30 dias voluntariando em Alagoas

Continuando minha viagem pelo nordeste brasileiro, parei em Maceió para ser worldpacker em um dos melhores hostel que já conheci, o Meu Hostel. Nesse relato, conto em detalhes sobre minha experiência, como é a vida de um voluntário de hostel e o que conheci em um mês no meu terceiro estado do nordeste.


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Glauber Vinícius

Worldpacker a quase dois anos, sempre fazendo de tudo um pouco e ajudando a quem precisa

Out 10, 2018

um mes como worldpacker em Alagoas

Quando terminei meu tempo de voluntário na Chapada Diamantina, onde passei 50 dias, recebi um convite pela Worldpackers da Aline, dona de um hostel em Maceió, Alagoas. Respondi a ela que iria demorar um pouco para chegar em seu estado, mas que se tivesse interesse e ainda precisando, eu adoraria ficar no Meu Hostel como voluntário.

Viajei alguns dias pelo interior da Bahia e depois fiquei três semanas em Salvador, também trocando trabalho por acomodação. Durante meu período na capital baiana, conversei com a Aline e deixei tudo combinado para minha chegada.

Sai de Salvador e fiquei cerca de quatro dias em Aracaju, Sergipe, onde fiquei na casa de um simpático morador local que conheci através do Couchsurfing. Finalmente, cheguei a Maceió depois de um dia inteiro pegando carona na estrada. Desci no centro da cidade e de lá peguei um coletivo até o meu destino.

1. Sobre o Meu Hostel

O hostel é com certeza um dos melhores hostel que eu já conheci, seja como Worldpacker ou como hóspede. É muito novo, ainda não tem nem um ano, e cada detalhe foi muito bem pensado.

Possui cinco quartos, 26 camas e um clima de tranquilidade e comodidade. As camas são confortáveis, contam com tomadas, luz e cada pessoa tem um locker para colocar seus pertences. Todos os quartos têm ar-condicionado e o lugar conta com quatro banheiros e cinco chuveiros de uso geral. A cozinha é bem equipada e a casa oferece vários espaços de convivência. Meu lugar favorito eram as redes na entrada, onde passava muito tempo por lá, sempre lendo ou escutando música. Além de tudo, o hostel conta ainda com uma ducha e piscina.

Outro aspecto era a ótima localização do hostel. Ficava a dois minutos de caminhada da Praia de Cruz das Almas e outros dois minutos de um shopping center com supermercado, farmácia, praça de alimentação e outras coisas que todo shopping tem.

Para quem gosta de caminhar como eu, a localização também não era muito longe das melhores praias da cidade. Outra facilidade, era um ponto de ônibus em frente ao shopping center. A passagem custa R$ 3,65 e nesse ponto conseguia ir para qualquer lado da cidade.

Voluntários do Meu Hostel

2. Meu trabalho como Worldpacker

Recebia uma cama no quarto compartilhado para oito pessoas, café da manhã, uso da cozinha e um passeio na agência de turismo parceira. Em troca, fiquei encarregado de cuidar da recepção, cinco horas por dia, com uma folga semanal.

Os primeiros dias foram de treinamento, onde foi me passado os detalhes das minhas tarefas. Tinha sempre que atender hóspedes, tirar suas dúvidas, fazer o check-in e check-out. Sempre checar se a casa estava limpa e arrumada. Essas eram as tarefas básicas que tinha que fazer em qualquer um dos três turnos, muito parecido com outras experiências que já havia feito. Os turnos eram divididos dessa forma:

  • 6h - 11h - Montar o café da manhã e fazer check-outs do dia.
  • 12h - 17h - Fazer check-in e arrumar camas.
  • 17h - 22h - Fazer check-in e recolher o lixo.

Ainda tinha que ficar uma vez por semana no turno da madrugada (00h-6h), que era bem tranquilo também. Dava para dormir em algum lugar na recepção se todo mundo estivesse dormindo. Todo domingo, era me passado a escala da semana seguinte e desse jeito me programava para conhecer o que queria.

No final, me senti muito valorizado nessa experiência, por conta da Aline sempre perguntar minhas opiniões e sugestões para melhorar alguns aspectos do hostel, além de sempre se preocupar em criar um bom convívio com todos da casa. 

3. Meus dias, o que fiz e onde conheci

Sempre quando chego em um lugar novo não tenho nada programado do que quero conhecer, vou sempre conversando com as pessoas, ouvindo sugestões e somente depois começo a pesquisar. Em Maceió não foi diferente. Não conhecia nada da cidade quando cheguei e por isso sempre tirava minhas dúvidas com a Aline, que sabia tudo sobre Maceió.

Como trabalhava cinco horas por dia, sempre me sobrava tempo para fazer alguma coisa. Fiz tudo ao meu tempo, gastando muito pouco, já que, todos os lugares conheci por conta própria. Sabia que ficaria por trinta dias, então, não tinha pressa.

Os dias em que não queria sair, ficava no hostel, lendo e/ou descansando. Acordava sempre por volta das 8h ou 9h quando não tinha o turno da manhã. Tomava café e dava um pulo na Praia de Cruz das Almas que estava na minha porta praticamente. Ficava lá pouco tempo, voltava, entrava na piscina e tomava uma ducha. Ocasionalmente ficava somente lendo, depois ia fazer meu almoço e tirar um cochilo. Alguns dias, pela noite, dava uma caminhada pela orla. Assim era meu dia a dia quando não estava conhecendo alguma coisa pela cidade.

Durante o tempo que passei em Alagoas consegui conhecer tudo o que queria. Dois aplicativos me ajudaram muito: TripAdvisor e Moovit. O primeiro para saber um pouco dos atrativos turísticos e o segundo para me locomover usando o transporte público.

Logo nos primeiros dias andei por boa parte da orla da cidade. Conheci as principais praias da região central, a Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara. Andei pelo centro e conheci alguns prédios históricos como o Teatro Deodoro e o Museu Floriano Peixoto. Conheci as praias da Garça Torta e Ipioca, um pouco mais afastadas do centro, mas de fácil acesso por ônibus urbano. Ganhei um passeio do hostel para a cidade de Maragogi, e lá conheci a Praia de Antunes. Também conheci três praias do litoral sul: Francês, Barra de São Miguel e Gunga, todas em um mesmo dia, junto com a mesma agência parceira do hostel. No meu último dia, conheci São Miguel dos Milagres e uma de suas piscinas naturais na Praia do Toque. 

Piscina natural na Praia do Toque em São Miguel dos Milagres, Alagoas

Alagoas é um estado com lindas praias e um povo acolhedor, faz jus aos apelidos de Caribe Brasileiro e Cidade Sorriso, como é conhecida a capital Maceió. Conheci as praias mais bonitas que já vi até hoje. Praias de águas mornas, calmas e esverdeadas, que me deixavam quase hipnotizado sempre que caminhava vendo o mar.

Durante todos os trinta dias que fiquei, sempre me senti seguro ao andar pela cidade e achei o custo de vida relativamente barato.

Foi um ótimo tempo em Maceió, onde levo boas lembranças de lindos lugares e bons amigos que fiz no Meu Hostel, como Silvana, Nacho, Davi e em especial a Aline.

Assim eu continuo minha viagem pelo nordeste e a próxima parada é a capital pernambucana Recife. Se precisar de alguma ajuda ou tem dúvidas sobre como usar e o que é a Worldpackers e só me escrever! Sempre tenho tempo para ajudar.

Até mais!



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Glauber Vinícius

Worldpacker a quase dois anos, sempre fazendo de tudo um pouco e ajudando a quem precisa

Out 10, 2018


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