worldpacker

Fiz uma viagem como worldpacker durante 10 meses pelo Nordeste e, quando tive um tempinho, fiz alguns trabalhos como designer freelancer.

Sempre que contava isso a alguém, escutava frases como:

“Mas eu não tenho um talento como o seu, então não conseguiria ser worldpacker!”, ou “Não tenho um computador, então não consigo fazer esse trabalho!” “Preciso de muito dinheiro para viajar, então vou trabalhar mais um pouco nessa empresa. Um dia, se der, eu viajo!”

Essas são algumas das "desculpinhas" que arranjamos para não ir e talvez façamos isso porque o desconhecido nos dá um pouco de medo mesmo. Depois de estar no mundo, você vê que não tem nada de muito misterioso.

Além de ganhar bastante coisa ao estar fora da zona de conforto, também se conhece muito mais!

1. Todos temos uma história. Mostre-a para o mundo

Eu sempre gostei muito de desenhar. Cresci vendo meus pais desenharem e trabalharem em casa fazendo livros, revistas e móveis! Aquilo fazia parte da minha infância.

Adulta, trabalhei atendendo clientes em lojas e mais tarde escolhi ser designer gráfica e de produto. Era como se eu tivesse feito aquilo a vida toda. Não tinha como eu ter escolhido outra profissão!

Também amava viajar. Sempre viajei muito com a minha família e lembrava da ótima sensação de colocar as malas no carro e partir!

Existem momentos na sua história que fizeram você ser quem é hoje.

Resgatar isso vai te ajudar a se conhecer melhor e pensar no que você pode fazer com suas habilidades.

Dica: Você pode contar sua história em blogs, vlogs e usar as redes sociais para ajudar muitas pessoas que estão passando pelo que você já passou e, além disso, ganhar uma graninha extra enquanto viaja.

2. Seus dons, talentos e habilidades são únicos e valem muito

Saí da empresa em que trabalhava há quase um ano como designer. Fiquei sem a estabilidade do salário fixo, mas descobri que tinha mais tempo  para fazer o que gostava.

Mas eu queria viajar!

Comecei a pensar sobre o que eu fazia muito bem e fui no site da Worldpackers escolher uma função em que eu tivesse conhecimento e que não fosse um desafio tão grande.

Escolhi uma vaga na área em um hostel em Recife. Isso eu sabia fazer de olhos fechados e ainda de frente para o mar, maravilha!

Trabalhei quase dois meses como designer para o Hostel Piratas da Praia, em Recife, fazendo cartões, posters para os eventos do hostel, folhetos, fotos, vídeos e etc.

Nas horas vagas fazia meus freelas de design e também organizava eventos no hostel. Afinal, tinha esquecido que eu também amava festas e aquilo era muito fácil de fazer.

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3. Misture tudo o que você faz de melhor e coloque em prática

Muitos worldpackers que conheci, nas suas horas livres, trabalhavam em bares e restaurantes, como garçom ou barman, como guias de turismo, vendedores de passeio, fotógrafos de passeios e no hostel e assim conseguiam juntar uma graninha.

Existem diversas profissões cuja função também pode ser feita online e assim você consegue viajar e trabalhar ao mesmo tempo.

Claro que, quando vivemos essa vida, temos que ser muito organizados e responsáveis pelo serviço prestado, mas posso dizer que dá certo.

É também muito importante conversar com o anfitrião sobre seus planos de trabalhar além do voluntariado, para que ele fique ciente da sua disponibilidade e assim possa organizar os horários de turnos da melhor forma para os dois lados.

Deixo aqui umas dicas do que você pode fazer online para ganhar uma grana enquanto viaja:

  • Designers, publicitários, ilustradores, editores de livros ou e-books, fotógrafos e editores de vídeos e animações;
  • Ser professor de idiomas ou de uma área que tenha muito conhecimento;
  • Jornalista, escritor ou se você gosta de produzir conteúdos, pode trabalhar em parceria com jornais, revistas e sites;

Nem tudo que é trabalho é aquilo que você faz oito horas por dia dentro de uma sala.

Então, seja criativo, misture seus talentos, tente aprender algo diferente, teste tudo para ver se consegue tirar uma graninha pra continuar viajando!

Lembre-se! Uma viagem pela Worldpackers é uma experiência de viagem mais econômica e não uma relação de trabalho, por isso, recomendamos que use o visto de turista para essas viagens. Caso vá trabalhar formalmente em outro país, pesquise se é necessário um visto especifico de trabalho, assim evita problemas na hora de passar pela imigração. 

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4. Nem tudo na vida é pago em dinheiro

Durante minha viagem uma coisa foi levando a outra. As pessoas que eu encontrei me deram muitas dicas e ensinamentos, compartilharam suas vidas, suas casas, suas histórias e isso não há dinheiro que pague!

Também ganhava comidas, bebidas, roupas, passeios turísticos, descontos e por aí vai!

Fiz um trabalho de design para uma pessoa que conheci em Jericoacoara e não cobrei pelo serviço, mas ganhei um amigo, um cliente, um sofazinho para dormir e uma companhia de viagem.

Outro exemplo foi com um amigo que trabalhava comigo na recepção de um hostel e escolheu trabalhar apenas quatro horas por dia, pois queria ter mais tempo para conhecer a cidade, aproveitar a vida e pensar em futuros projetos que ele gostaria de fazer.

Eu aprendi muito com isso, pois deixei de me importar com o dinheiro, já que muitas vezes não precisava tanto dele.

Como worldpacker, pude dar outro valor ao trabalho e entender que podemos trocar, compartilhar e colaborar, ganhando conhecimentos, experiências, amigos, tempo e até coisas materiais necessárias para aquele momento!

Faça e depois conta aí se deu certo sua experiência de viajar e trabalhar como worldpacker

Boa viagem e bom trabalho!


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Claudia

Viajera e designer! Um dia decidi que a vida tinha que ser vivida e fui lá ver e fazer! Viajei 10...

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Out 10, 2018


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