso posteriormente.

Também é bom perguntar sobre as folgas: quantos dias por semana, se precisam ser em dias fixos e se podem ser negociadas, por exemplo. Isso vai variar de acordo com as necessidades dos anfitriões, mas é especialmente importante se você estiver planejando viajar durante o voluntariado.

Já vi hosts que deixavam os viajantes livres pra trocar datas de folgas entre si, enquanto outros faziam tabelas fixas com os dias de cada um e outros flexibilizavam totalmente a carga horária de acordo com as demandas da semana e com os planos do voluntário.



  • O que mais o host espera dessa troca?

Além das tarefas e benefícios concretos listadas na vaga, o que mais o anfitrião espera que você entregue e o que mais oferece em troca? Uma viagem pela Worldpackers costuma incluir muitos benefícios intangíveis pra ambas as partes, e alguns deles podem já ser percebidos nessa conversa inicial.

Por exemplo: a ideia do anfitrião é promover um ambiente de troca cultural, favorecendo assim o contato entre os voluntários e outras pessoas que trabalham ou circulam pelo local? Ele quer promover um estilo de vida mais sustentável e pretende ensinar práticas relacionadas aos viajantes que passam por lá? Troque uma ideia com o host pra ir sentindo isso, se possível.

  • Como é o relacionamento entre staff e viajantes?

Vale perguntar também se você vai realizar suas tarefas com a companhia ou supervisão de pessoas da equipe fixa do local, ou se vai conviver exclusivamente com voluntários. Existem atividades especiais pra promover interação? A acomodação, cozinha ou outros espaços são compartilhados?

É importante observar, inclusive, se o anfitrião compõe seu quadro inteiro de funcionários com voluntários – o que, no caso de organizações com fins lucrativos, não é o ideal.