Após alguns acontecimentos na minha vida pessoal, decidi que era hora de mudar e viver novas experiências. Morava em Londres há mais de um ano e queria mudar para outro país o quanto antes. Por sorte, uma amiga me indicou a Worldpackers e tive a oportunidade de viver uma das melhores experiências da vida.

Queria um lugar com praia e sol, pois para mim, esta é a melhor combinação para esquecer qualquer problema. Então, após uma pesquisa objetiva, encontrei o Hostel Surf Etxea, em San Sebastián, Espanha. Eles precisavam de alguém o quanto antes, tudo que eu queria!

De cara já adorei o lugar, tudo muito bonito, bem cuidado e o melhor: a apenas uma quadra do mar! Apliquei para a vaga em uma sexta-feira, no sábado eles já me aceitaram, esclarecemos todas as questões e na terça-feira já embarquei para a Espanha. Desde a primeira conversa os proprietários Aritz e David foram muito simpáticos e amáveis, o que me deixou mais confortável para vir.

1. Meu primeiro dia

Cheguei em San Sebastián em uma tarde chuvosa. No Hostel, fui muito bem recebida, já me apresentaram meu quarto e me instalei. Nos primeiros dias os anfitriões queriam que eu ficasse tranquila, apenas conhecendo a cidade e curtindo um pouco. Ótimo, não?

Logo no primeiro dia já conversei com todos os hóspedes e me identifiquei muito com dois argentinos e um inglês. Mais tarde, eles me apresentaram melhor o bairro e conheci a noite de San Sebastián. Já comecei bem!

2. Minhas tarefas e benefícios como worldpacker



Após alguns dias conhecendo a cidade e aproveitando a praia, comecei a trabalhar! Confesso que estava ansiosa pois o lugar era muito legal e queria começar logo.

Minha função era ficar na recepção do hostel das 15h às 21h. Seis horas por dia, quatro dias por semana. Tinha 3 dias off, que dava para aproveitar bastante. O horário também era tranquilo, podia ir à praia pela manhã, surfar (tinha pranchas à disposição) e depois trabalhar.

Fazia as reservas dos hóspedes, seus check-in e check-out. Quando chegavam, lhes dava uma breve explicação sobre a cidade e lhes apresentava o hostel.

Uma das exigências dos anfitriões era falar espanhol e inglês fluentemente, o que realmente era fundamental, pois vinham hóspedes de todos os lugares do mundo e era preciso ter uma boa comunicação com eles. Inclusive, a maioria das pessoas falavam apenas inglês.

Na recepção há um bar exclusivo para hóspedes, então eu também servia cafés, cervejas e passava minhas tardes tranquilamente conversando com eles enquanto trabalhava. Também tinha a árdua tarefa (ironia) de acompanhar trips de stand up paddle e aulas de surf... difícil, não? Tudo sempre muito bom e tranquilo!

Em troca da minha colaboração, eu ganhava hospedagem em um quarto comum, a cama era muito confortável e o quarto limpo e aconchegante. Também ganhava café da manhã, podia usar a máquina de lavar roupas e tinha a minha disposição pranchas de surf e uma cafeteira maravilhosa. Além disso, pagava 50% do valor das cervejas e demais bebidas do bar.

3. A estrutura do hostel e localização



A recepção é separada do restante do hostel, na mesma rua, apenas uma porta para o lado. No segundo andar, logo após entrar a maioria dos hóspedes já expressavam seu contentamento com o lugar, deixando escapar um “uaau”. Tudo novo, sempre limpo e organizado, o lugar ideal.

Há dois grandes quartos com quatro beliches cada, e um quarto menor com dois beliches. Dois banheiros, com dois chuveiros cada, uma cozinha completa com micro-ondas, geladeira e louças. A área comum também é muito boa, composta por uma sala com sofás, além de uma varanda com mesa e cadeiras, um espaço para as pranchas de surf e um chuveiro para limpar-se pós praia. Muitos hóspedes passam tardes na recepção conversando e tomando cervejas ou cafés, pois este espaço é exclusivo para eles.

O hostel está muito bem localizado, a apenas uma quadra da praia e ao lado de diversos restaurantes e bares. Praticamente todos os dias os hóspedes (e, muitas vezes, eu também) saem para beber drinks e jantar. Também há supermercado e farmácias próximos e a estação de ônibus/trem da cidade fica há apenas 15 minutos caminhando, o que possibilita conhecer outras cidades vizinhas e, em apenas 40 minutos, chega-se à França.

Vivendo a apenas uma quadra do mar, eu tinha a opção de curtir a praia de manhã, antes do trabalho, e também nos meus dias livres. Podia escolher entre a praia “La Zurriola”, ideal para surf, ou “Playa de la Concha”, com águas calmas e ideais para um tranquilo mergulho. Ótima localização!

4. Minha relação com o anfitrião e hóspedes



Desde o primeiro dia me dei muito bem com os anfitriões. Aritz e David são pessoas muito legais, sempre muito respeitosos e amigáveis. Sempre estiveram preocupados com o meu bem-estar e comodidade. Me ensinaram tudo que deveria fazer e sempre estavam à disposição para me ajudar ou tirar dúvidas.

Como vivia no hostel, sempre tive uma relação próxima com os hóspedes. Com algumas pessoas a sintonia era maior e parecia que éramos amigos há tempos, o que tornava a despedida mais difícil. Mas sempre tive uma ótima convivência com todos, conheci pessoas especiais e criei laços fortes e verdadeiros, que sei que levarei por muito tempo.

O work exchange, como o próprio nome já diz, é uma troca: suas habilidades e trabalho em troca de uma viagem inesquecível repleta de histórias que você levará para sempre!

Dentre tantas experiências que realizei através do meu voluntariado como worldpacker, só posso dar uma dica para você que está lendo este artigo: dê o primeiro passo, se permita viver esta aventura e aproveite a vida pois sempre temos algo a mais para vivenciar! 



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Ethiene

Gaúcha, jornalista e apaixonada pela vida. Traveler lover movida pela certeza de que sempre há mu...

Ago 28, 2018


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