Sobre a verdadeira independência e como conquistá-la

Quantos lugares já deixou de conhecer por falta de companhia? Quantos filmes não foi ver no cinema porque ninguém mais queria? Quantas viagens deixou de fazer? Eu já deixei de viver experiências porque nenhum amigo poderia ir. No fim das contas, era apenas medo de me sentir só. Até perceber que eu sou minha melhor companhia.


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Nathalia

Criadora do blog Onde Vim Parar, desenvolvedora de aplicativos, leitora de romances históricos e ...

Set 04, 2018

Não vou dizer que foi fácil tomar a iniciativa de fazer a minha primeira viagem sozinha. Na verdade, a todo momento eu pensava em desistir, por achar que talvez eu não fosse me divertir tanto, que eu não fosse conhecer outras pessoas, etc, etc, etc. A famosa auto sabotagem. Porém eu tinha um bom motivo para ir a Florianópolis (eu moro em São Paulo, então sim, bem pertinho).

Floripa sempre terá um espaço no meu coração, isso porque foi a primeira viagem que fiz e a única com a minha mãe. Para completar o combo, era exatamente a cidade que queria conhecer quando criança pois, minha amiga que havia morado lá me contava todas as maravilhas da cidade. Sobre ser na verdade uma ilha com mais de 40 praias, com casinhas de madeira iguais às dos filmes, várias pessoas do mundo todo turistando por lá... Então imagine como fiquei quando, aos 5 anos, minha mãe veio me contar que era para lá que iríamos! Olhos chegaram a brilhar e a viagem não poderia ter sido melhor, já que tudo que eu tinha ouvido era real.



Anos se passaram (exatos 20 anos) e eu sempre quis voltar para Florianópolis. Então, ano passado, mais conhecido como 2017, eu resolvi ir. 

No início era uma viagem combinada com uma amiga, mas no fundo eu queria ir só. Se o Universo ouve ou não, só sei que minha amiga resolveu não ir mais.

Comprei minhas passagens e vi o hostel (minha preferência, pois queria me forçar a conhecer mais pessoas). No dia da viagem, batia aquela ansiedade e um pouco de insegurança, porém não podemos deixar de fazer coisas boas por medo de algo que provavelmente nem aconteça, certo?

Chegando lá, me senti como se estivesse voltando para casa. Medo? Pelo contrário, estava me sentindo extremamente confiante!



A única coisa que posso dizer sobre essa viagem é que ela foi EXTRAORDINÁRIA!

Eu cheguei com um roteiro para fazer pela cidade, mas ao pisar no hostel joguei o roteiro fora. Acabei conhecendo as melhores pessoas EVER! Um piauiense, uma gaúcha, um francês, uma colombiana e dois argentinos.

Apenas dois rapazes das seis pessoas que conheci estavam hospedados como usual. As outras quatro pessoas eram voluntárias (alô, Worldpackers!), e já estavam em Floripa há umas semanas, então foram nossos guias. 

Praias (inclusive uma de nudismo, pois ousados somos), piscinas naturais, sandboard nas dunas, trilhas de belezas incríveis, bares e baladas, histórias de vida de cada um dos migos, UNO para testarmos nossa amizade, um cozinhando para o outro... não sei o que ficou faltando.

Depois desses cinco dias inesquecíveis, sai de lá na certeza de que voltaríamos a nos ver (encontrei três deles depois e ainda conheci mais uma garota que tinha ido embora de Floripa um dia antes de eu chegar). Melhor ainda, depois desses cinco dias não tive mais problemas em viajar só, e é claro que nem sempre conheci pessoas como as de Floripa, mas não tinha problema. 



Eu curto o lugar a minha maneira, conversando com algumas pessoas e refletindo sobre as coisas a minha volta. Detalhe que em Florianópolis eu tirei um dia para ir a Balneário sem o pessoal do hostel, era um dia só para mim. Aliás, foi ótimo também!

Considero essa viagem a Ilha da Magia o ponto que me tornou a pessoa que sonhei em ser. O delimitador de águas. Desde aquele dia até hoje, me abri mais a novas experiências e a novas pessoas, faço trilhas sem parar, viajo muito mais (independente de companhia ou não) e me sinto muito mais confiante.

Se você ainda receia em dar esse passo, considere que pode ser a melhor experiência da sua vida. Pois até hoje, eu só tenho que agradecer a Nathalia do passado por ter tido a coragem de tomar a iniciativa de se desafiar e descoberto o que é realmente a independência.


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Nathalia

Criadora do blog Onde Vim Parar, desenvolvedora de aplicativos, leitora de romances históricos e ...

Set 04, 2018


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