Tranquei a faculdade, larguei o emprego, vendi minhas coisas e... Búzios!

Assim que eu decidi que largaria tudo para tornar o meu sonho real, comecei as buscas pelo meu primeiro destino. Eu queria que fosse especial e que tivesse tudo a ver com toda a mudança e o recomeço que eu estava vivendo no momento.


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Victória

Gaúcha, 21 anos, solo traveler. Muita vontade de explorar e agregar todas as formas de conhecimen...

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Out 10, 2018

Quintal do The Search House Búzios

Tranquei a faculdade, larguei o emprego e vendi todas as minhas coisas; estava arriscando em algo que as pessoas duvidavam, mas que eu só via uma possibilidade: dar certo. Estava me reconstruindo e iniciando um novo capítulo.

A escolha do hostel logo se concretizou quando eu encontrei o que pra mim era um paraíso. Foi amor à primeira vista!

Um hostel com uma estrutura ímpar localizado em frente ao mar, em uma cidade que possibilita muita conexão com a natureza e com uma ótima proposta de trabalho.

Eles estavam abrindo as portas, era uma criança recém nascida que precisaria de toda ajuda possível para dar os seus primeiros passos. Voilà! Era disso que eu precisava. Começar a viajar em um local que me permitisse crescer com ele, afinal, eu também estaria dando os meus primeiros passos como solo traveler.

Como se a ideia não fosse parecer doida pra minha família, o fato de ser uma mulher e estar viajando sozinha contribuiu para que ninguém me desse tanto apoio de início.

Eu não conhecia ninguém no Rio de Janeiro, nem em Búzios, e isso os preocupavam. Então eu usei todos os argumentos que me convenceram a embarcar nessa: desde que o mundo inteiro já usava essa plataforma para viajar a que a da Worldpackers estaria me dando suporte a todo instante, e caso ocorresse algo fora do script, eu poderia voltar pra casa.

Como plus, minha prima estaria me rastreando e usaríamos frases “alerta”: qualquer que fosse a ocorrência, ela saberia do meu paradeiro. Plano perfeito, malas prontas, a caminho do primeiro destino!

Eu percebi que tinha tomado a decisão correta quando cheguei no hostel e vi com os meus próprios olhos do que se tratava a proposta: um hostel que disponibiliza todo conforto pra quem quiser curtir o dia, desde clube com os mais diversos tipos de esportes e entretenimento, até restaurante, bar. Um lugar onde quem chega, não tem vontade de sair.

Fui recebida de braços abertos pelos donos que foram uns queridos, fizeram de tudo pra que me sentisse em casa desde o primeiro momento! As primeiras atividades foram basicamente para dar mais cara de hostel pro lugar e foi importantíssimo participar disso.

vista do hostel

A minha ideia inicial era ficar um mês no The Search trabalhando na recepção e seguir viajando. Eu me envolvi tanto com a proposta do hostel que estendi por mais quatro meses! Eu tinha encontrado a minha família de Mineiros em Búzios e o tempo que passei lá mais parecia uma colônia de férias... A começar pelo trabalho.

Eu amava cada segundo trabalhando porque eles me ofereciam exatamente o que eu vinha procurando: oportunidade de desenvolver novas habilidades. 

Iniciei no bar e aprendi a fazer desde suco de laranja até drinks (sim, é possível que alguém não saiba fazer suco de laranja!). Por ser uma pessoa comunicativa, estava no setor onde me mantinha em contato com todos e isso me fascinava!

Além disso, já tinha percebido como o meu inglês havia avançado. 

Mesmo trabalhando no bar, eu também usava as minhas horas de trabalho para criar as artes dos eventos, promovê-los, aprender a fazer lousas e sempre, pelo menos uma vez ao dia, dar uma passada na mesa de ping pong. Cada mês que passava, eu estava mais envolvida e nos dias de folga, por vezes, eu nem saía do hostel.

Filha única, criada com toda a privacidade e mimos de que eu gostava, me enxerguei uma pessoa individualista e egoísta. A viagem como voluntária me fez perceber o quanto é possível evoluir, ainda que seja importante manter a tua essência.

Foi por esse lugar que eu quase abandonei a ideia do mochilão e fiquei como funcionária. Por ter passado um tempo longo no mesmo local, eu conheci muitas pessoas e pude presenciar uma série de situações que fizeram com que o meu amadurecimento pessoal e profissional se desse ao natural: dividir, compreender, tolerar, respeitar. Essas foram as lições em um lugar que se tornou o meu lar. 



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Victória

Gaúcha, 21 anos, solo traveler. Muita vontade de explorar e agregar todas as formas de conhecimen...

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Out 10, 2018


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