mulher aproveitando o momento no mar

Eu era empresária em Porto Alegre, minha terra natal. Uma vida tranquila, em um apartamento confortável em um bairro boêmio da cidade. Cheia de amigos com quem dividia meus dias e noites entre bares, jantares e baladas. Levava uma vida boa, tranquila e estável.

Até que um belo dia resolvi mudar. Sentia que precisava ir atrás de algo mais, interno e externo, que naquele meu conforto, tinha certeza que não iria encontrar.

Já tinha conhecido alguns lugares do mundo e, desde que me conheço por gente, amo viajar. Sempre que lia as experiências de quem teve coragem de trocar uma vida estável pela estrada, achava admirável, mas que aquilo não era pra mim. Até que tudo mudou.

O primeiro sintoma é o vazio.

Esses dias revia o filme ‘comer rezar e amar’ e em um determinado momento a personagem principal disse que um belo dia, ao acordar, não sentiu nada. Nem paixão, nem entusiasmo, nem fé ou emoção. Nada. Um vazio, e uma necessidade de achar algo que fizesse sentido e fizesse sentir.

Pois foi exatamente assim. Não me recordo do dia exato, mas a menos de um ano atrás comecei a sentir que precisava achar um sentido maior para minha existência. Precisava me sentir colaborando mais com o mundo – que sempre me deu tanto. Precisava achar um propósito. 

Ah, e como essa palavra vem ganhando força na minha vida depois disso.

1. Por onde começar?

Eu optei por começar me conhecendo. Fazendo terapia, yoga, meditação. Tentando me entender. No começo não foi fácil não. Ao mesmo tempo que eu queria mudar, algo dentro de mim dizia: - sério? Tá tão boa essa vidinha tranquila que você batalhou tanto pra ter.

Só que chega um ponto, dentro dessa insatisfação toda, que a tristeza toma conta se você não tomar uma atitude. Então eu comecei a pensar, planejar, sonhar acordada.

Nesse momento de dúvida, se for difícil de você saber o que você quer, comece por listar o que você não quer.

2. A hora de mudar

Mudar não é fácil. Mudar assusta. Mudar requer muita coragem. Coragem essa que eu nem sabia que tinha. Por meses fiquei me questionando e questionando o meu sentir. Até que não restou dúvida e eu tracei o meu plano.

A partir daí, eu que acredito no poder do universo, deixei tudo fluir. Comecei a focar nas coisas que me faziam feliz e aos poucos tudo começou a se encaminhar.

Organizei as questões legais das empresas, vendi tudo que tinha no meu apartamento e parti. Fiquei três meses na Itália, até decidir que queria ver ainda mais. Busquei muita informação e optei por ser voluntária na Ásia, a começar por Bangkok, onde estou trabalhando na recepção de um hostel.

3. O que eu ganhei até agora?

Fora toda a troca que o trabalho em um hostel proporciona, como conhecer um lugar novo sem ter os gastos tradicionais com estadia, melhorar o inglês e provar de uma cultura nova, o que mais me tem feito feliz é conhecer pessoas.

O meu propósito tem sido esse, encarar cada novo amigo como um professor. Tentar trocar. Tentar aprender. Tentar sentir, com empatia, cada nova visão de mundo.

Principalmente, toda essa experiência está me ensinando a aproveitar tudo ao máximo, pelo tempo que durar. Sem compromissos, sem promessas, sem segurança. Mas com uma troca genuína, com carinho sincero e com o coração aberto pra dar e receber amor, por onde eu for.

Nesse vídeo a Gil Caresia dá algumas dicas de países não convencionais para viajar sozinha:

E se eu estou feliz com todas essas mudanças? Mais do que isso. Se alguém me perguntasse agora onde eu gostaria de estar, sem pestanejar poderia responder: onde eu estou.



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Ticianne

Traveling the world and collecting moments. The trip is much more than knowing places, it is also...

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Out 08, 2018


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