Foi assim que economizei R$5000 na Nova Zelândia

Viajar em baixo custo é a alternativa para quem tem um orçamento baixo disponível realizar o sonho de cair no mundo. Comigo não foi diferente. Viajar como uma worldpacker possibilitou que eu economizasse uma grana de hospedagem.


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Valkyria

Sou estudante de Relações Internacionais e grande aspirante do universo do turismo. Então, acredi...

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Out 20, 2018

Como economizar em sua viagem para Nova Zelândia

A ideia desse relato não é falar sobre o que eu economizei e sim sobre o que eu gastei, então vamos lá!

1. Gasto total

● 8.000 reais. Sendo, aproximadamente, R$5.500 de passagem aérea e R$1800 de budget no local.

● O dólar neozelandês saia por 3 reais na época, com as taxas inclusas.

● Meu budget diário disponível era de, aproximadamente, 10 NZD.

Para que o relato não seja pretensioso, tudo que eu tiver comprado em reais, eu darei os preços em reais. Tudo que eu tiver comprado em dólares neozelandeses, eu darei os preços em NZD.

2. Gastos com alimentação 

● Em média, eu gastei 60 NZD por mês com alimentação, tendo um orçamento médio diário de 2 NZD. SIM, 2 NZD! Sabendo escolher os produtos e adaptando suas compras, é totalmente possível.

● O hostel oferece café da manhã. Além disso, ele é extremamente bem localizado, perto de mercados e restaurantes dos mais diversos tipos. Além das geladeiras comunitárias, havia também um frigobar no quarto do staff, onde eu podia deixar minhas compras.

● Existem duas redes de mercado na Nova Zelândia que possuem bons preços: o PAK’nSAVE e o Countdown, sendo a primeira a mais barata.

● Como em qualquer lugar, existem produtos mais caros e mais baratos. Eu achei as carnes extremamente caras e fora do meu orçamento, então as substitui por cogumelos, ovos e vegetais, por exemplo.

● A alimentação dos neozelandeses não é tão diferente da nossa. Ou seja, não tive que adaptar minha alimentação devido à costumes locais, mas devido aos preços. Tinha até feijão por 1 NZD por lata!

Dica: os hóspedes de hostels sempre deixam comida – e de boa qualidade – para trás, e você pode pegá-las para si, gastando 0 reais do seu orçamento. :P

3. Gastos com transportes 

● De longe, o maior gasto com essa experiência foi a passagem aérea, que custou uns 5.500 reais! Comprar com antecedência e fora de período de alta é uma ótima maneira de se reduzir esse preço, mas não espere gastar menos de R$4.000.

● O serviço de transporte em terra da Nova Zelândia é bem crítico. Não é que seja de má qualidade, muito pelo contrário. O problema é que os ônibus em geral são muito caros e os intermunicipais precisam ser reservados com antecedência. Os locais me indicaram o intercity e eu fiz todas as reservas de ônibus por lá.

● Hamilton não é uma cidade enorme e, perdão pela redundância, seu centro é bem centralizado. Então eu pude fazer tudo a pé. Além disso, tem um ônibus 0800 que roda com frequência passando por alguns pontos do centro de Hamilton. Além dele, tem também ônibus convencionais que vão para pontos mais distantes da cidade, mas seguem a linha de preços salgados da Nova Zelândia.

Dica 1: Para ganhar tempo com deslocamento para destinos mais distantes, eu comprei um skate. Ele me rendeu um tombo fenomenal e muitas trips insanas! Você pode considerar um skate ou uma bicicleta, caso seu orçamento esteja curto, você não saiba dirigir ou não vá ficar muito tempo pelo país.

Dica 2: Caso você tenha habilitação e sua estadia seja mais longa, vale a pena botar os gastos na balança e comprar um carro. Sim, um carro! Carros usados são extremamente baratos lá. Em Auckland e Wellington você encontra carros mais caros (por volta de 7.000NZD), pois os viajantes estrangeiros desavisados chegam pelos aeroportos e buscam adquirir carros logo no início da viagem, mas se você buscar em Hamilton ou até mais ao interior, você encontra carros, em ótimo estado, sendo vendidos a 2.000 NZD ou menos! Os carros geralmente são automáticos e têm uma ótima autonomia. Além disso, muitos viajantes de baixo budget dormem em seus carros quando estão em deslocamento e sem nenhum host. Você pode recuperar o valor do carro ao vendê-lo ao final da viagem, os viajantes sempre conseguem!

Dica 3: Caso adquirir um carro não seja viável para você, uma boa alternativa para trajetos mais longos é pedir carona! Os kiwis são amigáveis e solícitos. Só cuidado se for tentar sozinho, pois há pessoas de condutas questionáveis em todos os cantos do mundo. Eu caronei bastante durante minha viagem, mas sempre acompanhada.

4. Gastos com diversão

● Hamilton tem seu rio – extenso e com diversos pontos de banho – tem o jardim, o lago e diversos parques. Naturalmente, é uma cidade bonita e você pode ter certeza de que nunca se cansará de assistir ao pôr do sol no lago ou de nadar pelo Waikato River. Atrações de graça e maravilhosas!

● Lembra do dinheiro que economizei comprando comida no mercado e cozinhando? Ele foi todo embora aqui! Os tours encontrados na Nova Zelândia são bem caros! Por exemplo, o ticket para o Hobbiton custava 80 NZD e a opção de tour mais sem graça das Waitomo Gloworm Caves custava 50 NZD. Além desse valor, ainda havia o translado até os locais, que variavam entre 50 NZD e 80 NZD. Outro exemplo, mais ao Sul, em Wellington, é o tour pelos pontos de filmagem de Senhor dos Anéis, que custava uns 90 NZD – que poderiam subir para 130, caso você quisesse fazer o workshop da Weta Cave. Salgado demais!

● De Hamilton é possível ir, facilmente, à Raglan, Tauranga, Matamata e Rotorua. Sendo as duas primeiras regiões de praias, a terceira sendo a localização do Hobbiton e a última sendo o local das termais. Todas são boas opções para viagens de fim de semana. Uma dica para economizar é buscar hospedagem no couchsurfing.

● Quem viaja à Hamilton precisa ter em mente que se trata de uma cidade bem calma! Apesar disso, ela tem seus dias de balada. As festas neozelandesas costumam começar cedo e acabar cedo, então não espere sair de casa meia noite para ir festejar! O que é ótimo das baladas de Hamilton é que a entrada de quase todas é franca. Você só paga o consumo – se consumir. Lembrando que a água é grátis por lá! Ótima opção para se divertir com zero reais!

● Eu quase não fui à restaurantes, pois comer em casa é um baita economia. As comidas para mortais variavam entre 7 NZD e 50 NZD. A comida japonesa e o famoso fish and chips tinham os melhores preços, custando uma faixa de 7 NZD ou menos. A comida indiana custava uns 13 NZD, assim como boa parte dos pratos simples de diversos restaurantes locais. As comidas mais rebuscadas ou rodízios é que levavam essa faixa de 50 NZD ou menos. No geral, os restaurantes não são super caros, mas se você comparar as despesas de se comer fora e de cozinhar no hostel, vai se surpreender e correr dos restaurantes!

● O cinema local é bem carinho. 13 NZD é a média pela ilha norte e, portanto, em Hamilton.

● Há o cassino de Hamilton, cuja entrada também é franca e você tem direito a três drinks. Eu não pude ir nele pois a entrada era para maiores de 20 anos e eu tinha 19. Damn it!

● O boliche social é outra opção de Hamilton que eu não fui. Custava uns 20 NZD e funcionava na base de pacotes. Tinha dias promocionais em que você levava um drink ou um sorvete além das partidas.

● Por último, mas não menos importante. Pensou que só as crianças podiam se divertir? Errou! Uma coisa I N C R Í V E L da Nova Zelândia é que os brinquedos dos parquinhos públicos são em tamanho de adulto. Isso mesmo, você também pode brincar! Durante o dia o parque do lago de Hamilton fica cheio de crianças e durante a noite ele fica cheio de adultos! Você pode ser mais um e aproveitar para brincar como se tivesse dez anos novamente! Os brinquedos são super divertidos e tem uns que exigem uma coordenação motora que talvez eu ou você nunca tenhamos tido.

P.S: os brinquedos em escala grande estão presentes em toda a Ilha Norte e, provavelmente, pela Ilha Sul também. Aproveita que também custa zero reais para se divertir neles!

A conclusão que tive é que Hamilton não é uma cidade cara. Tirando o transporte, viajar na Nova Zelândia com pouco dinheiro é possível. Você é quem faz seu budget. Ao passo que gastará muito com tours e com transporte, pode economizar na comida e na hospedagem, visitando o mercado e sendo um worldpacker! 


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Valkyria

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Out 20, 2018


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