Saiba quais são os gastos de uma viagem de um ano e como economizar

Nesse artigo juntei quais são os principais gastos de uma viagem longa para ajudar futuros viajantes e também dei dicas de como economizar e poder viajar mais!


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Abr 18, 2019

Historiadora e jornalista, resolvi dois meses antes de completar meus 30 anos, partir para uma aventura de um ano. Deixando de contar apenas as hi...

Saiba quais são os principais gastos de uma viagem

Planejar um mochilão demanda vencer várias etapas: organização, prazos e preparar a mente para as emoções, que fluem como um carrossel com altos e baixos diante das mudanças que vão surgindo. 

Após iniciar a sonhada viagem pelo mundo, é importante não esquecer alguns gastos que vão fazer parte da sua nova rotina, necessários também para que o mochilão não se torne uma dor de cabeça.

Melhor ainda, é saber como economizar em cada um desses gastos - como nesse resumão de gastos, feito com a ajuda do site Match Banker:


Infográfico com principais gastos de viagem 

Na vida de um mochileiro, não é apenas a escolha dos destinos que importa. O viajante, mesmo não tendo uma rotina “normal”, como ir ao trabalho todas as manhãs, pagar contas de luz, água e condomínio, por exemplo, precisa ficar atento a detalhes que vão estar presentes nessa etapa nômade, coisas simples para que a experiência não se torne uma bagunça.

Saiba quais os principais gastos de uma viagem e dicas de como lidar com elas economizando:

1. Passagens e transporte



Na vida de um viajante, se locomover é  uma parte extremamente importante, é onde a grande experiência começa.

Buscar passagens na internet ou até mesmo ir aos terminais de transporte dos lugares por onde passar será uma rotina constante, por isso tente tratar desse assunto com o máximo de atenção e antecedência, sempre atento aos mínimos detalhes para que não perca tempo e dinheiro.

Ir de um lugar para outro geralmente é um dos itens que requer mais investimento, se não for feito com cautela pode custar mais caro do que gostaria. 

A dica infalível nesse caso é pesquisar passagens com antecedência para que possa encontrar as mais baratas. Antes de comprar verifique todas as alternativas que tem a sua disposição e escolha a que mais se enquadra às suas necessidades.

Fique atento! Às vezes o mais caro pode ser mais rápido e o mais demorado, como ônibus, o mais barato. Porém, se no trajeto da segunda opção tiver que gastar com mais um de transporte, comida e até mesmo acomodação por uma noite, vale a pena avaliar melhor e escolher aquela que, mesmo parecendo mais cara a princípio, não vai lhe trazer gastos extras além dos tickets.

Uma alternativa muito usada por mochileiros é a carona, em rotas de curta e média distância principalmente. Essa é uma possibilidade que pode entrar na sua lista de alternativas, mas é importante que se informe se a região em que está é propícia e segura para essa opção, que é bem econômica e ainda pode render novos amigos pelo caminho.

2. Acomodação


Imagem de um quarto de hostel, a acomodação é um dos principais gastos de viagem

Pagar por um lugar para dormir por uma noite ou alguns dias pode comprometer boa parte da renda de um um mochileiro. 

Se você está na linha low budget - baixo orçamento- eu sugiro tirar a palavra hotel da sua lista e escolher ficar em hostels, couchsurfing e voluntariado pela Worldpackers, que em troca de algumas horas de trabalho oferecem acomodação entre outros benefícios que vão garantir economia, aprendizado e, mais uma vez, novos amigos.

Caso esteja só de passagem, ficar em hostels ou couchsurfing é uma ótima opção, mas pesquise com antecedência, pois, principalmente para a couchsurfing, a demanda é alta. 

É possível também encontrar oportunidades de voluntariado que pedem uma estadia curta, mas geralmente pedem disponibilidade de no mínimo duas semanas. É só pesquisar no site e ver a vaga que melhor encaixa com suas habilidades.

3. Alimentação


Para economizar com o gasto de alimentação na viagem, uma solução é cozinhar no hostel

A alimentação é um quesito tão importante quanto transporte e acomodação. Pode parecer simples, afinal, é só comprar qualquer coisa para comer e está resolvido, não é mesmo? A resposta é não!

Mochileiros geralmente esquecem a opção restaurante para ter uma refeição. Os melhores lugares para comer estão na rua, em pequenos quiosques e barraquinhas de comida, eat like a local!

Quem tem espaço para cozinhar - muitos hostels oferecem cozinhas aos hóspedes - pode ir ao supermercado e garantir a comida para vários dias por um custo menor. 

É preciso ter cuidado, aproveite que não pode exagerar comprando o que não é necessário e foque em alimentos que vão nutrir e trazer mais saciedade, evitando estar sempre com fome. Ao invés de comprar um refrigerante, compre frutas, troque doces por biscoitos que possam te alimentar durante uma caminhada ou viagem mais longa. 

Em relação às refeições, você pode sobreviver tranquilamente com duas por dia. Eu e muitos viajantes que conheci pulam o café da manhã e optam por um bom almoço e no jantar escolhiam algo mais leve, porém sem passar fome, mas comendo o suficiente.

Existem anfitriões da Worldpackers que oferecem café da manhã e às vezes as três refeições completas, uma oportunidade a mais para evitar gastos.

4. Passeios e lazer


Imagem de turista em uma cachoeira com arco iris. Para diminuir os gastos de viagem, opte por passeios gratuitos

A vida de um mochileiro consiste em explorar novos destinos, e isso inclui passeios em trilhas, escaladas, museus, parques, praias, cachoeiras e muitos outros lugares, mas junto com a empolgação de descobrir, é preciso saber priorizar. Se você sabe que não pode gastar muito, então dê prioridade aos lugares que não cobram entradas.

Busque também por free tours,, que são passeios feitos por guias locais gratuitamente. Detalhes sobre esse tipo de serviço é possível buscar em hostels ou no site especializado com informações sobre roteiros, dia e hora em que os passeios são feitos. 

Existem ainda museus que são gratuitos pelo menos uma vez por semana em vários lugares do mundo, verifique em sites oficiais do espaço que pretende visitar.

5. Menos é mais na mochila


Uma bagagem menor pode te ajudar a diminuir os gastos de viagem

Esqueça o mundo da moda, pare de seguir tendências e tenha na mochila o que realmente for essencial. Leve consigo roupas práticas e leves, uma ou no máximos duas peças para frio, evite excessos, peso dispensável.

Se tiver atenção pode evitar gastos desnecessários ao comprar comprar tickets aéreos, pois muitas companhias low cost aceitam bagagens de até 10kg sem cobrar . Caso tenha que acrescentar bagagem, você ainda pode optar pelo peso mínimo e cobram um valor menor. 

Essa é uma das tarefas mais difíceis, principalmente para viajantes estreantes nessa aventura e que podem não imaginar que é possível viver com poucas peças de roupas. É nesse item onde literalmente o menos é mais.

6. Administração financeira


Saber administrar as finanças fará a diferença nos seus gastos de viagem

Caso leve dinheiro em espécie e queira fazer a troca no país de destino, a sugestão é trocar apenas uma pequena quantia no aeroporto, mas somente se for necessário para pegar transporte, por exemplo, porque as casas de câmbio nesses locais têm taxas altas.

Já se vai viajar por longo prazo, nem sempre é possível e é até perigoso ter em mãos um valor alto em espécie. Nesse caso, o ideal é o uso do cartão de crédito e débito internacional para ter acesso ao seu dinheiro por onde passar. Para isso é importante não esquecer de antes de viajar confirmar com seu banco se está autorizado o uso no exterior.

O cartão é um mal necessário, pois ao mesmo tempo que facilita o saque em qualquer moeda, ele também tem taxas altas. 

A outra dica é sacar um valor alto de uma vez só, assim não será necessário ter que retirar dinheiro várias vezes em um espaço curto de tempo e evita o pagamento seguido das taxas de saque internacional do banco.

Outra alternativa muito usada são os cartões de bancos online, como N26 e Nubank, mas existem outros que podem ser também uma boa opção. Estes cartões têm a vantagem de não cobrar tantas taxas. 

O alemão N26 permite que todas as transações sejam online, oferece um cartão de débito e os cinco primeiros saques de cada mês são gratuitos. Já o brasileiro Nubank oferece cartão de crédito sem anuidade, para saques no débito é cobrada uma taxa de R$ 6,50, bem menor que dos bancos tradicionais. Pesquise os sites desses bancos e outros online para obter mais informações. 

Às vezes os viajantes mais experientes esquecem da importância de ter atenção com os detalhes descritos acima, porque com a frequência de viagens tudo vai ficando muito no modo automático. 

Tanto os mochileiros de longas datas quanto os iniciantes que têm um estilo mais livre de viajar, por onde quer que seja, devem ter atenção para buscar sempre as melhores e mais econômicas alternativas, tornando a experiência a mais longa e satisfatória possível.


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Abr 18, 2019

Historiadora e jornalista, resolvi dois meses antes de completar meus 30 anos, partir para uma aventura de um ano. Deixando de contar apenas as hi...


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