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Morando em São Paulo como Worldpacker

Como não conhecia ninguém na cidade, resolvi aproveitar minha experiência em hostel para procurar um para ser Worldpacker e poder morar na cidade enquanto fazia o processo de seleção da pós.


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Glauber Vinícius

Worldpacker a quase dois anos, sempre fazendo de tudo um pouco e ajudando a quem precisa

Mai 02, 2018

sala de convivência do Viva Hostel Design

Depois de fazer uma longa viagem pela América do Sul e ter sido voluntário em alguns hostels, decidi que quando retornasse ao Brasil iria tentar uma pós-graduação em São Paulo.

Achei o Viva Hostel Design, onde fiquei por quatro meses, de agosto até o início de dezembro de 2017.

Foi uma vivência um pouco diferente das que já tinha passado. Estava fazendo uma viagem diferente da minha experiência pela América do Sul e desta que faço agora (escrevo de Maceió, Alagoas).

Ir para São Paulo não tinha uma finalidade turística, para ser bem sincero. Já tinha ido antes e conhecia alguns lugares, mas desta vez tinha vindo para ter tentar um processo seletivo e ter aulas enquanto esse processo andava.

 Sabia que tinha que morar na cidade por uns quatro meses, até o final do processo, e ser Worldpacker era a maneira mais barata para ficar tanto tempo na cidade.

1. O que eu fazia e o que ganhava

Meu trabalho no Viva Hostel Design era cuidar da recepção do hostel. Receber hóspedes e pagamentos, dar informações, fazer camas, responder e-mails, controlar o sistema do hostel e vender os produtos (bebidas, snacks e produtos de higiene). Um trabalho básico de recepcionista que eu já tinha feito antes.

Nossa escala era fixa, mas se precisasse, eu podia conversar com alguma das colegas que trabalhavam comigo e trocar de horário.

Sempre trabalhava quatro dias na semana, de sexta a segunda, das 15h até 23h. O trabalho era bastante tranquilo e eu gostava do que fazia. 

A maioria dos hóspedes que atendia eram brasileiros, mas sempre tinha algum estrangeiro no hostel e eu podia praticar inglês ou espanhol com eles.

E o que eu ganhava em troca pelo trabalho? 

Além da hospedagem gratuita, e de poder usar todas as facilidades do hostel, todo Worldpacker do Viva tinha direito ao café da manhã, usar a lavadora/secadora uma vez por semana, ter 50% de desconto em todos os produtos que o hostel vendia e a possibilidade de entrada free no Pub Crawl SP.

2. Facilidades do hostel

O Viva tem uma estrutura muito boa.

As camas foram feitas para dar mais privacidade e os banheiros eram todos privados. Tinha uma sala enorme e uma cozinha muito boa e bem equipada, o que facilitava muito para mim e outros que moravam ali. Ainda contava com uma mesa de sinuca na recepção.

O clima do hostel era de tranquilidade, não éramos de fazer grandes festas dentro da casa ( a não ser uma vez que fizemos uma para quase 100 pessoas). 

Rolava umas caipirinhas durante o final de semana e o freezer estava sempre cheio de cerveja, refrigerante e água.

O hostel está em uma ótima localização, fica em uma das principais ruas da Vila Madalena, muito próximo dos principais bares da região. Em apenas 5 minutos caminhando estava em uma estação de metrô e em um ponto de ônibus.

Também a pouco tempo dali, havia uma farmácia e dois supermercados. Nunca precisava sair do bairro ou andar muito para conseguir o que queria. 

amigos do Viva Hostel Design

3. Meus dias em São Paulo

Fiz dos meus dias em São Paulo os mais próximos possíveis dos meus dias em casa, no interior de Minas Gerais.

Sempre cozinhava minha própria comida no hostel e lavava minha roupa na máquina da casa.

Em São Paulo, conseguia ir para qualquer lugar usando o transporte público. Desse jeito levava a vida por lá sem gastar muito.

Durante o tempo que passei no Viva trabalhei e morei com quatro meninas: Ana Catarina, Beatriz, Carol e Stefanie. Cada uma estava tentando alguma coisa na cidade e tinha sua própria rotina, mas sempre nos encontrávamos para ficar horas na sala de TV do hostel. Algumas vezes aproveitamos os bares do bairro também. Convivemos muito juntos.

Elas, além do donos Hélcio e Marquinho, Maurício, Armin, Ray e Cris, foram as pessoas que me ajudaram muito e que tenho grande consideração. Acredito que boas experiências se fazem com boas amizades.

Quando tinha tempo livre, aproveitei para fazer alguns trabalhos fora do hostel e conseguir alguma grana ou aprender alguma coisa nova.

Consegui um freela de garçom por duas vezes em um bar da Vila Madalena e fui na Worldpackers, onde consegui conhecer as pessoas que fazem a plataforma acontecer.

São Paulo é uma grande cidade e tem todos os prós e contras que uma cidade desse porte pode ter. A melhor coisa eram as várias opções do que se tinha para fazer.

A cidade é bastante diversificada e tem eventos para todos os gostos e bolsos. Sempre ficava ligado nos eventos gratuitos que rolavam pela cidade, desse jeito consegui ir em vários shows gastando só a passagem do metrô.

Essa foi minha minha temporada em SP, uma ótima experiência e ter escolhido o Viva Hostel Design foi uma parte fundamental para ter sido assim.

Se tiver alguma dúvida, pode me escrever que eu estou aqui para ajudar. 

Até a próxima! 



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Glauber Vinícius

Worldpacker a quase dois anos, sempre fazendo de tudo um pouco e ajudando a quem precisa

Mai 02, 2018


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