Como aprender inglês sendo voluntária

Aprenda em poucos passos como aprender inglês fazendo trabalho voluntário com as dicas da Aline, que desenvolveu o idioma sendo worldpacker em Malta.


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Aline Fernanda

Travel blogger - www.clicknaviagem.com.br | Writer | Explorer | Photographer | Nature Lover

Nov 10, 2018

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Grande parte da galera que tem procurado voluntariado atualmente está interessada em conhecer uma nova cultura, viver a cultura local, compartilhar experiências e também desenvolver novas habilidades. E de todas as habilidades, aprender inglês é a que mais se destaca no topo da busca.

Com esse objetivo, viajantes do mundo todo se deslocam para países que oferecem uma boa estrutura educacional, buscando conciliar uma atividade local com o desenvolvimento do idioma - seja em uma escola de idiomas ou simplesmente estar em contato com pessoas que falam a língua.

Compartilhando meu relato, espero mostrar para você como aprender inglês como voluntário contando um pouco da minha experiência viajando.

Aprender inglês na Europa

No final de 2016, tomei a decisão de passar alguns meses fora do país para conhecer novas culturas e fazer um intercâmbio de estudo com o objetivo de melhorar meu nível de inglês.

Pesquisei vários destinos, conversei com amigos, fui até agências de viagem. Enfim, um pouco de tudo!

No entanto, não estava muito satisfeita com o que encontrava, principalmente porque os valores ultrapassavam meu orçamento. Além disso, eu estava buscando ir para algum lugar em que pudesse ficar em contato com a natureza, fazer trilhas e curtir o mar. Coisas que eu não abro mão nas minhas viagens!

Encontre um destino para aprender inglês e ser voluntária

Certo dia, pesquisando sobre destinos que estavam em alta para estudar inglês, acabei encontrando... Malta! Uma ilha paradisíaca que me chamou a atenção logo de cara, pois se encaixava perfeitamente no que eu estava procurando.

Conforme pesquisava mais sobre o lugar, descobri que Malta vem sendo muito procurada por estudantes de inglês de todo o mundo. Principalmente devido a oferta de cursos no país que, aliada a outros atrativos que a ilha proporciona (como as belas paisagens naturais, a cultura incrível, gastronomia e a proximidade com outros países super turísticos), tem atraído mais e mais pessoas para a ilha a cada ano, movimentando a economia local e tornando-a uma referência para esse tipo de viagem.

Aprender inglês em Malta

Busque alternativas para reduzir suas despesas

Após escolher o destino veio a segunda questão: os gastos!

Para uma brasileira que estava pensando em largar o emprego, pagar em Euro parecia um pouco assustador, mas não desisti e comecei a procurar por alternativas para diminuir minhas despesas.

Foi então que descobri a Worldpackers, onde tive a sorte de encontrar oportunidades incríveis de voluntariado na ilha.

Buscando no site, logo me deparei com um hostel, gostei da proposta e apliquei à uma das vagas abertas. Em poucos dias, o anfitrião aceitou minha solicitação e começamos um longo bate papo até que tudo se encaixou e a minha viagem foi confirmada!

Minha experiência trabalhando como voluntária no hostel

Existem muitos destinos interessantes e oportunidades variadas de voluntariado, mas as vagas em hostels são as mais visadas.

Os hostels geralmente exigem um nível básico ou intermediário de inglês, além de oferecerem a oportunidade de convívio compartilhado, fazendo com que o objetivo de desenvolver algumas habilidades específicas (como aprender inglês!) seja mais alcançável. Afinal, é uma forma de encontrar e conviver com pessoas do mundo todo e praticar o idioma facilmente no seu dia-a-dia.

Hostels são como segundo lar para os mochileiros de plantão, seja pelo custo-benefício, ou simplesmente por ser um lugar onde é possível conhecer pessoas que gostam de fazer amigos e compartilhar experiências. Eu mesma fiz muitos amigos em hostels e, mesmo morando em outros estados ou países diferentes, continuamos em contato, trocando informações e se encontrando durante nossas viagens.

Outra coisa ajuda bastante nesse convívio: as pessoas que se hospedam em hostels têm praticamente o mesmo perfil, em sua maioria viajantes que não estão preocupados com muito luxo, não têm uma rotina e não se importam em dividir todos os espaços com outras pessoas. 

Amigos que fiz durante minha experiência para aprender inglês 

Para você que busca melhorar seu inglês trabalhando ou voluntariando em um hostel, já saiba que qualquer conversa por lá já começa com a pergunta: “Where are you from?”. Daí pra frente, prepara-se para ouvir e falar sobre todas as experiências da vida, em inglês!

Para te ajudar ainda mais a se desenvolver, ser voluntário em um hostel é uma chance única de ganhar conhecimento em diversas áreas, pois você acaba se tornando uma referência e, muitas vezes, o grande intermediário entre a administração e o hóspede.

Aliás, essa é a grande oportunidade para superar aquele “medo” de falar inglês, aprender novas palavras, melhorar a pronúncia e o entendimento.

Ah, encontrar pessoas da mesma nacionalidade que você é normal e isso vai acontecer em qualquer lugar do mundo. O importante é como cada pessoa se coloca diante dessa situação para desenvolver mais ou menos as suas habilidades.

Também é legal que o voluntário conheça um pouco a região onde o hostel está, podendo assim auxiliar os hóspedes e, quem sabe (enquanto não estiver trabalhando), ficar à disposição para levar um grupo para passear e conhecer a cidade.

Ir para uma festa ou conhecer um bar com amigos que conheceu no lugar, fazer compras no supermercado com eles, etc. As oportunidade para você praticar seu inglês não faltam!

Pôr do sol 

Conciliando o trabalho voluntário com um curso de inglês

Como disse anteriormente, minha intenção principal era estudar inglês no modo tradicional, passando horas na sala de aula. Porém, após conseguir o voluntariado, repensei e avaliei melhor quais áreas eu queria desenvolver, concluindo que era a conversação.

Assim que notei isso, comecei uma nova busca, agora por uma escola que oferecesse um curso apenas de conversação. Para a minha sorte, encontrei uma que ficava a 5 minutos do hostel!

Algo que me ajudou bastante foi, desde o início da conversa com o anfitrião, deixarmos claro nossos objetivos e sanarmos grande parte das dúvidas.

Quando cheguei em Malta, já estávamos alinhados e ele foi bem flexível em relação aos horários de trabalho para que eu pudesse estudar e conhecer a ilha. Eu trabalhava de manhã ou a noite e estudava durante uma hora e meia ao dia no período da tarde.

Outros voluntários que estudavam no período matutino ou vespertino, em curso intensivo, também conseguiam conciliar, trabalhando em turnos contrários. A programação de trabalho semanal era enviada todo o domingo de tarde, então conseguíamos planejar a semana numa boa.

No caso do voluntário ter interesse em visitar outro país, o anfitrião também ajustava a programação. Eu consegui ir para a Itália e Grécia no período que estava lá e cheguei a ter 6 dias de folga consecutivos.

Aprender inglês em projetos sociais 

Assim foi a minha experiência em Malta, onde passei três meses trabalhando, curtindo e aprendendo inglês!

Ao voltar, pude perceber o quanto havia me desenvolvido. Eu já havia estudado inglês no Brasil durante muitos anos. Inclusive, utilizava o idioma no meu dia-a-dia, fazendo traduções, através de leitura e escrita, porém praticava pouco a conversação.

Ao me deparar com os diversos sotaques consegui melhorar muito o entendimento, bem como a conversação. Minhas expectativas foram superadas, pois consegui conciliar estudo, voluntariado, lazer e ainda encontrei uma família que me acolheu com muito carinho.

Apesar de ter falado muito do intercâmbio de trabalho (especificamente em hostels), também gostaria de deixar outra dica que é o intercâmbio social. A Worldpackers oferece muitas oportunidades nessa área no mundo todo e entendo que o aprendizado pode ser ainda maior, considerando que aborda assuntos delicados.

Já atuei em projetos sociais e realizei trabalhos voluntários dentro e fora do Brasil, e posso afirmar que essas experiências fizeram com que eu enxergasse o mundo com outros olhos. Trata-se de um crescimento pessoal que só quem vive a experiência consegue descrever.

Nesse vídeo a Ana deu algumas dicas para aproveitar ao máximo sua experiência: 



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Aline Fernanda

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Nov 10, 2018


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