Meu voluntariado nos Alpes Austríacos

Através da Worldpackers tive a oportunidade de viver uma experiência incrível e desafiadora: um voluntariado em um hostel nos Alpes, em Kitzbuhel.


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Gabriela

Fev 19, 2019

So, I guess here I need to share a bit of my story. Traveling the world was always a dream, but I just could do it during my vacations in a 9 to 5 ...

Relato de voluntariado nos Alpes Austríacos

Já havia voluntariado antes, mas dentro da minha área, comunicação social. Portanto, a experiência de trabalhar em um hostel, o SnowBunnys BackPackers, foi a primeira, mas posso destacar também que foi muito recompensadora.

1. Como era minha rotina

O trabalho começava pela manhã, mais ou menos às 08h. Nessa hora eu saia para alimentar os animais do hostel. Sim, um tanto curioso, um hostel com 12 patos, 10 galinhas e 3 coelhos.

Na verdade, o horário das tarefas não eram fixos. Para exemplificar, às 8h eu abria o celeiro para os animais e alimentava os patos com alface. Depois isso checava se a cozinha estava em ordem. Voltava a alimentar os animais ao 12h e às 16h, às 20h eu os direcionava para dentro do celeiro. Além disso, também era necessário realizar a recepção dos hóspedes e fazer a limpeza dos quartos.

O hostel era bem estruturado, mas com um ambiente mais aconchegante que por vezes fazia me sentir como se estivesse em minha própria casa. No total, eram nove quartos, sendo dois desses privativos. A cozinha era grande e com tudo o que uma pessoa pode precisar.

Já a área de convivência consistia em uma grande mesa cercada por cadeiras. Era um lugar para refeições, mas também onde os hóspedes e voluntários podiam jogar conversa fora e jogar algum dos jogos disponíveis: UNO, Jenga, entre outros. Este cômodo também era equipado com uma televisão com Netflix e por vezes assistíamos filmes. Enquanto estive lá não houveram festas, mas Dave, o host, comentou que estava planejando um churrasco.

Falando no anfitrião, o Dave, posso dizer que é uma das pessoas mais curiosas que conheci. Não curiosa de um jeito negativo. Pelo contrário, a relação que tive com ele foi como a de um pai. Por vezes ele era sério e outras vezes muito brincalhão e sempre pronto a te ajudar.

Havia também duas outras voluntárias na casa, uma argentina e outra brasileira. Com a argentina eu revezava as tarefas diárias e criamos um vínculo muito bacana que levo até hoje. Além disso, planejamos nos encontrar de novo quando eu voltar para Europa.

Com a brasileira o relacionamento ficou mais distante pois não ficava muito claro qual era o papel dela no hostel. Neste sentido, ao meu ver, o host poderia ter deixado as tarefas mais definidas para cada voluntário. Entre outras palavras, precisávamos nos organizar entre nós mesmos e no fim alguns acabavam fazendo mais e outros menos.

Mesmo assim a experiência foi enriquecedora. Além do mais, como worldpackers, nós recebíamos tudo: acomodação, comida, bebida e passeios. Sem falar na cidade! Kitzbuhel era tudo que eu queria para o mês de dezembro. Um vilarejo nos Alpes para ver neve, aprender algum esporte de inverno e visitar um mercado de natal. Apesar de pequena, a cidade tem tudo a curtos passos.

Saindo do hostel, por exemplo, a cerca de dois minutos de caminhada, você encontra: um pub, farmácia e mercado. Caminhando mais cinco minutos há um clube famoso, “The Londoner”, e lanchonetes. A estação de trem fica a 15 minutos do hostel, mas se previamente combinado com o host, ele pode te dar uma carona.

O meu tempo livre no hostel eu usava para relaxar ou trabalhar online, uma vez que sou nômade digital. Também aproveitava para conversar com os hóspedes que sempre foram muito divertidos. A comunicação era sempre em inglês. Morei sete meses na Irlanda e falava a língua, mas sempre é bom colocar em prática.


Como era minha rotina de voluntária nos Alpes

2. Gastos

Em três semanas no hostel eu gastei apenas 73 euros. Isto porque tudo que eu precisava eu tinha na acomodação. É importante mencionar que estava viajando pelos Balcãs há quatro meses. Nesse sentido, Kitzbuhel foi como um oásis, pois precisava de uma base para descansar a mente.

Gastos com comida

  • Nosso host comprava tudo. Nós íamos juntos ao mercado e ele comprava o que precisávamos. Inclusive, a voluntária da Argentina era vegana e ele fazia questão de comprar produtos específicos para ela.
  • Para ser sincera, não me recordo muito dos valores nos mercados uma vez que Dave, o host, fazia as compras. No entanto, em geral a Áustria e países da Europa Central costumam ser mais caros. Nós geralmente íamos ao mercado mais barato, o Hofer.

Gastos com transporte

  • A maior parte dos meus gastos foi para chegar e sair de lá. De Salzburgo, peguei o trem para Kitzbuhel por 14 euros. Esse valor não é possível conseguir nas máquinas de venda da estação em Salzburgo. Recomendo que você baixe o aplicativo da OBB, empresa que opera as linhas férreas na Áustria. No aplicativo, você consegue encontrar valores promocionais.
  • Para sair de Kitzbuhel eu optei por ir a Munique, pois tinha um amigo na cidade. O valor da passagem para Munique saindo de Kitzbuhel foi de 39 euros.

Gastos com entretenimento

  • O restante do dinheiro foi gasto em um pub em duas noites com quatro cervejas, totalizando 20 euros.
  • Um dia Dave nos levou para praticar esportes de inverno com um instrutor que também estava hospedado no hostel. Não pagamos absolutamente nada. Ele tinha parceria com uma loja que fornecia os equipamentos e no hostel ele tinha roupas para esqui. Ele também pagou o teleférico até o topo da montanha. Se ele não tivesse pago este passeio, gastaríamos algo em torno de 120 euros.

3. Porque eu escolhi fazer essa viagem

Eu escolhi ir para os Alpes pois queria passar o mês de dezembro em um local que tivesse mais a atmosfera de Natal. Fora isso, eu adoro neve e sou apaixonada por montanhas. Me sinto em casa quando estou nas montanhas.

Além do mais, como mencionei anteriormente, eu já estava viajando pelos Balcãs há quatro meses. Passei pela Romênia, Bulgária, Sérvia, Bósnia, Croácia, Eslovênia e Hungria. Após essa viagem, eu estava em busca de um lugar onde eu pudesse também dedicar duas horas do meu dia para trabalhar. Sou content writer e escrevo para blogs e sites.

Lembro que quando fui aceita no SnowBunnys ainda estava na Bulgária. Queria muito trabalhar com eles, não só pelas montanhas, mas porque vi que tinham muitos comentários positivos sobre a experiência.

Acredito que não é muito difícil ser aceito pelo SnowBunnys. Seja sincero, relate suas experiências. Mesmo que você não tenha experiência em hostels, é importante dizer o que você sabe fazer. Para este trabalho, acho importante ter o inglês pelo menos intermediário. Um dos voluntários tinha o inglês básico e tinha problemas de comunicação com o host.


Os Alpes me ajudaram a manter uma rotina de nômade digital

4. O que eu aprendi com essa experiência

O ano de 2018 foi um ano que eu decidi tentar coisas novas na minha vida: intercâmbio, couchsurfing, deixei meu trabalho com um bom salário para tentar a vida como nômade, e claro, também mergulhei no universo do trabalho voluntário. Foi uma experiência e tanto.

Por vezes o trabalho era pesado, principalmente quando tinha que fazer sozinha, mas ao mesmo tempo isso me ensinou a olhar para dentro, para dar tempo ao tempo, a ter paciência, a ouvir mais. Ao mesmo tempo, conheci pessoas maravilhosas, de países diferentes que eu vou levar para vida.

Não tive nenhum choque cultural. Em momentos fiquei um pouco triste quando via que as tarefas não eram divididas, mas não deixei isso me abater e tentei absorver o melhor de tudo: interagir com os hóspedes, respirar o ar puro dos alpes austríacos e sorrir acima de tudo.

Se você quer se aventurar pelo mundo como nômade digital e viver a vida com uma rotina diferente, além de diferentes tipos de voluntariado, a Worldpackers também oferece cursos onlines que vão te ajudar a ganhar uma grana extra enquanto viaja. 



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Gabriela

Fev 19, 2019

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