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Por que é essencial cair no mundo?

Se você tá em dúvida sobre como dar o primeiro passo para realizar uma viagem, aí vai o meu relato pessoal sobre isso:


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Thais

23, nascida e criada em São Paulo, jornalista, aspirante a fotógrafa, viajante, espírito livre, c...

Ago 20, 2018

Mulher no aeroporto

É primavera no estado da Califórnia (EUA), e eu, cheguei há duas semanas aqui. Passei por um vôo de 12 horas até chegar em Los Angeles, e lá, embarquei em um trem em uma rodoviária local, até chegar ao meu destino final, na cidade de San Diego.

Sou natural da cidade de São Paulo e talvez isso influencie no fato de eu ser uma pessoa um tanto agitada. Apesar de ter crescido em uma cidade grande, gosto de me manter em contato com a natureza, me preocupo com questões voltadas a sustentabilidade. Por tudo isso, escolhi San Diego.

San Diego é a cidade de praias, negócios, vida noturna e de ideias de mentes mais abertas.

Decidi passar o verão me voluntariando em um hostel da região, vim preparada pra viver intensamente. Por estarmos no mês de maio, ainda vemos a época de média e baixa temporada, com finais de tarde um tanto gelados.

Desde que me dei conta que o processo de aprendizado é um ciclo eterno nas nossas vidas, eu procuro me manter mais atenta e mais conectada comigo mesma, buscando por novas experiências a todo momento.

Sabedoria e autoconhecimento são ideias que definitivamente crescem com o passar do tempo, sem que a gente acelere o movimento natural da coisa. Ao mesmo tempo, pra que isso aconteça, cada indivíduo tem o seu próprio poder de decisão. Por consequência, as nossas escolhas determinarão o tipo de trilha que você percorrerá.

Eu, com 23 anos recém feitos, me formei há pouco menos de dois anos e até o final do ano passado costumava trabalhar em uma multinacional na minha cidade natal.

Aprendi.

Por um longo período, vivenciei diversas coisas que serviram tanto pro lado profissional, quanto pro psicológico da coisa. Após um tempo, passei a me sentir insatisfeita e estagnada. Tive algumas das famosas crises dos nossos vinte e poucos anos, passei a me questionar sobre cada detalhe da minha vida.

Sempre tive o objetivo de realizar viagens como a maior meta na minha vida. Sonhadora, costumava passar horas olhando lugares, relatos, roteiros e preços.

Será que com pouco dinheiro, e com tão pouca idade, eu seria capaz de mudar alguma coisa pra valer?

Pesquisei.

Pela internet, fui atrás de várias maneiras para realizar uma viagem. Me frustrei. Não tinha nem metade da condição financeira exigida para esse tipo de passo na vida. Me frustrei de novo, e mais algumas vezes.

Praa sair desse ciclo, que parecia infinito, passei a me motivar com pequenos detalhes que me deixavam feliz dentro do meu próprio cotidiano, e comecei a criar alguns objetivos pro futuro. Não necessariamente aquelas listas infinitas nomeadas de “coisas que você deve ter, ou fazer, antes dos 30 anos”.

Por que antes dos 30? Por que se comparar aos outros? Por que outro momento, se não, o agora?

Comecei a pensar cada vez mais. Fiz uma espécie de balança imaginária e me concentrava em colocar cada prioridade pessoal nela pra que eu pudesse fazer comparações.

Aí vinham todas as perguntas.

Viajar? Jogar tudo pro alto? E o que eu construí até agora? O que vou fazer da minha vida quando voltar pro lugar de onde saí? E a carreira que eu mal comecei a construir? 

mulher pesquisando sobre viagens

A grande e dura realidade é a de que nós, naturalmente, sofremos por antecipação. Pressão do cotidiano. Contamos tanto com o dia de amanhã que esquecemos do que deveríamos fazer hoje.

A partir do momento que eu me dei conta disso, medi novamente as minhas prioridades, passei a confiar mais em mim mesma e nas minhas escolhas, e decidi me aventurar no desconhecido.

Como eu trabalhava no mesmo local há pouco mais de dois anos, pedi pra que me demitissem, guardei a grana que recebi e me joguei na Worldpackers.

Estar a dezenas de quilômetros de casa, longe de todos que amamos, lidar com o fato de ser uma mulher, jovem e sozinha, que sequer sabe o nome da rua que está no momento, é, no mínimo, desafiador.

Esse é exatamente é o grande conceito. Desafios.

Sair da zona de conforto.

Especialmente em situações onde acreditamos não estarmos seguros. Além disso, aceitar que podemos escolher o momento onde estamos prontos para abraçar novos ciclos e aprendizados.

Estar distante de tudo aquilo que foi ensinado até o momento, e somente consigo mesma, é uma afronta gigante. Mas quem é que disse que existe um padrão a ser seguido? Por que todas essas imposições existem?

Você sempre poderá escolher qual trilha percorrer.

Durante as últimas duas semanas aprendi mais do que havia aprendido em meses no mesmo lugar. Novas culturas, lugares, pessoas e costumes.

Então, o meu maior conselho a quem se depara com todas as trezentas dúvidas do dia-a-dia: Se organize. Principalmente mentalmente falando. Analise o momento em que você está, crie a sua própria balança imaginária. Meça as prioridades!

Esteja aberto a todas as chances que a vida pode lhe trazer, porque a oportunidade pode estar bem mais próxima do que se vê e imagina.

Lembre-se, você, e só você, sempre terá o poder de recomeçar. Quantas vezes precisar! 


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Thais

23, nascida e criada em São Paulo, jornalista, aspirante a fotógrafa, viajante, espírito livre, c...

Ago 20, 2018


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