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Melhores cidades (por país) para viajar sozinha na América do Sul

Mesmo com fama de perigosas e assustadoras, algumas cidades da America do Sul foram surpreendentemente acolhedoras e amigáveis enquanto viajei sozinha.


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Nathalia

Eu viajo. É disso que eu vivo e eu vivo para isso. Não posso imaginar minha vida de outro jeito ...

Ago 09, 2018

Buenos Aires é uma das melhores opções para viajar sozinha na América do Sul

Viajar sozinha pode parecer um pouco assustador no começo, mas como eu já falei nesse artigo, também pode ser muito prazeroso e realizador.

Mesmo assim, existem alguns cuidados que devemos ter, truques e dicas de várias situações que podem surgir em sua viagem.

Por isso, preparamos uma lista de dicas de cidades ideais para mulheres viajantes na América do Sul:

1. Colômbia

Minha primeira dica é o país que mais me surpreendeu: a Colômbia.

Um lugar onde todos me disseram que tudo ia dar super errado, um país maltratados por anos de violência, tráfico, prostituição, drogas e muitas outras coisas pesadas, certo? Errado!

A Colômbia foi a maior surpresa do meu mochilão pela América do Sul, uma prova disso é que eu fui para ficar dois meses e acabei ficando seis, renovando meu visto super fácil e rápido para poder conhecer outros cantinhos desse país maravilhoso.

Lá na Colômbia eles têm cidades que agradam a todos os estilos de viajantes, seja mochileiro, low budget, milionário ou turista.

Cali e Medellín foram as duas primeiras cidades que passei, conheci hosts incríveis e pessoas muito animadas e divertidas.

Cali em si é uma cidade bem tranquila, onde às 19h já quase não se vê mais gente na rua, a não ser os trabalhadores que estão voltando para casa. Fora isso, a cidade respira salsa, ritmo musical que deixou todo o país famoso no mundo inteiro por seus passos calientes e divertidos. Em Cali é possível encontrar centenas de bares da dança típica num mesmo bairro, cheios de moradores locais e principalmente estrangeiros querendo conhecer e aprender um pouco mais dessa cultura.

Cartagena veio logo depois, fiquei um mês e meio nessa cidade de calor de 40 graus às 8h da manhã, com turistas de todos os cantos do mundo, pessoas te vendendo tours pela rua e casinhas antigas cheias de flores e completamente decoradas para participar da disputa anual de casas decoradas criada pelo governo (você pode ler mais sobre esse projeto no meu post com guia completo de Cartagena aqui).

Logo depois desses 45 dias na praia, me mudei para passar quase três meses em Bogotá, capital da Colômbia e também a cidade mais linda, charmosa, fresquinha e amigável de toda minha viagem.

Quando cheguei me deparei com casas e prédios inteiros construídos com tijolos escuros, bem no estilo britânico mesmo, por isso já foi amor à primeira vista. Nunca descobri o motivo desse tipo de construção ser tão comum em Bogotá, só sei que por ser sempre frio, já que a cidade fica em cima de uma montanha a mais de 2.600 metros da altura do mar, faz com que o ar britânico seja ainda mais intenso quando você anda pelas ruas.

Muitas pessoas me falaram que eu teria problemas com o machismo do país, com a violência e outras coisas, mas fora uma alergia bem chata que eu tive de um bichinho que me picou em Medellín, em nenhum momento nestes seis meses de viagem eu me senti insegura ou ameaçada, por isso recomendo a Colômbia de olhos fechados para todas as minhas amigas que querem explorar lugares incríveis sem se preocupar por serem mulheres viajando solas ou em grupo.

Cartagena é outra opção para viajar sozinha na América do Sul

2. Argentina

Quando cheguei no hostel em Buenos Aires, o primeiro hostel da minha vida, eu fiquei realmente assustada com a situação: me colocaram em um quarto com mais três homens, dois venezuelanos e um colombiano. Pedi na recepção se era possível trocar de quarto, para um que tivesse mais mulheres ou pelo menos que eu não fosse a única mulher ali sozinha naquela situação, mas me disseram que estavam cheios, por isso tive que enfrentar meu pânico e ficar ali mesmo.

Na primeira noite eu praticamente nem dormi, de tanto medo que eu tinha de me fazerem algo, no dia seguinte os meninos foram tão legais e gentis comigo (um deles inclusive se ofereceu para ser meu guia na cidade, já que estava ali trabalhando e vivendo há mais dois meses), no final nos tornamos todos grandes amigos.

Inclusive, depois de alguns dias na cidade e convivendo com eles e outros hóspedes, eu peguei uma gripe muito forte, daquelas que não dá para levantar da cama mesmo, e todos foram muito solícitos me ajudando, oferecendo remédio e até levando sopa na cama para mim.

Passeamos juntos por toda a cidade, fomos a festas e bares, lugares turísticos e estabelecimentos que somente os locais conheciam. Me mostraram uma Buenos Aires que eu, sozinha, jamais teria a chance de conhecer e sou muito grata a todos eles.

Experiências como esta servem para mostrar que muitas vezes nossos medos são tão bobos que podemos até perder a oportunidade de fazer novos e incríveis amigos.

Claro que é sempre bom estar alerta nessas situações a primeira vista, mas o ideal é confiar na sua intuição mesmo, nossos sentidos nunca erram, mas às vezes nosso instinto de sobrevivência exagera um pouco.


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Nathalia

Eu viajo. É disso que eu vivo e eu vivo para isso. Não posso imaginar minha vida de outro jeito ...

Ago 09, 2018


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