Guia completo para conhecer o Recife, em Pernambuco

Saiba tudo sobre como aproveitar Recife, em Pernambuco: quando ir, o que fazer, onde comer, onde curtir a noite, onde ficar e muito mais.


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Luisa

Ago 12, 2019

Viajar sozinha por dezenas de países mudou minha vida. Desde 2012 compartilho no www.janelasabertas.com dicas e reflexões sobre viagens pra dentro ...

Guia para conhecer Recife, Pernambuco

Recife é uma capital criativa, berço de muito do que o Brasil já produziu de melhor em termo de música, dança, cinema, artes plástica e que tais. Também é o principal polo tecnológico da região, um excelente destino para quem curte comida nordestina e ponto de partida para passeios deliciosos nos arredores.

Como a maioria dos recifenses, morro de orgulho da minha terra. Por isso, tento convencer Deus e o mundo a vir passear aqui com calma e descobrir que oferecemos muito mais que sol e mar. Conheça moradores, viva a cidade e se deixe encantar pela cultura local! 

Quer uma ajudinha prática para curtir o Recife, em Pernambuco? Vou explicar como chegar, quando vir, como se locomover pela cidade, onde ficar, o que fazer, o que comer e muito mais.

Confira essas dicas para conhece o Recife, Pernambuco:

1. Como chegar

O Aeroporto Internacional do Recife (que na verdade fica em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana) recebe voos diretos de várias cidades brasileiras.

Dá pra chegar aqui sem conexão vindo de São Paulo (Guarulhos), Rio de Janeiro (Galeão), Brasília, Salvador, Fortaleza, Natal, Maceió, Belo Horizonte, entre outras partes desse nosso Brasilzão.

O aeroporto fica pertinho da orla de Boa Viagem, principal praia urbana da cidade. Para ir de lá até sua hospedagem, você pode pegar metrô, mas esse transporte atende a poucas partes da cidade. O mais comum é usar ônibus, táxi (tem o especial, com preços tabelados, e o comum, com taxímetro) ou Uber.

Se você vier de carro, o principal acesso é a BR 101. Daqui, você pode ir facilmente até outras capitais nordestinas como João Pessoa (120 km), Natal (300 km) e Maceió (285 km).

Também é possível, é claro, vir de ônibus. A Rodoviária de Recife (TIP - Terminal Interestadual de Passageiros) não fica muito próxima da região hoteleira e das principais atrações da cidade, mas nada que um bom Uber, metrô ou ônibus não resolva!

2. Quando ir ao Recife, Pernambuco

Temos basicamente duas estações: muita chuva e pouca chuva. A temperatura não oscila muito durante o ano, mas ultimamente tem até ficado fresquinho no “inverno” (fresquinho para padrões nordestinos, ou seja, coisa de 22 a 25 graus).

Por outro lado, pelo menos o verão não costuma ser tão escaldante quanto o carioca, por exemplo. Só que a umidade é altíssima, então o suor é garantido.

O período de chuvas mais intensas costuma ir de maio a julho ou agosto. Se quiser fugir do aguaceiro, prefira vir ao Recife entre outubro e março.

Também vale muito a pena conciliar sua viagem com o carnaval, que tem a maior festa de rua do país. Se quiser evitar o auge da muvuca, no entanto, venha curtir os blocos pré-carnavalescos que tomam conta do Recife e de Olinda, cidade vizinha, a partir de janeiro.

3. Quanto tempo ficar por lá

Se você tiver pouco tempo disponível e quiser ver apenas as principais atrações turísticas, dois ou três dias são suficientes pra ter um gostinho do Recife. Se quiser conhecer lugares menos convencionais, viajar devagar e dar uns rolês nos arredores, recomendo ficar mais tempo.

Sei que sou suspeita para falar, mas a melhor forma de conhecer o Recife é passando mais que um ou dois dias. Se puder, finja que é morador – prometo que você será acolhido. Existem várias funções que você pode exercer aqui trocando trabalho por hospedagem em Recife. Sua viagem vai ser mais barata e bem mais rica!


Letreiro turístico de Recife

4. Onde se hospedar

Pelo que falei acima, você já deve suspeitar que meu conselho para conhecer o Recife como a cidade merece, como um morador, é fazer work exchange por aqui. Entre as vagas disponíveis você vai encontrar principalmente albergues em Boa Viagem, onde fica nossa principal praia, e no Recife Antigo, coração da cidade.

Acho interessante ficar no bairro Pina (ponta sul de Boa Viagem, mais longe do aeroporto e mais perto do Centro). A região é cheia de restaurantes, pertinho da praia e facilita a locomoção pra outras partes da cidade. É por lá que fica o hostel Piratas da Praia, um dos mais bem avaliados aqui na Worldpackers, que oferece uma grande variedade de vagas. O Ramón HostelBar fica mais distante do Centro e próximo do aeroporto, mas também é uma opção legal porque tem um bar bem animado no térreo, aberto ao público.


Hostel com voluntariado em Recife

Outro bairro massa para se hospedar no Recife é o Recife Antigo, que mencionei acima. Até poucos anos atrás, não existiam opções de hospedagem nesse bairro charmosíssimo, o que me deixava indignada. Hoje, felizmente existem bons albergues, como o Recife Antigo Hostel.

Também recomendo ficar na cidade alta de Olinda, município coladinho na capital. Além de muito linda, essa região é uma delícia para sair à noite nos finais de semana. Também tem opções de troca de trabalho por hospedagem em Olinda

5. O que fazer na cidade 

Tá, mas o que fazer no Recife? Como já falei, as atrações conhecidas pela maioria dos turistas cabem bem em uns três dias, mas tem muito mais coisa pra fazer por aqui, incluindo vários passeios gratuitos.

A seguir, vou falar sobre os rolês mais famosos e alguns mais alternativos, mas recomendo ler também nosso guia de passeios no Recife, que inclui recomendações mais tradicionais e dicas alternativas.

  • Praia de Boa Viagem

Boa Viagem, principal praia urbana da cidade, é um dos principais cartões-postais recifenses. A orla não é das mais bonitas se comparada com outras capitais nordestinas, mas tem, sim, seu charme, além de quiosques, ciclovia e espaços para prática de esportes.

Como você já deve ter ouvido falar, o acesso ao mar é BEM limitado devido à presença de simpáticos tubarões. Antes de ficar com raiva dos bichinhos, lembre-se que eles vieram para essa região por consequência da ação humana. O processo está relacionado à construção do Porto de Suape, em um município vizinho, numa região que servia de berçário pra os tubas.

“Mas por que ir à praia se não posso nadar?”, você pode questionar. Você ainda pode pegar um bronze, correr ou caminhar, paquerar, beber umas cervejinhas ou caipiroscas ou – minha parte preferida – comer.

É só sentar em qualquer parte da praia, especialmente aos finais de semana, para ver passar uma sucessão de ambulantes vendendo caldinho (pequenas sopas), ovos de codorna, queijo coalho assado, amendoim, camarão e mais um monte de gostosuras.


Praia de Boa Viagem

Os “barraqueiros” cedem as cadeiras de praia e guarda-sóis sem custo em troca de consumação sem valor mínimo. Atualmente minhas barracas preferidas são a do Pingo e a Miragem, que você encontra pelo Google Maps ou Uber.

Por ali, outro ponto turístico é a Pracinha de Boa Viagem, onde acontece uma feira de artesanato e comidas típicas. Não acho nada excepcional, mas às quartas-feiras à noite a praça tem recebido o evento Recife Mais Cultura, com apresentações de ritmos locais.

Boa Viagem também abriga muitos bons restaurantes e bares mais sofisticados, mas sobre isso vou falar no tópico gastronômico mais adiante.

  • Recife Antigo

Minha parte preferida da cidade é o Recife Antigo, ou Bairro do Recife (nome oficial que ninguém usa). Ele fica na região central da cidade, a meio caminho entre Boa Viagem, Olinda e a Zona Norte.

Durante a semana, o bairro é cheio de trabalhadores de tecnologia e diversas áreas da economia criativa, já que o polo tecnológico do Porto Digital fica instalado lá. No final de semana, o pessoal vai curtir os barzinhos e restaurantes.

Aos domingos, a ciclofaixa de turismo e lazer passa por lá e cruza diversas regiões da cidade. Nesse dia também rola feirinha de artesanato e, no último domingo do mês, o evento Recife Antigo de Coração.

O coração do bairro é a Praça do Marco Zero, onde acontecem grandes eventos, como os principais shows do carnaval recifense. Lá você encontra o grande letreiro que diz “Recife” e, do outro lado do mar, o  Parque das Esculturas. 

Ele abriga obras do famoso ceramista Francisco Brennand, com destaque para a icônica escultura que apelidamos carinhosamente de “pica de Brennand”. Dá para cruzar até as esculturas com um dos barqueiros que ficam no Marco Zero.


Parque das Esculturas

Lá pelo Recife Antigo você pode simplesmente caminhar pelas ruas de paralelepípedos, ficar de pescoço torto olhando os lindos prédios antigos e ir ao terraço do pequeno shopping Paço Alfândega admirar a vista do Rio Capibaribe.

Além disso, o bairro abriga bons cafés e restaurantes e vários espaços culturais, como a Sinagoga Kahal Zur Israel, o Museu Cais do Sertão, o Paço do Frevo, a Embaixada dos Bonecos Gigantes e a Caixa Cultural.

  • Centro do Recife

Saindo do Recife Antigo e atravessando a ponte você encontra os bairros de Santo Antônio e São José, parte do “centrão” do Recife. Infelizmente, as ruas e prédios nessa região da cidade não são bem cuidados, nem limpos.

Se você quer ver o dia a dia mais “real” da cidade e curtir arquitetura antiga, vale a pena dar uma volta por lá (lembrando de tomar cuidado com seus pertences). Nas ruas de Santo Antônio você encontra marcas da presença holandesa, portuguesa, francesa e judaica expressas em bonitos pátios, casarões e igrejas.

O bairro também abriga o Palácio do Campo das Princesas, que serve como sede do governo de Pernambuco. Em alguns horários específicos é possível fazer uma visita guiada gratuita por lá. Na mesma praça (Praça da República), você encontra ainda o belíssimo Teatro Santa Isabel, que também pode ser visitado.


Palácio do Campo das Princesas

Já São José é mais comercial, com muitas ruas estreitas, camelôs e lojas baratas. O grande destaque por lá é o Mercado de São José, primeiro edifício brasileiro pré-fabricado em ferro. Além de ser um belo patrimônio histórico, ele oferece várias peças em barro, madeira, renda e palha e vários tipos de comida.

Outro bairro importante no centro do Recife é o da Boa Vista, que abriga o mais antigo cinema de rua da cidade (Cinema São Luiz, que ainda funciona e é bem bonito por dentro), o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, bares “alternativos” e queridinhos da comunidade LGBTQ+ e o Mercado da Boa Vista, ótimo lugar para comer um almoço regional.

Ah, e se você curte igrejas históricas, essa região central também é uma boa pedida. Uma das nossas igrejas mais conhecidas é a Madre de Deus, que fica lá no Recife Antigo.

Em Santo Antônio, você encontra a Catedral de São Pedro dos Clérigos, em estilo barroco e rococó (Pátio de São Pedro); a Basílica e Convento Nossa Senhora do Carmo, também barroca (Praça do Carmo); e a Capela Dourada, pertinho da Praça da República.

  • Passeio de catamarã

Outra forma interessantíssima de conhecer o Centro do Recife é através dos passeios de catamarã oferecidos pela empresa Catamaran Tours. Eles têm diferentes roteiros, incluindo um tour mal assombrado, baseado na obra “Assombrações do Recife Velho”, de Gilberto Freyre.

A opção mais conhecida, oferecida o ano todo, é o tour Recife e Suas Pontes, que percorre as três ilhas do Centro (Santo Antonio, Recife Antigo e Boa Vista) passando por baixo de cinco pontes (Ponte 12 de Setembro, Ponte Maurício de Nassau, Ponte Manuel Buarque de Macedo, Ponte Princesa Isabel e Ponte Duarte Coelho). Recomendo escolher a opção que sai perto do pôr do sol.

  • Instituto Ricardo Brennand

Escolhido como o melhor museu da América Latina pelo TripAdvisor, o Instituto Ricardo Brennand não é dos meus pontos turísticos preferidos no Recife, mas vale a visita. Infelizmente, o lugar não fica próximo às principais atrações da cidade e só dá para chegar lá de carro. Vale dividir um Uber com outras pessoas e combinar o passeio com a Oficina de Francisco Brennand, que fica ali perto.

Em um cenário cheio de verde, você encontra um grande castelo em estilo medieval que abriga pinturas a óleo e gravuras de vários artistas, tapeçarias, esculturas, mobiliário e uma grande coleção de armas brancas, incluindo espadas, punhais, facas e armaduras.


Instituto Ricardo Brennand

  • Oficina de Francisco Brennand

Sim, são dois Brennands. Tem o Ricardo, que é o mecenas do Instituto, e Francisco, primo dele. Esse é o ceramista famoso que mencionei lá na parte do Recife Antigo, e é brigado com o primo.

Você vai encontrar as cerâmicas dele em várias partes da cidade, desde o aeroporto à parede externa de alguns prédios do Centro, mas também pode ir ver as esculturas meio excêntricas do artista (muitas delas com uma pegada erótica) na bonita Oficina Brennand.


Ofica de Francisco Brennand, Recife, Pernambuco

  • Outras atrações no Recife

Esses passeios que mencionei acima são, em linhas gerais, o circuito turístico básico no Recife, mas recomendo incluir também outros passeios no seu itinerário.

Uma dica é combinar a visita aos Brennands com um rolê pelo bairro de Casa Forte, um dos mais tradicionais da cidade, e uma passada no Museu do Homem do Nordeste e na Casa-Museu Gilberto Freyre, ali pertinho.

Quase “dentro” de Casa Forte, você encontra outro bairro que também merece uma visita: o Poço da Panela, é quase um oásis no meio do caos urbano, com casario antigo, ruas tranquilas e calçadas com paralelepípedos.

Também vale a pena conferir os passeios de turismo criativo no Recife, como os rolês de bike promovidos pelo pessoal do La Ursa Tours

Recomendo, ainda, as experiências de turismo de base comunitária no polo cultural da Bomba do Hemetério, de onde saem 60% das agremiações carnavalescas da cidade, e na Ilha de Deus, ilhota que vive da pesca de mariscos, já foi uma das áreas mais perigosas do Recife e foi transformada pelo turismo.

6. Onde comer no Recife

Gosta de comida nordestina? Aqui no Recife você encontra muitas opções de restaurantes e bares com um cardápio recheado de delícias locais. Recomendo pedir arrumadinho, escondidinho, macaxeira com carne de sol ou charque, sururu e casquinho de caranguejo.

De sobremesa, vá de cartola, bolo de rolo ou queijo coalho assado com mel de engenho. Para beber, que tal uma caipirosca de acerola ou um suco de cajá, pitanga ou graviola?

No Recife Antigo, alguns restaurantes que valem a visita são Bodega de Véio (cuja unidade original fica em Olinda), Seu Boteco e vários self-services como O Poeta. Perto dali, você encontra os ótimos Capitão Lima e São Pedro, além dos quiosques do Mercado da Boa Vista.


Comida nordestina do Recife

Em Boa Viagem, existe uma espécie de polo gastronômico pela região do Pina, como mencionei lá em cima. Como moro na Zona Norte (Boa Viagem é Zona Sul), raramente vou até lá. Alguns dos restaurantes mais elogiados nessa região são Kojima, Tio Pepe, Ça Va e Chica Pitanga. O bairro também abriga as ótimas cafeterias Borsoi e Harina.

Na Zona Norte, Ca-Já, Reteteu, Quintal Cozinha Pra Torar, Vapor Cozinha Afetiva e O Nosso Bistrô são restaurantes super gostosinhos e charmosos sem pretensão. Cozinhando Escondidinho, Empório Sertanejo, Seu Luna e Bar do Tonhão são bons lugares para comer pratos regionais sem frescura.

Além disso, o Bercy tem bons crepes, Morosi tem as melhores pizzas da vida, Beleléu e o bar Faaca têm bons hambúrgueres, Parraxaxá tem um super bufê de comidas regionais, Guaiamum Gigante tem bons frutos do mar, enquanto Bellucci e San Paolo têm sorvetes incríveis. Se você curte comida japonesa, falam muito bem do Quina do Futuro. Pra quem busca algo mais sofisticado, vale considerar o Nez e o Pecora Nera.


Gastronomia local

É cafeteria que você quer? Então confira o Lalá Café (coisa mais linda), Clandestino (funciona dentro de um ônibus itinerante), Motche (que também tem almoços delícia), Castigliani, Pellicano, Chá com Chita, Na Venda, Vila Amizade (uma padaria incrível) e Café com Dengo.

7. Vida noturna 

Cansou de comer e quer saber aonde ir para curtir a noite recifense? Minha maior dica é acompanhar o perfil @cabuetacultural no Instagram, que sempre publica a agenda cultural e baladeira da semana.

Em linhas gerais, a galera mais “alternativa” costuma bater ponto em barzinhos como o  Bar Central (que fica na Rua Mamede Simões, cheia de bares e um grande point desse público), Ursa e Caverna, que geralmente tem música ao vivo de graça. Também vale conferir a Terça do Vinil, com DJ ao ar livre toda terça-feira.

Como falei acima, não sou muito versada nos rolês pela Zona Sul, mas lugares bem conhecidos por lá são o UK Pub, a Galeria Joana D’Arc e o Ramon HostelBar.

No Recife Antigo, o agito noturno costuma se concentrar no bar Burburinho e na Rua da Moeda. No Centro você também encontra barzinhos simples, mas animados, como o Conchittas, o Lisbela e Prisioneiros e o Mercearia do Braz.

Se você gosta de dançar, procure a programação de festas como Odara, Sem Loção, Brega Naite e Maledita, confira a boate LGBTQ+ Metrópole ou vá curtir ritmos latinos na Noite Cubana do Clube Bela Vista, que acontece duas vezes por mês. E quase sempre tem algum show rolando no final de semana.

8. O que conhecer nos arredores do Recife

A capital oferece muitas atrações, mas se você passar mais tempo vai poder explorar várias lindezas também nos arredores. Tem muitos lugares que rendem bate-voltas excelentes, mas outros merecem ao menos um fim de semana.

Começando por Olinda, que fica coladinha no Recife: não deixe de reservar um dia para explorar suas ladeiras. Digo ladeiras porque me refiro à Cidade Alta: o Sítio Histórico de Olinda, Patrimônio Cultural da Humanidade, fica no começo da cidade e concentra a maior parte dos seus atrativos – que podiam estar mais preservados, mas aposto que vão te conquistar.


Olinda

É claro que eu não poderia deixar de falar de Porto de Galinhas, no Litoral Sul do Estado, eleita diversas vezes como a melhor praia do Brasil. O ecossistema lá já está bem sobrecarregado e não é a melhor praia para quem curte sossego, mas a poucos minutos da praia principal de Porto você encontra outras opções mais legais. Muro Alto, Pontal do Cupe e Maracaípe valem muito a visita.

Topa ir um pouco mais longe? Localizada a 110 km do Recife, a Praia dos Carneiros é considerada uma das mais bonitas do Brasil e fica no topo do meu ranking de praias mais gostosas do Estado. A vibe por lá é bem mais tranquila que em Porto, mas a praia tem se tornado cada vez mais badalada.

Outra região interessante é a do Cabo de Santo Agostinho, também no Litoral Sul. A 50 km do Recife você encontra, por exemplo, a Praia de Calhetas, que é pequenina e rodeada de grandes pedras arredondadas. Nos finais de semana e feriados ela fica bem cheia, mas durante a semana costuma ser mais tranquila.

No Litoral Norte pernambucano, por sua vez, o destaque é a Ilha de Itamaracá. Ela fica a uns 70 km do Recife e rende um ótimo passeio de um dia, com visita ao Forte Orange e praia na ilhota da Coroa do Avião. Se for de carro, aproveite para visitar o centro histórico de Igarassu no caminho até lá.

Mas os passeios ao redor do Recife não se limitam as praias, tá? Com mais tempo, vale ir conhecer outros municípios do interior, como Garanhuns, Caruaru, o Vale do Catimbau e Triunfo. Pertinho da capital (140 km) você encontra Bonito, um ótimo destino de ecoturismo.


Bonito, Pernambuco

Ela é conhecida por suas paisagens verdinhas e suas cachoeiras, que foram eleitas em um concurso como uma das 7 maravilhas de Pernambuco. A região ao redor das quedas d’água conta com áreas de camping e hotéis-fazenda, além de atividades como tirolesa, rapel, arvorismo, passeio de teleférico e até voo de balão.

Tem alguma sugestão para acrescentar à lista? Compartilha aí nos comentários!


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