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Por que escolhi viajar como Worldpacker

Viajo desde que me dou por gente. A primeira vez que morei fora do país, tinha apenas 4 anos de idade. Naquele momento, meu pai foi fazer seu doutorado e levou a família. Foi o primeiro contato com uma outra língua, uma outra cultura.


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Renata

[BR] Cidadã do mundo procurando espalhar a sustentabilidade e ao mesmo me enriquecer culturalment...

Mai 08, 2018

mulher caminhando pela estrada

Lembro que não tive aulas especiais, fui colocada na escola junto com os estudantes nativos e simplesmente aprendi a nova língua. 

Sim, criança é assim. Criança aprende fácil uma nova língua.

Será que isso não tem a ver também com o fato de que criança não entende a dimensão do que está acontecendo, de modo que não tem medo de se jogar, de se expor, de errar?

Minhas lembranças são essas: tentar e aprender. Acho que isso seguiu comigo como parte da minha personalidade até minha vida adulta.

Desde então, já me mudei do país três outras vezes e já viajei inúmeras vezes: sozinha, em grupo, de excursão, em família, com namorado, com amigas.

Cada experiência teve seu valor, mas confesso que hoje meu jeito preferido de viajar é sozinha. Sinto que me exponho muito mais quando estou sozinha, me abro para novas experiências e aventuras, para conhecer pessoas (tanto locais como outros viajantes), me arrisco mais a aprender algo ou tentar algo novo.

Em uma das minhas viagens, no Leste Europeu para ser específica, conheci uma americana que estava ali pesquisando sobre a vida de pessoas sem-teto. Na época, isso me intrigou. 

A pergunta “Vale a pena viajar para pesquisar algo que poderia ser pesquisado na Internet?” se transformou em “Qual assunto me faria viajar para realizar uma pesquisa?”.

A resposta foi muito óbvia para mim: sustentabilidade. Havia concluído recentemente um mestrado no assunto. 

No planejamento da minha viagem seguinte, já me preocupei em observar aspectos de sustentabilidade locais.

Em novembro 2017, senti vontade de viajar novamente e desta vez não eram férias. 

asa de avião e ceu azul

Pode ser considerado um período sabático, o que eu sei é que senti que esta viagem precisava de um propósito além do meu habitual de conhecer culturas locais.

De repente, tudo começou a apontar para Cingapura. Eu estava na Ásia, já voluntariando pela Worldpackers, procurando um próximo destino, e Singapura começou a aparecer no meu radar como um lugar modelo em sustentabilidade.

Quando encontrei o site da Worldpackers exatamente o programa que queria participar (trabalhar em um hostel) em Cingapura, sabia que a sorte havia traçado este caminho e fui, sem medo de ser feliz.

Candidatei-me ao Happy Snail Hostel levando em consideração que ele estava bem avaliado na Internet. 

O dono faz o processo seletivo dos voluntários. Ele pergunta inicialmente sobre a experiência do candidato com este tipo de trabalho e trabalhos administrativos. 

No meu caso, nunca havia trabalhado em hostel, mas estou habituada com trabalhos gerenciais. Frisei isso na minha candidatura e minha motivação para aprender. Fui aceita e comprei minha passagem para lá.

É um albergue pequeno e aconchegante. O trabalho braçal não é custoso e no meu tempo livre, me dediquei a conhecer as pessoas que ali estavam (voluntários e hóspedes), além de me aventurar pela cidade explorando os aspectos de sustentabilidade.

Recomendo este lugar para pessoas que sejam extrovertidas e acolhedoras, pois interação com os hóspedes, embora não seja obrigatória, é inevitável. 

Foi justamente conversando com viajantes que percebi que nossas vidas podem ter sido diferentes, mas temos um núcleo comum: a coragem de enfrentarmos o mundo.



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Renata

[BR] Cidadã do mundo procurando espalhar a sustentabilidade e ao mesmo me enriquecer culturalment...

Mai 08, 2018


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