Como transformei minha viagem em um novo projeto de vida


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Carolina

Nomadic traveler, love worker! Sharing my experiences to inspire people to live the life they lo...

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Out 22, 2018

Motivação pré viagem, atividades e benefícios como voluntária, empoderamento de projetos pessoais, autoconhecimento, transformação pessoal e um novo projeto de vida.

Brazil Podcast em:
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Olá Viajantes, sejam muito bem-vindos à Worldpackers, eu sou a Mariana Paranhos e estou aqui hoje com a Carol Cruz, nossa convidada Expert para este Podcast. O papo de hoje vai ser sobre o tema:

“Existe vida pós-worldpackers?”

Isso é uma coisa que todo mundo se pergunta, né?

  • O que acontece depois de passar um tempo fora e voltar para casa?
  • Será que eu vou conseguir trabalhar de novo?
  • Como será que eu vou ser?

Então fique aqui com a gente que vamos falar sobre essa experiência da Carol e como que ela pode te moldar e te fazer uma pessoa diferente.

Carol, muito obrigada pela sua participação com a gente aqui hoje, eu queria que você começasse contando para a gente como e por que você resolveu passar estes três meses fora de casa.

Carol Cruz: Obrigada vocês pela oportunidade de poder colaborar com um projeto tão incrível que é a Worldpackers e que inspira tantas pessoas.

Eu era publicitária, mas decidi abandonar a carreira depois de 5 anos trabalhando como publicitária e decidi estudar inglês na Europa. Eu fiquei dois anos morando na Europa, até que meu visto expirou e eu tive que obrigatoriamente voltar para o Brasil.

Quando eu voltei para o Brasil tudo foi incrível, né? Revi minha família, meus amigos, meus cachorros. Depois de um tempo eu percebi que tudo estava exatamente igual a dois anos atrás e que eu tinha mudado muito, que eu não pertencia mais aquela vida.

Só que eu estava muito sem dinheiro e muito perdida também, já que eu não sabia o que eu podia fazer naquele momento e não queria voltar a trabalhar com publicidade.

Lembrei que alguns amigos tinham comentado sobre a Worldpackers e instalei o aplicativo no celular. Isso foi em junho de 2017.

Mari: E quando que você foi para a Irlanda, passar os dois anos?

Carol Cruz: Eu fui para a Irlanda em 2014 e voltei para o Brasil no final de 2016.

Já estava há seis meses no Brasil, sem saber o que fazer da vida, trabalhando em emprego randômicos, até que eu instalei o aplicativo e comecei a ver as opções que mais se encaixavam com que eu queria experienciar na época e também na minha condição do momento, que eu estava super sem grana. Eu queria uma experiência que fosse no Brasil, que tivesse as três refeições e que fosse um projeto que impactasse o mundo de maneira positiva.

Então encontrei o “match” perfeito, que é um hostel e um projeto de empoderamento pessoal lá na Barra da Lagoa, em Florianópolis, o Rosemary Dream. Eu apliquei para vaga, fui selecionada e fui. Foi mais ou menos isso.

Mari: Só para dar um “overview” aqui, para o pessoal que está escutando, através do aplicativo ou do nosso site, você aplica para uma vaga que achou que tem a ver com a sua experiência ou com algo que queira aprender e depois de ser aceito, em troca disso, você recebe acomodação gratuita e algumas refeições. Tem lugares que te dão três refeições em troca e lugares que só te dão uma e outros benefícios.

Uma das perguntas da galera é como rola o trabalho e como vai receber dinheiro. O nosso propósito mesmo é justamente essa troca.

E aí Carol, você foi aceita neste hostel em Florianópolis. O que você fazia lá? Qual era o seu dia a dia, como que você trabalhava?

Carol Cruz: Então, quando eu apliquei, como eu tinha desistido da minha carreira de publicitária, eu apliquei para trabalhar como recepcionista. Mas eles me responderam falando que a vaga de recepcionista já tinha sido preenchida, mas que eles tinham uma vaga no departamento de marketing.

Eu pensei: “Será que é meu destino? Trabalhar com marketing? Será que está correndo atrás de mim? Talvez seja destino, vou aplicar!".

Já tinha gostado muito do perfil do lugar e queria muito participar, queria muito ser worldpacker lá e então apliquei para vaga e fui aceita para trabalhar no departamento de marketing.

Quando eu cheguei lá, eu trabalhava com marketing dando todo o suporte para uma equipe que já estava montada, para espalhar a mágica do Rosemary “Around the World”, criando estratégias para divulgar um espaço. Além disso, como era uma comunidade, a gente fazia muitas coisas juntos. A gente limpava, cozinhava, trabalhava na horta, organizava, construía, fazíamos várias coisas, também tive muito a oportunidade de me envolver nas atividades que eles promoviam como yoga, meditação, workshops de conexão e sustentabilidade. É um projeto sustentável.

Eu acho que o mais importante que eu fiz lá foi a conexão com as pessoas. Por ser uma comunidade internacional, eu me conectei com pessoas do mundo todo, o que abriu muito a minha mente para muitas coisas. Então acho que o mais importante foi essa troca, esse incentivo, essa parceria que eu tive nesse tempo que passei com todas essas pessoas.

Mari: Legal, você falou que é uma comunidade internacional. Você sabe quantas unidades são ao redor do mundo?

Carol Cruz: Então, agora, só no Brasil, em Florianópolis. Mas eles tem projeto de estender pro mundo todo. Mas é um projeto.

Mari: Carol, o que chamou mais atenção para você escolher este anfitrião? Além dos benefícios das refeições, como você sentiu que deveria ir para lá?

Carol Cruz: Quando eu abri o aplicativo, selecionei “Brasil + Projeto Sustentável + Três refeições” e apareceram algumas opções para mim. A foto de perfil deles era uma foto incrível na natureza, a descrição também era incrível. Falava que todo mundo poderia viver a vida que sonha e que a gente pode se transformar numa versão melhor e mais autêntica de nós mesmos. Naquele momento que eu tava perdida que eu não sabia o que fazer, não queria mais trabalhar com publicidade, falei: “Nossa, é isso que eu preciso! Eu quero me transformar em uma pessoa melhor e também viver uma coisa totalmente diferente de tudo que eu tinha vivido, sair totalmente da minha zona de conforto, vivendo em um lugar próximo à natureza e com pessoas totalmente diferentes, que acreditam em coisas totalmente diferentes”.

Aquilo tudo fez meus olhos brilharem e pensar em um novo projeto de vida, foi o por que eu apliquei.

Mari: Demais! Muito legal essa experiência, né? Que vai além da proposta de um hostel, busca o autoconhecimento, realizações internas, enfim, muito incrível. Eu não conhecia, estou conhecendo agora, com você falando.

Carol, você tinha data para voltar para sua casa em São Paulo?

Carol Cruz: Eu tinha data pra voltar. Eu estabeleci que ficaria lá três meses porque no final do ano eu precisava estar em São Paulo, já que estava trabalhando no processo da minha cidadania italiana. Então eu fiquei de Junho a Novembro. Meu contrato com eles acabou e eles ofereceram para eu ficar mais tempo. Por questões da documentação eu voltei para São Paulo, com coração partido porque não queria deixar o projeto.

Mari: Por que e para que você estava tirando a sua cidadania italiana?

Carol Cruz: Eu acho que às vezes é um pouco difícil viajar em alguns países que restringem a quantidade de tempo que você pode ficar em um lugar. Com a cidadania, infelizmente, já que não tinha que ser a partir de um documento que somos livres para ir e vir, acho que torna um pouquinho mais fácil para eu me locomover no mundo. Acho que a cidadania é uma forma de viajar com menos restrições.

Mari: Infelizmente né, mas é uma coisa que acaba permitindo a gente ficar mais tempo e ir atrás das coisas que a gente quer vivenciar lá fora.

E aí, você voltou para o Brasil, foi atrás da cidadania, resolver suas coisas. Mas você buscou trabalhar, estudar ou participar de algum projeto?

Carol Cruz: Eu foquei 100% do meu tempo na minha cidadania, porque era um processo muito complicado e eu fiz tudo por conta própria, sem ajuda de ninguém. Então eu fiquei no Brasil mais três meses e depois vim para Itália para finalizar o processo. Aqui na Itália eu comecei a estruturar meu projeto, um projeto que começou dentro do Rosemary!

Mari: Como a viagem, esse tempo trabalhando como voluntária na Worldpackers, contribuiu para te fazer uma pessoa e uma profissional melhor?

Carol Cruz: Eu acho que o projeto em si, por ser um projeto sustentável que tem como objetivo ajudar o mundo a ser melhor, eu acredito que eu me tornei mais consciente sobre mim e sobre o mundo.

Acho que entendi muito mais que é possível sim viver a vida que a gente ama e que existem outras formas de vida alternativa fora dessa que a gente está acostumada. Eu trabalho com ações para contribuir para a sustentabilidade, projetos de reciclagem, evitando desperdícios, então acho que me abriu os olhos para um mundo totalmente diferente do que eu tava acostumada.


Carol Cruz em Florianópolis 

Mari: Teve alguma coisa que você se arrependeu durante a viagem?

Carol Cruz: Eu acho que quando eu estava lá, sentia muito medo. Medo de ser julgada porque o projeto era muito incrível e todas as pessoas que estavam lá eram pessoas muito inspiradoras. Eu não achava que era suficiente. Muitas vezes deixava de expor minhas próprias ideias ou defender alguma coisa que eu acreditava. Acho que esse é um arrependimento, porque deveria ter acreditado muito mais em mim, principalmente por ser um lugar onde eles não julgam. Principalmente por ser um projeto em meio à natureza, aprendi muito com a natureza.

Mari: Eu também fui worldpacker, eu fiquei 3 meses na Holanda e isso é uma coisa que eu acho que bate não só em mim, em você, mas em todos os viajantes. Um pouco do medo né? Como agir, como falar, o que fazer...a gente fica com medo do novo e acaba se inibindo, né? Mas acredito muito que faz parte de um processo necessário para a gente aprender alguma coisa, tirar proveito daquilo.

Em uma outra oportunidade dessa, na Worldpackers, fazendo algum tipo de voluntariado, com certeza eu vou ser outra Mariana. Tudo tem seu tempo.

Carol Cruz: Exatamente, é isso mesmo!

Mari: Quais são seus planos agora? Onde você está, fazendo o quê?

Carol Cruz: Eu decidi continuar morando na Itália, aprender italiano e focar nos meus projetos pessoais. Ficar perto da natureza, ter uma vida simples e viajar. Quando você sai da sua zona de conforto e vê um mundo de possibilidades em um novo projeto de vida, que você vai sobreviver, que tudo vai dar certo, você não quer parar de sentir mais todas as sensações e emoções de viajar.

Mari: Demais! Conta pra gente um pouco desse projeto pessoal!

Carol Cruz: Dentro do Rosemary, a coisa que a gente mais acreditava era fazer as coisas com amor, então ele é o mais importante, o que conecta tudo e todos. Eu me conectei com muitas pessoas incríveis lá dentro. Fotógrafos maravilhosos, psicólogos, todos com o objetivo de ajudar pessoas para elas também serem mais felizes e mais autênticas. No meu projeto eu vou:

  • Viajar o mundo;
  • Conhecer pessoas;
  • Escrever sobre o amor.

“Como o amor nos conecta com todas as pessoas”. O amor é universal, é uma história de uma mãe com filhos, de amigos, de um desconhecido que você conheceu e que o seu sorriso mudou o destino da sua vida.

Mari: Quando tiver tudo funcionando, manda para a gente, vai ser um prazer compartilhar isso com outras pessoas!

Carol Cruz: Obrigada vocês!

Mari: Carol, para finalizar, eu queria que você definisse como você é hoje, depois da Worldpackers.

Carol Cruz: Eu me tornei uma pessoa muito mais confiante. Eu não acreditava no meu potencial criativo, de construir, de criar coisas. Tinha muito medo, como eu falei, de ser julgada e do que as pessoas iam pensar. Viajar abre nossa mente. A gente conhece tantas pessoas diferentes da gente, passa por tantas situações inimagináveis, que isso nos transforma e nos transforma de uma maneira muito positiva. Se a gente acredita que vai dar certo, vai dar certo, porque a vida retribui tudo. A gente acaba conhecendo pessoas incríveis, em lugares incríveis, sentindo sensações incríveis. Sou muito mais feliz.

Mari: Acho que o recado que você tá trazendo hoje, aqui para mim e para quem tá ouvindo, é uma desconstrução. A gente nasce e vai crescendo de acordo com o que a sociedade vai colocando para a gente, as regras que a gente precisa seguir, profissão, os estudos. Chega um momento que você fala: “Mas espera, eu sou uma coisa além disso, né? Eu quero fazer outras coisas, eu acredito em outras coisas”.

Quando você viaja, quando você se abre para uma nova possibilidade, você sai da sua zona de conforto e acaba conhecendo outras pessoas. Por necessidade você precisa se virar, falar e se jogar no mundo. Você abre sua cabeça e, consequentemente, você vai pensar de uma outra forma e vai te encorajar para alguma coisa que estava ali dentro de você e nunca olhou com carinho por estar seguindo o fluxo “natural”.

Hoje é dia 25 de julho e no calendário Maia é o dia “fora do tempo”, do calendário dos Maias. Esse dia não existe no calendário e pode ser usado para você refletir, perdoar e fazer essa limpeza para o novo ano, no dia 26. Coincidência ou não, mais uma forma que o mundo mostra como as coisas se encaixam. A gente precisa confiar, confia que as coisas boas vão acontecendo exatamente a gente deixa nas mãos da vida e tudo acontece perfeitamente.

Carol, muito obrigada pela sua participação com a gente aqui hoje! Viajantes, vocês que estão ouvindo o nosso podcast, acreditem, confiem. A Carol contou aqui suas experiências para gente e como foi passar um tempo fora. Como ela disse, isso acabou encorajando ela nos projetos pessoais da vida dela e como que hoje ela é uma nova pessoa.

Carol Cruz: Muito obrigada a vocês, é muito bom compartilhar a experiência, eu não tenho palavras. É muito incrível!

Mari: Até nosso próximo podcast! Nos acompanhe nos canais que preferir, a gente está no SoundCloud, no iTunes, no Stitcher, Anchor e Speacker. 

Ficou alguma dúvida? Entre em contato com a gente por inbox na nossa comunidade no Facebook ou na nossa plataforma, Instagram, como você preferir. A gente está aqui para te ajudar a realizar a melhor experiência da sua vida! Até mais!


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Out 22, 2018


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