Viajar para Roma: um roteiro por pontos fundamentais da cidade

Roma, a cidade eterna, é uma das cidades mais lindas e visitadas da Itália. Se você também pensa em viajar para lá, confira as dicas desse texto!


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Karina

Ago 30, 2019

Jornalista, leitora, viajante y otras cositas más. Uma forasteira que se perde no mundo para, no instante seguinte, poder se encontrar. Seis paíse...

Informação de viagem para Roma

A imagem de Roma pode até soar um pouco clichê e dar a impressão de que, ao chegar lá, a experiência nem vai ser tudo aquilo de que tanto se fala. Pra quem tem alma mochileira então, a cidade eterna por vezes acaba ficando no fim da lista dos destinos de sonhos, dado o alto volume de turistas que circulam por lá diariamente e o fato de, à primeira vista, não parecer que há algo a se descobrir durante a viagem. Isso, claro, é um gigantesco engano.

Por mais que a figura do Coliseu seja nossa conhecida desde os tempos da escola, nada supera ver a construção de perto e, mais do que isso, caminhar por ela.

Seja você um amante de história, fã do filme Gladiador ou um mero curioso com um bocado de imaginação, estar dentro de uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno é uma experiência emocionante. Isso vale para cada pedaço de Roma, já que a cidade existe há quase 3 mil anos.

Uma dica é desfrutar dos pontos marcantes tentando voltar no tempo, a pensar em Júlio César, Adriano, Marco Aurélio e seus súditos que viveram naquele mesmo local. Não há como sair da capital italiana, que foi por séculos a cidade mais importante do Ocidente, sem mergulhar, ainda que em pouca profundidade, em toda a história que sua terra carrega.

Confira minhas dicas para viajar para Roma:

1. A história de Roma


Ruínas de um templo romano

De forma resumida, Roma nasceu como uma pequena aldeia, 753 anos antes de Jesus nascer e, portanto, 2.772 anos antes de você ler este texto, neste exato momento.

Reza a lenda que os romanos descendem de Enéias, um herói troiano que fugiu para a região depois da destruição de Tróia pelos gregos, por volta de 1.400 a.C. Dois filhos dele, os gêmeos Rômulo e Remo, teriam sido jogados no Rio Tibre por um usurpador do trono chamado Amúlio. Amamentados por uma loba e criados por camponeses, os irmãos cresceram e retomaram a cidade, fundando ela oficialmente em 753 a.C.

Depois dessa etapa começa a fase de monarquia, que seguiu até o ano 509 a.C, quando surgiu a República Romana. Na sequência, há uma crise e surge então o famoso e super poderoso Império Romano (27 a.C a 476), que tornou a cidade o centro do mundo na Antiguidade. Nesta época, para se ter uma ideia do poder romano, com a expansão territorial, eles representavam 25% da população mundial.

A história é fascinante e, melhor do que ler sobre ela, é poder pisar, tocar e ver de perto o que restou, numa verdadeira viagem ao passado. É este o principal motivo para visitar a cidade eterna, que tem ainda muito mais: monumentos, parques, museus, igrejas de todos os tamanhos e cores e, claro, a boa comida que só a Itália tem.

2. Para preparar a sua viagem para Roma

Onde ficar


Hostel com oportunidade de voluntariado 

Pela Worldpackers você tem a oportunidade de viver algum tempo na cidade e ainda economizar ao fazer trabalho voluntário em Roma. São algumas horas de trabalho por dia em troca de acomodação, café da manhã e outros benefícios. Entre as opções, estão ser recepcionista ou videomaker no Yellow Hostel ou ajudar na cozinha e tarefas no Roma Tempus.

Para quem vem somente a passeio e tem poucos dias, a dica é se hospedar perto da estação Roma Termini, que oferece um fácil deslocamento pelas linhas de metrô e ônibus aos Aeroportos Fiumicino e Ciampino e também por trem para diversas cidades italianas. 

É uma região que foge um pouco ao que se espera quando se pensa numa cidade tão antiga – os arredores da Roma Termini têm ruas sujas, prédios abandonados, que dão uma sensação de insegurança – mas este é um ponto central para a estadia, especialmente para quem tem pouco tempo.

Claro que, se você busca uma experiência mais italiana, a recomendação é se hospedar no bairro Trastevere ou arredores. Lá, entretanto, não há metrô muito próximo, então o deslocamento acaba por depender de ônibus ou dos elétricos.

Como chegar

A cidade conta com uma boa rede de metrô e também ônibus, além de alguns elétricos (pequenos trens de superfície). Quem chega pelo Aeroporto Fiumucino pode optar pelo deslocamento por trem, táxi ou ônibus para ir até o centro da cidade.

Já pelo Aeroporto Ciampino o deslocamento é somente por ônibus ou táxi. Há várias companhias que fazem o percurso, em geral destinado à estação Roma Termini, que é também o ponto de chegada dos trens que saem de outras cidades.

Estando na Roma Termini, é possível pegar ônibus para o ponto desejado ou ainda utilizar o metrô, que dá acesso aos principais locais.

Quando ir

Roma é uma das cidades mais visitadas do mundo, o que faz com que esteja repleta de turistas durante todo o ano. Mesmo assim, é possível optar por períodos com menor afluência de visitantes, o que vai garantir uma experiência mais tranquila.

O mês de agosto, por exemplo, é o auge do verão europeu, quando todos estão em férias e a viajar. Ou seja, vai haver fila por todos os lados e o calor também dificulta muito o aproveitamento da viagem, pois não há muita opção para se proteger do sol.

Os meses de outono e inverno acabam por ter uma movimentação um pouco menor e, mesmo com um clima frio e um tanto chuvoso, é possível visitar os locais e aproveitar filas menores e, claro, ter fotos muito mais bonitas.

3. Sete locais indispensáveis em uma visita a Roma

Coliseu, Foro Romano e Palatino


Coliseu

Uma das sete maravilhas do mundo, o Coliseu é parada clássica e indispensável na cidade eterna. Este é o maior anfiteatro de Roma, construído a pedido do Imperador Vespasiano, em 72 d.C. e inaugurado em 80 d.C. Ou seja, a primeira construção dele levou apenas oito anos. Ao observar de perto a estrutura, impressiona a agilidade para um período com recursos escassos.

Para evitar filas gigantes, a dica é estar lá logo no horário de abertura, às 8h30. O ingresso normal custa 12 euros e certamente é um ótimo investimento, já que é possível visitar também o Palatino e o Foro Romano.

Dentro do Coliseu, além de caminhar na construção italiana mais famosa do mundo, ainda dá pra ver a arena dos gladiadores e aprender um pouco sobre a história do local.

Já o Foro Romano era o centro da vida política, judicial e comercial da antiga Roma, onde estão reunidos os resquícios dos principais edifícios públicos e sagrados da época da República. O Palatino é a mais central das sete colinas de Roma, dando uma vista de cima do Foro Romano e também do Circo Massimo, que fica no lado oposto. Esta visita precisa de um dia inteiro, já que são muitos pontos a serem visitados dentro do mesmo espaço.

Fontana di Trevi e arredores


Fontana di Trevi 

Este é um dos cantinhos mais especiais de Roma. Ao andar pelas vielas próximas, já se ouve o barulho da água e, ao chegar em frente, é um espetáculo. Em estilo barroco, a Fontana di Trevi é a maior da Itália, com 26 metros de altura e 20 de largura. Começou a ser construída em 1732 e só acabou 30 anos depois. No centro está Netuno.

Além de cumprir a tradição de jogar uma moeda na fonte (para garantir que voltará a Roma), vale a visita pela manhã, cedinho, se quiser apreciá-la sem muita gente por perto, e também à noite, quando as luzes dão um toque especial à construção. Os arredores são cheios de restaurantes, gelaterias e lojinhas variadas, vale explorar com calma, também.

Vaticano


Vaticano

Visitar o menor país soberano do mundo é, por si, uma experiência indispensável a todo viajante. Mas, claro, o Vaticano tem muito mais a oferecer. Apesar do pequeno território, uma visita por lá pode levar o dia todo, tamanha quantidade de atrações a visitar.

Para começar, se for em uma quarta-feira, é possível agendar a participação na Audiência Papal, com marcação pelo site da Prefeitura da Casa Pontifícia. Já aos domingos, ao meio-dia, o papa Francisco aparece em uma das janelas para o Angelus e lê um sermão que dura uns 15 minutos. Mesmo não sendo religioso, vale a oportunidade de ver de perto o papa argentino.

Além da Praça de São Pedro, que é belíssima, você pode entrar gratuitamente na Basílica São Pedro, o maior e mais importante edifício do catolicismo no mundo. É de arrepiar a riqueza arquitetônica do local.

Outro ponto essencial, que custa somente 10 euros, é o conjunto de Museus do Vaticano. No último domingo do mês a entrada é gratuita e, claro, há muito mais fila, mas vale a pena. Lá dentro, é possível ver de perto a majestosa coleção de obras da igreja católica, contemplando vários períodos e regiões do mundo. Há, por exemplo, uma múmia egípcia, estátuas gregas e quadros de artistas diversos. O suprassumo, claro, fica por conta da Capela Sistina, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Perugino e Sandro Botticelli.

As igrejas


Igreja em Roma

Não é exagero dizer que a cada esquina você pode encontrar uma igreja em Roma. De diversos tamanhos, cores, dedicadas a santos diferentes, as igrejas são também parte importante da história da cidade.

Para os religiosos, é claro que faz todo o sentido entrar e visitar, fazer uma oração ou agradecimento, mas, mesmo para quem pratica outras religiões ou nenhuma, vale conferir o charme e a arquitetura, muitas vezes repleta de ouro, que estes templos dispõem.

Trastevere


Trastevere

Talvez o bairro mais charmoso de Roma, com uma arquitetura única e uma atmosfera boêmia, a preservar suas raízes centenárias como reduto da classe operária da cidade. Não faltam bons restaurantes, cervejarias e lojas de artesanato. Os pontos principais do bairro são a Piazza di San Calisto e a Piazza Santa Maria in Trastevere, junto a uma bela igreja repleta de mosaicos. Aqui o que vale é andar sem rumo e se perder pelas vielas antigas.

A região da Piazza di Spagna


Piazza di Spagna

A bela escadaria que tem como ponto final a Chiesa di Trinità dei Monti fica junto à Piazza di Spagna. Há ainda uma fontana e, claro, a praça em si, que valem a visita. Mas, além disso, esse é ponto onde estão concentradas as lojas de grife, como Gucci, Valentino, Armani e muitas outras. Há ainda restaurantes e bares que são ótimos para relaxar durante o passeio.

Altare della Patria e outros monumentos


Altare della Patria

Basicamente, a cada passo dado em Roma, você estará pisando na história. Em alguns casos, vê-se somente ruínas do que um dia foi uma casa, um templo, um comércio. Em outros, especialmente nas construções mais modernas, está o esplendor de uma cidade que, mesmo não tendo o poder de antigamente, não esquece seu passado.

Um bom exemplo disso é o grandioso Altare della Patria, que conta com uma estátua de Vittorio Emanuele, o primeiro rei da unificação do país. Inaugurado em 1911, o local é todo branco e impressiona pela riqueza de detalhes e pelo seu tamanho. Dentro dele, é possível visitar o Museo del Risorgimento e ainda há a opção de um elevador até o terraço, com uma vista panorâmica da cidade.

Logo ao lado, há um sítio arqueológico com escavações. Seguindo em frente, está a Piazza Venezia. Passando por ela e algumas ruelas, você facilmente chega ao Pantheon, que foi reconstruído entre 118 e 128 d.C, por ordem do Imperador Adriano, após um incêndio ter destruído quase que toda a construção original. A entrada é gratuita.

Um monumento curioso e ligado à superstição é a Bocca della Veritá, uma pequena estátua redonda com uma boca aberta. A lenda diz que se uma pessoa coloca a mão dentro da boca e ela se fecha, essa pessoa é mentirosa. A foto clássica é fazer o que manda a tradição, com a sorte de sair de lá com os dedos inteiros.

Há ainda o Circo Massimo, um antigo estádio utilizado para as corridas de bigas e que foi também a maior arena de entretenimento de Roma, acomodando mais de 150 mil pessoas.

Outro ponto legal de visitar é a Pirâmide de Céstio, do tempo da Antiguidade, construída entre 18 e 12 a.C, como um túmulo para Caio Céstio Epulão, e também o Castelo de Sant’Angelo, que inicialmente era um mausoléu.

Além destes, há muitos outros pontos especiais a se visitar. Como já dito, Roma é cheia de história e é uma aventura descobrir o que esconde cada canto da cidade.

EXTRA: Comunicação

Roma é uma capital e também cheia de turistas, então se você fala inglês, vai conseguir se comunicar sem problemas, mas ao viajar para Roma é sempre bom aprender um pouco do idioma local, o que ajuda a tornar a experiência de viagem mais completa. Por isso, um pequeno guia de palavras e frases mais usadas em italiano:

  • Buongiorno: bom dia (usado somente pela manhã);
  • Buonasera: boa tarde e boa noite (ao chegar no local);
  • Buona giornata: é como dizer “bom trabalho”, mas vale para uso somente pela manhã;
  • Buona serata: é o “bom trabalho”, para usar à tarde ou à noite;
  • Scusa, io no parlo italiano, io sono brasiliano/brasiliana: desculpe, eu não falo italiano, eu sou brasileiro/brasileira;
  • Permesso: com licença;
  • Mi scusi: me desculpe;
  • Per favore: por favor;
  • Vorrei ordinare: quero pedir (para fazer o pedido do prato desejado no restaurante);
  • Grazie: obrigado(a);
  • Grazie mille: muito obrigado(a)
  • Prego: este é um curinga e você vai ouvir o tempo todo. Pode significar por favor, com licença, desculpe, de nada, entre outros.
  • Quanto costa?: quanto custa;
  • Dové il bagno?: onde fica o banheiro?
  • Entrata: entrada
  • Uscita: saída
  • Destra: direita
  • Sinistra: esquerda

Tá vendo como Roma é uma cidade cheia de encantos e história para descobrir? Se você tiver alguma dúvida ou indicação de lugar para visitar em Roma, é só deixar um comentário. 


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Karina

Ago 30, 2019

Jornalista, leitora, viajante y otras cositas más. Uma forasteira que se perde no mundo para, no instante seguinte, poder se encontrar. Seis paíse...


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