Recepção do Hostel in Ramallah

Hostel

É a vaga que mais recebe voluntários e consiste basicamente em ajudar na rotina do hostel: limpar, lavar roupas de cama e banho, preparar o café da manhã, atender ao interfone e ao telefone, fazer check-in e check-out dos hóspedes e tirar o lixo.

Os voluntários se revezam entre quatro turnos: manhã, tarde, noite e madrugada, sendo que cada um deles possui tarefas específicas. 

O turno da madrugada, por exemplo, é o mais longo, porém, ao mesmo tempo é o mais tranquilo: na maior parte das vezes o voluntário dorme no sofá e só tem que levantar de tempos em tempos para atender ao interfone.

Já o turno da manhã vai das 7h às 11h, mas costuma ser bem agitado, pois consiste em colocar a mesa do café e fazer o check-out de quem está indo embora.

Os voluntários também se revezam para preparar o jantar: normalmente, um é escalado como cozinheiro e o outro como ajudante.

Comunicação e marketing

Acompanhando um grupo de hóspedes durante o City Tour

Esta é a vaga na qual fui voluntário nas duas vezes em que passei pelo Hostel in Ramallah.

As atividades são bem variadas e também dependem das suas habilidades e experiência profissionais: tirar fotos, produzir vídeos, produzir conteúdo, fazer a manutenção do site, alimentar redes sociais, entre outras atividades.

Para quem é estudante ou recém-formado da área de Comunicação Social, esta é uma boa oportunidade para adquirir experiência e praticar o inglês técnico.

Na minha opinião, a atividade mais legal sempre é acompanhar os hóspedes em algum tour para fazer fotos e vídeos; outras são mais burocráticas, cansativas ou mesmo entediantes, como sair para fotografar estabelecimentos comerciais ou pesquisar sobre itinerários de ônibus ou horários de funcionamento dos restaurantes.

Fazenda orgânica

Bubu, um dos irmãos donos do Hostel in Ramallah, trabalhando na fazenda

Por fim, a última opção de voluntariado no Hostel in Ramallah é o trabalho na fazenda orgânica em Bil’in, uma cidade localizada a cerca de 30 minutos da hospedagem.

Este tende a ser o trabalho mais desgastante fisicamente, pois é realizado ao ar livre, muitas vezes sob sol forte. 

As atividades básicas são plantar, regar, cuidar da estufa, colher, limpar e tirar o mato.

Apesar de cansativo, muitos viajantes optam por esta vaga porque gostam de natureza, ar livre e não conseguiriam passar o dia dentro do hostel.

Além de fornecer alimento fresco e saudável para o hostel, a fazenda orgânica funciona como uma forma de resistência contra a ocupação israelense em terras palestinas. 

Ela está localizada próxima de alguns assentamentos e é uma forma de manter a terra ocupada, impedindo que ela seja tomada pelo exército de Israel - em breve, vou publicar um artigo falando especificamente sobre isso.

Time

Chris demonstrando toda a sua habilidade na cozinha

Chris e Bubu, os irmãos que comandam o hostel, são exigentes em relação ao comprometimento e responsabilidade dos voluntários, afinal eles não possuem funcionários.

Ao mesmo tempo, são dois caras extremamente bem humorados e sempre dispostos a conversar, tirar dúvidas e orientar a respeito de qualquer assunto.

Durante o jantar, eles geralmente estão presentes e participam das rodas de conversa e das brincadeiras.

Para você se dar mal como voluntário do Hostel in Ramallah só mesmo com muita displicência, como furar compromissos, ser desonesto ou ter um comportamento bastante inapropriado. Nesses casos, você leva uma boa bronca e, na pior das hipóteses, é excluído do trabalho.

Oficialmente, cada voluntário tem direito a um dia de folga por semana, porém aqui o esquema é bem flexível: você pode, por exemplo, trabalhar dobrado e emendar dois dias de descanso para viajar para algum lugar próximo. 

Tudo depende apenas de combinar com antecedência e não deixar suas responsabilidades descobertas.

Nas próximas semanas, vamos falar sobre as day trips incríveis que você pode fazer por aqui e também contar mais sobre a fazenda orgânica e a criativa, sustentável e não-violenta forma de resistência encontrada pelo Hostel in Ramallah para atuar contra a colonização de Israel. 

Até!



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Gustavo

Fundador do Trip Voluntária e autor do livro "Africanamente: o que vivi e aprendi como voluntário...

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Ago 22, 2018


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