Intercâmbio da Nova Zelândia: dois meses que valeram por um ano

Tive a oportunidade de voluntariar na Nova Zelândia e me encantei. O nível de imersão cultural de um intercâmbio de trabalho é absurdo! Nos dois meses que fiquei no país aprendi muito mais do que aprenderia em um ano numa sala de aula ou em uma viagem convencional.


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Valkyria

Sou estudante de Relações Internacionais e grande aspirante do universo do turismo. Então, acredi...

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Ago 28, 2018

1. Início da história

Eu sempre amei tudo relacionado a viagens e, por ter uma condição financeira das mais abastadas, preciso sempre buscar alternativas que tornem possível que eu cair na estrada com um orçamento limitado.

Esse contexto que me vejo inserida acabou sendo extremamente benéfico para mim, pois pude conhecer um outro mundo dentro do universo das viagens: o das viagens low-cost.

Nesse mundo, a modalidade de intercâmbio de trabalho foi a que mais me chamou a atenção. A ideia de poder trocar minhas habilidades por acomodação e mais alguns benefícios soou perfeita, pois, além de reduzir drasticamente meus gastos, me possibilitaria viver um pouco na pele de um trabalhador local.



2. Características que tornam a Nova Zelândia única

A Nova Zelândia é um país incrível! Além de ser linda, naturalmente falando, os seus habitantes também encantam. O aspecto que mais me chamou a atenção foi a diversidade cultural presente no país. Pessoas de todos os cantos do mundo vivem juntas, intercambiando seus costumes e tradições. Estar em contato com culturas tão diferentes e tão vivas dentro de um mesmo país foi inesquecível.

O diferencial do país é que, apesar de tão diferentes uns dos outros, os seus habitantes têm algo em comum: eles são extremamente receptivos e amigáveis! Minha experiência worldpacker na Terra Média do Pacífico visou desenvolver meu inglês e, com toda certeza, eu indico fortemente o país para quem tem o mesmo foco.

Os locais fazem qualquer um se sentir em casa e farão questão de trocar experiências, histórias e ideias com qualquer um que cruzar o caminho deles. Afinal, parece que a Nova Zelândia é indicada para todos!

Como eu disse anteriormente, a diversidade cultural no país é absurda. Ser uma worldpacker me proporcionou estar em contato com um staff inesquecível formado por indianos, argentinos, vietnamitas, japoneses, coreanos, estadunidenses, argentinos, alemães, australianos e, claro, kiwis. Além de ter encontrado desde italianos à árabes e malaios hospedados no hostel.

Todos, independentemente do motivo de estarem alí, sempre ficavam felizes em trocar uma ideia e passar um tempo juntos. Foi incrível poder ouvir diversos pontos de vista sobre diversas coisas e trocar receitas e pratos típicos de diferentes origens.

Um dois maiores choques culturais, para mim, foi o fato dos kiwis andarem descalços nas ruas, apesar de já saber desse costume antes de embarcar nessa aventura. Além disso, foi interessante perceber a existência de diversos subgrupos, culturalmente divididos dentro da sociedade neozelandesa. Os imigrantes e seus descendentes mantêm a cultura de seus países viva entre si, muitas vezes vivendo como viviam em seus países de origem.

3. Experiências que marcaram

Sem dúvidas viajar com um budget reduzido sempre rende muitas histórias. Os viajantes dessa modalidade precisam estar mais abertos ao que a estrada tem para oferecer, conhecendo, assim, pessoas incríveis e únicas e fazendo coisas um tanto... bizarras.

Eu diria que as experiências mais marcantes dessa viagem foram os passeios que fiz acompanhada de outros viajantes insanos no meu tempo livre. Como sair às 17h de uma cidade em direção à outra, que ficava a quase 150 quilômetros de distância, levando apenas uma mochilinha de ataque e uma boa companhia para ir pedindo carona até nosso destino para passar o fim de semana. Foram quase 10 carros, 10 histórias, 10 momentos únicos.

Coisas como ficar em casas de hosts do couchsurfing ao longo da ilha norte, como fazer aquela caixinha de risoto instantâneo render por dois dias e se alegrar quando os hóspedes do hostel deixavam comida para trás. 

A verdade é que tudo que se vive em uma viagem de baixo custo se trata de uma experiência marcante, positiva e de um perrengue, tudo ao mesmo tempo.



4. O que eu aprendi

Como eu já havia dito, meu foco principal com toda essa história de intercâmbio de trabalho foi desenvolver meu inglês. E, claro, eu o fiz. Mas, além disso, essa foi a primeira experiência de trabalho formal que eu tive.

Nela eu desenvolvi, principalmente, o trabalho em equipe e a capacidade de lidar com as pessoas nas mais diversas situações. Sair da minha zona de conforto me forçou a exercitar a responsabilidade, a cautela, a coragem e, claro, a cara de pau.

Sem sombra de dúvidas, o intercâmbio de trabalho é um must-do para qualquer um que quiser abrir os horizontes e se desenvolver pessoalmente. 

É um tipo de vivência que te prepara para o mercado de trabalho e para a vida, pois, você levará consigo outras realidades de trabalho e práticas, podendo, não apenas buscar o que é melhor para si mesmo, mas também compartilhar seus conhecimentos e experiências para buscar o que é melhor para o nosso Brasilzão!



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Valkyria

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Ago 28, 2018


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