Aprendendo espanhol na Europa como voluntária em um hostel


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Nathália

Set 18, 2018

Doing and sharing an alocentric tourism, because I believe that tourism make a better world and alocentric cause is more about others than about me...

Entrevista com Nathalia Mayume: por que fazer um trabalho voluntário e não um curso de idiomas, dia a dia e benefícios como voluntária em um hostel, como voluntariar sem dominar o idioma local, como aprender espanhol na rotina de voluntária, tipos de voluntariado e melhores destinos para aprender espanhol, tempo ideal para desenvolver o idioma.

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Fala galera, eu sou a Mariana, da Worldpackers, e hoje a gente recebe a Natália Mayumi, que é viajante e aprendeu espanhol viajando pela Europa.

Hoje a gente vai falar sobre esse tema:

“Como você pode aprender um novo idioma viajando como voluntário pelo mundo gastando quase nada”

Aprender um novo idioma é uma coisa que todo mundo quer, todo mundo tem interesse de aprender uma nova língua, mas quando a gente coloca isso na ponta do lápis, acaba ficando meio pesado, porque você tem o custo do curso que você vai fazer, seja no Brasil, seja no exterior, o custo da passagem e o custo da acomodação

Acaba tudo saindo muito caro e as pessoas acabamos desistindo. Por isso a gente está aqui com a Natália e ela vai explicar a história dela, como ela finalmente conseguiu aprender o idioma que ela queria sendo voluntária pela Worldpackers, gastando quase nada.

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Natália, muito obrigada pela sua participação aqui com a gente hoje. Me diz uma coisa, como que você foi parar na Europa, quais países você foi primeiro e o que te motivou.

Nathalia: Então, na verdade a ideia começou talvez há um ano, antes de um ano, aí eu fui aprimorando a ideia e ela se tornou assim:

Sair e aprender 3 idiomas:

  • Aprender italiano;
  • Aprender espanhol;
  • Aprender Francês.

Bônus: Aprimorar o inglês.

Então, na verdade, o primeiro país que fui foi a Itália. Disso já tinha certeza, aí eu apliquei para voluntariado na Itália, no qual fui aceita. Fiquei duas semanas lá, foi maravilhoso! Meu italiano começou a se desenvolver, já conseguia me comunicar. Eu falava o básico, mas já estava entendendo bem.

Depois eu não consegui mais nenhum voluntariado porque era inverno, era baixa temporada, o pessoal não estava precisando.

Por esse motivo, acabei vindo parar na Espanha e aí fiz voluntariado de três meses aqui na Espanha, que foi onde meu espanhol deslanchou.

Mariana: Porque você não achou melhor, por exemplo, fazer esses intercâmbios de Language Exchange, para você fazer algum curso, alguma coisa assim, no exterior?

Nathalia: Então, na verdade, eu acho que são muitas coisas. Mas acredito que a principal delas é que eu sou turismóloga de formação e dentro da minha formação eu defendi muito o Turismo solidário.

Solidário é tudo aquilo que é sólido, que é inteiro, no sentido de que quando você se coloca inteiro atuando, você consegue ter muito mais conhecimento, muito mais troca, muito mais vivência.

Tudo isso englobado. Então, o fato era que eu queria viajar, eu queria aprender idiomas e para mim, não fazia sentido nenhum eu pagar um intercâmbio.

Eu já tinha tido no passado uma experiência de intercâmbio e eu não queria repetir. Já estava muito acostumada a fazer trabalho voluntário no Brasil, por esse trabalho que eu tinha de turismo solidário, e eu não me via fazendo turismo de outra maneira, só me via fazendo um turismo que fosse por troca de alguma coisa.

A gente trabalha muito com sentido de você atuar como protagonista para os lugares você viaja, então, eu entendo que quando estou voluntariado, ajudo o espaço. Por mais que seja um espaço privado, ou que seja, eu estou atuando de alguma forma naquele país.

Então acho que a troca é muito mais intensa em todos os sentidos, no intercâmbio que eu tinha feito, que foi um intercâmbio padrão, pagar uma escola, ficar numa casa de família ou morar com amigos e pagar mais barato .

Tive uma experiência ótima. Eu aprendi a falar o idioma, mas eu não tive troca nenhuma com a cultura do local, porque estava sempre com estrangeiros.

Então sobre o local mesmo, aprendi muito pouco. Nesse momento que eu estou vivendo agora é o que me interessa muito, a cultura mesmo, a raiz do local.

Mariana: Inclusive, uma dúvida muito grande da galera é se faz um intercâmbio por alguma agência ou de fato se joga como voluntário, né? Assim, eu acho que o que você falou é a principal dúvida da galera e também é uma coisa que pude vivenciar. A cultura não tem preço, você tá lá, vive com as pessoas que nasceram lá, que sabem todos os lugares para te mostrar.

Eu particularmente acho mais gostoso do que simplesmente se ficasse só com estrangeiros, que também é super bacana, mas eu acho que acaba com o formato de ser um pouco livre, de você escolher o destino que você quer ir, voltar. Montar o seu horário, suas coisas. Eu prefiro do que ter toda a didática de um curso e enfim.

E Nath, começa falando como você descobriu a Worldpackers, e como você falou “Cara, é isso que eu quero fazer, vou confiar nessa plataforma”.

Nathalia: Então, eu já estava muito nessa pegada dos trabalhos voluntários através de turismo solidário e eu sabia que eu queria muito viajar. Eu precisava sair do meu trabalho e precisava fazer outras coisas. Dentro da faculdade eu tinha uma amiga que na época também tava trabalhando comigo no hostel.

A defesa dela da tese era essa nova maneira de viajar através do trabalho voluntariado e ela me passou o nome de umas plataformas.

A primeira que eu entrei foi a Worldpackers. Eu vi que era brasileira e eu falei: é essa!

Acho que nem olhei as outras, porque você entra na plataforma e consegue ver todas opções. O que tem para fazer, onde tem...aí eu já fui me aprofundando. Foi tipo amor à primeira vista.

Mariana: A plataforma ser brasileira fez alguma diferença para você?

Nathalia: Com certeza, eu sendo brasileira podendo optar por um produto brasileiro, foi minha primeira escolha. Também por falar nosso idioma, nossa língua mãe, acho que se precisar de alguma ajuda, fica mais fácil do que uma outra estrangeira, né?

Eu acho que a pessoa também fica mais segura com o suporte sabe, quando eu fui fazer o pagamento e vi que qualquer coisa que acontecer teria suporte, me deixou muito, muito mais tranquila.

Mariana: Legal! E Nath, como que era o seu dia a dia como voluntária? O que você fazia, qual tipo de colaboração e o que você ganhava como benefício?

Nathalia: Eu tive no total três experiências.

1. A primeira foi na Itália e basicamente era cuidar de cachorros. Era super tranquilo, para mim foi como se eu tivesse numa casa de férias que eu ficava com os bichinhos. Tinha todas as refeições inclusas e trabalhava quatro horas. Minha única obrigação do dia mesmo era caminhar com os cachorros durante uma hora

2. Depois cheguei na Espanha, estava no sul, em Málaga. Ali era como se fosse um resort que na verdade o pessoal procura muito para fazer casamento, os ingleses procuram muito. Meu trabalho era manutenção. Principalmente pintura. Eram cinco horas por dia, três dias de folga por semana e foi ótimo. Foi muito legal, mas aí eu sentia um pouco de falta de conviver com outros voluntários.

Eu tinha só a hospedagem, não tinha nenhuma refeição incluída. Mas no primeiro dia a dona do hostel fez compras no mercado, ela pagou tudo, foi tipo um presente para eu poder ficar ali.

3. Por fim, vim parar em Granada, que foi onde eu tive muito contato com a cultura e aprendi mesmo falar espanhol. Quando eu cheguei na Espanha, foi um choque, porque eu entendia o que eles falavam mas eu não conseguia responder porque vinha o italiano na cabeça. Até o português tava difícil. Dizem que Granada é um dos piores lugares para aprender espanhol, porque eles falam muito rápido, muito embolado. Mas o pessoal sempre teve muita paciência e eu fui aprendendo no dia a dia com eles. As primeiras coisas que aprendi além do básico foram as coisas do hostel. Coisas de limpeza, que era a minha função. Lençol, fronha, edredom..tudo. Hoje já consigo me expressar e falo tudo. Eu tinha além da hospedagem, café da manhã, almoço e jantar.

Mariana: E quanto você gasta?

Nathalia: Eu sempre falo que economizo pelo menos 40 euros por dia, porque são quase 20 euros de hospedagem no hostel que eu estou. O quarto mais barato, em super baixa temporada, é cerca de 14 euros. As refeições que eles me dão, café da manhã: 5 euros, almoço: 12 euros e o jantar, mais 15 euros. Ou seja, eu economizo muito.

Mariana: Então, isso é muito doido, né? E você acaba trocando por uma colaboração de trabalho diário que é suave, né? Ou era muito difícil para você?

Nathalia: Para mim é super tranquilo, assim, porque o hostel é super limpo. Eu que estou diariamente limpando, mantendo o local sempre limpo, é muito tranquilo. O acordo é de quatro ou cinco horas por dia, mas eu acabo trabalhando duas ou três horinhas, porque nem tem tanta coisa assim para fazer. Alguns dias sim, claro, a gente trabalha mais.

Olha, eu costumo dizer que nada compra esse tipo de experiência. Não tem valor.

Mariana: Que bacana! Uma viajante como você, que já tem experiência em alguns lugares como voluntária, sabe do que está falando.

Voltando aqui um pouquinho para o espanhol, você queria desenvolver, como você falou lá no início, alguns idiomas e você foi para Espanha justamente para aprender o espanhol. Qual foi o momento que você se deu conta que você estava falando espanhol, que você tinha de fato aprendido?

Nathalia: Eu acho que foi em um mês, um mês e meio. Porque eu cheguei e aí fui me habituando. Como eu falei, Granada é difícil, é bem diferente. Mas depois de ficar realmente muito imersa na cultura e ainda ter contato com alguns voluntários que eram da Argentina, que apesar de que falarem espanhol, são dois idiomas diferentes, então ainda tivesse esse aprendizado. Eles me ajudaram muito também com isso.

Eu acho que o “click’ foi quando eu saí do hostel que eu fiz voluntariado por um tempo e logo depois voltei. Quando eu voltei, eu entendia absolutamente tudo. Aí caiu a ficha. Todo mundo me dizia: “Olha, quando você começar a entender o que o granadense fala, você entende qualquer pessoa do mundo falando espanhol”.

Quando eu fui Madrid, foi tipo: “nossa, eu sei mesmo falar espanhol, as pessoas tão me entendendo”. Às vezes, mesmo preguiçosa para fazer o sotaque e tal, eles me entendiam.

Meta realizada!

Mariana: Qual que era seu nível de espanhol antes de você viajar?

Nathalia: Olha, eu achava que era mais que básico, mas acho que quando eu cheguei, me dei conta que era básico mesmo. Porque eu já tinha feito viagens para Argentina e eu não tinha tido tanta dificuldade em me comunicar lá, me virava. Então acho que eu falava um belo portunhol. A gente, como brasileiro, acha que as línguas se parecem, o português com o espanhol, mas quando você vai escrever ou vai se comunicar com alguém mesmo, nativo, você vê:

“Cara, não tô falando nada com nada”

Quando eu cheguei aqui, nesse voluntariado que o pessoal falava espanhol, mesmo a equipe da limpeza, eles são todos de Granada e não falam inglês. Eu tava em um hostel, né? A gente sabe que a língua oficial dos hostels é inglês, mas eu coloquei na minha cabeça:

“Não vou mais falar inglês, eu não quero mais falar inglês, daqui pra frente só vou falar espanhol.”

E assim foi até que no fim das contas eu tinha aprendido espanhol. Fiquei bem focada, assim, porque querer aprender o idioma mesmo, eu me entreguei. Então todo tempo estava perguntando, aprendi a ser cara de pau também.

“Como é que fala isso, como é que se diz aquilo, como é que é mesmo, repete por favor, estou fazendo certo?”

Mariana: Eu acho que não tem erro, né? Você vivenciar uma cultura mesmo, como a gente falou, não tem erro. Você vai acabar pegando as palavras, se comunicando e quanto mais tempo você vai ficando, mais você vai aperfeiçoando.

Isso já existe há anos, as pessoas fazem isso de passar um tempo em outro país para aprender e assim com essa opção de não pagar caro, economizar e tal, aí é uma forma incrível sim, que dá para aprender mesmo. E Nath, você chegou lá sem dominar o idioma, né? Você acha que seria de alguma forma um empecilho para ser voluntário?

Nathalia: Não, de maneira alguma, muito pelo contrário, sabe. Eu acho que o pessoal aqui tem muita paciência, tem bastante cuidado. Todo o tempo estavam perguntando se estava tudo bem, se precisava de alguma coisa aqui. Como é um hostel e um bar também, normalmente as refeições são servidas direto do restaurante e às vezes tem aquela situação bem incômoda de você ter que ir na cozinha pedir comida. Então, o pessoal tempo todo perguntava se eu queria que eles pedissem a comida para mim.

Claro que muitas vezes dá aquela sensação de “caraca, não tô entendendo o que a pessoa está falando, e agora? Repete por favor?”, mas pelo menos aqui, eles têm muito cuidado de fazer você se sentir em casa, então, estão todo o tempo com muita paciência e eles me ensinaram mesmo.

Mariana: É muito legal, né? Acho que em todas as regiões eles acabam pensando dessa forma, porque você tá recebendo o estrangeiro, né? Tá recebendo alguém que não domina aquela cultura, então realmente as pessoas que passam por esse tipo de experiência, tanto a gente, quanto o anfitrião, eles precisam ser pessoas mais pacientes, enfim, mais compreensivas.

É muito engraçado que o tempo todo eu falo que o nosso jeitinho brasileiro é muito especial, que a gente vai chegando pouco a pouco assim nos lugares e de repente a gente já dominou o coração de todo mundo! E aí é muito gratificante isso, que as pessoas que você tá com aquela vergonha de falar, começam a te olhar nos olhos e já saber o que você quer, e aí começam a te ensinar cada vez mais, sabe?

Nathalia: Isso é muito incrível porque eu acho realmente que nós brasileiros conseguimos absorver um carinho especial das pessoas, eu tenho sentido muito isso.

Mariana: Para galera que quer ter uma experiência assim, de aprender espanhol no exterior, que tipo de voluntariado você indicaria? Você acha melhor que a pessoa fique no hostel ajudando como você, com a limpeza, recepção e tal ou em um projeto social com crianças e idosos, por exemplo? Ou ainda um projeto ecológico?

Nathalia: Eu acho que não tem, depende muito de como a pessoa se coloca no local e do que ela está fazendo, porque eu acho que todas essas maneiras, todos os exemplos que você deu, tem aí a possibilidade de você conseguir aprender o idioma. Eu acho que o importante, se você quer falar, é estar numa área que você consiga se comunicar, né? Por exemplo, quando fiz com pintura eu ficava no quarto sozinha, então não tinha muito contato. Não tinha muita interação. Eu acho que o importante é buscar a interação. 

Aqui no hostel, por exemplo, eu vi que não era para ficar na recepção, era para ajudar a limpar, mas aí eu me deparei com uma equipe de limpeza que a gente conversava a manhã inteira, falando 24 horas por dia, eu tava totalmente imersa.

Estava no quarto compartilhado, então isso também me fez, esse tempo todo, conhecer gente. “Olha, eu tô aprendendo espanhol, pode me ajudar?”. Me colocar, agir dessa maneira, me ajudar, exatamente assim. Depende muito da interação, do quanto você vai conseguir interagir com aquele anfitrião, com os voluntários.

Mariana: Tem algum destino específico que você acha que consegue aprender mais rápido? Por exemplo, Madrid tem muitos estrangeiros, então você vai acabar não conseguindo falar... O quê que você acha?

Nathalia: Olha, eu acho que Madrid tem essa questão do espanhol bem limpo, mais calmo, eu acho que talvez seja mais fácil. Acho que Barcelona, que eles falam muito Catalão e pode ficar um pouco confuso. Eu digo pela minha experiência, assim, eu estou em Granada que é um lugar que tem estrangeiro, mas aqui no hostel por exemplo, acho que a equipe toda quase é de granadinos, tem argentinos, mas mesmo assim ainda falam espanhol. São argentinos que moram há anos na Espanha. 

Eu acho que me ajudou muito estar numa cidade um pouco menor. Em Granada são quase 200 mil habitantes, me ajudou muito porque eu vou no mercado ou em qualquer lugar e é tudo sempre em espanhol, né? Eu sou um tipo de turista que sempre procuro as menores cidades ou lugares mais afastados, até porque eu acredito que sejam culturalmente mais fortes.

Mariana: Qual o tempo ideal, na sua opinião, para aprender a se comunicar em espanhol? Você falou que você aprendeu em duas semanas?

Nathalia: Assim, foi em um mês que eu me dei conta que estava fluindo. Eu acredito um mês é um tempo bom. Você vai aprender, com dois meses você vai estar falando, com três, eu acho que você vai estar totalmente fluente já, porque é uma língua que está muito próxima da nossa. Mas eu acho que depende de cada um também, né? Tem gente que tem mais dificuldade em aprender e tudo isso, mas assim, eu acho que um mês é um tempo bem razoável, é um bom período.

Mariana: E pra galera que está ouvindo a gente aqui, você teria alguma dica para dar para eles? Tem gente que não sabe se vai conseguir, que tem um pouco de vergonha. Acha que tem que se preparar muito...

Nathalia: Sim, o que eu sempre uso para mim é:

Tá com medo? Vai! Se te dá medo é porque é bom. Se não te dá medo, você tá na zona de conforto, então não tá certo, não tá legal.

Eu sou muito tímida também, eu tenho muita vergonha de falar, eu já passei por poucas e boas por não ter falado, sabe? “Podia ter me expressado melhor, podia ter falado, fiquei quieta”.

E claro, eu acho que a internet é uma ferramenta com tantas coisas, sabe? Acho que se você sente que você precisa se preparar um pouquinho para chegar no país, você coloca no YouTube, tem um monte de gente ensinando espanhol, ensinando inglês. Tem aplicativos, né?

Quando eu fui para a Itália, eu falei assim: “vou me virar com meu inglês”. Chegando lá eu aprendo. E aí na Itália quase ninguém falava inglês. Precisava pedir ajudar na rua, pedia em italiano, mas não tinha noção do que as pessoas falavam.

E aí o aplicativo que eu usei na época foi o Babel, que é pago, se eu não me engano eu paguei 13 reais por três meses. É um aplicativo que eu indico porque é fenomenal, me ajudou muito com o italiano. Meu italiano avançou muito por conta desse aplicativo.

Depois, na Espanha, quando eu percebi que podia ficar mais tempo, que tava tranquilo, eu nem usei o app, nem nada. Eu tinha muita dificuldade em fazer o som deles, dos dois erres, né? Um seguido do outro, “RR”, ainda tenho muita dificuldade com isso, eu vi alguns vídeos no YouTube de algumas técnicas para fazer e falando para eles me ajudarem, as vezes sai, as vezes não sai, mas enfim, eu consigo me comunicar e eles entendem. É só uma questão de som, mas eu acho que é isso, acho que a internet tem tudo para você aprender pelo menos o básico.

Mariana: Muito obrigada pelas suas dicas, você deu, assim, dicas valiosas aqui pra galera que tá ouvindo e muito também a fim de encorajar galera, né? É importante ouvir relatos como seu, cara, dá certo, a gente consegue fazer, é possível.

Muitas vezes as pessoas ficam meio com um pé atrás e é legal a gente mostrar que as pessoas conseguem e hoje estão realizando seus sonhos. Não só de aprender um idioma, mas vivenciar uma cultura incrível e ainda gastando pouco.

Nathalia: É um combo na verdade, as pessoas não acreditam que isso é possível. Gente, é totalmente possível. Eu vivenciei isso, vejo a experiência e conheço um monte de gente fazendo a mesma coisa, ou seja, não sou uma única pessoa, sou só mais uma na multidão.

Mariana: Muito obrigada, foi incrível, desejo toda sorte aí, mais descobertas, que você aprenda mais idiomas e a gente se mantém em contato.

Nathalia: Tá ótimo Mari, eu que agradeço, foi um prazer estar com vocês, é um prazer poder fazer parte dessa plataforma. Eu sou apaixonada por vocês, porque vocês fazem uma coisa que para a gente é fenomenal, né? Facilitaram muito a nossa vida de viajante, de tudo, estão abrindo portas para uma galera muito grande e eu acho que essa forma de fazer turismo é especial, é muito importante, eu acredito muito nisso. Eu acredito que são os pilares que a gente consegue transformar e mudar o mundo, sabe?

Porque eu acho que através de conhecer outros lugares, outras pessoas e estar imerso numa cultura, a gente aprende a respeitar. Tem muito a ver com paz, com amor. Então, gratidão imensa por vocês existirem e muito obrigada gente.

Mariana: Ai que linda, muito obrigada Nathalia, feliz com isso que você está falando! Um beijo!

E aí galera, a gente pegou as dicas hoje aqui com a Nathalia Mayumi. Ela conseguiu aprender um novo idioma, o espanhol, voluntariando pela Worldpackers na Espanha, que é demais.

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Estamos aqui preparados para te responder.

Bora viajar! 


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Nathália

Set 18, 2018

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