Sobre viajar gastando somente o necessário

Todos nós temos dúvidas sobre quanto levar na viagem ou quanto gastar, afinal, o dinheiro traz certa segurança para nossa viagem... Bom isso era o que eu pensava até iniciar meu mochilão sem dinheiro.


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Kayo

Pegue sua casa, transforme ela em uma mochila, coloque a coragem e alguma roupa de frio tambem, d...

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Ago 21, 2018

Redes do F&F Hostel

Vou citar especificamente um hostel chamado F&F, onde passei um mês da minha trip, em Punta del Este, Uruguai.

Apesar de considerado um lugar com custo de vida alto para se viver, minhas despesas no total foram de 150 reais, ou 1200 pesos uruguaios, mas calma! Vou explicar o porquê!

Para facilitar a entender os valores, a conversão de pesos uruguaios para reais varia em torno de sete a oito pesos para cada real.

Primeiramente, temos que ter como base três coisas que serão os principais gastos em uma viagem, que são: 

1. Transporte

Eu comecei meu mochilão pela América do sul por carona, ou como alguns dizem, a dedo, então o gasto foi praticamente zero com transporte.

Existem recursos como Blablacar, onde dá para procurar caronas com alguém que vai para o mesmo destino que o seu e assim evita passar horas em frente a um posto de gasolina com uma placa na mão.

Neste caso, o gasto é menor, muito menor, que de ônibus ou avião.

Ao chegar ao local de destino vão existir os passeios pela cidade, que você também pode procurar uma carona no próprio hostel, ir de ônibus ou de bicicleta.

Em Punta os lugares turísticos são perto e dá para escolher ir de ônibus, que os valores variam entre 30 a 80 pesos(3 a 10 reais), ou arriscar 30 ou 40 minutos de bicicleta para conhecer lugares turísticos como Casa Pueblo, em Punta Ballena, que na minha opinião é o melhor pôr do sol que assisti até o momento.

2. Estadia

Bom, a Worldpackers veio para facilitar nossa vida e acabar de uma vez por todas com as despesas de acomodação, que é o mais caros dos três pilares na hora de conhecer um lugar novo.

Geralmente o voluntariado varia de quatro a oito horas por dia, com um a quatro dias livres na semana, o que conta muito na hora de conhecer lugares novos ou até arrumar uma renda extra durante sua viagem. 

3. Alimentação

Isso é, em minha opinião, algo muito relativo. Existem hostels que oferecem até três refeições diárias, dependendo da aplicação no voluntariado, e isso conta muito quanto o assunto é economizar na trip.

No F&F, por exemplo, não serviam refeições, então tudo ficava por nossa conta, porém com 300 pesos (35 reais) dava para comer uma refeição muito bem servida em um restaurante ou comprar o básico em comida para uma semana como arroz, alho, pão de forma, verduras e grãos.

Sempre tem outros voluntários e é comum todos fazerem refeições juntos dividindo as despesas, ai o custo sai muito mais barato e/ou quase nulo.

Também vale a pena lembrar que existem hóspedes que saem e deixam comida, então é bem comum comidas compartilhadas.

Ai podemos evitar ao máximo aquela saidinha ao supermercado, onde nos empolgamos e deixamos mais do que deveríamos.

Então já sabem, se oferecer para limpar uma geladeira durante seu turno de voluntário é bom para todos os lados, colaborando com a limpeza do local e garantindo comida sem peso na consciência.

Area comum do F&F Hostel

4. E quando o assunto é festas e bares?

As principais festas na cidade eram grátis e ainda ganhávamos drinks de cortesia, como caipirinha e mojitos, então nesse aspecto eu não tive gastos.

A menos, é claro, que todos combinassem de ir jantar fora ou tomar algo, como cervejas ou vinho, nesse caso os valores aumentam se for em algum bar ou pub, em torno de 100 a 300 pesos uruguaios (10 a 40) cada bebida.

O staff sempre colabora pro lugar ser alto astral e ao invés dos hóspedes saírem, ficam todos reunidos no próprio hostel e fazer dele o rolê. :)

Quatro finais de semana são bem convidativos a deixar dinheiro em alguns lugares e sair com hóspedes, que também querem explorar a cidade, então temos a escolha de sair para lugares que envolvam gastos ou simplesmente tomar um mate e ir a alguma praia assistindo o pôr do sol, por isso é bem relativo.

No Hostel F&F tínhamos o costume de sempre fazer festas dentro do próprio hostel e depois seguir onde as festas eram gratuitas, gastávamos apenas com bebidas antes de sair, o que gerava um custo de 100 a 200 por pessoa dependendo do que comprávamos.

Como disse, a ideia foi não ter gastos durante essa estadia em Punta del Este e isso foi totalmente possível, porém existiram pequenos gastos de acordo com as necessidades, como por exemplo produtos de higiene pessoal, que podem acabar durante a viagem e nos gerar despesas que não estávamos esperando, gastos como comidas típicas do local, como o famoso choripan, o chivito e, na minha opinião a melhor pedida, os alfajores que variavam de 20 a 50 pesos.

Agora, quem esta no controle dos gastos é o viajante, conforme sua necessidade e desejos.

O importante é lembrar que quem faz do ambiente algo inesquecível não é a comida, não são as roupas, muito menos as festas caras, mas sim o viajante apenas sendo ele mesmo! 

Isso não tem preço que pague.



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Kayo

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Ago 21, 2018


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