Mochilão na Europa: 1 mês, 10 países e 16 cidades

Ensinamentos do meu mochilão na Europa que vão te ajudar a planejar uma viagem perfeita!


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Ana Paula

Jun 27, 2019

Jornalista há quase uma década, sou viciada em viajar, escrever e fotografar. Minha maior paixão é vivenciar outras culturas e estou sempre planej...

Foram anos sonhando em me jogar de mochila nas costas pelo continente europeu e passar pelo maior número possível de cidades que conhecia apenas por fotos. Em novembro de 2018, eu, minha irmã e meu cunhado desembarcamos em Paris, na França, para começar um tour pelo Velho Continente que se estendeu por 28 maravilhosos dias. Conseguimos visitar 16 cidades de 10 países e vimos de perto todos os lugares que desejávamos conhecer.

O primeiro passo para organizar essa grande viagem foi listar os locais que fazíamos questão de ir. Só assim para conseguir planejar a melhor rota, escolher onde dormiríamos e os melhores meios de transporte, além de todos os detalhes necessários para um mochilão de um mês na Europa perfeito!

Neste texto, conto para você como fizemos para organizar tudo, alguns erros de percurso e os ensinamentos que tiramos dessa experiência incrível. Se levar todas essas informações em conta, garanto que você vai conseguir organizar o seu mochilão com mais segurança e tranquilidade. Afinal, esse é um sonho possível, basta se organizar para transformá-lo em realidade. Vamos nessa?

O planejamento do mochilão de um mês na Europa

Para começar, é legal detalhar qual foi a nossa lógica na hora de organizar o caminho pelo continente europeu. Foram seis meses de organização iniciada pela busca por passagens aéreas baratas a partir do Rio de Janeiro, nossa cidade, para alguma capital europeia.

Na pesquisa, descobrimos que a rota Rio - Paris é uma das mais em conta e também a que mais fazia sentido no nosso planejamento. Claro, os voos para Portugal e Espanha podem até ser mais baratos, mas como não pretendíamos visitar esses países durante o mochilão, nem cogitamos essas opções.

A capital francesa foi nosso porto de entrada, mas não foi a primeira cidade que visitamos. Depois de pesquisar formas de começar a viagem, resolvemos que o melhor seria aterrizar em Paris e de lá pegar um trem direto para Frankfurt, na Alemanha, onde começaríamos oficialmente a nossa saga.

Claro, cada viagem é diferente, e você deve pesquisar o que é melhor para você em termos financeiros e de acordo com o tamanho da sua viagem.

Voltando ao nosso itinerário, decidimos fazer nessa ordem:

Paris (França) - Frankfurt (Alemanha) - Munique (Alemanha) - Viena (Áustria) - Praga (República Tcheca) - Berlim (Alemanha) - Oslo (Noruega) - Estocolmo (Suécia) - Copenhague (Dinamarca) - Edimburgo (Escócia) - Newcastle (Inglaterra) - York (Inglaterra) - Londres (Inglaterra) - Amsterdã (Holanda) - Bruges (Bélgica) - Bruxelas (Bélgica) - Paris (França).


Itinerário mochilão na Europa

A nossa lógica foi fazer uma espécie de círculo incluindo locais da Europa Ocidental, Norte da Europa e Reino Unido, começando e terminando em Paris.


Outra parte do itinerário de mochilão na Europa

Como viajamos em grupo, cada um teve que fazer concessões para chegarmos em um roteiro final que contemplasse as cidades preferidas de cada um. Ficamos, em média, dois dias em cada local, mas em algumas cidades passamos apenas algumas horas, e em Berlim ficamos mais tempo, três dias inteiros.

Se tivéssemos mais tempo, poderíamos aproveitar melhor cada destino, mas como só tínhamos um mês, privilegiamos os nossos locais preferidos e os que faziam sentido no roteiro que planejamos. Mas, claro, temos alguns arrependimentos.

No meu caso, queria ter passado por mais cidades na Alemanha, fomos apenas em Berlim, Munique e Frankfurt, e tivemos que deixar de ir em Hamburgo e Stuttgart, por exemplo. Para minha irmã, o ideal seria visitar também Dublin e outros locais da Irlanda que ela sonhava em conhecer. Meu cunhado ficaria mais tempo nos países Nórdicos, e uma das cidades que ele mais se arrependeu de não conhecer foi Bergen, na Noruega.

Pensando pelo lado positivo, esses locais que não conhecemos nos deixaram com gostinho de quero mais, e nos dão ainda mais vontade de organizar mais mochilões como esse que vivemos! Quem sabe em um futuro próximo?

Quanto gastei no meu mochilão pela Europa de um mês

Quando começamos a idealizar a viagem, o nosso pensamento principal era: precisamos economizar e gastar com inteligência o dinheiro reservado para o mochilão! Tínhamos um tempo relativamente longo para passear pela Europa, 28 dias, e precisávamos fazer o nosso orçamento render o máximo possível.

O preço do voo Rio - Paris - Rio

O primeiro passo foi escolher a passagem aérea. Como expliquei mais acima, pensamos em pesquisar voos saindo do Rio para um dos destinos que visitaríamos. A opção mais barata que encontramos foi Rio - Paris - Rio, a R$ 2.981 por pessoa.

Compramos os tickets em maio e a viagem começaria em novembro, ou seja, com seis meses de antecedência. Talvez, se tivéssemos comprado mais cedo, conseguiríamos um valor ainda mais baixo.

Fica a dica para a sua viagem: pesquise muito e compre a passagem o quanto antes. Uma boa é usar sites como Skyscanner ou Google Flights para ajudar na busca pela passagem mais barata!

O investimento em diárias de hotéis


Dicas de hostels para um mochilão na Europa

Decidida a passagem, que acabou sendo o maior custo da viagem, demoramos alguns meses para iniciar a busca pela hospedagem. Se eu pudesse voltar no tempo, começaria a pesquisar antes. Mesmo tendo sucesso em grande parte das escolhas que fizemos, tenho certeza que poderíamos ter economizado ainda mais. Mais um aprendizado para as próximas aventuras!

A respeito da hospedagem, precisávamos reservar hostels em 13 cidades, ficando pelo menos uma noite em cada uma. Privilegiamos os quartos triplos, mas em algumas cidades acabamos ficando em quartos quádruplos compartilhados (que são um pouco mais baratos).

Nosso único luxo foi o hostel de Londres. Escolhemos um quarto triplo com suíte privativa no MEININGER Hotel London Hyde Park, que tem uma localização super privilegiada, o que nos custou R$ 254 por pessoa para passar uma única noite!

A diária mais barata que conseguimos foi em Praga, no Safestay Prague, por módicos R$ 30 por pessoa em quarto quádruplo compartilhado. Foi uma verdadeira barganha, e o hostel ficava em uma área central da cidade e a poucos passos de estações de metrô e tram e pontos de ônibus.

No total, gastamos R$ 2.308 com hospedagem, uma média de R$ 82,5 por dia, o que considero um ótimo valor.

Dica extra

Se você tiver mais tempo para viajar e quiser uma experiência mais profunda e prolongada, uma ótima sugestão é fazer um work exchange, que é um tipo de viagem na qual você troca algumas horas de trabalho voluntário por hospedagem.

Além da economia com o hostel, essa é uma forma diferente de viver a cultura de cada cidade, praticar o idioma local e também conhecer mais viajantes de vários lugares do mundo.

A Worldpackers é uma das principais plataformas que facilitam esse tipo de intercâmbio e neste link você acessa um guia com dicas valiosas de como fazer um trabalho voluntário no exterior.


Nós durante o mochilão na Europa

O custo dos deslocamentos

Desde o início, sabíamos que a parte de transporte entre as cidades “comeria” uma boa parte do nosso orçamento. Por isso, tínhamos que escolher com inteligência e estratégia qual seria o melhor meio de transporte entre cada cidade e país.

Primeiro, pesquisamos aqueles passes de trens que cobrem boa parte da Europa, mas descobrimos que eles eram mais caros do que pegar um ônibus ou até um voo em uma companhia aérea lowcost. Como queríamos economizar, logo deixamos essa ideia de lado.

Contando apenas os deslocamentos maiores, entre cidades e países, gastamos, cada um, R$ 2.662, utilizando ônibus, principalmente, avião e trem. Poderíamos ter economizado ainda mais se tivéssemos reservado as passagens online por plataformas como a GoEuro (que recentemente mudou de nome e agora chama-se Omio). Acabamos escolhendo comprar na hora as passagens nos primeiros dias, erro de principiante que você não deve fazer de jeito nenhum!

Só para você ter uma ideia da burrada que fizemos, tínhamos pesquisado ainda no Brasil o valor do trem entre Paris e Frankfurt, o primeiro meio de transporte que pegamos quando chegamos à Europa, e achamos melhor comprar os bilhetes na hora.

Quando fomos no guichê da Gare d’Est (uma das principais estações de trem da capital francesa), acabamos pagando quase o dobro do valor pesquisado na internet. Pagamos R$ 568 cada um, o valor mais caro entre todos os outros transportes da viagem.

Não ter confiado no GoEuro foi um dos nossos maiores arrependimentos e uma das principais lições que aprendi durante o meu mochilão.

A seguir, vou compartilhar esse e outros ensinamentos. Assim, você vai poder economizar ainda mais na sua própria viagem!

Resumo dos gastos

Juntando as passagens aéreas entre Rio e Paris, a hospedagem e o deslocamento, pagamos um total de R$ 7.951 por pessoa, um ótimo preço para uma viagem de um mês pela Europa! Também vale ressaltar que levamos, cada um, mil euros em cartões pré-pagos para gastar com comida e transporte urbano, valor que foi suficiente.

Ensinamentos do meu mochilão de um mês na Europa

Foram quatro semanas de muitas aventuras e também de muitas lições aprendidas! A seguir, vou compartilhar algumas delas com você, assim tenho certeza de que a sua experiência com a mochila nas costas vai ser tão ou até mais legal do que a minha! Vamos a eles?

1. Comece a planejar com antecedência

Organizar bem a viagem é meio caminho andado para que ela seja um sucesso! Ainda mais se o seu mochilão pela Europa, assim como o meu, te levar para muitas cidades diferentes de vários países.

Mesmo na União Europeia, o que facilita muito em termos de burocracia (os brasileiros podem viajar pela Europa sem necessidade de visto por até três meses ininterruptos), é preciso estudar as várias possibilidades de rotas para decidir qual é o caminho que mais tem a ver com as suas expectativas.

No nosso caso, poderíamos ter feito de muitas formas diferentes. Uma delas podia ser começar por Paris e terminar por Londres, trocando a ordem dos países visitados. Mas, depois de estudar as opções e levando em conta, principalmente, o tempo dos deslocamentos e o preço dos diferentes meios de transporte, e quantos dias queríamos ficar em cada lugar, chegamos na rota que consideramos o melhor para a nossa viagem.

Cada um também listou as cidades que fazia questão de visitar e outras que poderia abrir mão. Assim, ficou mais fácil fazer um roteiro que agradasse os três.

2. Confie nas ferramentas disponíveis na internet


Use aplicativos durante seu mochilão

Como destaquei anteriormente, um site que nos ajudou muito a planejar os caminhos foi o GoEuro, plataforma para pesquisar, comparar preços e comprar passagens de ônibus, trem e avião para praticamente toda a Europa!

Descobrimos esse site no meio do planejamento e o usamos muito, principalmente para ter uma ideia de quanto gastaríamos e qual seria o tempo de deslocamento entre as cidades.

O GoEuro ajudou muito a decidir, por exemplo, se era melhor gastar um pouco mais comprando uma passagem de trem para viajar de um lugar para o outro em algumas horas ou pegar um ônibus noturno que demoraria três vezes mais tempo, mas nos faria economizar na hospedagem.

O problema foi que, durante a pesquisa, não confiamos muito no site e não reservamos as passagens com antecedência. Nossa ideia era ver os preços pelo site e ir comprar no próprio local, à medida da nossa necessidade.

Já no caminho entre Frankfurt e Munique, que faríamos em um ônibus noturno, descobrimos que o preço a passagem seria quase o dobro daquele que tínhamos pesquisado online.

Como não compramos pelo site, acabamos gastando mais do que gostaríamos. Sem contar que o ônibus estava praticamente cheio e por pouco não tivemos que reorganizar toda a viagem porque não conseguiríamos embarcar naquela noite.

Rapidamente corrigimos esse erro e passamos a comprar as passagens pelo site com antecedência de pelo menos uma semana, tanto para garantir o lugar quanto para economizar um pouco mais.

Reservar os hostels pelo Booking.com também foi uma ótima escolha porque sempre optávamos pelas opções de hospedagem com cancelamento grátis, caso fosse necessário mudar de planos por qualquer motivo ou porque queríamos ficar mais tempo em algum destino.

Nesse quesito não tivemos nenhum problema, e recomendamos muito fazer as reservas com antecedência pelo site, mesmo que depois você decida desistir da reserva e procurar outro lugar para se hospedar. Assim você garante preços mais em conta ou consegue uma data em albergues ou hotéis que são mais requisitados e difíceis de reservar.

3. Se precisar, ajuste seus planos

Esse foi um ensinamento importante que tivemos durante a viagem. Quando sentimos que, por qualquer motivo, precisávamos mudar os planos, assim fizemos!

Ao longo do mochilão percebemos que o planejamento nem sempre vai dar 100% certo. Algumas vezes vimos que uma cidade que prevíamos ficar por dois dias, valia à pena visitar por apenas um, ou um lugar onde só passaríamos algumas horas, merecia mais tempo para ser desbravado.

Um ótimo exemplo disso também foi a nossa passagem por Munique nos primeiros dias da viagem. No planejamento original, decidimos passar o dia inteiro na cidade e à noite seguiríamos para o próximo destino.

Assim, chegamos lá vindos de Frankfurt em um ônibus noturno e no fim do dia pegaríamos outro ônibus noturno para Viena. Resultado: o dia em Munique foi bem corrido, só conseguimos parar um pouco para beber um pint de cerveja em uma das cervejarias mais famosas da cidade conhecida pela Oktoberfest.

Se tivéssemos separado mais um dia para ficar por lá, poderíamos ter voltado em mais locais interessantes que conhecemos de passagem durante do free walking tour que fizemos na parte da manhã. Se arrependimento matasse...

4. Faça free walking tours

Essa é uma super dica: procure pelos free walking tours em cada cidade que você visitar! Quando saímos do Brasil, não conhecíamos esse tipo de passeio. Descobrimos que ele existia justamente em Munique, na segunda parada da viagem.

Estávamos passando pela Marienplatz, um dos principais pontos turísticos de Munique, quando vimos um grupo de pessoas ao redor de um guarda-chuva vermelho e formos ver o que estava acontecendo. Assim, descobrimos uma empresa que fazia tours grátis por vários destinos da Europa, a Sandemans New Europe.

Coincidentemente, a empresa atuava em várias cidades do nosso mochilão (Amsterdã, Berlim, Copenhague, Bruxelas, Edimburgo, Londres, Paris e Praga). Então decidimos ali mesmo que, nesses locais, faríamos o passeio com eles.

O melhor é que a Sandemans tem um cartão de fidelidade, e a cada destino eles incluem um carimbo marcando a nossa presença. Quanto mais tours fizemos, mais prêmios conseguimos, incluindo descontos e gratuidades nos passeios pagos e até produtos da marca, como cadernos e mugs de café!


Cartela de free walking tour

Onde não tinha passeio pela Sandemans, procurávamos outras empresas de free walking tour, e fizemos isso em todas as cidades que visitamos ao longo do mochilão pela Europa. Por isso, posso dizer por experiência própria que vale muito à pena fazer esse tipo de tour, porque eles aprofundam a experiência de viagem e até otimizam o seu tempo em cada local visitado.

Uma observação importante: apesar do nome, esses tours não são completamente gratuitos. Isso porque os guias trabalham à base de gorjetas. Então, sempre separe um valor para dar ao profissional no final! Como nosso orçamento era curto, demos de 5 a 10 euros para cada guia turístico. Um valor simbólico, mas super importante para manter o trabalho deles!

5. Saiba que, às vezes, o barato sai caro

Ao longo do planejamento e da viagem em si, mudamos muito de ideia sobre qual seria o melhor meio de transporte para chegar em cada cidade. Durante a organização do mochilão pela Europa, pensamos que quanto mais noites passássemos a bordo de ônibus indo de um lugar para o outro, melhor seria.

Imaginamos que essa seria uma boa estratégia porque assim conseguiríamos visitar mais cidades e ainda economizar um dinheiro, pois as passagens de ônibus são, geralmente, mais baratas do que a hospedagem e outros meios de transporte como trem e avião.

Mas aprendemos na prática que quando passamos a noite dormindo no ônibus e o dia seguinte inteiro passeando a pé e a próxima noite mais uma vez no ônibus, questões com cansaço e higiene começam a incomodar e a fazer a viagem virar um verdadeiro suplício!

Afinal, tivemos que encontrar locais para as necessidades básicas e também ficamos esperando horas a fio, já que os ônibus saem de madrugada e, como fomos no inverno, anoitecia super cedo, perto das 4hs da tarde.

Fizemos isso só no início, quando saímos de Frankfurt e passamos duas noites em um ônibus para chegar em Munique e depois em Viena, e só conseguimos descansar de verdade quando chegamos em Praga, onde ficaríamos por dois dias seguidos.

Depois dessa experiência quase trágica (risos), decidimos que era melhor repensar a estratégia porque, apesar da economia de tempo e dinheiro, o custo-benefício não era dos melhores, já que ficamos extremamente cansados nesses dias, e acabamos curtindo menos do que gostaríamos.

Moral da história: ao longo do caminho descobrimos que, às vezes, é melhor gastar um pouco mais com um transporte mais rápido ou com uma noite a mais de hospedagem para conseguirmos aproveitar com mais conforto todos os momentos dessa experiência única que é viajar pelo Velho Continente!

6. Escolha a melhor época para ir

Por experiência própria: se for fazer um mochilão pela Europa, escolha as estações mais quentes do ano! O nosso mochilão começou em 13 de novembro, pouco mais de um mês antes do início do inverno. Mesmo assim passamos alguns perrengues durante a viagem por causa do frio.

Nós tínhamos a esperança de que a temperatura, em média, seria baixa, porém amena, por volta dos 10 graus. Erramos! Nos países do Norte da Europa (Suécia, Noruega e Dinamarca), pegamos temperaturas negativas e os nossos casacos quase não suportaram o frio!

Sem contar alguns dias de chuva e frio intenso, uma péssima notícia para quem cruza uma cidade inteira a pé! Por isso, levar um casaco específico para o frio e impermeável é essencial para quem vai para a Europa, principalmente para quem escolhe viajar durante o outono e o inverno (entre setembro e março no Hemisfério Norte).

Outro problema dessa época do ano são os horários do nascer e do pôr do sol, super diferentes dos padrões brasileiros. Nos países nórdicos, clareava depois das 8h da manhã e escurecia mais ou menos às 3hs da tarde, o que deixou os nossos dias curtíssimos e até embaralhou um pouco o nosso relógio biológico.

Na primavera e no verão, pelo contrário, os dias são muito mais longos, chegando a anoitecer perto das 22h, e as temperaturas são muito mais favoráveis para quem vai passar o dia inteiro caminhando para todos os lados.

Então, além de viajar fora da alta temporada - que na Europa é entre julho e agosto - quando os preços são mais altos, outra ótima dica é pesquisar as temperaturas médias de cada mês e os horários do amanhecer e do pôr do sol, para conseguir curtir ao máximo o seu mochilão pela Europa.

Recomendação final: aproveite a sua viagem como se não houvesse amanhã

Se você, como eu, sempre sonhou com o primeiro mochilão, o melhor ensinamento que posso te dar depois de ter feito a viagem: aproveite tudo como se não houvesse amanhã!

Após meses organizando tudo e com muitos sonhos prontos para serem realizados, o melhor que você pode fazer é sair do Brasil com muita vontade de se deixar levar e viver tudo o que você imaginou para essa grande aventura. Essa experiência, com toda certeza, vai ficar marcada para sempre na sua memória!

E se você sentir que precisa ajustar os seus planos no meio do caminho, vá em frente! Nem sempre a rota que idealizamos vai ser a melhor quando chegarmos lá. De resto, te desejo um mochilão na Europa recheado de ótimos momentos e muitos aprendizados! 


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Ana Paula

Jun 27, 2019

Jornalista há quase uma década, sou viciada em viajar, escrever e fotografar. Minha maior paixão é vivenciar outras culturas e estou sempre planej...


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