Afinal, é seguro viajar pela Worldpackers?


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Valkyria

Sou estudante de Relações Internacionais e grande aspirante do universo do turismo. Então, acredi...

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Out 29, 2018

Podcast com a expert Valkyria Araujo contando um pouco mais sobre sua experiência de voluntariado na Nova Zelândia e ela também dá dicas de como ser voluntária e se é seguro viajar com a Worldpackers.

Brazil Podcast em:
português

Nesse podcast a Valkyria fala o que ganhava sendo voluntária em um hostel na Nova Zelândia, como foi relação com o anfitrião e outros voluntários, sobre a segurança e suporte durante a viagem, por que escolher a Worldpackers e dicas para mulheres viajando sozinhas.

Felipe: Olá viajantes! Sejam bem vindos a mais um podcast da Worldpackers. Eu sou o Felipe e hoje a gente vai conversar com a Valkyria.

Quanto tempo você ficou viajando e por quantos países? Conta pra gente!

Valkyria: Então, pela Worldpackers, por dois meses. Eu já havia viajado anteriormente por um outro país. Na verdade, eu só estive no Peru antes da Nova Zelândia.

Felipe: O tema de hoje é pra você que não conhece muito bem ainda a Worldpackers e precisa de mais informações para entender se é seguro viajar pela Worldpackers ou não.

Você já imaginou viajar para um lugar que você quer muito ir e não pagar por hospedagem?

É super simples, você oferece seu trabalho em troca de acomodação, alimentação e outros benefícios.

É uma oportunidade para você viajar sendo voluntário e gastando pouco. A Worldpackers conecta pessoas que queiram participar de um projeto voluntário com pessoas ao redor do mundo que estejam precisando de algum tipo de ajuda. Se você se encaixar, continua aí!

Valkyria, brigadão pela sua participação, é sempre renovador conversar com os viajantes.

Pra a gente começar nosso podcast, queria que você contasse para onde você decidiu viajar, com o que você escolheu trabalhar e quantos anos você tinha quando você foi.

Valkyria: Bom, primeiramente, eu que agradeço pelo convite de participar aqui hoje. Espero que esse podcast ajude a galera que tá pensando em viajar mas ainda está um pouco insegura.

Eu viajei para Nova Zelândia e lá, em uma cidade chamada Hamilton, eu trabalhei com parte de um staff de um Hostel, o Backpackers Central. Eu fui pra lá com 18 anos e completei 19 na viagem.

Felipe: Que da hora! Quando que foi isso?

Valkyria: Eu viajei no natal do ano passado e voltei em fevereiro deste ano, no final do mês.

Felipe: Foi um Summer Vacation então... Você foi sozinha? E sua festa de aniversário?

Valkyria: Fui sozinha! Foi maneiro, o pessoal do staff preparou uma festa surpresa e foi super divertido! O aniversário mais louco.

Felipe: E como era sua relação com o anfitrião e com a galera do staff?

Valkyria: O anfitrião era o gerente do hostel e, assim como todos os colegas de equipe, ele era muito maleável e simpático. A equipe em si era mista, ou seja, ela era formada por voluntários e por trabalhadores fixos.

Quase todos os membros do staff não eram neozelandeses. Tinham indianos, filipinos, australianos, estadounidenses, argentinos e coreano (o dono do hostel).

Eles traziam muitas culturas e costumes diferentes e sempre foram muito amáveis comigo. Fiz muitos amigos e aprendi muito ao trabalhar com um staff multicultural.

Felipe: Que idioma você falava?

Valkyria: Inglês, sempre. Raramente um pouco de espanhol com argentinos que eu dividia o quarto, mas sou bem iniciante. Meu foco desse intercâmbio foi desenvolver meu inglês, então foi muito bom.

Felipe: Como foi ter um quarto compartilhado? Esse é um dos muitos medos aí da galera que vai viajar sozinha.

Valkyria: Pra começo de conversa, assim, diferente do que muita gente pensa que pode ser uma experiência ruim, eu super indicaria qualquer experiência de trabalho que envolva quarto compartilhado, isso ajuda os viajantes a se unirem. Quando você está no quarto compartilhado com outras pessoas, você tem aquele espaço para marcar saídas com eles e conversar. Talvez isso não seria tão fácil assim se cada um estivesse em quartos separados.

“É da natureza do viajante ser bem respeitador.”

Dificilmente você encontrará um sem noção, normalmente é uma galera bem tranquila. Ninguém vai subir na tua cama ou te perturbar, a galera é bem de boa, pode ficar tranquilo, sem medo.

Felipe: Já começamos aí a primeira dica sobre a segurança de viagem!

Que tipo de trabalho que você fazia lá?

Valkyria: Basicamente eu trabalhava na limpeza, aí depois de um tempo eles me ensinaram a arrumar os quartos e preparar o café da manhã. Cada dia eu trabalhava fazendo uma coisa, dependendo da necessidade. Era um trabalho bem leve e descontraído.

Eu trabalhava umas três horas, na parte da manhã. Tinha o café da manhã e seguíamos das 10h às 13h mais ou menos.

Felipe: E você podia dar um rolê também, né?

Valkyria: Sim, essa questão do quarto compartilhado ajudava muito. Eu saía muito com os meus colegas de quarto, que também eram membros do staff. Alguns eram voluntários da Worldpackers, outros não. A gente saía muito pelas redondezas, fazia trilhas, tomava banho de rio, ia na praia, passeava no shopping.

Teve uma vez inclusive que eu consegui tirar dois dias de férias seguidos e viajei com uma amiga para outra cidade de carona. Foi ótimo.

Felipe: Nossa! Da hora demais! E assim, antes de sair daqui, você já devia estar se sentindo um pouco mais segura com a Worldpackers. Teve alguma coisa que você viu da plataforma que te deixou mais segura?

Valkyria: Sim, sim. No meu primeiro contato com a Worldpackers entendi que a plataforma é bem organizada e, na minha opinião, organização chama atenção e passa confiança. Em segundo lugar, eu vi que tinha todo um suporte antes, durante e depois da viagem. Isso mostra que a plataforma preza pelo sucesso da viagem que ela media.

O que me fez escolher a plataforma é que foi muito interessante ver brasileiros ajudando outros brasileiros, então, pelo fato da Worldpackers se tratar de uma plataforma nacional de democratizar o viajar, eu achei válido apoiar essa iniciativa.

Felipe: Pra galera tá ouvindo, deixe seu like, começe a seguir a gente no SoundCloud no iTunes e escreva um comentário aí!

Qualquer sugestão ou crítica é muito importante pra a gente. 

Queremos fazer a galera viajar da maneira mais segura possível e que você encontre na plataforma a experiência de outros viajantes, que é como estamos fazendo aqui, agora, gravando um podcast contigo, que já viajou, para outros viajantes te ouvirem!

Valkyria: É sempre bom ouvir de quem já foi, realmente, como você disse. Assim você se aproxima daquele mundo, vê que é possível fazer aquilo e que alguém como você já fez.

Felipe: Deu tudo certo na sua viagem? Algum perrengue clássico? E por ser uma mulher viajando sozinha?

Valkyria: Sempre que você pensa em lidar com pessoas, você pode imaginar que o perrengue já vem atrelado, mas não tive nenhum problema, tudo correu perfeitamente bem, dentro do esperado. Com o trabalho não tive nenhum problema.

Mas olha, em qualquer lugar do mundo, seja em um país desenvolvido ou em desenvolvimento, têm pessoas boas e más. Então, claro, houve momentos de insegurança e infelizmente condutas que os locais me aconselharam a evitar para zelar pela minha própria segurança. Ainda assim, a sensação de insegurança que eu porventura teria sentido uma ou duas vezes durante toda a viagem, não chegava aos pés do que é viver no Rio de Janeiro. No hostel, propriamente dito, que eu trabalhei, eu não senti insegurança nenhuma vez.

Felipe: Que tipo de conduta o pessoal falou pra você evitar?

Valkyria: Por exemplo, “caronar” sozinha, usar determinadas roupas, pegar caminhos desertos durante a noite. Essas coisas, situações de risco. Mas com a galera dá pra fazer, eu “caronei”, não foi uma vez só, mas sempre acompanhada! Eu viajei muito com uma colega minha alemã e ficou bem seguro assim.

Felipe: E você tem algum conselho?

Valkyria: Mana, se joga! Se a gente for movida pelo medo, a gente vai ficar presa dentro de casa e não vamos realizar nossos sonhos. A nossa liberdade não deveria nunca ser ferida, mas às vezes ela é, então, para onde quer que você vá, se você escutar os conselhos dos locais e escutar a sua intuição só vai dar tudo certo. A dica que eu dou é:

“Pare de focar no que pode dar errado e foque no que pode dar certo”

Cara, você sempre vai encontrar pessoas maravilhosas no seu caminho que vão te ajudar com boa vontade. Eu, mulher, bem jovem, venho do subúrbio do Rio, viajei pro outro lado do mundo e faria tudo de novo. Aconselho todas a fazerem o mesmo.

Felipe: É importante lembrar do seguro da Worldpackers, que se porventura algo acontecer, te garantimos pelo menos três dias em algum lugar de estadia, para você se arrumar, decidir o que vai fazer e procurar outro hostel. Você precisou do seguro?

Valkyria: Não precisei, mas confesso que esse foi um ponto importante quando decidi viajar pela Worldpackers!

Felipe: Ufa! Que bom que deu certo. Então pessoal, hoje a gente falou com a Valkyria sobre o tema “É seguro viajar pela Worldpackers?”.

Como ela disse, é muito seguro sim. Podem acontecer contratempos, mas se você for precavido, tudo vai dar certo. Muito obrigada Valkyria, a gente deseja a você muito mais experiências como esta!

Valkyria: Muito obrigada vocês!

Felipe: Até a próxima quinta-feira, se você ficou alguma dúvida entre em contato com a gente pela nossa comunidade no Facebook, Instagram ou na nossa plataforma.

Bora viajar! 


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Valkyria

Sou estudante de Relações Internacionais e grande aspirante do universo do turismo. Então, acredi...

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Out 29, 2018


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