O que fazer em Berlim: atrações tradicionais e alternativas

Veja o que fazer em Berlim em poucos dias ou várias semanas: museus, parques, bares, mercados e muito mais. Com certeza você vai se encantar pela cidade alemã!


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Luisa

Set 16, 2019

Viajar sozinha por dezenas de países mudou minha vida. Desde 2012 compartilho no www.janelasabertas.com dicas e reflexões sobre viagens pra dentro ...

Visitar Berlim é como viver uma aula de história ao ar livre. Afinal, alguns dos principais acontecimentos que influenciaram o mundo no século 20 envolveram a cidade. 

Além de aprender in loco sobre assuntos como os horrores do holocausto e a vida na época em que a Alemanha era dividida ao meio, tem muito mais o que fazer em Berlim.

A cidade abriga excelentes museus, ótimos bares, baladas, bonitas praças e parques, boas cervejas... Recomendo no mínimo quatro dias inteiros para conhecer suas principais atrações, mas, mesmo passando semanas por lá, você não vai se entediar.

Digo isso por experiência própria: estive em Berlim três vezes, fiquei lá por duas semanas na mais recente e tenho muita vontade de voltar para passar ainda mais tempo. Quem sabe através de um troca de trabalho por hospedagem em Berlim? São algumas horas de trabalho e a acomodação sai de graça! Além disso, também tem a oportunidade de poder vivenciar a cidade e a cultura local por mais tempo e mais barato.

Sem mais delongas, vamos ao tema do post. O que fazer em Berlim? Fiz uma lista de lugares interessantes, desde os mais turísticos a opções “alternativas” que pouca gente conhece.

O que fazer em Berlim: principais atrações 

1. Portão de Brandemburgo

Um dos maiores símbolos de Berlim, o lindo (e imenso) Portão de Brandemburgo foi construído em estilo neoclássico em 1791. Ele também foi um marco da divisão entre a Berlim oriental e ocidental, já que ficava logo ao lado do muro.

Ao longo da história, a área junto dele foi se tornando um tradicional lugar para celebração de eventos importantes. Muitos o consideram um símbolo da unificação da Alemanha e também da paz na Europa. Ele fica na Pariser Platz, no bairro Mitte, bem no centro da cidade.

2. Parlamento

Perto dali você encontra o Reichstag, prédio onde funciona o Parlamento Federal da Alemanha. Ele é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, não por acaso: a fachada neoclássica e a modernidade da sua cúpula de vidro chamam atenção, assim como a vista lá de cima. Sem falar, claro, no papel histórico do edifício.

Vale muito a pena visitar o prédio e caminhar por dentro da cúpula, admirando a vista panorâmica da cidade. As visitas são gratuitas, mas não se esqueça de se inscrever pela internet com antecedência. Ah, e chegue pontualmente no horário marcado.


Parlamento Federal da Alemanha

3. Alexanderplatz

Outro ícone de Berlim, a Torre de TV, fica localizada na conhecida Alexanderplatz, grande praça que quase sempre está muito movimentada. A estação de metrô que fica lá é uma das mais bem conectadas da cidade e também tem linhas de ônibus e bondinho por ali, então é provável que você acabe passando lá nem que seja para fazer uma baldeação.

A praça em si não tem tantos atrativos além das compras. Lá você encontra lojas de departamento, redes de fast food e o shopping Alexa, onde fica uma grande filial da loja de eletrônicos Media Markt. Ah, tem também o Urania-Weltzeituhr, relógio que mostra a hora em diferentes fusos horários do mundo.

4. Torre de TV

A grande estrela, no entanto, é a tal da Torre de TV que mencionei ali em cima. Ela foi construída na época da Alemanha Oriental para responder tanto à necessidade de transmissão de televisão nessa parte da cidade quanto à vontade de estabelecer um novo símbolo para a cidade. Inaugurada em 1969, a torre é hoje um ponto turístico.

É possível subir nela para ver a vista de 360º numa altura de mais de 200 metros. Ah, e também dá para jantar num restaurante que fica lá em cima. Recomendo ir perto da hora do pôr do sol.


Torre de TV

5. Potsdamer Platz

Outra praça bem conhecida em Berlim é a Potsdamer Platz, uma área ampla cheia de prédios modernos a cerca de 1 km do Portão de Brandemburgo. Muito danificada por bombardeios na Segunda Guerra, essa praça ficou bem abandonada depois da construção do muro.

Quando ele caiu, ela foi revitalizada e recebeu vários prédios novos. Naquela região você encontra hoje unidades de grandes hotéis de rede, restaurantes, bares, cinema etc.


Potsdamer Platz

6. Gendarmenmarket

Não cansou de praças? Então dê uma passada na Gendarmenmarkt, que fica na região central de Berlim e é uma gracinha. Ela é rodeada por três edifícios antigos e bonitões: a Casa de Concertos (Konzerthaus) e duas catedrais quase iguais que ficam de frente uma para a outra: a Francesa (Französischer Dom) e a Alemã (Deutscher Dom).

Ao redor da praça você encontra restaurantes, cafeterias e lojas, com destaque para uma loja bem legal dos chiquérrimos chocolates Rausch.

7. Tiergarten

Entre a Potsdamer Platz e o Portão de Brandemburgo você encontra o Tiergarten, segundo maior parque da cidade. Ele fica bem no coração de Berlim e é uma lindeza, cheio de verde. 

No meu aniversário, há alguns anos, aluguei uma bicicleta para passear por lá e achei uma delícia. O lugar é muito frequentado pelos moradores e é um ótimo programa para quem quer ir além das atrações turísticas propriamente ditas.

8. East Side Gallery

Com certeza você já ouviu falar na East Side Gallery, galeria de arte ao ar livre criada coletivamente por mais de 100 artistas de diferentes partes do mundo. As pinturas foram feitas em uma seção de cerca de 1,3 km do muro de Berlim que não foi demolida, às margens do rio Spree.

As coloridas obras foram registradas logo após a queda do muro por iniciativa dos próprios artistas. Boa parte já está degradada, inclusive por ação de turistas, mas continua sendo um ponto muito importante de Berlim.


East Side Gallery

9. Gedächtniskirche

Outro símbolo da cidade, ainda que menos conhecido, a igreja Kaiser-Wilhelm Gedächtniskirche foi construída nos anos 1890. Durante a Segunda Guerra ela foi bombardeada e teve uma parte destruída.

O governo pretendia demolir o resto, mas a população pediu que a mantivessem e o prédio ficou ali como um memorial, lembrando a todos da destruição causada pelos conflitos. Ao lado dela, foi construída uma nova igreja que funciona como tal.

10. Bernauer Strasse

Falando em memorial, um dos meus preferidos em Berlim é o de Bernauer Strasse, avenida localizada no bairro Mitte. Lá você encontra outro trecho do muro, acompanhado por quadros informativos que contam a história do muro.

Através de textos e fotos, é possível entender melhor sobre sua construção e o que aconteceu quando as pessoas de repente se viram separadas dos parentes e amigos.

Não deixe de conferir o Centro de Documentação que fica do outro lado da rua e tem uma exposição e uma torre com mirante de onde é possível ver de cima o muro, a faixa da morte e a torre de observação.

11. Memorial do Holocausto

Mais conhecido como Memorial do Holocausto, o Memorial aos Judeus Mortos da Europa foi construído em homenagem aos milhões de judeus vítimas do nazismo. Você já deve ter visto fotos dos milhares de blocos de concreto com diferentes alturas que ficam espalhados num amplo espaço com piso irregular.

Não por acaso, quem caminha por ali tende a se sentir confuso e angustiado, mas ainda mais angustiante é visitar a sala subterrânea, chamada “Local da Informação”, que fica logo abaixo do memorial.

O espaço traz informações sobre a perseguição aos judeus na Alemanha, contando a história de várias pessoas e famílias que foram vítimas do Holocausto. Vá preparado: a visita é bem dolorosa.

12. Topografia do Terror

Outro importante memorial que aparece em todas as listas de o que fazer em Berlim é o Topografia do Terror (Topographie des Terrors). Essa exposição ao ar livre fica no lugar onde funcionava a sede da polícia nazista, a Gestapo. Lá, você confere fotos e documentos que mostram as estratégias de propaganda e as atrocidades cometidas por eles.

Em 2010, foi construído ali um Centro de Documentação com uma exposição gratuita com textos, documentos, fotos, áudios e vídeos sobre os crimes da polícia nazista.


Topografia do Terror

13. Ilha dos Museus

Conhecida como Museuminsel em alemão, a Ilha dos Museus é exatamente o que seu nome diz: uma ilhota que abriga vários museus. Ela fica no meio do rio Spree e foi declarada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Lá você encontra cinco museus diferentes. O Pergamon Museum, que é o mais visitado da cidade. Ele é muito conhecido pelo Altar de Pérgamo, escultura enorme que foi construída em homenagem a Zeus no século II A.C.

Infelizmente, essa ala está fechada para reforma até 2020. As outras áreas do museu seguem funcionando e ainda é possível ver outras obras importantes, como uma das portas da antiga Babilônia, o Portão do Mercado de Mileto e o setor de arte islâmica.

Já o Altes Museum (Museu Antigo) impressiona pelo prédio em si, construído em estilo neoclássico para abrigar a coleção de artes da família real da Prússia. Ele também é lar de um rico acervo de antiguidades da Grécia e de Roma.

A Alte Nationalgalerie (Galeria Nacional Antiga), por sua vez, foi construída com inspiração na Acrópolis grega. Ela reúne uma variada coleção de arte, com obras de movimentos como Impressionismo, Romantismo, Neoclassicismo e Modernismo.

No Neues Museum (Museu Novo), o que mais impressiona é a coleção de arte egípcia. Lá você encontra o busto da rainha egípcia Nefertiti e muitos outros itens do Egito Antigo e Pré-História. Por fim, o Bode-Museum (Museu Bode) abriga uma coleção de esculturas e Arte Bizantina, entre outros itens.

Lá na Ilha dos Museus fica também a Berliner Dom (Catedral de Berlim). Ela impressiona já pelo exterior, afinal, não é nada pequena: são 114 metros de comprimento e 116 metros de altura, com cúpulas esverdeadas que chamam a atenção. Além de entrar e apreciar a imensidão do interior, você pode subir na cúpula para ver a vista. 

14. Museu Judaico de Berlim

Se você quer entender melhor a história do povo judeu desde muito antes do Holocausto, recomendo visitar o Museu Judaico de Berlim (Jüdisches Museum Berlin). Esse é o maior museu judaico da Europa, mostrando ao visitante muitas características culturais da religião e os altos e baixos da relação dos judeus com não-judeus no mundo.

O prédio em si já é uma obra interessante. Ele foi projetado pelo renomado arquiteto Daniel Libeskind, filho de sobreviventes do Holocausto, e é repleto de simbolismos que conectam sua arquitetura com o tema do museu.


Museu Judaico de Berlim

15. Museu Checkpoint Charlie

Um dos pontos turísticos mais famosos de Berlim, o Checkpoint Charlie é um museu lotado de informação e bem confuso, mas interessante. Ele fica junto um posto de fronteira (o tal do checkpoint) que estrangeiros e autoridades usavam para ir da Berlim Oriental à Ocidental e vice-versa.

O espaço documenta a história do muro de Berlim, com foco nas histórias de fuga ou tentativas de fuga para o lado ocidental. Além de contar casos muito curiosos (e outros bastante tristes), o museu reúne vários objetos que foram usados por quem tentou fugir e depois doados ao lugar.

16. DDR Museum

Um dos meus museus preferidos em Berlim é o DDR Museum. DDR é a sigla pra Deutsche Demokratische Republik, ou República Democrática Alemã (RDA), como era chamado o Estado socialista criado depois da Segunda Guerra Mundial.

Esse museu, criado em 2006, é dedicado a mostrar como era, na prática, o dia a dia de um cidadão comum que vivia na Alemanha Oriental. O espaço tem vários elementos interativos, além de expor objetos autênticos doados por pessoas físicas. Me senti dentro do filme “Adeus, Lênin”.


DDR Museum

17. City tour com os ônibus 100 e 200

É provável que você já tenha usado, ou ao menos visto, aqueles ônibus hop-on hop-off que circulam pelos principais pontos turísticos de grandes cidades mundo afora. Além de facilitar o deslocamento entre diferentes atrações, esses ônibus permitem ter uma ideia sobre a geografia da cidade de forma rápida. O lado ruim é que infelizmente eles costumam ser caros.

Mas Berlim é tão maravilhosa que possui duas linhas de ônibus de dois andares que passam por vários pontos turísticos e fazem parte da rede de transporte público convencional da cidade. São as linhas 100 e 200, que circulam entre a Alexanderplatz e a estação Zoologischer Garten, com percursos diferentes.

Não são linhas especiais para turistas, então a passagem é barata. Se você quiser subir e descer várias vezes, como se faz nas versões mais caras, é só usar um passe que dá direito a transporte ilimitado em um ou vários dias. Para curtir mais a viagem, recomendo pegar o ônibus numa das paradas iniciais e tentar sentar no andar superior.

O que fazer em Berlim: atrações alternativas

Até agora, essa lista de o que fazer em Berlim contou com atrações turísticas mais convencionais, mas a cidade é considerada por muita gente como a capital mais “cool” da Europa, e como tal, tem muitos atrativos mais alternativos que valem a visita.

Sair do circuito turístico clássico é uma boa forma de entender as mudanças que aconteceram na cidade depois dos eventos históricos que são tema da maioria dos lugares que mencionei acima.

A capital alemã passou por um processo de renovação e ressignificação dos espaços públicos muito interessante e hoje é conhecida por ser bastante multicultural. Olha só minhas sugestões para ter um gostinho da Berlim alternativa.

18. Caminhar por Kreuzberg e Neukölln

Bombardeada na Segunda Guerra, a região de Kreuzberg foi ocupada posteriormente por imigrantes, em sua maioria turcos. Como essa parte da cidade ficava do lado ocidental do muro e quem morava ali não precisava cumprir o serviço militar obrigatório, muitos jovens artistas, anarquistas e punks se mudaram pra lá, criando uma atmosfera de contra cultura que ainda pode ser sentida hoje em dia.

O bairro vizinho, Neukölln, também é conhecido por misturar o antigo e o novo de forma super vibrante. Muitos imigrantes, estudantes e artistas moram por lá, e o resultado é visível tanto para o mal quanto para o bem.

Por um lado, essas áreas têm sofrido um processo de gentrificação. Por outro, são bairros muito agradáveis e repletos de galerias, bares e cafés charmosos e restaurantes com culinárias de várias partes do mundo. A sensação ao circular por ali é de que você pode ser você mesmo e ninguém vai julgar, sabe?

Se quiser circular por essa região com uma abordagem mais didática, uma dica é fazer o tour guiado gratuito (baseado em gorjetas) da Alternative Berlin. Em cerca de três horas, o tour percorre partes menos turísticas da cidade trazendo o contexto histórico e social.


Kreuzberg

19. Yaam

Me apaixonei à primeira vista por esse pedacinho da África misturada com Caribe que atende pelo nome de Yaam (Young African Art Market). Criado em 1994 como espaço pra reunir expressões ligadas a música, cinema, gastronomia e grafite, ele é um ótimo destino para quem curte reggae, hip hop e black music em geral.

Por lá você encontra um bar, uma área fechada tipo boate, uma “praia” à beira do rio, restaurantes de comida africana, todo tipo de gente e uma atmosfera muito legal – ao menos nos dias mais quentes.

20. Raw Tempel

Outro espaço que representa um bocado do que é a cultura alternativa berlinense é o RAW Tempel. Entre os bairros Friedrichshain e Kreuzberg, pertinho da East Side Gallery, essa é uma área formada por galpões antigos reaproveitados para diversas funções.

Ali você encontra ateliês, galerias, eventos culturais, peças de teatro, shows, rampas de skate, bares, boates, cafeterias, barracas de comida de rua, exposições, cursos… Tudo isso num ambiente cheio de grafittis, colorido e descolado.

21. Mercados de pulgas

Outra atração que tem tudo a ver com a atmosfera berlinense de “ressignificação do antigo” são os mercados de pulgas da cidade. O mais famoso é o Mauerpark, que funciona todo domingo e fica sempre cheio de gente explorando as barraquinhas de itens usados e de comidinhas de várias partes do mundo. Entre a primavera e o outono, outro atrativo por lá é assistir a um karaokê ao ar livre que rola numa espécie de anfiteatro.


Mercados de pulgas

Mas se você estiver em Berlim no primeiro ou terceiro domingo do mês, sugiro conferir o mercado de Neukölln (Nowkoelln Flowmarkt), que se espalha à beira do canal Landwehr, na rua Maybachufer. Ele é menos concorrido, mais frequentado por moradores e também tem uma vibe muito legal por estar à beira do canal.

22. Tempelhofer Feld

Se sobrar tempo em Berlim, o clima colaborar e você tiver disposição para ir um pouco mais longe, recomendo visitar o Tempelhof, aeroporto que já foi o mais importante da Europa e acabou sendo transformado em parque.

Na década de 1930, passavam por ali mais passageiros que em qualquer outro aeroporto europeu. Desativado em 2008, o Tempelhofer Feld é hoje o maior parque público de Berlim.

O interessante é que não foram feitas muitas modificações na sua estrutura: andando por lá, não tem como não perceber que o lugar era um aeroporto. Tem as pistas de pouso e decolagem, um avião que era usado pelos bombeiros, placas da época e também murais informativos sobre a história do aeroporto.

Nos finais de semana de primavera e verão você certamente vai encontrar muita gente correndo, andando de patins, bicicleta ou skate, fazendo yoga, brincando com crianças ou tirando um cochilo na grama. Também tem áreas específicas para cachorros se exercitarem, além de um campo de futebol e um espaço para churrasco.


Tempelhofer Feld

23. Prinzessinnengärten

Outro ótimo exemplo de reaproveitamento de espaço: o Prinzessinnengärten é um jardim comunitário criado num espaço que passou mais de 60 anos abandonado e tomado por lixo. Localizado em Kreuzberg (aquele bairro descolado que mencionei lá em cima, lembra?), ele abriga hoje pequenas hortas e uma cafeteria.

O lugar é charmoso e a agradável e é gerenciado por moradores da região. A ideia é ressignificar o espaço urbano em torno da agricultura orgânica. É fácil chegar lá a partir da estação de metrô Moritzplatz (linha U8).

Onde comer e beber em Berlim

Para concluir esse longo apanhado de o que fazer em Berlim, vou falar do que há de melhor nessa vida: comer e beber. Não por acaso, minhas recomendações são todas nos bairros de Neukölln, Kreuzberg e Friedrichshain, região mais “alternativa” de Berlim.

Começando pelo que provavelmente é o lugar mais conhecido dessa lista: a Burgermeister é uma hamburgueria deliciosa e barata. Como se não bastasse, eles têm uma unidade com ambiente bem inusitado, instalada em um antigo banheiro público. O menu tem poucos itens, mas vale a pena demais passar em uma das duas lojas.


Hamburgueria Burgermeister

Outro lugar onde comi muito bem foi o Markthalle Neun, mercadão em Kreuzberg que reúne barracas com comidas de vários países. O espaço está quase sempre lotado e tem poucos lugares pra sentar, então prepare-se pra comer em pé – mas vale a pena! Fui numa quinta-feira à noite, quando acontece o evento chamado Street Good Thursday, mas rolam outros eventos em outros dias da semana.

Se você é cervejeiro, não vão faltar lugares para provar bons rótulos alemães Berlim afora. Um dos meus preferidos foi a microcervejaria Hops & Barley, que tem ambiente aconchegante e boas brejas.

Falando em cerveja, preciso mencionar o Klunkerkranich. Meca dos hipsters berlinenses, esse bar começou como um lugar meio “secreto”, já que fica no topo de um shopping, com acesso pelo estacionamento e nenhuma sinalização. Hoje já não existe mais segredo algum, mas ainda vale a pena demais ir curtir o pôr do sol lá em cima. Ah, nas terças-feiras costuma rolar jazz ao vivo.


Restaurante Freischwimmer

Outro lugar menos badalado, mas com atmosfera gostosa é o Freischwimmer, que fica à beira dos canais do rio Spree. Ele tá mais para restaurante, mas super dá para ir só tomar uma cervejinha aproveitando um dia de clima bom.

Se quiser esticar, depois de lá sugiro seguir para o beer garden + balada Birgit Und Bier, que fica pertinho. O lugar tem uma decoração toda doida, com umas coisas de parque de diversões, e ajuda a lembrar como Berlim é um ótimo lar para o inusitado.

Você tem outras dicas de o que fazer em Berlim? Conta aí nos comentários!


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